out 23

O que vale mais a pena: Nokia Lumia 930 ou Moto X 2014

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 23/10/2014 às 12:56h

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Categoria(s): Android, Windows Phone
out 22

     Esse post foge um pouco do foco do blog, que é tecnologia, mas como eu também gosto de dar dicas pros leitores e, sendo pai, não poderia me omitir e deixar que alguns possam passar pela mesma desagradável situação que eu passei no último domingo, dia 18 de outubro, ao levar meus filhos pra ver o show “oficial” da Peppa Pig, a porquinha que andou colocando a Galinha Pintadinha no limbo.

     Quem é pai, certamente já conhece a Peppa Pig, a famosa personagem infantil dos desenhos do canal pago Discovery Kids. A criançada anda louca por ela e, além de ficar vidrada na TV, ainda quer consumir as dezenas de produtos licenciados, que vão desde bonecos, passando por calçados, roupas e os mais variados brinquedos.

     Pra quem não sabe, moro no interior e aqui é relativamente frequente aparecerem circos trazendo personagens infantis, como Galinha Pintadinha, Backyardigans, etc. Mais recentemente, embarcando na moda, também vem a Peppa Pig e seus personagens. Porém, são show “não oficias”, ou seja, as pessoas querem surfar na onda, fazem qualquer fantasia meia boca e usam isso pra chamar o público. Porém, com muita propaganda em rádios, TV local, jornais e faixas pela cidade, foi anunciado o primeiro “show oficial” da porquinha, o que, com claro, chamou minha atenção e especialmente dos meus filhos.

     Passei uma semana ouvindo meus filhos perguntando: “papai, é hoje o show?”. Quem é pai, sabe muito bem como é isso. Eis que surge o dia de show e as crianças nem quiseram almoçar direito, que dirá tirar aquele famoso e recomendado cochilo. Fomos bem cedo para o clube onde seria o show e ficamos enrolando na piscina e depois no parquinho. Como fomos avisados, na compra dos ingressos, que o show começaria às 16h, mas abriria às 15h, chegamos na porta às 14:45h. Com isso, fomos os primeiros a entrar e sentamos na primeira fileira de cadeira, bem no centro. Excelente lugar para curtir, né?

     Apesar de marcado pra começar às 16h, o show começou às 16:30h. Durante quase 2hs, dois palhaços se apresentaram. Nada contra, mas eu gostaria de ser avisado com antecedência sobre isso. Eles até foram simpáticos, desceram do palco, tiraram fotos, beijaram, abraçaram, etc. Porém, quando começou o evento principal, o show da Peppa, um grupo enorme de pais resolveram ir pra frente do palco, bloqueando toda a visão de quem foi babaca, chegou cedo e cumpriu todas as normas de etiqueta. Por diversas vezes, pedimos para os pais respeitarem. Até que, ao ver o produto do show, comuniquei o mesmo sobre o problema (que era visível, nem precisava alguém falar nada), que se omitiu e disse que nada poderia fazer.

     Fica aqui a minha dica então pra quem está pensando em ir ao show “oficial” da Peppa Pig: não adianta chegar cedo, você pode não conseguir ver nada, deixando seus filhos frustrados, já que a produção não faz nada para que você tenha pelo serviço que pagou. Eu, como não sou otário, já acionei meu advogado e iremos processar a empresa produtora do show, pois eu sei que só quando dói no bolso, alguma atitude é tomada.

     Update 22/10/2014 14:50h => Conversando com o @NerdPai no Twitter, ele me disse que dificilmente esse show, apesar de ter sido vendido como oficial, seria realmente o original. Estou tentando apurar se realmente é oficial ou foi furada. Caso realmente não seja, aumenta ainda mais o problema pra cima da produtora.

     Update 22/10/2014 17:11h => Entrei em contato com a Discovery Kids Brasil pelo Facebook e Twitter, pra saber se o show era oficial. Não era, conforme o @NerdPai previa. Assim, irei processar a ALP Real Show Produções não apenas pelo péssimo serviço, mas também por estelionato.

