jan 28

O e-sim no Brasil é o retorno do celular CDMA?

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/01/2020 às 17:12h

     Ano passado eu aproveitei uma viagem até a capital de São Paulo pra ir até uma loja própria da Claro e fazer a migração do meu chip físico para o e-sim. Dessa forma, fiquei com duas linhas em meu iPhone XR, sendo uma da Claro (via e-sim) e outra da Vivo (pelo chip convencional).

     Recentemente eu troquei meu aparelho por um iPhone 11 e, ao tentar usar o mesmo QR code do cartão da Claro, houve falha na ativação. Tentei fazer o mesmo no iPhone XR, pra não ficar sem a linha e também não ativava. Ou seja, diferente do que o funcionário havia me falado, o código é descartável e não pode ser reutilizável.

     Ao ligar pra Claro pra tentar resolver a situação, cada hora me falavam uma coisa diferente. Assim, achei melhor ir até a loja deles na cidade e falar pessoalmente. Infelizmente, pro meu desgosto, me falaram que esse tipo de situação só poderia ser resolvido numa loja própria e por aqui (bem como na região) temos apenas autorizadas/ credenciadas.

     Depois de mil ligações pra Claro, interações via redes sociais, reclamação na Anatel, Consumidor.gov.br, etc. acabei desistindo do e-sim e indo até a loja na cidade pra comprar um chip convencional e resgatar a minha linha, pois não poderia ficar mais dias sem ela, uma vez que boa parte das autenticações via SMS chegam nela. Pra minha surpresa, me disseram que, por estar no plano Claro Flex, não teriam com me ajudar. Novamente, me indicaram a ir numa loja própria.

     Novamente em contato com a Claro, me falaram pra voltar na loja e comprar um “chip virgem”. Foi o que eu fiz e, novamente, me disseram que eles não vendem isso. Que eu teria que ir numa loja própria. A essa altura você já sabe pra que serve uma loja credenciada, né? Pra te mandar ir numa loja própria.

     Quando eu já tava quase jogando a toalha, lembrei que tem um chat dentro do app do Claro Flex e tentei pedir ajuda por ali. Fui instruído a comprar um chip pré convencional, desses que vendem em banca mesmo. Pensei que não deveria ativá-lo, pois uma vez que ele pegasse um número, seria impossível resgatar o meu. Mas segundo a atendente do chat, deveria ativar e só depois solicitar a mudança no chat. E, pela primeira vez, uma atendente sabia o que dizia e tudo funcionou. Finalmente tinha minha linha de volta.

     Muitas operadoras gringas fizeram a implementação do e-sim de maneira muito suave. Algumas até integradas ao próprio iOS. Outras, bastando baixar o app da operadora, fazer o cadastro, pagar e pronto. Infelizmente, no Brasil, talvez pela enorme quantidade de golpes (como o sim swap), as operadoras operaram por deixar tudo extremamente burocrático. E pior: não deram o treinamento adequado aos funcionários, então muitos não sabem do que estão falando, como o que me disse que eu poderia ativar novamente pelo QR code ou os que me mandaram comprar “chip virgem”, etc.

     Muitos leitores me passaram relatos que quase todas as operadoras não vendem e-sim em planos pré, como o Tim Beta, Vivo Easy e afins. Eles dificultam ao máximo. E, quando se reclama via Anatel e outros, acabam sendo orientados a ir numa loja própria e ae se resolve. O problema é que nem todo mundo mora num grande centro onde tem uma loja própria. Alguns até se dispõe a se deslocar pra outras cidades pra resolver o problema e, chegando lá, se deparam com a falta do produto em estoque. Ou seja, o que era pra ser um mero código pra por no iPhone, gerado pelo sistema da operadora, acabou virando um cartão físico que depende de estoque. Não faz o menor sentido!

     Apesar da tentação de ter dois planos no iPhone ser grande, depois de passar por todos esses perrengues, confesso que perdi o desejo e vou deixar pra lá, especialmente porque já ando com um outro aparelho Android mesmo. As operadoras brasileiras conseguiram implementar o e-sim de forma tão horrível que acabaram por transformar uma tecnologia nova em coisa comparável aos primórdios da telefonia com telefones CDMA.

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jan 28

     Diariamente me perguntam no Twitter como funciona o Claro Flex e se realmente vale a pena. Então, bora lá escrever um post pra indicar quando alguém me perguntar.

