nov 26

     Há alguns meses eu vi alguém (desculpa a falta de crédito, mas sinceramente não lembro quem foi) mencionar no Twitter a NuBank, uma empresa de cartão de crédito um tanto diferente das tradicionais. Na ocasião, nem me interessei muito, mas como vi cada vez mais gente falando sobre o assunto, fui pesquisar a respeito. Apesar de já estar usando há 2 meses e já ter feito alguns comentários nas redes sociais, cada vez mais gente me pergunta sobre isso e resolvi centralizar aqui minhas impressões.


Crédito da imagem: Shutterstock

     Uma das reclamações mais frequentes sobre cartão de crédito é a famigerada anuidade. Muitos recorrem ao artifício de ligar pra administradora, ameaçando cancelar e, às vezes, conseguem a isenção da taxas. Outras, a artimanha não surte o efeito desejado e a pessoa acaba perdendo o cartão. Por isso, a NuBank já larga na frente, porque eles não cobram anuidade e nem nenhuma outra taxa oculta, escondida em letras miúdos do contrato. Pode ficar tranquilo com isso.

     Supondo que você já não paga anuidade, que outras vantagens a NuBank traria pra você? O cartão deles é da bandeira MasterCard, na modalidade Platinum, ou seja, é recheada de benefícios e exclusividades, coisas que geralmente só são oferecidos a quem tem uma movimentação bastante elevada. Ou seja, com esse cartão, você fará parte de um seleto grupo, mesmo gastando apenas seus R$ 100,00 por mês. Aliás, isso foi apenas um exemplo. Você não é obrigado a gastar nada por mês, como acontece em outros tipos de cartão que só isentam o cliente que faz X transações por semana.

     Caso você já tenha um cartão Platinum e não pague anuidade, não tem vantagem alguma pedir o cartão NuBank, correto? Errado! O sistema da empresa é bem transparente e permite que você acompanhe seus gastos, em tempo real, tanto pelo smartphone, tablet ou computador. Além de ser avisado na hora sobre qualquer movimentação, você pode conferir detalhes dessa movimentação no app ou no site. É realmente bem interessante! Eu poderia colocar aqui uns screenshots das minhas transações, mas teriam que esconder vários números, então prefiro que você veja esses exemplos direto no site deles.

     Como extra, posso falar a respeito dos “falsos positivos”, ou seja, quando a operadora recusa uma operação achando que é fraude, ou seja, que não é você quem está usando o cartão. Quem me acompanha no Twitter sabe que vivo tendo esse tipo de problema com meu cartão HSBC VISA. Com o NuBank, nunca tive isso. Inclusive, recentemente fui comprar os presentes de natal dos meus pais na Netshoes e tentei passar pelo HSBC. Demorou horas e recusou. Em seguida, fiz a mesma compra usando o NuBank e em 2 minutos apareceu aprovado.

     Se o NuBank é realmente tudo isso, por que eu ainda insisto em usar outro cartão? Pois, infelizmente, ainda não existe um programa de milhas. Ou seja, as compras que eu faço, não me geram pontos pra trocar por coisas, como passagens aéreas e, no meu cartão antigo, sim. De acordo com o pessoal da empresa, em breve, eles terão um programa de bonificações também. Mas por enquanto, nada.

     Esse post tem toda a pinta de ser um publieditorial, né? Mas te garanto que não. Eu apenas gosto de compartilhar quando vejo algo realmente bacana e que os leitores vão gostar. E, como o NuBank ainda está numa fase beta, funcionando apenas com convites, eu consegui 10 pra sortear entre os leitores. Deixe seu comentário no post, dizendo porque quer o convite e, os mais criativos, vão levar.

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nov 26

Finalmente terei fibra óptica em casa: na marra, de novo

3 Comentarios »Postado por GordoGeek em 26/11/2014 às 11:32h

     Em teoria, são as empresas que se movimentam em ir atrás dos clientes, contratando vendedores, que ficam nos ligando, mandando SMS, batendo em nossas portas, etc., correto? Então imagina a minha frustração em ter que percorrer uma via crucis pra simplesmente conseguir ter acesso a algo que eu comprei, fazendo a empresa honrar o contrato celebrado anteriormente.


