abr 07

Explicando a mudança na linha editorial e afins

6 Comentarios »Postado por GordoGeek em 07/04/2013 às 07:46h

     Frequentemente eu recebo perguntas de leitores me questionando porque o blog anda parado, quando o podcast irá voltar e coisas parecidas. Depois de alguns anos usando o blog como um grande repositório de notícias de tecnologia, em 2010 eu resolvi mudar a abordagem. Ao invés de fazer 30 posts por dia, destacando o que de mais importante acontecia no mundo da tecnologia, optei por me concentrar em escrever dicas (do que eu julgava importante e difícel de encontrar) e reviews (dando o meu ponto de vista sobre determinado produtos).

     Essa mudança na linha editorial do blog veio principalmente por três motivos. O primeiro era porque o formato inicial do projeto, escrevendo um novo post sobre cada notícia que eu julgava relevante, demandava um tempo enorme e isso era um recurso que eu tinha cada vez menos. Por algumas semanas, eu até tentei gravar um podcast diário, no final do dia, resumindo todas as notícias em 10 minutos, mas mesmo com uma edição muito rápida, entre fazer a pauta, escrever um pequeno roteiro, gravar, editar e publicar, eram gastos no mínimo 1 hora e meia. Ou seja, pra gerar 10 minutos de conteúdo, eu gastava mais de 1 hora. Cai no mesmo problema que eu tinha anteriormente: falta de tempo. Até hoje me pergunto como o @CocaTech consegue estar há mais de um ano fazendo algo parecido. O cara merece uma medalha! O @Alexandre786 foi outro que tentou, levou por alguns meses e viu que era quase impossível fazer algo sozinho e sem patrocínio ou ajuda.

     O segundo motivo foi a explosão do Twitter, que me permitiu compartilhar um link do fato relevante e emendar alguns comentários rápidos em segundos. Era bem mais fácil do que abrir o WordPress, traduzir a notícia, fazer a formatação, editar uma imagem para ilustrar o post e fazer os comentários pertinentes. Pra questões de monetização e tráfego, isso foi bem ruim pro blog, porque antigamente, falando de quase tudo, era muito mais fácil ele ser linkado no Google do que hoje. E isso, por tabela, impacta nas receitas do blog, pois são menos pageviews, que geralmente é a métrica usada pra vender anúncio. Mas sinceramente eu não liguei muito por isso, pois o que eu queria com o blog não era ficar rico e sim compartilhar conhecimento.

     Em terceiro lugar, em 2010 eu me tornei pai e, se meu tempo já estava cada vez mais curto (por questões no trabalho), ficou ainda mais. A vida é feita de escolhas e não tem como a gente esticar as 24 horas disponíveis todos os dias. Mesmo trabalhando muito, a gente não dá conta de fazer tudo que precisa. Precisamos priorizar e focar. Então eu tive que fazer essa escolha.

     Eu sei que muita gente não tem Twitter, mas se você tem um gosto parecido com o meu e não pode acompanhar 150 veículos e ler 1.000 notícias por dia, o que faço no meu perfil @GdGkNews é justamente filtrar essa avalanche de notícias em algo dem torno de 30 por dia. Muitas estão em inglês e isso talvez possa ser um problema para alguns, mas é muito raro alguma notícia aparecer primeiro em português e, como eu gosto de agilidade, publico no Twitter quem publicou primeiro. Aliás, isso é algo que me incomoda muito. Alguns blogs (como o Tecnoblog) tem um delay de apenas algumas horas entre sair lá fora, traduzirem e publicarem em português. Isso é louvável! Eu bem sei o trabalho que dá. Mas a maior parte demora um dia e, alguns, ainda publicam notícias da semana passada, o que sinceramente me dói nos olhos. Pra fazer isso, era melhor não fazer.

     Uma última questão que eu queria esclarecer era sobre minha presença em alguns podcasts. Apesar de ficar muito feliz com os convites, eu procuro recusar todos. Faço isso porque, se eu aceitar participar de um e não de outro, vai gerar um certo mal estar que eu não quero. E, mesmo não ficando responsável pela edição, o motivo da recusa novamente é falta de tempo. Eu costumo trabalhar diariamente até às 20hs, que é quando minha esposa chega do trabalho, trazendo meus dois filhos. Como acordo muito cedo (também por conta das crianças), quando chega 22h eu já estou em marcha lentíssima. É bem raro eu ficar até alta horas acordado. Geralmente acontece porque, como dou manutenção em servidores, vez ou outra é necessário fazer alguma coisa que só pode ser feita de madrugada, quando o número de usuários é bem menor. Ou seja, minha recusa em participar de podcast não é “estrelismo”, como já ouvi gente dizer ;)