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Categoria(s): Dicas
out 09

Casas Bahia lesa consumidores com prática abusiva

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 09/10/2014 às 12:15h

     Eu não ia fazer um post sobre isso, pois já comentei no Twitter, mas como as Casas Bahia me ligaram a pouco, reiterando a prática abusiva deles, resolvi deixar o alerta aqui, pois da mesma forma que aconteceu comigo, pode acontecer com algum leitor e é um dissabor a menos pra ser evitado numa vida cotidiana já estressante.

     Em agosto minha esposa quis fazer umas mudanças no quarto das crianças e comprou um guarda-roupas (poderia ser um smartphone, tablet, TV, etc.) no site das Casas Bahia. Esperamos várias semanas e chegou o produto. Como ele foi comprado no site (e não na loja física) a montagem é por conta do cliente. Assim, pagamos a um montador certificado pra vir executar o serviço.

     Na hora da montagem, o profissional viu que havia uma peça rachada e algumas furações erradas. Quanto aos furos, ele mesmo deu um jeito. Já na peça com problema, ele deixou separado e pediu pra gente entrar em contato com a empresa. Quando trocassem a parte com defeito, era só ligar pra ele, agendar um dia e ele viria colocá-la no devido lugar.

     Fiz a reclamação, esperando que seria algo rápido, mas as Casas Bahia começou a mostrar, logo de cara, porque é uma empresa a ser evitada. Ao invés de vir e trocar apenas a parte com defeito, mandou dois funcionários virem desmontar tudo. Como eu já havia me desfeito dos móveis antigos, já que não tinha onde por, as roupas dos meus filhos ficaram todas no chão.

     A troca do produto levou mais algumas semanas e, quando a transportadora veio trazer, mandaram junto um documento pra eu assinar, dizendo que o produto foi aberto e conferido, pra não ter erro. Achei que estavam apenas querendo se assegurar que não veio outra peça com defeito, o que seria normal. Porém, o motorista foi orientado a não me deixar abrir o produto. Ou seja, eles queriam que eu assinasse algo, atestando que abri e conferi, sem que ele deixasse eu abrir e conferir.

     Como acredito que a Casas Bahia é uma empresa idônea e o transporte era tercerizado, tal prática podia ser da transportadora e não das Casas Bahia. Como bom cidadão, usei o Reclame Aqui para comunicar o fato a empresa. Eis que me liga uma pessoa da empresa (Cleide Santos) agora a pouco, afirmando que a prática é correta. Ou seja, assinar algo dizendo que foi aberto e verificado, sem deixar verificar, é correto do ponto de vista da empresa.

     Para o azar da empresa, eu não sou formado em direito, mas tenho uma noção básica e sei que isso é uma prática abusiva. Mas fico imaginando os milhares de clientes da empresa sendo submetidos a tal prática, atestando que receberam algo íntegro, que foi conferido por elas e, num eventual problema, podendo ter a troca negada, já que assinou que estava tudo ok.

     Talvez esse seja apenas um fato isolado e dei azar. Porém, como comuniquei a empresa e uma funcionária disse que essa prática é comum, deixo aqui o meu alerta. Se você pode comprar numa empresa que te respeita, vai comprar numa que viola seus direitos por que?

     Em tempo: a comunicar o Procon da prática das Casas Bahia, me informaram que é abusiva, art. 39, inciso V, do Código de Defesa do Consumidor. Eu não pretendo processar a empresa, pois sei que isso não vai me levar a lugar algum. Conheço bem o Judiciário Brasileiro e sei que vou gastar tempo, dinheiro e, no máximo, vão me devolver o meu dinheiro reajustado. Toda a minha raiva, indignação, as roupas das crianças semanas no chão, são um “mero aborrecimento” e devo me contentar com isso.

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Categoria(s): Geral
out 08

Vivo muda políticas de uso do 3G. Vamos pular fora?

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 08/10/2014 às 09:41h

     Sou cliente das três principais operadoras do Brasil (Vivo, Tim e Claro) há alguns anos. Faço isso porque não confio em nenhuma e preciso de contingências, especialmente em minhas viagens. Mas, como eu já narrei aqui outras vezes, mesmo com 3 chips às vezes ainda passo nervoso.