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     Há alguns dias escrevi aqui que a Vivo perdeu o processo que eu movi contra ela, sendo que o juiz a obrigou a instalar a fibra óptica que haviam me vendido, além de impor uma multa diária de R$ 200,00 para forçar com que cumpram a ordem judicial o quanto antes.

     Quem é leitor do blog já sabe da história toda, como o fato deu também estar processando minha atual provedora de internet (vídeo aqui) pelo mesmo problema: me venderam a fibra óptica e depois quiseram pular fora da obrigação contratual. Tentei várias vezes falar direto com eles, usei Reclame Aqui, Procon e finalmente Juizado Especial Civil (JEC). Ontem foi nossa audiência de conciliação.


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     Como eu já havia tentando de um tudo pra conseguir me entender com a empresa e eles praticamente me ignoraram, eu até achei que nem iria a audiência. Não apenas foram, como o próprio dono também compareceu e sua presença foi definitivamente para conseguirmos resolver o problema ali mesmo.

     Evidente que eu quero (e preciso) de uma internet melhor em casa, mas o motivo principal que entrei com a ação foi a tremenda falta de respeito que senti da empresa e isso eu não tolero. Como cidadãos, temos inúmeras obrigações, mas também temos direitos. Eu não aceito ser tratado como cidadão de segunda categoria. E você, também não deveria aceitar. Assim, reitero aqui o que sempre digo: corra atrás dos seus direitos, por mais que isso lhe tome tempo e, algumas vezes, até um pouco de dinheiro.

     Para os mais curiosos, vou contar um pouco sobre a audiência, já que muitos não tem experiência com JEC, conciliação, etc. Geralmente, o juiz tenta marcar uma audiência de conciliação no CEJUSC, onde um mediador (e não um juiz) acompanha a sessão, tentando fazer com que os lados se entendam. Eu já realizei algumas audiências onde não houveram acordo e, pela primeira vez, houve acordo.


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     Eu estava muito disposto a não fazer o acordo, pois queria saber o que o juiz iria decidir no caso. Como o caso da Vivo era bem parecido, a probabilidade dele me dar ganho de causa, era alta. Porém, o dono da empresa chegou com uma proposta de acordo bem ruim e foi melhorando até chegarmos num ponto comum. Ele abriu mão de algumas coisas e eu idem. Por exemplo, não vou pleitear indenização alguma. E isso seria justo, pois tive custos com advogado, tempo perdido, aborrecimento, etc. E ele fará o investimento necessário (que não é pouco) pra fazer a fibra chegar até minha casa. Inclusive, ele me pediu inicialmente um prazo de 90 dias e conseguimos baixar isso pra 30 ou menos. Ou seja, os 2 lados tiveram que abrir mão de algo que queria pra chegar num entendimento.

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nov 12

Um juiz que deveria ser exemplo aos seus pares

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 12/11/2014 às 14:24h

     Apesar do foco principal do blog ser tecnologia, nunca me furtei o direito de abordar outros assuntos que acho relevantes aos leitores. Quem me conhece sabe que sou um daqueles “clientes chatos” que sempre exigem seus direitos e incentivo que leitores, amigos e até desconhecidos sigam por esse caminho, mesmo sabendo que muitos magistrados vivam numa realidade muito distante do nosso e nem sempre são sensíveis ao que a população pede.

     Recentemente vimos o absurdo caso de uma agente de trânsito que, no cumprimento do seu dever, multou um juiz que estava sem documentos e sem placas no veículo, mas foi processada por ele. O caso ganhou repercussão nacional e vimos que não foi um algo isolado, pois o mesmo juiz cometeu o mesmo erro outras vezes, além de estar envolvido em outras denúncias quando era titular do juizado de Búzios.

     Outra notícia que tivemos que engolir a seco recentemente foi o fato dos juízes, que já tem um salário bem expressivo (em torno de R$ 20.000) serem contemplados com um auxílio moradia de R$ 4.300, quando muitos brasileiros tem que viver com um salário mínimo de menos de R$ 800 e rebolar pra dar conta do aluguel, saúde, alimentação, educação, vestuário, lazer e todo o resto.