     Eu fiz esse post hoje porque, como vez ou outra alguém me pergunta sobre o tema, é bem melhor eu simplesmente enviar o link do que ficar quebrando isso em 140 caracteres. Espero que todos entendam. Talvez num futuro, quando eu ficar milionário e puder trabalhar menos, volte ao ritmo anterior, pois era algo que eu adorava fazer.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
abr 04

GG-Tel: cadastro aberto a todos que queiram testar

15 Comentarios »Postado por GordoGeek em 04/04/2013 às 13:46h

     Conforme prometido, estou correndo pra colocar o projeto da GG-Tel (que permitirá a todos fazerem chamadas a R$ 0,02 pra qualquer fixo no Brasil) virar realidade. Se você ainda não sabe do que se trata, recomendo que veja os outros dois post, onde detalho o funcionamento do projeto (1 e 2).

     Pra não tumultuar o blog com postagens a respeito do projeto, criei um Twitter (@GG_Tel) pra essa finalidade. Assim que sobrar um tempinho, instalo o WordPress do domínio GordoGeek.com e mantenho os updates por lá. Assim a informação vai fluir da maneira como se deve.

     Ainda na parte da manhã eu coloquei no ar a página de cadastro da GG-Tel. Preciso que preencham os dados corretamente, pois isso é exigência da Anatel pra quem provê serviço de voz sobre IP (VoIP), que é regido pela licença SCM (Serviço de Comunicação Multimídia). Por favor, preencham certinho e não façam “caquinha”, ok? Tô querendo fazer algo bem legal, que vai ajudar muita gente, mas preciso da colaboração de todos. Esse cadastro gera R$ 0,10 em saldo de crédito pra testar a qualidade do serviço. Dá pra falar alguns minutinhos pra fixo e móvel, pra conhecer. O sistema valida o CPF, mas não tá impedindo que algum espírto de porco use o mesmo CPF (ou um gerador de CPF) pra abrir vários cadastros e sair falando de graça.

     Quando você terminar de preencher o cadastro e enviar, o sistema vai te mostrar usuário, email e senha. Esses dados você poderá se logar no painel de controle pra mexer em funcionalidades, ver extrato, saldo, etc. O mesmo usuário e senha que autenticam o painel, também autenticam o seu ramal VoIP. Basta colocar nas configurações do softphone o servidor ggtel.gordogeek.com, usuário e senha.

     Os melhores softphones são pagos e usam o codec G729, que comprime a chamada, otimizando o uso da banda, especialmente no 3G. Eu recomendo o Bria para iPhone e Android. Não é o tipo de app de USD 0,99 (e ainda precisa comprar o g729 via in-app), mas se você quiser economizar no 3G e falar com qualidade, vale a pena. Gratuitos, tem algumas soluções. Eu recomendo o 3CXPhone pra iPhone e Android. Pra Windows Phone tem o OctroTalk with VoIP. Pra computador, tem o X-Lite, tanto pra OSX, tanto pra Windows.

     Update 05/04/2013 18:45h => Me recomendaram o cliente SIP linPhone e ele é realmente super simples. As únicas informações que ele pedem são servidor, usuário e senha. Só! Tem versão pra iPhone e Android. Não custa nada.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
abr 04

GG-Tel: vídeo explicando o funcionamento do projeto

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 04/04/2013 às 06:02h

     Ontem eu fiz um post aqui no blog sobre meu projeto GG-Tel, que tem a meta de levar a telefonia IP (VoIP) a muitas pessoas, de maneira fácil e bastante acessível, praticando tarifas super agressivas e competitivas (R$ 0,02 pra fixo e R$ 0,05 pra celular).

     Como o texto do post ficou bem mais longo do que eu gostaria, mas era necessário explicar um monte de coisas, eu acabei fazendo o vídeo acima. Foi feito muito rápido, de primeira, totalmente sem edição, pois ontem foi absolutamente insano. Eu queria juntar 100 pessoas em 1 semana e apareceram mais de 500 em algumas horas, me “bombardeando” com um DDoS via Twitter, email e comentários. Deu trabalho, mas respondi a todos.

     Apesar de achar que esse projeto é do interesse de todos os leitores, já que todo mundo, querendo ou não, faz uso de serviços de telefonia, não vou ficar “tomando espaço” aqui no blog pra isso. A maioria das pessoas entra aqui pra ler sobre gadgets e esse é o foco. Assim, pretendo criar outro blog pra tratar das questões desse projeto GG-Tel. Pra começar, criei um Twitter (@GG_Tel). Me desculpem os leitores que não tem interesse no projeto. Esse “transtorno” vai passar logo.

