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Comentários após 45 dias de uso do iPad

33 Comentarios »Postado por GordoGeek em 18/05/2010 às 21:26h

     Como muitos devem saber, eu e o Breno Masi enfrentamos uma géleda madrugada de fila na frente da Apple Store da 5. avenida, com o objetivo de garantir nossos iPads, logo no dia do lançamento (03/04/2010). A sorte sorriu pra mim e além de garantir o meu, ainda tive a felicidade de ser o primeiro comprador a efetivar a compra do gadget. Mas agora, 45 dias depois do uso, toda essa aventura valeu a pena? O produto está caro? Virá uma versão melhor? Quando chega ao Brasil?

     Muita gente anda me perguntando se eu tô satisfeito com o iPad e se recomendo a compra. Alguns poucos previlegiados moram nos Estados Unidos ou estão indo passear por lá e terão a chance de comprar o produto por um preço mais em conta. A enorme maioria dos que me perguntam (principalmente via Twitter) moram aqui no Brasil e querem saber se vale a pena pagar o valor que estão pedindo por aqui, se esperam chegar oficialmente pela Apple, se aguardam uma versão 2.0 do produto, etc.

     Apesar de ser um grande fã da Apple, quem me conhece sabe que, quando preciso criticar, eu faço com bastante veemência e não poupo palavrões, quando é o caso. Assim, acredito que posso dar bons conselhos aos interessados.

 

O Sucesso de Vendas

     Como todos já devem ter conhecimento, diferente do que muitos davam como certo, o iPad não foi um fracasso. Muito pelo contrário. Apesar de algumas limitações (que falaremos mais abaixo), o sucesso foi tão grande que a Apple está com sérios problemas de logística, atrasando entregas, dificultando a compra e tudo o mais. Já vi vários relatos de gente que procurou iPad em várias Apple Store e não encontrou, como o desenvolvedor Renato Pessanha, que visitou várias lojas na Flórida, sem sucesso. Ou seja, se lá fora, que é o mercado que a Apple prioriza, está em falta, vocês podem fazer idéia de quando ele chegará por aqui. Por enquanto, quem tem, vende com ágio.

     Muitas pessoas ficaram decepcionadas no keynote de apresentação do iPad, no final de janeiro. A piada geral era que é iPad nada mais era do que um iPhonão. Isso porque, o tal tablet da Apple era um produto que há muito vinha aparecendo em rumores e quase todos, davam certo que seria uma espécie de MacBook Air, sem teclado, com uma tela multi-toque e um sistema MacOS completo. Como não foi isso que aconteceu, muitos cairam de pau, sem sequer avaliar todas as possibilidades do produto, diante de seus olhos. Apostaram no fiasco e quebraram a cara. O produto foi um verdadeiro sucesso, vendendo mais de 1 milhão de unidades em menos de um mês (superando as marcas do iPhone), podendo passar de USD 1 bilhão.

 

Devo esperar o iPad 2G?

     Assim como qualquer produto, especialmente os da Apple, o iPad não é perfeito. E não é perfeito porque, muitas vezes, o seu fabricante quer assim. Existem diversas teorias de marketing sobre isso e eu realmente acredito nelas. Quando a Apple lança a geração atual de um produto, ela já pensando na próxima. Peguemos o exemplo do iPhone, lançado há quase 3 anos. Todo mundo criticou a qualidade de vários ítens do produto, como sua câmera, que era bem aquém do padrão do mercado, especialmente se comparado a Nokia. Mas, na cabeça de Steve Jobs, existem muitos planos. Entre eles, deve figurar sempre a pergunta: “devemos lançar isso agora ou segurar pro próximo lançamento, despertando a libido nerd e o consumismo, que vão querer sempre a versão mais atual?”. Apesar de revolucionário em vários aspectos, o iPhone não trazia o que tinha de melhor disponível no mercado ao usuário, tanto em hardware, como em alguns pontos do software (não tinha App Store, não tinha SDK, não tinha copiar e colar, multitarefa, etc. etc. etc.)