     Como a maioria dos meus familiares são clientes antigos da Vivo, acabo usando o chip deles como principal. Eu tenho o plano Vivo Sempre, onde recarrego R$ 25 mensais e falo com qualquer número da empresa, no Brasil todo, pagando R$ 0,06 (eram R$ 0,05) por minuto. SMS pra qualquer operadora sai também por R$ 0,06 (também eram R$ 0,05). Pra internet, antigamente tinha 200MB por R$ 11,90 (era R$ 9,90) e agora uso o 400MB por R$ 19,90. Resumindo: a Dilma pode falar que não existe inflação, mas não é o que acontece! Vemos que o preço de tudo está subindo, inclusive os serviços de telecomunicações.

     Apesar deu ter um chip Tim Beta, onde eu pago R$ 0,50 (era R$ 0,25) por dia de internet, mais R$ 0,50 (também era R$ 0,25) por dia de ligação pra qualquer Tim no Brasil todo, tenho poucos contatos que são clientes da empresa (talvez pelo sinal, na maioria das vezes, ser um lixo). Notem que, diferente da Vivo, eu posso fazer 1 ou 100 chamadas que vou pagar apenas R$ 0,50 por dia de uso (não é por chamada). Então é um plano super vantajoso pra quem fala bastante e tem vários contatos que também estão na operadora.

     O que me motivou a fazer esse post não foram os seguidos aumentos de tarifa (pois isso ocorreu em todas as empresas), mas algo que irá mudar na Vivo nos próximos dias: o fim da internet “ilimitada”. Atualmente, quando se atinge a cota de internet pré-paga, a empresa reduz a velocidade da sua conexão (geralmente a ridículos 32kbps) mas o cliente continua a navegar. A partir do começo de novembro, a internet será cortada, ou seja, quem quiser continuar a navegar, terá que contratar um novo pacote.

     Como a imensa maioria dos clientes das operadoras usa planos pré-pagos, imagino que isso vá causar um enorme impacto em suas vidas, especialmente pra aqueles que tem WhatsApp, Viber, Flickr e outros apps instalados. Isso porque, esses programas (e muitos outros) costumam vir por padrão com a opção de baixar tudo via 3G (e não apenas no Wi-Fi). Com isso, um plano de 10MB de cota vai pro saco numa velocidade inacreditável. Hoje, o cliente é “penalizado” com a redução da velocidade, mas continua a navegar. E quando a sua internet for cortada?

     Nesse ponto, muitos dos leitores, “mais descolados”, devem estar pensando: “Mas é simples mudar isso. Eu sempre mudo.”. Então caro leitor, mas você é minoria. Sua mãe, tia, avô, etc. sabe disso? E sabe como mudar isso nos apps? Duvido! Na semana passada mesmo, o entregador do Submarino veio me trazer uma encomenda e comentou comigo que a internet vive lenta. Quando fui ver, WhatsApp, Viber e outros estavam comendo todo o plano de dados dele. E tenho certeza que isso acontece com a maioria dos usuários.

     Se você é cliente pré-pago da Vivo, comece a pensar se vale a pena pedir a portabilidade para outra empresa, pois nos próximos dias a política da operadora irá mudar e isso pode lhe causar grandes transtornos.

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Categoria(s): Notícias
out 06

Comparando as fotos de alguns novos smartphones

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 06/10/2014 às 16:52h

     Há alguns meses eu fiz um post aqui no blog comparando a qualidade de 9 smartphones. A pedidos, estou fazendo um novo post, comparando a qualidade das fotos tiradas com os novos Moto X e Moto G.

     Eu procurei tirar as mesmas fotos que no teste anterior. Porém, não as usei porque as condições de iluminação estão diferentes, então inclui no teste de hoje o Moto X 2013, Moto E e Nexus 5. Acredito que vai dar pra dar uma boa comparada pra quem tiver dúvidas sobre a qualidade das câmeras.