     Como a TIM tem o TIM Beta/ Beta Lab e a VIVO tem o VIVO Easy, que são planos pouco divulgados e focados mais na galera jovem da internet (praticamente nenhum atendente nas lojas de operadoras vai te sugerir esses planos), a Claro lançou no final de 2019 o Claro Flex pra concorrer nesse segmento.

     Eu fiz a adesão nas primeiras semanas e desde então venho utilizando o plano. Primeiro, optei pelo Claro Flex 10GB por R$ 49,99 e, ao ver que não tava usando nem 50% da franquia, acabei alterando pra 8GB por R$ 39,99. Aliás, essas são as 2 modalidades do plano. Não existe um outro com franquia maior. Mas acredito que para a maioria das pessoas, seja suficiente, uma vez que alguns apps, como WhatsApp, Facebook, Twitter, Instagram, Waze e Cabify não descontam da franquia. Além disso, tem minutos ilimitados pra qualquer operadora no Brasil todo.

     Para fazer a adesão ao plano é necessário estar no plano pré da Claro. Caso seja cliente de outra operadora e queira manter o número, terá que fazer a portabilidade. Caso seja cliente da própria Claro no pós ou controle, precisa cancelar o plano e voltar pro pré. Caso queira comprar um chip novo (com novo número) e começar do zero, basta ir numa banca, comprar o chip, ativá-lo no pré e depois fazer a adesão via app (Android ou iOS).

     Uma dúvida bastante recorrente é sobre o saldo que se tem no pré. Vai perder? Se você for cliente da Claro, não. O saldo vai pro app do Flex e as mensalidades serão abatidas deles até terminar. Uma vez acabado, cobrará no cartão de crédito cadastrado. Se for cliente de outra operadora e tiver que fazer portabilidade, ae perde.

     Boa parte da minha família tinha plano pós da Vivo, pagando cerca de R$ 120/ mês pra ter benefícios similares ao oferecidos pelo Claro Flex. A primeira a migrar foi minha irmã. Fui a loja da Claro com ela, onde ela pediu a portabilidade e já agendaram um dia para a migração. Ou seja, você não precisa ligar pra Vivo. No dia e hora combinado, o seu chip da Vivo vai parar de funcionar e sua linha será migrada para o novo chip que você pegará na loja da Claro quando for fazer a adesão.

     Uma vez que funcionou tranquilo a migração da minha irmã, outros membros da família acabaram migrando e hoje praticamente todo mundo está no Claro Flex. Então, pro nosso perfil de uso, acabou valendo bastante a pena. Mas será que é o plano ideal pra você? Bom, ae resta a você decidir, olhando os benefícios e o seu perfil de uso. Caso use muito pouco, talvez o Vivo Easy seja melhor. Se usa muito mais e precisa de 20GB, talvez o Tim Beta seja melhor.

     Ainda dentro da própria operadora Claro, eles tem o Prezão com 2GB (1GB do plano + 1GB de bônus na renovação) por R$ 9,99 por semana, o que dá o mesmo valor do Claro Flex 8GB por mês, mas no final de 4 semanas somam 12GB. Porém, a franquia é renovada toda semana e não acumula. Logo, se você tem um uso bem distribuído ao longo do mês, talvez seja mais interessante até que o Flex.

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out 16

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jul 23

Vivo Easy vale a pena pra quem quer gastar pouco

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 23/07/2018 às 16:48h

     Recentemente a Vivo deu uma reformulada no plano Vivo Easy e acabou agradando uns e desagradando outros. Explico: pra quem usa como plano principal, ficou mais caro e menos vantajoso. Mas pra quem usa pouco, como uma linha de backup, ficou muito barato e interessante.

     Diferente do que ocorre com todos os outros planos, seja da Vivo, seja de outras operadoras, o Easy não depende de recargas periódicas para continuar funcionando e mantendo a linha ativa. Eu achei isso bem estranho, pois acaba com a receita recorrente da operadora, que tem custos pra manter uma linha ativa, seja de infraestrutura, seja administrativo, seja junto a Anatel. Porém, a empresa me confirmou que, desde que haja um pacote ativo, a linha não será bloqueada. Tenho os prints ;)

     O plano Vivo Easy é todo controlado por um app de mesmo nome. Para se cadastrar, use o convite G0RD0G33K e você receberá 1.000 diárias de WhatsApp grátis. As diárias descontam apenas no dia que usar. Senão usar, elas ficam lá no seu saldo de diárias. Assim, você pode comprar um chip novo na banca por R$ 10,00, colocar esse código, ativar o plano e ficar quase 3 anos (1.000 diárias dá uns 2 anos e 8 meses) usando de graça, sem ter de fazer recargas periódicas. Em resumo: pra quem só usa WhatsApp e quer ter uma linha extra, um baita negócio. Uma evolução do “pai de santo”, aquele celular que só recebe. Esse, além de receber e ter WhatsApp ilimitado, não tem custo mensal com recargas.