     No começo de outubro eu citei aqui no blog o Dr. Gil Messias Fleming como sendo um exemplo de juiz. Hoje, vou falar do Dr. Fernando Antônio de Lima, um jovem juiz do Juizado Especil Cível, Criminal e da Fazenda Pública que atualmente está em Jales/ SP, minha cidade natal.

     Talvez você não lembre dele, mas vai lembrar de uma de suas decisões, quando ele foi o único juiz (que tenho conhecimento), a ter culhões de condenar a TIM a uma multa de R$ 5 milhões quando a mesma foi pega derrubando propositalmente as ligações dos clientes do plano Infinity. Mas essa não foi a única decisão que chama a atenção na carreira dele. Como meus pais ainda moram em Jales, eles sempre me contam como o juiz é adorado e respeitado pela população.

     Eu sou defensor da tese que a empresas só mudam de postura quando são ameaçadas financeiramente. Ou seja, se uma postura traz malefício ao consumidor, mas lucro a empresa, foda-se o consumidor. E, infelizmente, a grande maioria dos juízes brasileiros, entende que uma multa de R$ 5.000 numa multinacional que fatura bilhões, é o suficiente como punição. Ora, só sendo muito ingênuo para crer que uma Telefonica vai passar a respeitar o consumidor porque foi multada num valor tão inexpressivo.

     Assim como o Dr. Gil Messias, o Dr. Fernando também é defensor da mesma linha de pensamento que eu. Pra eles, o consumidor deve ser respeitado e a melhor forma de mudar esse cenário é fazendo o bolso das empresas pesarem.

     Eu sempre digo que não adianta apenas reclamar nas redes sociais e ficar por isso mesmo. Fiz até um post explicando como fazer para reclamar da maneira certa. Em resumo: tente diretamente com a empresa, depois nas agências regulatórias (se for o caso), Procon e, ae sim, caso nada disso resolva, procure o judiciário. Claro que você vai perder mais tempo, mas é o caminho correto.

     Recentemente um consumidor comprou um produto numa loja e o mesmo apresentou problema. Ele fez tudo isso que eu recomendo e nada resolveu. Ao recorrer ao Juizado Especial Civil (JEC), o Dr. Fernando arbitrou em R$ 10.000 a multa, já que ficou claro o pouco caso da empresa em resolver a questão, mesmo tendo sido procurada por diversas vezes.

     O Brasil também é bem conhecido pelas tais “leis que não pegam”. Ou seja, é lei, mas ninguém cumpre. Talvez uma das mais famosas seja a que determina o tempo máximo que o consumidor pode ficar aguardando na fila do banco. Em outra decisão do Dr. Fernando, ele condenou a CEF por ter deixado um cliente aguardando por mais de 3 horas na fila. E sabe aqueles engraçadinhos que insistem em andar com som alto no carro ou empinando motos? Pois bem, lá em Jales, eles perdem o veículo se forem pegos nessa atitude.

     Por fim, numa palestra emocionando que o Dr. Fernando deu na OAB, ficou bem claro o tipo de pessoa que ele é. Com certeza, um exemplo a ser seguido pelos seus pares, que se acham numa categoria de cidadão acima dos demais.

     Update 12/11/2014 15:40h => Achei outra decisão interessante. Dessa vez, contra o Facebook, obrigando-as a remover comentários de baixo calão numa página, onde os usuários não pensaram duas vezes antes de baixar o nível nos comentários.

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nov 06

Um convite sincero ao amigo internauta: me dê unfollow

3 Comentarios »Postado por GordoGeek em 06/11/2014 às 21:01h

     Esse talvez não seja o canal mais adequado pra esse tipo de postagem, mas como eu não tenho outro blog, tumblr, Facebook e afins, vai aqui mesmo. E quem achar ruim ter um post desse tipo entre dezenas de outros de tecnologia, aceite também o convite que irei propor. É sincero e de coração.