     Da mesma forma que o iPhone teve suas limitações quando foi lançado e isso não atrapalhou para que fosse um sucesso, a mesma coisa acontece com o iPad. Poreria ter uma câmera frontal? Poderia e provavelmente vai ter. Mas vale a pena se privar, por um ano, de usar o produto, esperando sempre uma melhoria de versão futura? Bom, aqui, cabe salientar que depende. Depende principalmente do seu orçamento. Se você pode comprar o produto sem comprometer seu orçamento, vá em frente! Você vai se divertir horrores com ele! Porém, se você tiver na dúvida entre comprar um notebook ou um iPad, como muitos já me perguntaram, recomendo fortemente que faça uma listinha do que você realmente necessita fazer e veja se o iPad preenche os requisitos. Na grande maioria das vezes, acredito que você chegará a triste conclusão de que, apesar de fazer muita coisa, o iPad não substitui o notebook e se você tem um orçamento limitado e precisa escolher, não será dessa vez que levará o tablet pra casa.

 

O iPad substitui o notebook?

     A essa altura, cabe alguns esclarecimentos. Eu disse que o iPad não substitui o notebook. Acredito que isso seja verdade para grande parte dos usuário. Porém, no meu caso, desde que comprei meu iPad, tanto o iPhone, quanto o MacBook, ficaram meio que jogados de escanteio. Acredito que eles estejam até bolando algum plano, no melhor estilo “Pink & Cérebro”, para matar o iPad e voltarem a serem soberados no meu lar ;)

     Brincadeiras a parte, o que quero dizer é que o iPad realmente mudou alguns hábitos que eu tinha. MacBook agora, apenas para textos muito longos, para programar no SDK ou editar algum vídeo ou podcast. No caso do iPhone, que eu sempre usava para ler as notícias no formato de feeds RSS, jogar, tweetar e navegar, todas as tarefas foram preenchidas pelo iPad. Mas por que isso aconteceu? Eu tenho 2 sonhos de consumo de muitos (iPhone e MacBook) e estou usando o iPad?

     O iPad é incrivelmente bonito, mas mais que isso: ele é fino, leve, não esquenta e tem uma bateria me impressiona. No final do dia, eu geralmente usava o iPhone para tweetar e ler as notícias. Hoje, eu simplesmente pego meu iPad e vou para o sofá. É muito mais confortável ler notícias, tweetar, navegar, responder emails e mais uma porrada de coisa, no iPad, do que no iPhone, como eu fazia anteriormente. E, tudo isso, geralmente com apenas uma das mãos, deixando a outra livre para fazer um cafunézinho na minha esposa, que geralmente dorme muito mais cedo do que eu, que tenho hábitos noturnos.

     Falando em hábitos noturnos, por mais leve e com pouca emissão de ruídos que seja o MacBook, não se compara ao iPad. Em pouco tempo, o MacBook esquenta e isso faz com que sua ventoinha comece a acelerar, gerando cada vez mais ruído, chegando até a atrapalhar a esposa que já dorme ao lado. Quem usa notebook no sofá ou na cama sabe do que estou falando. Nos primeiros minutos tudo bem, mas aos poucos, você começa a se mexer dum lado pro outro, procurando uma posição confortável (e ela nunca vem). O iPad não chega a ser leve como uma revista, mas se você apoiá-lo na barriga ou num travesseiro, pode ficar horas na mesma posição.

 

O Jailbreak chega ao iPad

     Demorou algumas semanas, mas o Spirit foi lançado e trouxe a liberdade ao iPad. Sei que muitos não gostam do tema, seja por filosofia ou por achar que o gadget fica mais instável, mas o fato é que ele existe e não podemos desprezá-lo.

     Através do Jailbreak do iPad, você pode ter acesso a várias funções que ainda não estão disponíveis. Essas funções, vão desde o acesso rápido a ativação/ desativação de alguns recursos (como WiFi, Bluetooth, etc.) através do SBSettings ou coisas mais complexas como o uso de um mouse, a multitarefa (backgrounder), o acesso a arquivos (iFiles), instalação de apps cracked (pirateadas), etc.

     Assim como acontece no iPhone, eu uso Jailbreake no iPad. Não deixa mais instável, não consome mais bateria ou qualquer coisa do tipo. Uso porque acho conveniente e me entrega coisas interessantes que a Apple simplesmente não me entrega.