     As fotos foram extraídas dos aparelhos via cabo microUSB e enviadas para o Dropbox. Logo, a qualidade não foi afetada, seja pelo processo de tirar o arquivo do smartphone, seja no envio. Digo isso porque muita gente pergunta se não foi usado o método de upload automático para algum serviço na nuvem, como Google Drive, One Drive, etc.

Continue a leitura..

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Categoria(s): Android
out 02

Primeiras impressões do Novo Moto G DTV 2014

3 Comentarios »Postado por GordoGeek em 02/10/2014 às 16:18h

     No ano passado a Motorola anunciou em novembro um dos seus melhores produtos até hoje: o smartphone Moto G. O aparelho fez um enorme sucesso por possuir um excelente custo x benefício, sendo campeão de vendas e críticas, seja dos veículos especializados, seja dos próprios consumidores. Agora em setembro, ela anunciou a segunda geração dos aparelhos. Será que acertou de novo?

     Muita gente critica a Apple quando essa lança novos iPhones “apenas” melhorados, não promovendo uma verdadeira revolução ano após ano. O que a Motorola fez com a segunda geração do Moto G foi exatamente isso: uma melhoria e não uma revolução. Ou seja, ela ouviu os consumidores e lhes entregou um produto parecido, porém melhor ao do ano anterior, sobretudo focando naquilo que seu cliente realmente queria.

     Em maio desse ano, quando a empresa anunciou o Moto E, ela já havia disponibilizado uma nova versão do Moto G, com microSD e 4G, duas das coisas mais pedidas pelos consumidores. Nos modelos anunciados em setembro, infelizmente não veio o 4G, mas vieram a TV digital, suporte a cartões microSD, tela maior, uma câmera melhor e o mesmo preço incrível para a categoria.

     Além do 4G, algumas pessoas reclamaram que tanto a CPU, como a memória RAM, permaneceram a mesma. Ora, upgrade, todo mundo deseja, mas será que ele é realmente necessário, ainda mais num produto com boa performance e que faz de tudo para se manter acessível? Com uma CPU Qualcomm Quad core de 1.2GHz e 1GB de RAM, era desejável, mas não imprescindível um upgrade. E a Motorola fez o mais lógico: focou no preço.

     Eu já usei (e tenho ainda na gaveta) vários smartphones topos de linha lançados no Brasil, como o Samsung Galaxy Note 3, o Galaxy S5 e o Sony Xperia Z2. Contudo, conforme eu escrevi nesse outro post, eu abri mão deles pela fluidez que encontrei no Motorola Moto X e no LG Nexus 5. Contudo, mexendo no Moto G de segunda geração, fiquei tentado a trocar o Nexus 5 por ele, uma vez que ele oferece boa performance, microSD, dual chip e TV, coisas que eu aprecio num aparelho.

     Um breve comentário sobre a câmera do Moto G: a anterior era bem fraca e a nova, além de mais megapixels, está mais rápida e com uma qualidade superior. Não dá pra comparar com aparelhos topo de linha, mas a câmera passou de ruim para aceitável.

     Apesar de estar com o aparelho a menos de um dia e esse ser um post de primeiras impressões, por tudo que li do aparelho e vi de amigos que já tem o Moto G, acredito que possa recomendá-lo a boa parte das pessoas que procura um smartphone bacana, num custo não muito elevado. Se vou gostar dele depois de 1 semana de uso intenso, só o tempo dirá. Mas as primeiras impressões foram, novamente, muito boas. Palmas para a Motorola, que até bem pouco tempo era ofuscada pela Samsung e conseguiu dar a volta por cima.

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Categoria(s): Android
out 01

Finalmente um juiz que entendeu como as coisas funcionam

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 01/10/2014 às 14:53h

     Vez ou outra me afasto dos posts mais voltados a tecnologia para abordar outros assuntos que julgo importantes para os leitores. Entre eles, seus direitos como consumidor e cidadão. Assim, esse é mais um post sobre isso e mostra como nem todos os nobres juízes são iguais.