     Antigamente o plano Vivo Easy oferecia por algo em torno de R$ 55 um pacote com 4GB de internet e ligações ilimitadas pra todo Vivo no Brasil. Agora, como cada diária de telefonia (que inclui ligações para qualquer operadora no Brasil e SMS ilimitados) custa R$ 0,99, se usar todos os dias do mês, gastará R$ 30 só de telefonia. Caso contrate mais 4GB, o plano beira os R$ 100 mensais. Por isso que lá no começo eu disse: pra quem usa pouco, vale a pena. Mas pra quem usa muito, não.

     Uma coisa muito interesse nesse plano da Vivo é que você pode contratar as diárias ou pacotes de diárias por aplicativos e usar de forma ilimitado, inclusive vídeos do YouTube e Netflix. Se for por diária, sai R$ 2,99 cada, mas se for no combo (30 diárias por R$ 29,90), a diária custará menos de R$ 1. Então se todo final de semana você viaja de ônibus e quer ir curtindo YouTube a vontade durante toda a viagem, gastará só R$ 1. Isso vale também para acalmar as crianças naquelas viagens mais longas pra visitar os avôs.

     Existem pacotes mais em conta também, como para Facebook (R$ 1,49 por diária ou R$ 14,90 o pacote com 30), Twitter (R$ 0,49/ dia ou R$ 4,90/ pacote), Spotify (R$ 1,99/ dia ou R$ 19,90/ pacote), mobilidade com Waze, Easy Taxi e Cabify (R$ 0,49/ dia ou R$ 4,90/ pacote). Como ficou bem nítido, é muito flexível poder contratar por diária só quando for usar, cobrando diretamente no cartão de crédito, mas se optar pelo combo, terá um belo desconto. E, como os pacotes não expiram, é interessante comprar os pacotes e deixar de backup.

     Caso você tenha um pacote específico contratado (como YouTube), a primeira vez que você abrir o aplicativo ou acessar algum link do serviço, já será descontado da diária, ao invés do tráfego de dados comum. Falando nisso, o custo pra 1GB é de R$ 19,99 e vai caindo conforme o volume aumenta, como R$ 34,99 para 2GB, R$ 47,99 para 3GB, R$ 59,99 para 4GB, etc.

     Uma coisa que notei é que como o plano é novo, a Vivo ainda está fazendo ajustes nele. Logo que lançaram, a diária do YouTube era R$ 1,99 (contra R$ 2,99 de hoje) e do Netflix era R$ 4,99 (contra R$ 2,99 de hoje). Acredito que, conforme os cliente vão usando, isso gera mais informação pra empresa e eles vão fazendo ajustes em sua estratégia de preços. Contudo, uma vez contratado o pacote, ele não sofrerá reajuste até que você gasta tudo que já comprou e precise comprar mais.

     Recentemente um amigo foi atualizar o GPS dele e acabou danificando o software. Em conversa com ele, dei a ideia de pegar um celular mais antigo que ele tinha guardado na gaveta e usar pra essa função, através do Waze. Com esse pacote de mobilidade do Vivo Easy, sai apenas R$ 4,90 se ele usar todos os dias do mês, o que dá R$ 0,1633 por dia de uso. Além disso, pode deixar o telefone no porta luvas com o Google Maps compartilhando a localização e bateria, então serve de rastreador caseiro.

     Outro uso interesse pro Vivo Easy é em central de alarme e monitoramento. Algumas centrais, além da conexão com uma linha de telefone fixa, tem slot para colocar um chip. No caso de disparo do alarme, ela liga e envia SMS. Como esses ventos podem ser raros, manter um plano de celular apenas pra isso pode se tornar oneroso. Assim, como o Easy não depende de recargas periódicas, basta contratar algumas diárias de telefone e ele irá ativar automaticamente em caso de necessidade.