     Uma vez que você sabe que existe, sabe algumas coisas que ele te proporciona e que isso não deixa o iPad mais lento ou instável, fica a cargo da sua consciência instalar ou não. Eu recomendo que faça, nem que seja para conhecer, especialmente o backgrounder, que ficou muito bom!

 

iPad ou Kindle?

     Apesar de muitos quererem comparar o iPad com o Kindle, acho que não cabe essa comparação. Se você quer um ótimo leitor, com uma bateria que dure semanas e tecnologia de tela que seja agradável de ler sob a luz do sol e não canse a vista, compre um Kindle (ou Nook, ou Sony, etc.)

     Quando eu digo que a comparação entre iPad e Kindle não cabe muito, seria como perguntar: “o que é melhor pra abrir uma lata de ervilha?”. Sem dúvida, um abridor de latas, principalmente se for anatômico. Porém, o abridor foi feito pra cumprir única e exclusivamente essa tarefa, ou seja, ele tem que fazer isso com perfeição. Agora imagine um canivete. Ele abre a lata, corta laranja, parafusa o seu computador, tem lanterninha, bússola, entre tantas outras coisas. Ou seja, o Kindle é o abridor e o iPad o canivete.

     O iPad é excelente pra um monte de coisas, mas perde a briga quando o assunto é apenas leitor de livros digitais. A bateria dura menos, é mais pesado, a tela é agradável, mas “tem tecnologia pior” que a do Kindle.. O mesmo aplicativo que você usa no Kindle, você pode utilizar no iPad (ou seja, tem acesso a todo acervo da Amazon). Além é claro, do próprio iBooks da Apple, do Stanza ou de vários outros, seja pra ler feeds, PDFs, livros, etc. Mas o “problema” em questão tem mais a ver com hardware do que software.

     Se você passa horas lendo e quer parar de carregar os pesados livros por ae, talvez o Kindle seja a melhor opção, especialmente se você for usá-lo num ambiente muito claro. Apesar de usar o iPad na varanda, eu tenho que colocar o brilho no máximo e nem sempre isso fica agradável, além de drenar a bateria.

 

Versão 3G ou WiFi? 16GB, 32GB ou 64GB?

     Muitos usuários, assim como eu, sempre querem o melhor: a maior capacidade, a maior gama de recursos e, geralmente, o mais caro.

     Quando o iPad era só um rumor, eu sabia que queria o produto, mesmo saber exatamente como eu o usaria, apesar de ter N possibilidades. Conforme ele foi ganhando cara de produto e detalhes foram sendo revelados, eu pude fazer uma idéia melhor do que eu realmente queria e em que ia usá-lo. É bem verdade que, com esses 45 dias de uso, algumas coisas acabaram diferente do esperado…

     A primeira escolha que você deve fazer é com relação ao tamanho: a diferença entre o modelo de menor capacidade (16GB) e o de maior capacidade (64GB) são de respeitáveis USD 200, mais de 1/3 o valor do iPad mais barato. Claro que 16GB é coisa pra caramba! É a capacidade do meu antigo iPhone 3G. Porém, eu fiquei com um grande medo de comprar o de 16GB e depois, conforme o uso, ficar me penitenciando, me achando um burro de ter feito tal economia. Felizmente, logo na primeira sincronia no iTunes, vi que valeu a pena ter comprado o modelo de 64GB, pois foi só sincronizar toda biblioteca de fotos e vídeos de viagem, pro gráfico de tamanho disponível desabar. E isso foi se mostrando cada vez mais válido, quando eu vi surgindo Apps mais elaboradas (especialmente jogos), com ocupam facilmente os 250MB. Ou seja, pense bem no tipo de uso (não só atual, mas o futuro) que você fará do seu iPad.

     Uma vez escolhido o tamanho, resta saber se você realmente precisa do modelo 3G ou o com apenas WiFi já é suficiente. Na ocasião do lançamento, apenas os modelos WiFi estavam sendo vendidos. Os modelos 3G só foram disponibilizados mais de 30 dias depois, ou seja, eu nem tive como escolher muito, rs. Porém, mesmo que tivesse o 3G disponível, dificilmente eu o teria comprado e vou explicar os motivos.