     Vi a pouco um texto do dr. Gil Messias Fleming, que é juiz de Direito de Entrância Especial, titular da 1ª Vara de Execuções Penais de Campo Grande e pós-graduado em Filosofia do Direito, Direito Civil e Direito Notarial e Registral.

     Quem já teve que recorrer a Justiça brasileira sabe como ela é lenta e muitas vezes ineficiente. Eu nunca procuro a Justiça sem antes ter tentado, exaustivamente, uma solução extra-judicial. Primeiro, tentando de tudo diretamente com a outra parte. Segundo, usando mecanismos de intermediação, tais como o site Reclame Aqui, Procon, Anatel e até redes sociais. Muitas das vezes, nada disso resolve.

     Não é incomum, mesmo eu demonstrando no processo que tentei de tudo para resolver o caso, o juiz fazer pouquíssimo caso do problema e sequer aplicar dano moral, pois, segundo o excelentíssimo, descumprir o contrato, ignorar o consumidor e fazê-lo perder tempo e dinheiro recorrendo a Justiça, é mero dissabor. Quando muito, obriga a empresa a devolver o valor ou algo assim. Isso explica muito porque o brasileiro está acostumado a reclamar muito nas redes sociais, mas não ir efetivamente atrás dos seus direitos. Afinal, pra que se desgastar com algo que não o deixará satisfeito?

     No entanto, juízes como o Dr. Gil Messias, nos faz acreditar que pode haver esperança. O texto dele é relativamente longo, mas nos traz algumas passagens muito interessantes, as quais eu vou citar abaixo:

     “O presente artigo pretende abordar o comportamento abusivo e prepotente das grandes companhias frente ao consumidor brasileiro, fenômeno que cresce em proporções geométricas graças à atuação equivocada do Judiciário pátrio.”

     “Desses milhares de atos ilícitos cometidos diariamente e reiteradamente pelas empresas em face dos consumidores, esses cada vez mais atônitos e impotentes com a desfaçatez e abusividade espelhado no comportamento daquelas, algumas centenas acabam por acorrer ao Judiciário, também diariamente, com a esperança ingênua de que a conduta desregrada e afrontosa dessas empresas será finalmente enquadrada e combatida. Ledo engano, do qual o já abusado consumidor apenas irá se dar conta após aguardar por meses, e não raro por anos, em algumas esperançosas peregrinações em salas de espera e de audiência pelos juizados afora.”

     “Será que alguém em sã consciência pode presumir que o Judiciário, através de seus juízes, leigos ou togados, possui capacidade técnica para avaliar ou mensurar a extensão, a qual se deu uma dimensão aparentemente matemática, do aborrecimento sofrido pelo consumidor? Na esmagadora maioria das vezes, esse consumidor, ao fim de uma odisseia imoral e inútil através dos ineficientes e impessoais serviços de atendimento das empresas, bate às portas da Justiça na esperançosa tentativa de solucionar o problema (para o qual não deu causa, nunca é demais lembrar) e tenta, através de uma indenização, não apenas se ver ressarcido de seus dissabores, o que sabemos que não tem preço, mas, na sua qualidade de cidadão e cioso de seu papel perante a comunidade, educar e combater o comportamento odioso levianamente repetido pelas empresas.”

     “Não precisa ser nenhum gênio da economia para chegar a conclusão que é imensamente vantajoso para as empresas continuarem com suas diversas e incontáveis modalidades de atos ilícitos, sendo certo que um pequeno número dentro do gigantesco universo de prejudicados procura o Judiciário para a defesa de seus direitos explicitamente violados, e desse montante já reduzido, apenas uma ínfima parte obtém sucesso, sendo os demais enxovalhados para a vala fácil do “mero aborrecimento”.”

     “Os valores, a serem fixados para fazer frente a essa indenização devida para a sociedade, obviamente, não podem ser modestos, sob pena de surtirem o mesmo efeito que um cisco atirado em um elefante. Poderíamos usar como parâmetro o próprio CDC, em seu artigo 57, parágrafo único, ou, deixando de lado a indulgência que já a tanto tempo socorre tais empresas renitentes, podemos lançar mão dos montantes previstos pelo artigo 37, incisos I a III, da Lei 12.529, que prevê multa de até R$ 2 milhões.”