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dez 18

Muito CUIDADO com a oferta de trial do Google Suite

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 18/12/2017 às 12:22h

     Devo confessar que sempre fico com um pé atrás quando alguém me oferece algo de graça, mesmo que seja uma empresa grande. Se pedem cartão de crédito então, ae que eu fico com os dois pés atrás e raramente me convenço que vale a pena o risco. Como eu geralmente deixo meu cartão da NuBank bloqueado, se alguma empresa tenta me cobrar algo, eu sou avisado. Assim, diminuo um pouco toda aquela chateação de ficar reclamando pra pedir o estorno.

     Desde 2011 que uso os serviços de email corporativos da Google. Por sorte, na ocasião eles eram novatos nessa área e estavam dando de graça, pra toda vida, vários serviços que depois viriam a ser pagos. Mas, vez ou outra, eles enviam propagandas pra tentar fazer esse pessoal que só usa e não dá lucro algum, gerar receita para a empresa. Eu sempre ignoro, mas no final de novembro, cai na besteira de aceitar. Porque, conforme eles anunciaram, se eu não gostasse, teria 30 dias pra voltar ao gratuito.

     Hoje eu decidi que realmente não valia a pena pagar pelo serviço, já que o gratuito me atendia bem. Porém, ao tentar fazer isso, me deparei com um erro no painel. Assim, fui procurar na documentação e segui algumas dicas, mas nada deu resultado. Logo, só me restou acionar o suporte e acabei ligando no 0800.

     Como eu achei que fosse um erro comum e fácil de resolver, não vi necessidade de gravar a chamada desde o começo. Só comecei a gravar (vídeo acima) ao 18 minutos, quando a atendente me disse que realmente não teria como migrar e eu deveria pagar pelo serviço. Como eles cobram USD 10 por conta criada, daria uns USD 120. Ou seja, uns R$ 400,00 se converter usando o dólar do cartão, mais IOF. Um absurdo que eu certamente não iria aceitar.

     Pela gravação dá pra ver que, mesmo eu dizendo que iria procurar o Juizado Especial Civil, a atendente foi irredutível (inclusive sendo um tanto grossa em determinados momentos). Disse que não teria mais o que fazer e queria me despachar logo. Eu tentei de um tudo e não teve jeito. Já estava conformado que perdi mesmo, então contratei uma empresa de hospedagem por R$ 39,90/ mês e comecei o processo de migração.

     Para a minha enorme surpresa, cerca de 2 horas depois, me ligaram do Google pra pedirem desculpas pelo ocorrido. Segundo eles, houve um erro no atendimento e daria sim pra migrar. Claro que fiquei muito feliz, mas também me gerou uma enorme dúvida se devo continuar a confiar numa empresa que me tratou tão mal. Será que me ligaram porque reclamei no Twitter e alguém viu a m. que fizeram ou simplesmente a primeira atendente ficou com a pulga atrás da orelha? Nunca vou saber. Mas como eu tentei de tudo na primeira ligação, não acredito muito na segunda opção.

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dez 13

Comentários do relógio Huami Xiaomi Amazfit Pace

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 13/12/2017 às 23:35h

     Continuando na minha saga para achar um bom substituto para a Xiaomi MiBand 2, hoje eu recebi o relógio Amazfit Pace, também da Xiaomi. Na realidade, ele é feito por uma empresa chamada Huami, que é uma subsidiária da marca chinesa mais conhecida dos brasileiros. E por que eu resolvi comprar esse aparelho? Porque muita gente anda falando super bem dela, especialmente YouTubers de tecnologia.

     No vídeo logo acima eu faço meus comentários a respeito da pulseira. Em resumo: você achou bonito e tem um Android? Pode comprar. Tem um iPhone? Esquece. Isso porque os apps são tão diferentes que nem parecem da mesma empresa. Além do visual, os recursos, estabilidade e bugs são bem diferentes, sendo que no Android funciona super bem e no iOS é um lixo, com vários travamentos, desconexões e falhas de sincronia.

     Durante os meus testes, no decorrer de uma caminhada de aproximadamente 20 minutos, eu fui fazendo medições do batimento cardíaco e, estranhamente, em todas as 7 medições, o resultado foi exatamente o mesmo: 84 BPM. Improvável, mas possível. Porém, eu estava com outros 4 aparelhos de controle: uma cinta Garmin, outra Polar, o Galaxy S8 e a MiBand 2. Todas acusaram que a medição do Amazfit Pace estava muito errada.