     Acredito que muitos leitores do blog, espectadores do canal e seguidores do Twitter talvez não saibam, mas eu não vivo de produzir conteúdo pra internet. Faço como um hobby. É algo que eu gosto e me relaxa. Assim, quando não tô afim, simplesmente não faço. Também não abordo assuntos da moda, que eu não curto, apenas porque dá audiência. A regra é: gosto, publico. Não gosto, caguei.

     Cresci num lar onde política sempre foi um assunto presente. Meu pai já exerceu alguns cargos e desde cedo eu ia pra palanque, pra rua fazer campanha, pra palácio de governo acompanhar meu pai a “mendigar verba” em convênios, etc. Vez ou outra recebíamos um Sarney, Michel Temer, Covas, Quércia, Fleury e afins em casa. Ou seja, eu sempre me interessei pelo assunto, apesar de não falar tanto sobre ele. Isso não virou uma obsessão de uma hora pra outra.

     Nas últimas semanas eu comecei a falar mais de política em meu perfil do Twitter, especialmente mostrando fatos que julgo relevantes pra nossa economia, já que muitos imaginam que o país anda bem pra caralho. Ou então, até desconfiam que as coisas não andam bem, mas resolvem ignorar, porque “política é um assunto chato”. Pode ser chato, pode não ser do seu interesse, mas afeta diretamente sua vida. Quer ver uma pequena amostra?

     A qualidade das escolas públicas, a qualidade da saúde, da segurança, do transporte e mais uma infinidade de coisas, depende de políticos. Se eles acertam ou fazem cagada, quem paga o preço somos todos nós, pagadores de impostos que vivemos no país. Se a qualidade da sua internet tá ruim, é por culpa deles, já que a agência reguladora é fraca e não consegue exercer seu papel, seja pelo pouco poder legal que tem (pra impor multas e sanções), seja porque o governo contigencia verbas (impostos que nós pagamos pra essa finalidade e o governo aloca pra outras) e ela não consegue ter tantos funcionários quanto precisaria.

     Não vou fazer um post gigantesco, enumerando em detalhes o quanto política é importante. Se você até hoje não entendeu, não sou eu quem vai fazê-lo entender em algumas linhas. A única coisa que peço é respeitar o meu direito de falar o que eu achar que devo no meu perfil do Twitter. Se não está interessante, se está chato, se não está curtindo, basta apertar um botãozinho e tudo se resolve. Talvez, num futuro, eu até fale menos de política, como era antes. Mas, no momento, eu quero falar sobre isso e tenho esse direito. Assim como você tem o direito de não gostar e parar de seguir. Não vou ficar chateado, inclusive com amigos, já que acho que o fato de seguir ou não alguém, não tem a ver com amizade e sim com interesse pelo conteúdo.

     Se eu te mandei esse link no Twitter, logo depois de você ter “reclamado” que gostava mais do perfil como era antes, saiba que não estou desprezando sua opinião. Só acho que o meu direito de fazer o que acredito está acima do seu direito em querer pautar o meu conteúdo e, acima de tudo, lutar pelo que acho certo para os meus filhos, pra mim e para o meu país.

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out 09

Casas Bahia lesa consumidores com prática abusiva

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 09/10/2014 às 12:15h

     Eu não ia fazer um post sobre isso, pois já comentei no Twitter, mas como as Casas Bahia me ligaram a pouco, reiterando a prática abusiva deles, resolvi deixar o alerta aqui, pois da mesma forma que aconteceu comigo, pode acontecer com algum leitor e é um dissabor a menos pra ser evitado numa vida cotidiana já estressante.

     Em agosto minha esposa quis fazer umas mudanças no quarto das crianças e comprou um guarda-roupas (poderia ser um smartphone, tablet, TV, etc.) no site das Casas Bahia. Esperamos várias semanas e chegou o produto. Como ele foi comprado no site (e não na loja física) a montagem é por conta do cliente. Assim, pagamos a um montador certificado pra vir executar o serviço.

     Na hora da montagem, o profissional viu que havia uma peça rachada e algumas furações erradas. Quanto aos furos, ele mesmo deu um jeito. Já na peça com problema, ele deixou separado e pediu pra gente entrar em contato com a empresa. Quando trocassem a parte com defeito, era só ligar pra ele, agendar um dia e ele viria colocá-la no devido lugar.