     Observem a hora da postagem. Sim amiguinhos, não são nem 6h da manhã. Apesar de exausto, porque ontem realmente foi uma correria danada, não conseguia ficar na cama, com tanta coisa a ser feita e um monte de ideias vindo na cabeça. Estou bem animado com o projeto, a repercussão que teve e uma enorme quantidade de pessoas querendo ajudar, usar o serviço, investir, etc.

     Como eu já havia adiantado no post de ontem, eu tenho sim intenção de lucrar como projeto, mas a longo prazo, quando tiver volume. Assim, não tem como eu me comprometer agora com investidores ou captar dinheiro pra fazer as coisas acontecerem mais rápido. Eu vou ganhar cerca de 20% de comissão do que o assinante comprar de crédito, ou seja, dos R$ 4,90, menos de R$ 1,00 é meu lucro bruto (sem impostos, taxas de boleto, Paypal, etc.), por mês, por cliente. Se você parar pra pensar que eu vou demorar, no mínimo, 15 minutos pra configurar todo o ambiente do iPBX virtual pro cliente (no plano base, sem número fixo, com uma linha), são R$ 4 por hora, trabalhando sem descanso. É muito abaixo do que um catador de latinhas ganha :) Não digo isso pra pensarem “ah coitadinho do GG”. E sim pra mostrar que minha intenção nesse primeiro momento é realmente testar a ideia e não captalizar logo de cara em cima dela.

     Update 04/03/2013 15:56h => Ainda tenho recebido dezenas de emails, tweets, comentários, etc. pra ficar na fila de teste. Não precisa mais disso pessoal. Eu liberei o teste pra todo mundo que queira.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
abr 03

     Na semana passada eu escrevi aqui no blog sobre uma promoção do Skype e sobre o uso do Google Voice no Brasil. Conforme eu fui analisando o site de ambos os serviços, me veio a mente uma ideia antiga: será que eu não consigo oferecer um serviço mais barato e muito mais simples de usar, sem que o usuário precise fazer mil gambiarras, como cadastro em sites internacionais como se fosse gringo, usar VPN pra simular IP estrangeiro, etc.?

     Pra quem ainda não sabe, esse gordinho aqui não é um magnata das redes sociais e não vive da renda do blog. Sou formado em processamento de dados pela FATEC e fiz MBA na FGV, com extensão na Ohio University. Antes mesmo de concluir a faculdade (2000) eu montei uma empresa com um colega de classe, mas acabei vendendo a minha parte um tempo depois (2003), pra conseguir concluir os estudos (só assim pra não bombar por faltas, já que eu vivia na empresa e em clientes). É meio fora de moda, né? Já que Bill Gates, Steve Jobs e vários outros abandonaram os estudos no meio do caminho, mas eu decidi que isso era importante pra mim. Afinal, não sou um gênio como eles.

     Quando eu terminei o MBA (2006), eu abri outra empresa, dessa vez sem sócios. Desde então, venho me dedicando a montar estruturas para provedores VoIP. Já foram centenas deles, de vários portes, em praticamente todos os estados do Brasil. E é isso que eu faço pra viver. Monto toda a estrutura, gerencio os servidores, o sistema, etc. Ou seja, eu sei “um pouquinho” desse negócio de telefonia IP.

     Bom, já devidamente apresentado, agora posso retomar a minha ideia: ao invés de só montar provedores pros meus clientes, agora eu quero ser o provedor. Eu sempre soube que as margens de lucro das empresas de telefonia tradicionais são altíssimas e, justamente por isso, que eu monto tanto provedor VoIP. Cobrando uma fração do preço das operadoras, eles conseguem fazer o cliente economizar e ainda lucrar. Os dois lados saem ganhando.

     Na telefonia fixa tradicional, as operadoras costumam cobrar tarifas diferentes conforme a distância da origem da chamada para o destino. São três faixas de distância, que eles chamam de degraus. Tem o local (mesma cidade), o DDD regional (até 300km) e o DDD nacional (acima dos 300km). Claro, ocorrem inúmeras promoções para cidades mais conhecidas, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, etc. Mas eu duvido que alguém ae saiba quanto vai pagar numa ligação. São tantos planos, pacotes, tarifas e operadoras, que só um expert consegue prever isso. Não dava pra descomplicar? Dava sim!