     Além disso, no vídeo também fica claro a instabilidade do app para iPhone, que não conseguia sequer sincronizar os passos. Isso porque, antes disso, eu já tinha tido vários problemas para sincronizar o próprio relógio, como você pode ver aqui nesse outro vídeo. Eu fiz questão de gravar tudo porque esse gadget é muito amado e, ao criticá-lo, sei que os fãs vão falar que o problema é comigo e não com o gadget. Bom, os vídeos estão ae para mostrar.

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dez 12

Comentários da pulseira fitness Samsung Gear Fit2 Pro

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 12/12/2017 às 13:28h

     Desde 2011 que uso algum tipo de “dispositivo vestível” para monitorar passos e sono. Passei por diversos modelos, de vários fabricantes. Mas ultimamente me senti incomodado com relógios, especialmente pelo fato de ficarem raspando o notebook. No caso do MacBook, que tem corpo de alumínio, o atrito com a pulseira (geralmente na trava metálica) gera um ruído muito desagradável. Assim, acabei optando por pulseiras mais leve e com a tira praticamente inteira de borracha. É claro que eu poderia tirar o relógio quando fosse trabalhar e colocá-lo de novo ao término. Até tentei fazer isso, mas não me adaptei a rotina. Sempre acaba esquecendo o relógio, o que me obrigou a pensar em algo com mais praticidade.

     O problema é que estou sentindo muita falta de ter notificações no pulso, especialmente quando estou dirigindo ou operando o drone. É muito chato ter de parar tudo que estou fazendo pra tirar o telefone do bolso e verificar o motivo dele ter apitado ou vibrado. Assim, comecei a pesquisar algumas opções e achei interessante a Gear Fit2 Pro da Samsung.

     Apesar de ter um custo um tanto elevado (R$ 1.100), a pulseira é bonita e bem construída. Ela tem recursos interessantes, é leve e a bateria dura mais de 1 dia. Porém, o que mais me irritou nela foi a qualidade da tela num ambiente de muita luz. No vídeo acima eu faço mais comentários sobre o produto.

     Em tempo: me perguntaram se eu não gostaria de vender algum dos relógios antigos. As baterias estão bem ruins. Não dura nem 2 horas de uso. Por isso acho melhor não vender e evitar dor de cabeça. Mas se mesmo assim, alguém quiser comprar e se arriscar a trocar a bateria, me contate.

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dez 05

Minha péssima experiência com a Dell no Brasil

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 05/12/2017 às 17:11h

     Desde 2007, quando a Americanas fez uma promoção do Mac mini, sou um usuário de computadores da Apple. De lá pra cá, comprei um MacBook Pro em 2008, um iMac em 2011 e um MacBook Air em 2012. Porém, como os preços da empresa no Brasil estão além do razoável, com um iMac começando em R$ 8.000,00, tive de dar um passo atrás e voltar pro mundo Windows. Pro meu desgosto…

     Minha primeira tentativa foi comprar um notebook Samsung Odyssey. Pra quem não conhece, é a linha gamer da empresa. Como eu queria um computador com potência suficiente para editar vídeos em 4K e rodar máquinas virtuais, mesmo que isso comprometesse um pouco a mobilidade, aceitei pegar um notebook um pouco maior e mais pesado. Foram muitas decepções, conforme eu escrevi aqui. Mas em resumo: o aparelho, apesar de ser uma linha mais premium, é feito de um plástico vagabundo, o trackpad e teclado são horrorosos, além do HD ficar sempre em 100% e a bateria ser uma porcaria.

     Eu não queria montar um PC pois moro no interior e, caso o mesmo desse problema (e comigo sempre dá), eu iria ficar semanas sem o equipamento, além de ter de pagar altos valores com frete de ida e volta pra empresa (uns R$ 200, pegando um PAC com seguro). Cheguei a cotar com Kabum, ChipArt, etc. mas acabei optando por pegar um Dell, uma vez que eles tem atendimento no local, seja em casa ou escritório, no dia seguinte a abertura do chamado. E o cliente ainda pode pagar uma extensão de garantia até 3 anos. Assim, deixei de lado a ideia de montar um PC, esperei uma promoção e comprei um montado.

