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Adeus iPhone: queime no inferno seu filho da p…

65 Comentarios »Postado por GordoGeek em 07/12/2011 às 08:57h

     Quem me conhece (mesmo que pouco) já sabe que eu não sou nem um pouco ortodoxo. Se algo não funciona bem, livre-se dele o quanto antes. Se possível, de maneira violenta. E foi o que eu acabei de fazer ao descontar mais de 4 anos de ira dos “errinhos” da Apple contra meu iPhone 4. A sensação de liberdade foi arrebatadora! Veja no vídeo abaixo o momento da destruição. As imagens eu recuperei do sistema de monitoramento de casa e como não tem muita resolução, vejam nas fotos (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) como ficou.

     Sou usuário do iPhone desde 2007 e fui um dos primeiros a comprá-lo. Paguei uma bolada nele e desde então, ano após ano, venho trocando pelo modelo mais recente. Dizer que é um aparelho incrível é pouco e também é chover no molhado: todos sabem disso. Porém, ele não é perfeito. Nem perto disso. Nem ele e nem o ecossistema da Apple. Há anos eu engulo os sapos que a Apple me entrega de bandeja. Recentemente os sapos aumentaram e todo dia eu me irrito com alguma coisa da Maçã, como nos tempos do Windows. Hoje, o sapo não desceu e resolvi colocá-lo pra fora, antes que ele ficasse preso na garganta e me matasse pela falta de ar.

     Ao escrever no Twitter que havia despedaçado o iPhone, depois de dias enfrentando erro no sincronia com o iTunes, que insistia em voltar os apps que eu já havia removido pra dentro do aparelho, alguns cogitaram que tamanha loucura só podia se tratar de uma ação de marketing. Antes tivesse sido, pois eu não teria morrido com R$ 2.000,00 (iPhone 4 32GB) de prejuízo.

     Pra quem achou que eu fiz isso porque eu quero comprar o iPhone 4S e precisava de um pretexto, teriam formas mais inteligentes de aproveitar o antigo aparelho. Meu iPhone 3G eu passei pro meu irmão, o 3GS pra minha irmã e o iPad 1 foi pra minha mãe. Até iria comprar o 4S ano que vem, pra mim e pra minha esposa, passando os antigos iPhone 4 pro meu pai e minha mãe. Destruir um iPhone não estava nem um pouco nos meus planos.

     Estou arrependido? Claro que ninguém gosta de perder R$ 2.000,00 assim. Evidentemente que foi um ato burro e impensado causado por um momento de fúria, já que essa merda de erro de sincronia me perseguia há meses, desde o lançamento dos betas do iOS 5. Anteontem eu ainda comentei sobre isso no Twitter e mais um monte de gente disse que não era um erro que acontecia apenas aqui. Some a isso um péssimo dia ontem, uma noite mal dormida com dores nas costas e uma ligação do UOL Host pra me cobrar um valor absurdo pela merda de serviço que me ofereceram. Tae a combinação explosiva (literalmente).

     Vou comprar outro iPhone? Pode ser que eu morda a língua em poucos dias, mas não pretendo. Vou usar meu Samsung Galaxy S (antigo) e estou pensando em comprar um Galaxy SII ou quem sabe um Nexus. Eu adoro o Android? Longe disso. Tem coisas boas, mas no geral, acho os aplicativos ruins e porcos (claro, existem raras excessões). A impressão que eu tenho é que a mesma empresa que faz o app pra ambas as plataformas põe seus melhores profissionais no projeto do iOS e deixa os estagiários fazerem o app para Android.

     Boa parte dos aplicativos que uso diariamente não tem versões para Android, como o Echofon, Instagram, iMessage, Find My Friends, etc. Obviamente que para alguns existem alternativas, como o Twitter oficial (que eu acho bem pior que o Echofon, mas dá pra usar). Em outras, vou ficar realmente de “fora da turminha”, pois só existem pra iOS (como o Instragram). Alguns outros (RunKeeper, Foursquare, Skype, etc.) praticamente não tem diferença entre as plataformas. Isso sempre foi um dos motivos de eu não ter migrado de vez para o Android, carregando-o sempre como aparelho secundário e nunca como principal. Agora me verei forçado a usar o Android, nem que por algumas semanas, pois a grana anda curta por aqui. Gastei demais comprando componentes pros meus testes com Arduíno.

     Algumas pessoas comentaram: “Porra meu, se era pra destruir, vendesse pra alguém.”. Ou então “Tem gente que trabalha muito e sonha em ter um iPhone que você acaba de destruir”. Pra quem se sentiu ofendido, não foi a intenção. Como eu disse mais cedo: foi um ato burro, cometido num momento impensado. Se eu não queria mais usar iPhone, teria mil usos mais inteligentes pra se fazer com o aparelho. Fazer o que, né? Não tenho uma máquina do tempo e todos cometemos erros. Como dizem que há males que vem para o bem, talvez esse fosse o empurrãozinho que eu precisava pra cortar o cordão umbilical com o iPhone e adotar de vez o Android no smartphone principal.

     Até o momento acho que a solução mais viável é usar o Android. O sistema não é perfeito, não é tão bonito quanto o iOS, mas “dá pra usar”. Até mesmo porque, já tenho aparelhos rodando na plataforma, o que evita um investimento inicial (que não tenho condições de fazer agora) e também reaprender a usar algo novo, como um Windows Phone, Symbiam, etc. Aliás, apesar de muita gente estar dizendo que esses sistemas estão mais maduras, em especial o Windows Phone Mango, eu não gostei nada daquela interface maluca. Talvez, com o tempo, até viria a me acostumar, mas já é uma enorme barreira de entrada pra mim.

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