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De volta ao Brasil – Aventura nos EUA

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 27/08/2009 às 22:18h

     Depois de 3 semanas explorando as terras de Google, Apple, Intel, etc., estou de volta ao Brasil. Infelizmente estou com muita coisa pra por em dia, mas resolvi fazer ao menos esse post, com um resumão da viagem, aproveitando que tudo ainda “está fresco na memória”. Espero que gostem! Que minhas aventuras, experiências e dicas, sejam úteis e tenha relevância pra vocês.

     Como sou autônomo e trabalho sozinho, fazia anos que não tirava férias tão longas quanto essas. Quando conseguia dar uma escapada, era sempre coisa de uma semana no máximo e mesmo assim, sempre checando emails diariamente, dando baixa nos chamados mais urgentes pra não deixar clientes na mão, etc. Dessa vez, mesmo com vários projetos rolando, resolvi me dar esse presente, pois eu estava pirando com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo.

     Tenho a idéia de fazer um podcast ‘enhaced’, no estilo que o Vladimir Campos faz com perfeição pra falar de seus viagens ou até então um videocast, pois fiz muuuuitos vídeos de tudo, mas isso requer tempo e isso é o que menos tenho agora, pois preciso por minha vida em ordem depois desse tempo de descanso.

     Nesse post (gigantesco), pretendo dar uma relembrada de como foi a viagem, os passos, os roteiros, as dicas e já criar o esqueleto pra esse(s) podcast(s) especial. Vou atualizando o post conforme for lembrando das coisas e deixar documentado minha experiência e dicas pra quem um dia for fazer uma viagem similar.

 

O visto americano

     A viagem não foi muito lá bem planejada e acabei resolvendo fazê-la de supetão. Meus pais estavam com a viagem marcada desde o início do ano e num final de semana que fui visitá-los (moram em outra cidade, 300Km daqui), acabamos conversando a respeito e decidi meter a cara.

     O primeiro “problema” era que decidimos muito em cima da hora e como todos devem saber, o Brasil não está naquele seleta lista de países que mantém acordos com os Estados Unidos, onde seus cidadãos podem entrar na terra do Tio Sam quando bem entenderem. É necessário o famoso visto americano, ou seja, precisa juntar um bocado (um bocado mesmo!) de papelada e ir até um consulado.

     Além de todos os papéis (mil declarações, extratos de contas, aplicações, imposto de renda, etc. etc. etc.), precisa fazer o agendamento (que pode demorar até uns 30 dias), pagar umas taxas e ir até um dos locais onde tem o consulado. Como precisava disso “pra ontem”, acabei recorrendo a um serviço de “antecipação da entrevista“.

     Ao contrário do que me pareceu no início, esse procedimento não é ilegal. Você pode tentar fazê-lo, se tiver tempo. Explico: o agendamento é feito diretamente no site do consulado e conforme vão aparecendo desistências, você pode antecipar sua entrevista. Porém, como a procura é grande e tem empresas (despachantes) que só fazem isso, tu precisa ficar quase que tempo integral visitando o site pra ver se houve desistência e remarcar seu horário. Porém, só pode ser feito isso uma vez. Se você antecipar e depois aparecer algum contra-tempo, tu perde o valor da taxa paga (uns R$ 350,00) e só pode remarcar depois de um tempo (90 dias, senão tô enganado). Como queria ir com meus pais, acabamos pagando pra um despachante cuidar disso e ele foi muito rápido! Antecipou em mais de 20 dias e deu tudo certo (por “meros” R$ 300,00/ cada).

     Fomos até São Paulo um dia antes, ficamos num hotel “super econômico” (Formule 1), bem próximo ao consulado. Apesar da entrevista estar agendada apenas para 11:30h, chegamos no consulado às 9:00h e já fomos pra fila (única e que começa na rua, ao lado do prédio). Além de ficar aguardando na fila, que pode se arrastar por quarteirões, no sol/ chuva, quando se entra no prédio, tem que desligar todo aparelho eletrônico. Nada de MP3 pra passar o tempo ou telefone para se comunicar com alguém.