     Nas últimas semanas eu assinei vários canais sobre hardware no YouTube, pra me inteirar novamente desse mundo. Num passado bem remoto, eu sabia bastante sobre o tema, cheguei a ter uma loja de computadores entre 1999 e 2003, mas acabei ficando obsoleto no assunto. Não sabia sequer os nomes das linhas de CPU da Intel, AMD, placas de vídeo, etc. Assim, depois de semanas aprendendo mais e conhecendo o que tinha disponível, acabei optando pela linha de CPU AMD Ryzen, uma vez que eles um números de cores maior que a linha da Intel i7, então seria perfeito para meus propósitos, especialmente na hora de renderizar os vídeos.

     Eu vi uma promoção no Hardmob sobre um Dell Ryzen 1400, com 8GB de RAM, GPU RX560 e 1TB de HD por R$ 2.600. Os comentários eram positivos e acabei comprando. Porém, 3 dias depois, apareceu um outro Dell, dessa vez um Ryzen 1700X e GPU RX570 por R$ 3.500. Como a diferença era pouca e eu teria quase o dobro de performance, fechei a compra também. Pensei em cancelar a compra do Ryzen 1400, pois nem havia entrando em produção ainda, mas decidi ficar com ambos, pra ter um backup e também uma máquina pra esposa.

     Estranhamente, quem chegou primeiro foi o Ryzen 1700X, mesmo o pedido sendo colocado depois. E, logo ao ligar, notei algo estranho: as letras estavam meio serrilhados, dando um efeito horroroso para a leitura. Como o PC veio com o Ubuntu, achei que fosse algo relacionado ao Linux. Assim, peguei um pendrive do Windows 10 e instalei. Tive de ligar na Microsoft, pois não estava conseguindo ativar, mas deu certo. Porém, o problema do vídeo ainda continuava. Tentei usar outros 2 monitores e acontecia o mesmo. Comprei outros cabos, pra ver se era isso, mas nada.

     Alguns dias depois, quando o Ryzen 1400 finalmente chegou, achei que, como ele já vinha com Windows, não teria o mesmo problema. Ledo engano. Logo ao ligar, ele funcionou perfeitamente, mas depois dos vários updates do Windows, a imagem ficou ruim igual a do Ryzen 1700X. Reinstalei, travei o Windows Update pra não atualizar e danificar a qualidade da imagem, mas mesmo assim, os softwares da Dell conseguiram burlar meu bloqueio e atualizaram os drivers, ferrando tudo de novo.

     Num mundo ideal, eu apenas ligaria para a empresa e tudo seria resolvido, correto? Bom, o que eu não sabia é que o suporte da Dell anda péssimo. Você liga no 0800 e demora quase 1 hora pra alguém te atender. Enquanto isso, tenta outras opções como chat e email, que também não funcionam. Ae faz o esforço de aguardar 1h na linha pelo atendimento, quando o suporte lhe diz que esse tipo de problema não é coberto pela garantia, pois se trata de problemas de software e eu devo ver com a Microsoft.

     Falando em software, muitos dos aplicativos que eu precisaria rodar nos PCs não funcionaram, como Vegas 15 e Adobe Premiere (pra edição de vídeo). Não sei se é alguma incompatibilidade com os Ryzen, com as VGA, com o conjunto ou sabe-se lá Deus o que. O fato é que o suporte não pode me ajudar e eu não posso aguardar meses até sair uma correção, seja da Dell, seja dos desenvolvedores dos softwares, pra finalmente conseguir usar o PC que comprei.

     Como eu vi que não conseguiria resolver o problema, o próprio suporte da empresa sugeriu que eu devolvesse o produto. Mas, ficaram de me ligar e nada. Eu já abri 3 solicitações no ReclameAqui e a empresa se limita a pedir pra eu ligar pro 0800, o qual nunca consigo falar. A ligação ainda sugere que eu tente o chat, mas ao acessá-lo, cai numa página dizendo que ele não está disponível. Na opção de email, também nada acontece. Tentei ainda, dentro do site, achar alguma forma de contato. Preenchi um formulário e aparentemente foi, mas minutos depois, chegou um email de falha, dizendo que o email foi recusado. Frustrante!

     No passado, comprei produtos da Dell pra mim, para familiares e clientes. Mas depois de ver como o suporte da Dell no Brasil está precário, fico realmente com receio de recomendar algo da empresa. Espero que melhorem, pois ficar na mão da Apple, com seus produtos caríssimos, também não é opção.