     Atualmente eu já pago um plano de dados pra Claro. Só ae, já se vão quase R$ 100,00 por mês. Se eu fosse comprar o iPad 3G, ou iria colocar o plano no iPad (deixando o iPhone sem), ou ficaria comutando (que é um pé no saco) ou teria que assinar um outro plano pra ele (o que eu realmente não queria fazer). Nos EUA a coisa é bem diferente, pois os planos são muito melhores. Além de poder assinar/ cancelar a qualquer momento, sem multa ou complicações, diretamente no aparelho, eles são super acessíveis (250MB: USD 15 / Ilimitado: USD 30).

     Ae vocês podem me questionar: mas poxa, ae você vai fazer uma viagem mais longa e não vai ter internet no iPad? Respondo: vou ter sim! Isso porque o meu iPhone é jailbroken e tem um software chamado MyWi, que permite que eu possa compartilhar minha internet da Claro com o iPad. Ou seja, posso usar no iPhone e no iPad, o mesmo plano, sem pagar nada adicional. É bem verdade que a bateria do iPhone vai embora com isso, mas se eu estou no carro, ligo o carregador no acendedor e problem resolvido. Se estou num sítio, chácara ou algo assim, sem banda larga fixa, ao menos terei uma tomada, correto? Então o problema de bateria, acho que também está resolvido.

     Se você não tiver restrições orçamentárias (como acho que a grande maioria tem), compre o modelo 3G, faça um plano iliimtado e seja feliz. Porém, se você é um pobre mortal como a maioria dos visitantes do blog (inclusive eu), compre o modelo WiFi, economize um pouquinho e compartilha o 3G do seu smartphone.

 

Quais são as Apps que você usa?

     Quem me acompanha pelo Twitter viu o tanto que eu reclamei e xinguei com relação a falta de Apps e os preços absurdos dos mesmos. Os desenvolvedores simplesmente pegaram a versão pra iPhone, colocaram numa resolução maior e quiseram vender, o que antes era USD 0.99, por USD 9.99. Faça-me o favor…

     Apesar disso ainda acontecer, felizmente o tempo foi passando e foram surgindo Apps feitas especificamente pro iPad, pensadas em como extrair todo seu potencial. Confesso que ainda não tem muitas delas, mas já dá pra brincar muito bem.

     Com relação aos Apps pra iPhone, a enorme maioria funciona no iPad. Contudo, nativamente, elas ficam numa telinha reduzida no centro da tela. Existe o recurso de zoom (2x), que aumenta o tamanho do App (não chega a preencher a tela toda), mas distorce tanto, que o App fica todo feioso.

     Os Apps nativos da Apple (Contatos, Calendário, iPod, Vídeos, etc.), devo confessar que uso muito pouco. Ficaram bonitos, mas tenho utilizado o iPad pra outras coisas. Acho que o que cabem três comentários. O primeiro é o Maps, que ficou absolutamente incrível, especialmente na função de StreetView. O segundo é sobre o iBooks, do qual já comentei anteriormente aqui no blog, então não irei me estender. E por fim, o Youtube, que também já fiz um vídeo a respeito.

     Sobre os badalados Pages, Numbers e Keynote, acabei comprando pra conhecer, mas não utilizo muito. Ficaram bonitos, mas não me vejo fazendo textos, planilhas ou apresentações no iPad. Pra isso, ainda prefiro o notebook.

     Como cliente de Twitter, tenho utilizado o Twitterrific. Ele não é ideal, mas depois de um update recente, ficou bem melhor. Ele tem uma interface que me agrada muito e fica cada dia melhor. Antes de adotá-lo como cliente padrão, testei vários outros, como o Twittelator, TweetDeck (o pior de todos, increvelmente bugado) e alguns menos conhecidos. Testei também alguns Apps que ainda não tem versão pra iPad, como o Echofon e o Tweetie 2.0. Deu pra quebrar um galho diante das falhas iniciais do Twitterrific, mas a essa altura, eu já estou utilizando apenas ele e desprezei todos os demais.