     As operadoras VoIP mais conhecidas no Brasil atualmente são a Azzu (do grupo CTBC) e a Vono (do grupo GVT). Eles cobram mais barato que a telefonia tradicional, mas ainda assim, fica mais caro que Skype, Google Voice e outros serviços. Só pra dar uma ideia de valores, na ligação fixa: Google Voice cobra R$ 0,07, Skype cobra R$ 0,14, Azzu R$ 0,25 e Vono R$ 0,27. No celular: Google Voice cobra R$ 0,32, Skype R$ 0,54, Azzu R$ 0,79 e Vono R$ 0,99. E não tem como conseguir algo mais barato? Tem!

     Ae que entra a minha ideia: simplificar e ser barato. Que tal R$ 0,02 pra qualquer fixo no Brasil e R$ 0,05 pra qualquer celular, independente da operadora ou estado? Você vai pagar barato e vai saber de cabeça qual a tarifa, sem ter que ficar olhando promoções, operadoras, etc. Toda a parte complicada, de escolher qual a melhor operadora, escolher rotas, configurar VPN, etc., quem faz é o servidor, ou seja, euzinho. O cliente vai ter simplesmente um usuário e senha pra colocar num softphone, que pode ser Android, iPhone ou qualquer outro que suporte o protocolo SIP. Ou seja, mobilidade total. Outra coisa: total transparência! Fez uma ligação, entra no site e na hora tu vai vê-la lá, com o tempo que foi falado, o custo, quanto tinha de saldo antes, quanto ficou de saldo depois, etc.

Continue a leitura..

TAG(s):
Categoria(s): Geral
abr 02

Review em vídeo: roteador Draytek VigorFly 210

4 Comentarios »Postado por GordoGeek em 02/04/2013 às 15:06h

     Há algumas semanas o pessoal de marketing da IK1 Tecnologia, representante exclusiva da Draytek no Brasil, entrou em contato conosco pra analisarmos os produtos da marca. É mais um parceiro que vai nos mandar produtos e assim, poderemos conhecer, explorá-los e dar nossa opinião se o produto é para o que você procura ou não.

     Como sou administrador de redes e atuo há bastante tempo na área de tecnologia, a marca é uma velha conhecida. Já usei alguns equipamentos deles em projetos diversos. Aliás, a empresa atua apenas através de revendas autorizadas e não faz venda direta ao consumidor. No site deles tem uma área destinada a localizar as revendas. Uma das que já comprei e dá pra ver os produtos e preços online, sem necessidade de cotação é a FourServ.

     O primeiro aparelho que nós recebemos foi o Draytek VigorFly 210, um roteador sem fio pequeno, mas poderoso. Como digo no vídeo acima, ele não é tão pequeno quanto outros competidores, como o AirPort Express, mas esse não é o seu foco. A marca Draytek é bastante conhecida pelos profissionais, mas não vem a mente dos consumidores residenciais com facilidade. Um dos motivos é o preço dos produtos, que geralmente ficam acima das soluções residenciais oferecidas por empresas como D-Link, TP-Link, Asus, etc.

     Apesar de voltado para o público corporativo, o VigorFly 210 é bonito. O mesmo já não podemos dizer da sua interface, que é bem espartana. A performance e área de cobertura do sinal Wi-Fi são o ponto alto do produto, que fazem valer o preço mais elevado. Muitos usuários que compraram produtos facilmente encontrados em hipermercados e são um pouco mais geeks, já me procuraram pra saber que tipo de equipamento seria melhor pra eles, já que os de entrada não atendem tão bem suas expectativas. É nesse mercado que a Draytek trabalha: quem precisa de mais.

Continue a leitura..

TAG(s):
Categoria(s): Geral
mar 20

DigitalOcean: cloud de qualidade a um preço bacana

6 Comentarios »Postado por GordoGeek em 20/03/2013 às 16:36h

     Antes de mais nada, apesar do título dar a entender que se trate de um publieditorial, não é. Sempre que fazemos publi, deixamos bem claro, pois gostamos de agir com transparência com nossos leitores. Apesar do nosso foco aqui no blog ser gadgets, eu comentei nos últimos dias no Twitter que estava testando os servidores da DigitalOcean e me pediram pra fazer um post a respeito. Então, aqui está ele.

     O melhor serviço de cloud computing que existe atualmente é o AWC da Amazon, que inclusive tem infra-estrutura aqui no Brasil. Porém, ele é caro e bastante confuso, especialmente no que tange a cobrança. O valor que será cobrado do seu cartão no final do ciclo leva em conta inúmeras variáveis, como quantidade de acessos a disco, tráfego, banda, servidores, etc. É bem complicado! E é justamente por isso que eu não gosto de trabalhar com eles.