     Fiz a reclamação, esperando que seria algo rápido, mas as Casas Bahia começou a mostrar, logo de cara, porque é uma empresa a ser evitada. Ao invés de vir e trocar apenas a parte com defeito, mandou dois funcionários virem desmontar tudo. Como eu já havia me desfeito dos móveis antigos, já que não tinha onde por, as roupas dos meus filhos ficaram todas no chão.

     A troca do produto levou mais algumas semanas e, quando a transportadora veio trazer, mandaram junto um documento pra eu assinar, dizendo que o produto foi aberto e conferido, pra não ter erro. Achei que estavam apenas querendo se assegurar que não veio outra peça com defeito, o que seria normal. Porém, o motorista foi orientado a não me deixar abrir o produto. Ou seja, eles queriam que eu assinasse algo, atestando que abri e conferi, sem que ele deixasse eu abrir e conferir.

     Como acredito que a Casas Bahia é uma empresa idônea e o transporte era tercerizado, tal prática podia ser da transportadora e não das Casas Bahia. Como bom cidadão, usei o Reclame Aqui para comunicar o fato a empresa. Eis que me liga uma pessoa da empresa (Cleide Santos) agora a pouco, afirmando que a prática é correta. Ou seja, assinar algo dizendo que foi aberto e verificado, sem deixar verificar, é correto do ponto de vista da empresa.

     Para o azar da empresa, eu não sou formado em direito, mas tenho uma noção básica e sei que isso é uma prática abusiva. Mas fico imaginando os milhares de clientes da empresa sendo submetidos a tal prática, atestando que receberam algo íntegro, que foi conferido por elas e, num eventual problema, podendo ter a troca negada, já que assinou que estava tudo ok.

     Talvez esse seja apenas um fato isolado e dei azar. Porém, como comuniquei a empresa e uma funcionária disse que essa prática é comum, deixo aqui o meu alerta. Se você pode comprar numa empresa que te respeita, vai comprar numa que viola seus direitos por que?

     Em tempo: a comunicar o Procon da prática das Casas Bahia, me informaram que é abusiva, art. 39, inciso V, do Código de Defesa do Consumidor. Eu não pretendo processar a empresa, pois sei que isso não vai me levar a lugar algum. Conheço bem o Judiciário Brasileiro e sei que vou gastar tempo, dinheiro e, no máximo, vão me devolver o meu dinheiro reajustado. Toda a minha raiva, indignação, as roupas das crianças semanas no chão, são um “mero aborrecimento” e devo me contentar com isso.

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out 01

Finalmente um juiz que entendeu como as coisas funcionam

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 01/10/2014 às 14:53h

     Vez ou outra me afasto dos posts mais voltados a tecnologia para abordar outros assuntos que julgo importantes para os leitores. Entre eles, seus direitos como consumidor e cidadão. Assim, esse é mais um post sobre isso e mostra como nem todos os nobres juízes são iguais.

     Vi a pouco um texto do dr. Gil Messias Fleming, que é juiz de Direito de Entrância Especial, titular da 1ª Vara de Execuções Penais de Campo Grande e pós-graduado em Filosofia do Direito, Direito Civil e Direito Notarial e Registral.

     Quem já teve que recorrer a Justiça brasileira sabe como ela é lenta e muitas vezes ineficiente. Eu nunca procuro a Justiça sem antes ter tentado, exaustivamente, uma solução extra-judicial. Primeiro, tentando de tudo diretamente com a outra parte. Segundo, usando mecanismos de intermediação, tais como o site Reclame Aqui, Procon, Anatel e até redes sociais. Muitas das vezes, nada disso resolve.

     Não é incomum, mesmo eu demonstrando no processo que tentei de tudo para resolver o caso, o juiz fazer pouquíssimo caso do problema e sequer aplicar dano moral, pois, segundo o excelentíssimo, descumprir o contrato, ignorar o consumidor e fazê-lo perder tempo e dinheiro recorrendo a Justiça, é mero dissabor. Quando muito, obriga a empresa a devolver o valor ou algo assim. Isso explica muito porque o brasileiro está acostumado a reclamar muito nas redes sociais, mas não ir efetivamente atrás dos seus direitos. Afinal, pra que se desgastar com algo que não o deixará satisfeito?