     “Muito tempo já foi perdido neste raciocínio oblíquo e equivocado em que desembocou o Judiciário, passamos da hora de reconhecer que os grandes princípios diretores da nossa atual ordem constitucional — dignidade da pessoa humana e solidariedade —, bem como os princípios civilistas contemporâneos — boa-fé objetiva, probidade e função social do contrato — devem prevalecer sobre quaisquer outros eventuais fundamentos que possam fomentar o comportamento deletério das empresas brasileiras no seu trato com os consumidores.”

     A tese defendida pelo juiz é a mesma que já falei algumas vezes aqui no blog e no Twitter: deve-se punir com mão de ferro, fazendo doer no bolso das empresas, pois só assim elas irão rever seus procedimentos internos e começarão a tratar o consumidor com o respeito que ele merece. Enquanto juízes continuarem a aplicar multas de R$ 2.000,00 (quando aplicam, o que é raro) em empresas bilionárias, o efeito será nulo. Elas continuarão a agir da mesma maneira, pois não há justificativa econômica para a mudança. Assim, aplaudo de pé o texto e a atitude do Dr. Gil Messias.

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set 26

Primeiras impressões do smartwatch Samsung Gear Live

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 26/09/2014 às 17:57h

     Há algumas semanas eu tive meu primeiro contato com o sistema Android Wear através do relógio inteligente (vulgo smartwatch) LG G Watch. Dá pra notar bem claramente a minha decepção no vídeo de primeiras impressões dele. Mas, conforme os dias foram passando, achei algumas coisas legais, como responder um tweet por voz diretamente no relógio, sem pegar o smartphone, bem como o controle de mídia pelo pulso (novamente, sem ter que recorrer ao smartphone).

     Eu tenho um relógio Samsung Gear 2, que roda o sistema Tizen. O vídeo de primeiras impressões dele está aqui. Com ele eu consigo fazer coisas mais bacanas do que consigo com o Android Wear. Porém, ainda não me sinto a vontade para recomendar que alguém invista R$ 1.000 nele.

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set 26

Abri mão dos smartphones topos de linha e estou feliz

8 Comentarios »Postado por GordoGeek em 26/09/2014 às 10:43h

     Acho que o sonho de boa parte dos geeks é ter condições financeiros de conseguir se manter atualizado tecnologicamente, comprando os mais novos lançamentos. Quem me acompanha há algum tempo sabe que estou sempre trocando de smartphone, geralmente pegando os topos de linhas de Samsung, Sony, etc. E cheguei a conclusão que não preciso deles pra ser feliz.

     Esse não é um daqueles posts onde eu vou ensinar você a poupar dinheiro, controlar o consumismo, etc. Depois de alguns anos comprando o Galaxy Sx, Galaxy Note x e mais recentemente os Xperia Zx da vida, vi que eles mais me frustravam do que me realizavam. Afinal, quem paga R$ 2.500 num aparelho (ao invés de R$ 500 num modelo mais em conta), espera que a experiência seja muito boa.

     Nos últimos meses eu fiz diversos vídeos falando sobre os problemas do Sony Xperia Z2, o topo de linha da Sony. Ele esquenta demais, a câmera não é tão boa assim, trava uma barbaridade, etc. Já o Galaxy S5 e o Galaxy Note 3, especialmente pelas tranqueiras que a Samsung insiste em por na TouchWiz, acabam deixando os aparelhos se arrastando em pouco tempo. Se tiver curioso, dá uma procurada aqui no blog pra ver mais sobre cada uma dessas coisas. Tem tudo documentado em vídeo, pra mostrar que são problemas reais e não meras impressões.

     Tem cerca de uma semana que estou usando o Nexus 5 e o Moto X (2014) como aparelhos principais. Até já coloquei meus outros aparelhos pra vender no OLX, já que perdi totalmente o tesão neles. É incrível a fluidez desses dois aparelhos, que geralmente custam a metade dos topos de linhas. Enquanto em outros aparelhos eu experimentava pequenas travadinhas e constantes gargalos, nesses dois tudo roda liso. Detalhe: rodando exatamente os mesmos apps, inclusive launchers, dos outros aparelhos.