     No quesito leitor de feeds RSS, a história foi um pouco similar a do Twitter. Testei vários Apps, inclusive alguns do iPhone e atualmente tenho utilizado exclusivamente o NewsRack. Assim como o Twitterrific, tem coisas que ainda não me agradam, mas dá pra utilizar numa boa, com uma interface bacana, integração com Twitter e Instapaper, Google Reader, etc..

     Falando em notícias, aproveito o gancho para falar do Instapaper, o qual inclusive já fiz um post em vídeo. Assim, não vou entrar em maiores detalhes sobre ele, mas tem minha recomendação.

     Outra coisa que mudou hábitos e apesar de não ser exclusivo do iPad (tem versão pra Mac e iPhone), vale a pena comentar, é o Things, o qual explico em detalhes nesse outro post.

     Existem inúmeros programas de acesso remoto pro iPad, no qual você, através do gadget, acessar seu computador Mac ou Windows. O mais famoso (e mais caro) talvez seja o LogMenIn. Não tive coragem de pagar tudo isso e atualmente uso o RDP (pra acessar Windows) e o VNC (pra acessar o Mac).

     Na parte de comunicador instantâneo tenho utilizado muito pouco, pois não acho muito confortável ficar digitando no iPad. Porém, já fiz alguns testes com o IM+ e achei bem agradável.

     Um App que considero matador e que já comentei aqui no passado, é o AirVideo. Com ele, posso ter acesso a todos os meus vídeos, de qualquer lugar que eu esteja, acessando minha biblioteca em casa. Não importa o formato dos vídeos. O AirVideo converte “on-the-fly”, inclusive embutindo legendas e fazer o broadcast pro iPad.

     O ABC Player também um App bem bacana e que fez enorme sucesso no mercado americano, chegando a ficar durante algumas semanas nos Top 10. Infelizmente, pra gente aqui do Brasil, temos que utilizar uma VPN para mascarar nosso IP. Funciona, mas às vezes gera um certo gargalo, criando buffers no vídeo.

     Pra quem é assinante VIP do Grooveshark e tem o iPad Jailbroken, recomendo o App do serviço, que faz streaming de várias músicas, com uma variedade bem grande e pode ficar rodando em background, se você tiver o backgrounder instalado. Também fiz um post dedicado a ele. Se quiser saber mais, a href=”http://www.pontogeek.com.br/blog/grooveshark-tambem-funciona-no-ipad/”>clique aqui.

     Se você quiser sempre ter seus dados a mão, com integração com seu computador, o Dropbox é uma opção interessante. Com ele, você pode sincronizar vários arquivos, sem complicação.

     Outro App bem interessante é o GoodReader, um excelente leitor de conteúdo em vários formatos, como .Doc, .XLS, .PDF, etc. Além disso, através do iTunes, você pode transferir seus arquivos pra ele. Existe ainda um recurso pra enviar sem cabos, via WiFi.

     Se você é como eu e tem centenas de senhas para gravar, vai gostar do 1Password. Esse programa é muito conhecido no universo Mac e já tinha versão pra iPhone. Aliás, eu ganhei ele numa promoção, num dia que estava gratuíto e tive a grava surpresa de ver que ele tem uma versão binário universal, ou seja, funciona tanto no iPad, como no iPhone.

     Uma das sensações do iPad foi usá-lo como caderno e fazer anotações e desenhos a mão livre. Bom, eu testei vários Apps e o melhor que achei foi o Sundry Notes. Confesso que não sou muito bom a mão livre, mas a quantidade de recursos que ele oferece é muito boa. Veja esse outro post, onde mostro um vídeo sobre ele.

     Outro App que eu já usava no iPhone e teve uma versão bem bonita pro iPad foi o IMDB, pra você se consultar sobre filmes, séries, atores, etc. Bem bacana!

     Se você quiser fazer testes de velocidade de conexão no seu iPad, o SpeedtestX HD pode lhe atender numa boa. Leve e bonito, faz teste de download e upload, mantendo um histórico.

     Quanto aos jogos, muitos Apps que joguei a exaustão no iPhone e achei que não iria querer jogá-los mais, cai na tentação de comprá-los para o iPad. Alguns que merecem destaque: Fight Control, Harbor Master, Creeps e FieldRunners.