     No entanto, juízes como o Dr. Gil Messias, nos faz acreditar que pode haver esperança. O texto dele é relativamente longo, mas nos traz algumas passagens muito interessantes, as quais eu vou citar abaixo:

     “O presente artigo pretende abordar o comportamento abusivo e prepotente das grandes companhias frente ao consumidor brasileiro, fenômeno que cresce em proporções geométricas graças à atuação equivocada do Judiciário pátrio.”

     “Desses milhares de atos ilícitos cometidos diariamente e reiteradamente pelas empresas em face dos consumidores, esses cada vez mais atônitos e impotentes com a desfaçatez e abusividade espelhado no comportamento daquelas, algumas centenas acabam por acorrer ao Judiciário, também diariamente, com a esperança ingênua de que a conduta desregrada e afrontosa dessas empresas será finalmente enquadrada e combatida. Ledo engano, do qual o já abusado consumidor apenas irá se dar conta após aguardar por meses, e não raro por anos, em algumas esperançosas peregrinações em salas de espera e de audiência pelos juizados afora.”

     “Será que alguém em sã consciência pode presumir que o Judiciário, através de seus juízes, leigos ou togados, possui capacidade técnica para avaliar ou mensurar a extensão, a qual se deu uma dimensão aparentemente matemática, do aborrecimento sofrido pelo consumidor? Na esmagadora maioria das vezes, esse consumidor, ao fim de uma odisseia imoral e inútil através dos ineficientes e impessoais serviços de atendimento das empresas, bate às portas da Justiça na esperançosa tentativa de solucionar o problema (para o qual não deu causa, nunca é demais lembrar) e tenta, através de uma indenização, não apenas se ver ressarcido de seus dissabores, o que sabemos que não tem preço, mas, na sua qualidade de cidadão e cioso de seu papel perante a comunidade, educar e combater o comportamento odioso levianamente repetido pelas empresas.”

     “Não precisa ser nenhum gênio da economia para chegar a conclusão que é imensamente vantajoso para as empresas continuarem com suas diversas e incontáveis modalidades de atos ilícitos, sendo certo que um pequeno número dentro do gigantesco universo de prejudicados procura o Judiciário para a defesa de seus direitos explicitamente violados, e desse montante já reduzido, apenas uma ínfima parte obtém sucesso, sendo os demais enxovalhados para a vala fácil do “mero aborrecimento”.”

     “Os valores, a serem fixados para fazer frente a essa indenização devida para a sociedade, obviamente, não podem ser modestos, sob pena de surtirem o mesmo efeito que um cisco atirado em um elefante. Poderíamos usar como parâmetro o próprio CDC, em seu artigo 57, parágrafo único, ou, deixando de lado a indulgência que já a tanto tempo socorre tais empresas renitentes, podemos lançar mão dos montantes previstos pelo artigo 37, incisos I a III, da Lei 12.529, que prevê multa de até R$ 2 milhões.”

     “Muito tempo já foi perdido neste raciocínio oblíquo e equivocado em que desembocou o Judiciário, passamos da hora de reconhecer que os grandes princípios diretores da nossa atual ordem constitucional — dignidade da pessoa humana e solidariedade —, bem como os princípios civilistas contemporâneos — boa-fé objetiva, probidade e função social do contrato — devem prevalecer sobre quaisquer outros eventuais fundamentos que possam fomentar o comportamento deletério das empresas brasileiras no seu trato com os consumidores.”

     A tese defendida pelo juiz é a mesma que já falei algumas vezes aqui no blog e no Twitter: deve-se punir com mão de ferro, fazendo doer no bolso das empresas, pois só assim elas irão rever seus procedimentos internos e começarão a tratar o consumidor com o respeito que ele merece. Enquanto juízes continuarem a aplicar multas de R$ 2.000,00 (quando aplicam, o que é raro) em empresas bilionárias, o efeito será nulo. Elas continuarão a agir da mesma maneira, pois não há justificativa econômica para a mudança. Assim, aplaudo de pé o texto e a atitude do Dr. Gil Messias.