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dez 05

Porque não usar servidor em nuvem da Locaweb

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 05/12/2017 às 11:56h

     Muita gente me pede dicas e recomendações nas redes sociais e é por isso que faço questão de usar esse espaço para deixar alguns vídeos e comentários que sustentem minha opinião. Jamais vou dizer “não compre A ou B” sem ter um mínimo de respaldo para comprovar o que estou dizendo. Assim, fiz 2 pequenos vídeos mostrando o motivo deu não recomendar a Locaweb, uma das das maiores empresas de hospedagem do Brasil.

     Há cerca de 2 meses eu comecei a fazer testes em serviços de computação em nuvem da empresa. E para tal, fiz a contratação do produto mais básico e barato da empresa, uma máquina com apenas um núcleo e 512MB de RAM por R$ 17,90. Obviamente, todo mundo com um mínimo de experiência no ramo, sabe que esses recursos são muito escassos e não devemos esperar muita coisa. Ao mesmo tempo essa é basicamente a configuração padrão de mercado. Eu mesmo tenho máquinas com essa configuração na Digital Ocean há anos e me atendem até de maneira bem razoável.

     O grande problema da computação em nuvem, quando você não tem um computador e recursos exclusivos é que a performance da máquina pode variar muito com o decorrer do tempo. Isso porque, se outros clientes forem sendo alocados no mesmo servidor que você está, ele irá “drenar recursos” do hardware e o servidor não terá mais a mesma potência que a anterior pra lhe anterior. Isso é previsível. Porém, a empresa de hospedagem deve fazer um monitoramento constante para evitar que a degradação chegue a ponto de tornar o serviço inutilizável pelo cliente.

     Quando eu fiz a contratação do servidor, instalei e configurei meu setup para começar os testes. Passei dias testando e a máquina tinha excelente desempenho. Troquei até emails com amigos mostrando a performance, que era muito acima da média para os recursos contratados. Fiquei realmente admirado e cheguei a recomendar muito a Locaweb. Porém, como alegria de pobre dura pouco, no mês seguinte, a performance desabou, como podemos ver no vídeo acima.

     Eu abri um chamado na empresa e, passadas 24 horas, nenhuma interação sequer. Ou seja, se você precisa de um suporte que lhe ajude e seja eficiente, pode riscar a Locaweb da sua lista, pois se demoram mais de 1 dia apenas para responder o chamado, que dirá pra começarem a resolver a questão. E detalhe: como sou técnico há muitos anos, já mandei os vídeos comparativos, detalhei o máximo que pude e pedi providências. Ou seja, fiz metade do serviço do suporte, de diagnosticar e sugerir uma ação. Que dirá de quem não tem tais conhecimentos e está entregue totalmente ao suporte, sem poder contestar, rebater, etc.

     Como a empresa simplesmente não respondeu aos chamados, movido pela curiosidade, eu abri uma outra conta na Locaweb. Poderia simplesmente ter pedido outro servidor na minha conta mesmo, mas queria ver se uma nova conta (um novo cliente) teria prioridade a base já instalada. Para tal, fiz o pagamento de um servidor exatamente igual ao que eu venho experimentando degradação de performance. E, para a minha surpresa, ele se comportou exatamente igual quando eu contratei o anterior, ou seja, muito rápido.

     Ainda mais curioso, pensei: e se eu fizer upgrade no servidor antigo, dobrando seus recursos. Será que vai melhorar? Pois bem, paguei pelo upgrade, dobrei os recursos e mesmo assim ele toma uma surra do servidor novo, com a metade de recursos. Em alguns casos, chegue a ser 3 vezes mais rápido. Como explicar?

     Pode ser que a Locaweb simplesmente não fez o dever de casa e tem alguns clientes usando muitos recursos do mesmo servidor que a primeira máquina, o que compromete a performance da mesma. Isso talvez explique porque, mesmo ela usando apenas 10% de CPU, ainda está lenta e, mesmo após um upgrade, dobrando os recursos, ainda assim fique lenta. Ou talvez, quem sabe, a Locaweb priorize os novos clientes, colocando-os em servidores melhores, para ter uma boa experiência e os convença a migrar para a empresa. Um mês depois, a performance comece a cair, forçando-os a pagar mais e ter sucessivos upgrades. Será? Fica pra você decidir.

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