     Estou sentindo falta do leitor de digital (S5), emissor de infra-vermelho (S5), cartão microSD, proteção contra água (Z2 e S5), TV Digital (Z2), um acabamento mais premium e tudo o mais? Sinceramente: sim, mas consigo viver muito bem sem eles. Até o “pouco espaço”, já que sou um ávido consumidor de Spotify e Pocketcasts, estou conseguindo me virar. Atualmente tenho 3GB livre no Nexus 5 e 5GB livre no Moto X (esse último tem 32GB de armazenamento interno nominal, contra 16GB do Nexus 5, então sincronizo mais playlists).

     Diariamente eu recebo dezenas de dúvidas no Twitter e entre as mais recorrentes estão: “que aparelho eu compro? X ou Y”. E geralmente X e Z são Galaxy S5, Galaxy Note 3, LG G3, Sony Xperia Z2 e por ae vai. Ou seja, a pessoa se dispôs a pagar uma baba no telefone, esperando ter uma boa experiência. Assim, acho leviano da minha parte indicar algo que eu não acredito, dando meu aval pra pessoa gastar grana onde não deve. Mas claro, cada caso é um caso e os atributos que são importantes pra mim, podem não ser para a pessoa. Assim, faça uma lista do que é importante pra você, destacando o que é fundamental, o que é desejável, o que gostaria, mas toparia abrir mão e o que pouco importa.

     Nem o Nexus 5, nem o Moto X, tem câmeras muito boas e isso não é de hoje. Eu tenho um post aqui no blog onde eu comparo as câmeras de 9 aparelhos. Ainda vou atualizar esse post com as fotos do Moto X, mas ela não é muita coisa melhor do que a do Nexus 5, que já está no post anterior. Mas convenhamos, se você quer ter um smartphone com uma câmera muito boa, você terá que partir para a linha Lumia, que roda Windows Phone. Ou então pagar R$ 3.500 num iPhone.

     É muito provável que se você me perguntar sobre que aparelho comprar, eu vou te mandar esse post, pois está muito mais completo do que uma resposta dada em 140 caracteres no Twitter. Não é pouco caso com seu “problema” e sim uma forma racional de respondê-lo.

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set 19

Já vale a pena instalar o Android L em seu smartphone?

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/09/2014 às 14:03h

     Recentemente eu decidi abandonar o Sony Xperia Z2 e o Samsung Galaxy S5, passando a usar o Motorola Moto X e o Nexus 5. Isso porque, conforme eu mostrei nesse video, o desempenho dos aparelhos com Android puro é muito maior. Além de ficar livre das travadinhas, também fiquei livre de comportamentos muito doidos que ocorrem quando o fabricante resolve mexer onde não deve, alterando o Android, especialmente quando esses são Samsung e Sony.

     Hoje de manhã eu estava fazendo testes com as câmeras dos aparelhos, pra comparar com a do novo Moto X e, ao tirar foto com o Nexus 5, que estava com Android L, notei que elas estavam sem enquadramento. Achei que eu tivesse feito alguma cagada, mas quando fui tirar novamente as fotos, observei que, mesmo eu enquadrando corretamente, a aparelho capturava outra coisa, conforme o vídeo acima (que aliás, foi feito direto do Moto X 2014).

     Como agora o Nexus 5 vai passar pra aparelho principal (antes era só para testes), acabei colocando o Android KitKat nele. Mas antes aproveitei para gravar alguns pequenos bugs que acontecem com ele, mostrados no vídeo ae de cima. Vejam que alguns são bem bobinhos, outros mais graves, mas são coisas que acredito que nenhum usuário quer no seu dia-a-dia. Portanto, se quiser brincar com o sistema, instale-o em um aparelho apropriado. Se for instalar no seu único aparelho de produção, vai ser complicado, principalmente porque nem todos os apps estão atualizados (tipo WeMo e Dropbox).

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