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ago 11

Vivo e a falta de respeito com o consumidor brasileiro

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 11/08/2014 às 14:35h

     Já tem 3 semanas que tento resolver, sem sucesso, um problema com a operadora Vivo. Já contei a história aqui nesse outro post, então não irei me repetir. Pois, diferente da Vivo, eu sei que o seu tempo é importante e não deve ser desperdiçado. Pelo contrário, quero lhe fazer ganhar tempo.

     O episódio mais recente que eu gostaria de compartilhar com vocês ocorreu há alguns minutos. Recebi uma ligação deles e, quando achei que finalmente fôssemos por fim a essa novela, a Vivo novamente me decepciona. Primeiro, a atendente me disse que eles não iriam me fornecer a gravação da chamada telefônica, como eu havia solicitado junto a Anatel. Depois, quando comecei a argumentar sobre isso, desligou o telefone na minha cara, sem cerimônias. Afinal, respeito pra que, né?

     Já ouvi de muitas pessoas: “GG, você adora um processo. Vai ficar ryku com isso”. Como eu também já escrevi aqui no blog, eu percorro, durante semanas, todo um caminho, pra conseguir resolver a reclamação fora da esfera judicial. Começo direto com a operadora, vou pro site Reclame Aqui, ouvidoria da operadora, Anatel, Procon e, não havendo mais o que possa ser feito, Juizado Especial Civil (JEC). Ou seja, não fico rezando pra cair um problema no meu colo, processar a operadora e ficar ryku. É bem o oposto disso. Perco meu tempo e me desgasto correndo atrás de uma solução amigável.

     Quem acha que consumidor que processa empresa, no Brasil, fica ryku, anda vendo muitos filmes e seriados americanos. Lá, talvez, a pessoa até consiga uma grana fazendo isso. Aqui, somos feitos de idiotas. Simples assim. O “simples descumprimento de um contrato”, ou seja, quando a empresa se recusa a fazer o que foi combinado, não gera dano moral. Agora, quando a empresa começa a ser negligente, fazer o consumidor de idiota, como a Vivo vem fazendo, a coisa muda de figura. Mas, mesmo assim, na remota hipótese do juiz entender que realmente cabe dano moral, esse valor chega a uns R$ 5.000,00, quando muito. O que, com certeza, não pesará muito para a empresa, que não se sentirá obrigada a respeitar o consumidor e nada mudará.

     Algumas pessoas argumentam que o Judiciário não dá altas multas pra não estimular o consumidor a querer brigar por qualquer coisa. Eu já acho o oposto. Se as multas fossem altas e a punição severa, as empresas iriam se adequar e não mais iriam fazer os consumidor de idiotas, atendendo as suas demandas logo de cara, evitando assim, que elas chegassem a Justiça. Dessa forma, teríamos muito menos processos se empilhando nos Fóruns e não o contrário.

     Em tempo: o Canal do Otário, deu RT no post sobre a Vivo na semana passada. Resultado: mais de 10.000 views e quase 200 curtidas. Ou seja, ao invés da Vivo investir no pós-venda, não deixando o caso chegar a isso, prefere fazer o consumidor de otário e depois investir bilhões em marketing, pra tentar fortalecer uma marca que ela mesma vem queimando ao longo dos anos.

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jul 28

Novo Ford Ka está mais inteligente e conectado

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/07/2014 às 08:50h

     Desde 2008 que escrevo sobre tecnologia e, em todo esse tempo, nunca fiz um único post sobre carros. E foi justamente isso que causou estranheza em muita gente quando eu disse que fui convidado pela Ford para ir até o lançamento Novo Ka em São Paulo.

     Logo nos primeiros minutos da apresentação, comecei a fazer uma espécie de “live streaming” do evento e ae várias pessoas comentaram “ah.. agora entendi o motivo de você estar ae”. O Novo Ka é um carro que usa muita tecnologia e visa facilitar a vida do seu usuário.