     O esquema da DigitalOcean é bem simples e direto, então fica fácil de entender e ver quanto você vai realmente pagar. Existem várias configurações de servidor e preços, sendo o mais barato USD 5, isso é, se você ficar com a máquina durante todo o mês. Isso porque a cobrança é diária e proporcional ao seu uso, onde eles vão descontando do seu saldo pré-pago (comprado via cartão ou Paypal). Se você precisar apenas testar alguma coisa e apelar pra uma contingência, você sobe o serviço, usa dois dias, depois desativa quando não precisar mais. A AWS da Amazon é bem parecida, mas funciona muito melhor. Além de ter mais recursos, na Amazon você pode deixar a máquina criada e só vai pagar por ela se ela estiver rodando. Na Ocean, rodando ou não, você vai pagar por ela. No entanto, você pode criar infinitos snapshots (cópias da máquina) e pedir pra dar restore quando for usar. Isso não é mutreta! O próprio suporte me orientou a fazer dessa forma.

     Aqui no Brasil tem muito provedor que trabalha com Cloud Computing, mas não disponibiliza toda flexibilidade que a nuvem se propõe. Quando você pede pra aumentar a RAM, disco ou CPU, demoram horas, algo que vai totalmente contra o conceito de cloud computing. Na Ocean, você desativa a máquina (meio chato ter que desativar, mas fazer o que), faz a alteração no painel, espera uns 2 minutos e liga a máquina novamente com a nova configuração. Se depois quiser reduzir a configuração, pode fazer e vai pagar proporcional.

     Se tem uma coisa que eu aprendi nesses anos de TI é que praticamente tudo, no começo, funciona que é uma maravilha. Depois de algum tempo, começam a surgir problemas, seja com suporte que deixa a desejar, seja na qualidade do próprio serviço, que começa a ficar lento, instável, etc. Eu estou testando a Ocean tem apenas alguns dias e, como era de se esperar, está tudo indo muito bem. Se vai permanecer assim, só poderei relatar daqui algumas semanas.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
mar 19

Amazon finalmente lança Kindle Paperwhite no Brasil

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 19/03/2013 às 12:02h

     Demorou! Como demorou! Quem aprecia bons momentos de leitura não vai ter mais que pedir favor a um amigo que vai viajar aos Estados Unidos ou pagar um enorme ágio pelo preço praticado no Mercado Livre para ter o melhor e-reader que seu dinheiro pode comprar.

     Novamente a Amazon usou a sua parceira Ponto Frio para vender os aparelhos por aqui. Parece que aquela velha novela da operação nacional começar pra valer ainda vai ter muitos capítulos. Mas vamos ao que interessa: preços!

     Infelizmente o preço não é tão baixo quanto o praticado lá fora (ridiculamente baixo), mas assim como aconteceu com o primeiro Kindle que apareceu oficialmente por aqui, tá bacana e justo. A versão apenas com Wi-Fi está saindo em R$ 479,00 em 12 vezes no cartão ou R$ 431,10 no boleto. Já a versão com 3G, que sinceramente não vale muito a pena, sai por R$ 699,00 em 12 vezes ou R$ 629,10 à vista.

     A Livraria Cultura não perdeu tempo e tratou de baixar o preço do Kobo Glo, dando R$ 50,00 de desconto e agora sai por R$ 399,00 em 10 vezes no cartão. É muito bacana ver a concorrência se movimentando de maneira tão rápida. No passado, quando do lançamento do Kindle no Ponto Frio, em questão de horas, a Cultura também mexeu nas condições de pagamento, estendendo para 10 parcelas ao invés de 3.

     Quando eu comentei sobre essas duas notícias no Twitter, lógico que choveram as velhas perguntas de sempre: “qual vale a pena comprar?”. Pro meu gosto pessoal, mesmo o Kobo Glo sendo mais barato, não compensa. Apesar dos produtos serem muito similares, com leve vantagem ao Kindle Paperwhite, a plataforma da Amazon é o que realmente pesa na balança, sendo muito superior a da Cultura/ Kobo Books. Transferir um arquivo que você já tenha para o Kindle, através da nuvem da Amazon, é incrivelmente fácil. E a sincroniza entre os dispositivos então? É muito melhor!

     Em relação a versão com 3G, que mencionei que não compensa, pra que afinal ela serve? No passado, a Amazon subsidiava (sabe-se lá Deus como) todo o tráfego de internet originado dos seus dispositivos. Isso era excelente porque você teria 3G gratuito com roaming global a custo zero. Evidente que alguém lá parou pra fazer as contas e viu que não era razoável oferecer algo tão bom de graça. Atualmente o 3G serve apenas pra comprar livros, sincronizar o que você está lendo e consultar a Wikipedia.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
preload preload preload