     Outros jogos, apesar de já terem versões pra iPhone, ainda não tinha comprado e fiquei maravilhado com eles no iPad. Posso citar aqui o Plants vs Zombie, que foi alvo de competição entre mim e minha esposa por vários dias e até rendeu um post específico aqui no blog. Outros mais vieram, como o Angry Birds, Real Reacing, Asphalt 5, Shrek Karting, 10 PinShuffle, Air Hockey, Solitaire, Pinball, Dizzy, Demolition, etc.

 

Você está gostando do iPad? Recomenda?

     Não estou gostando: estou adorando! Como eu disse ao longo desse artigo, o iPad mudou vários hábitos. iPhone e MacBook foram praticamente abandonados. Porém, eu sei que sou um usuário diferenciado dos demais e quando digo isso, não estou me gabando, estou apenas dizendo que tenho um perfil de uso diferenciado.

     Meus pais e meu avô tiveram a chance de mexer um pouco com meu iPad e gostaram. Porém, não ao ponto deu recomendar que investissem o preço de um notebook mediano no brinquedo. E acredito que, da mesma forma que tenha um mercado enorme pro iPad, existem outros milhões de pessoas que “tão cagando” pro produto, pois não cumpre o que ele esperam.

     Se você adora internet, gosta de passar horas navegando, tweetando, vendo notícias, jogando, ouvindo música, vendo vídeos e muito mais, posso te dizer que o iPad será um parceirão pra você.

     Agora, se você quer usar o iPad mais pro lado de trabalho, seja lendo ou escrevendo longos textos, eu não recomendaria. Apesar da tela ser confortável, não é e-ink, então, invariavelmente, irá cansar seus olhos. Com relação a digitação, apesar de permitir teclado bluetooth (e até mouse, na versão Jaibroken), dando maior conforto, você comprar um iPad pra usar numa mesa, não faz muito sentido pra mim. Eu vejo o iPad sendo usado na cama, no sofá ou numa cadeira e nesses lugares, teclado e mouse não combinam muito.

     Sobre o tal problema do WiFi, que foi muito divulgado. Realmente existe um problema na atribuição de IP e isso pode bagunçar muito redes corporativas, universitárias, etc. A Apple já reconheceu o problema e deve soltar um patche em breve. Porém, se você simplesmente configurar seu roteador pra sempre atribuir um mesmo IP ao iPad, através do Mac Address, problema resolvido. Isso não é motivo para não comprá-lo, especialmente se for usá-lo em casa.

     Com relação aos preços praticados no Brasil, realmente estão meio salgados, mas não esperem que ele vá chegar aqui pegando o valor americano (USD 500) e multiplicando pelo dólar do dia. Pegue como exemplo o Mac mini, que lá fora custa USD 600 e aqui ele é vendido pela Apple na faixa de R$ 2.000,00. É mais ou menos isso que irá acontecer com o iPad. Talvez, a Apple irá reduzir um pouco esse valor para ter uma penetração maior de mercado e incentivar o gasto com livros e Apps, que aliás, nem estão disponíveis ainda pra contar iTunes Store nacional.

     Espero que esse post, apesar de longo, sirva como referência para muitos usuários que pensam em comprar o iPad. Diariamente eu recebo inúmeras dúvidas via Twitter e apesar de adorar ajudar e trocar idéia, é impossível eu dar toda atenção, um a um. Assim, acredito que reuni aqui as dúvidas mais frequentes e será um bom material de referência.

     Eu pretendo editar esse post, colocando mais Apps e mais dúvidas, conforme forem surgindo e conforme for tendo mais tempo. Preciso colocar vários links em coisas que afirmei, vincular os Apps citados a App Store, colocar preços, etc. Eu já gastei mais de 3H nesse artigo e ainda falta bastante conteúdo, então peço a compreensão de todos. Dúvidas e sugestões são muito bem vindas, pois só enriquecem o trabalho.

     Update 20/05/2010 03:25h => Fui fazer um update no iPad e vi que a Apple mandou um novo contrato pra aceitar. Ao verificar, vi que estavam liberando contas nacionais pro iPad. Ótima notícia!

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