     Me impressionou muito que a Ford está muito ciente das necessidades dos usuários. Através de várias pesquisas, eles conseguiram traçar um bom perfil dos novos compradores de carros. Por exemplo: 90% desse público já tem smartphone. Passando em média 3hs por dia dentro do carro, esse público não abre mão de usar o smartphone, mesmo sabendo que não é uma atitude segura. E dae o mote da Ford: “olhos na estrada e mãos no volante”.

     O Novo Ford Ka é o primeiro carro da empresa com algumas tecnologias bem interessantes, entre elas, o assistência de emergência SYNC. O sistema detecta vários tipos de colisões no veículo, ligam pra o SAMU, transmitem uma mensagem de voz automatizada, justamente com a localização do usuário e, por fim, abre o viva voz. Já contei isso pra várias pessoas e a “cara de UAU” é sempre a mesma.

     Vale ressaltar que não é preciso ter um smartphone topo de linha para fazer usar desse recurso. Aliás, o telefone nem precisa ter internet ou GPS. Basta que o telefone tenha bluetooth e tudo funcionará, que o carro tem um GPS de alta precisão integrado e usa o telefone apenas para fazer a chamada ao SAMU.

     Lá fora esse sistema já está em operação há alguns anos. Durante a apresentação, foi exibido um vídeo de uma pessoa que em 2011 sofreu um acidente e, mesmo desacordada, foi salva por uma equipe de resgate. Por aqui, a Ford foi a pioneira em fechar parceria como o Ministério da Saúde, implementando o sistema e treinando os atendentes do SAMU.

     Eu viajei a São Paulo com tudo pago pela Ford, mas isso de maneira alguma influenciou a minha opinião sobre o carro, em especial ao pioneiro sistema de emergência. Sendo pai de 2 filhos pequenos, me apavora o fato de saber que, a qualquer momento, nossa família pode sofrer um acidente e meus filhos ficarem sem qualquer ajuda, como já aconteceu inúmeras vezes. Na semana passada, uma mulher sofreu um capotamento na rodovia, seu carro saiu da pista e seu filho ficou quase 12 horas sozinho, desamparado, até ser encontrado, ao acaso, por um lavrador.

     Depois da apresentação houve um espaço para perguntas e respostas aos executivos da Ford e fiquei surpreso ao ver muitos jornalistas indagando a empresa sobre o fato do sistema não funcionar onde não exista não cobertura celular. Ou seja, o carro já detecta uma colisão, corta a bomba de combustível (minimizando o risco de incêndio/ explosão), liga pro SAMU, passa uma mensagem de áudio pedindo ajuda, manda as coordenadas precisas de onde foi, abre o viva voz e ainda tem gente questionando se o sistema é realmente útil.

     Nenhum produto ou serviço nasce completamente pronto. Quem cobre de tecnologia, como eu, sabe que as coisas são lançadas, funcionais, mas não perfeitas e ao longo dos anos, novas versões virão, melhores, cobrindo “falhas” anteriores, trazendo novos recursos, etc. Muito provavelmente, nos próximos anos, a Ford (e as outras montadoras) usarão outras tecnologias para se comunicar ao SAMU, sem depender da infra-estrutura das operadoras de celulares. Mas, sem medo de errar, já acho que o sistema atual é muito útil e não vejo a hora de ter isso no meu carro.

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jul 21

BrasCuba – Novas regras para importação no Brasil

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 21/07/2014 às 21:14h

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jul 19

Será que o sistema está mesmo fora do ar?

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/07/2014 às 18:23h

     Sabe quando você liga pra uma empresa, passa vários minutos aguardando atendimento, outros tantos minutos contando todo seu caso e, quando acha que finalmente terá uma solução, o atendente diz que não pode dar continuidade na sua solicitação porque o sistema caiu ou está lento?

     Hoje a tarde o @Nash me enviou um caso pra lá de constrangedor e que demonstra um enorme mal caratismo da operadora Vivo. Pelo título do assunto, você já deve imaginar do que se trata, né? Trabalhadora da Vivo que sofria constrangimentos por recusar-se a mentir que o sistema estava fora do ar deve ser indenizada.

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