     É importante dizer que o agendamento é apenas para não ir todo mundo no mesmo horário, mas quanto mais cedo você chegar, melhor. Veja meu caso por exemplo. Cheguei quase 3hs antes e já foram dando andamento no processo, que passa por vários setores, em diferentes partes do prédio.

     A primeira etapa é a mais dolorosa, pois se fica na rua. Nesse dia estava uma garoa fina, com aquele ventinho gelado e tudo o mais. Depois, entra-se numa parte coberta, uma espécie de zig-zag, onde tem vários atendentes pra já ir olhando sua papelada e ver se está tudo de acordo, lhe dando uma assistência caso precise preencher algo que ficou faltando ou arrumar algo que estava errado/ incompleto. Já nessa etapa, eletrônicos não são permitidos, mas ficam contigo. Na próxima etapa você deixa tudo num pequeno cofre e passa por várias cabines: prévia de documentos, identificação e finalmente a entrevista.

     Como eu e minha esposa somos jovens e esse é um dos perfis que eles mais dão atenção, para reduzir a entrada de imigrantes que queiram trabalho por lá, ficamos uns bons minutos na entrevista, que acontece de pé mesmo, no guichê, tipo num caixa de banco. Ali, o oficial do consulado vai lhe fazer várias perguntas, pedir documentos e tal. Na mesma hora, você já sabe se teve o visto negado ou aprovado. Se aprovado, você pega outra fila, põe o passaporte num envelope dos Correios, já preenche com seu endereço, paga uma taxa e aguarda em casa. O prazo médio é de 5 dias úteis, mas o meu chegou super rápido (3), o que me deu a luz verde pra fechar o voo, hotéis, etc.

     Aqui vai minha primeira dica: planejamento é fundamental. Se você não se planeja e quer fazer tudo de supetão, como eu fiz, as coisas podem sair mais caras e bagunçadas. Porém, a viagem valeu muito a pena e passear com a família é uma daquelas coisas que poderiam entrar no comercial da Mastercard: “as lembranças da família, não tem preço”.

 

Tomada de Preço

     Dependendo da época do ano (dae a importância do planejamento) você consegue coisa super barata, que realmente vale a pena! Eu comecei a cotar tudo pelo Submarino Viagens, onde consegui preços excelentes. Porém, como queria ficar nos mesmos hotéis que meus pais iam ficar, o Submarino tornou-se mais limitado. Dae, parti pra cotação aqui na CVC (também pouco flexível) e com a Tour Marina, que tem um dono que conhece tudo de viagem, é super atencioso, monta pacotes mega flexíveis e ainda lhe dá todas as dicas necessárias.

     Essas empresas muito grandes, como a CVC, geralmente conseguem descontos muito bons para pacotes clássicos, especialmente quando eles operam por fretamento. Porém, se você quiser fazer um pacote customizado, dificilmente eles vão conseguir lhe atender. Ae, compensa você apenas pegar uma idéia de valores com eles, cotar num Submarino Viagens, mas ir numa empresa de turismo da sua cidade, sentar com calma com seu agente e discutir os pontos com ele. Aqui por exemplo, eu fui muuuuuuuito bem atendido pelo Silvio, que é daqueles caras que “nasceram pra isso”, entende muito do assunto, não tem pressa pra te mandar embora, te passa mil opções disponíveis e vai fechando tudo conforme o seu gosto.

     A idéia inicial era ganhar tempo e fazer boa parte das cidades americanas de avião, aproveitando os dias mais baratos e promoções (veja no site das empresas aéreas, como American Airlines). Porém, nem sempre é fácil combinar as datas e os valores que meu agente conseguiu, eram bem próximos dos melhores dias (promoções).

     A idéia inicial dos meus pais era ficar apenas 6 dias e já estava tudo fechado. Porém, o mais caro nisso tudo geralmente é a passagem aérea. Dae, vi com eles e resolvemos mexer no roteiro pra ficar, no mínimo 10 dias. Isso já acabou encarecendo a parte deles, tanto pelos dias a mais, como pelo reagendamento de hotel, passagens, etc. Novamente, planejamento aqui seria fundamental e teria poupado dinheiro.

     Como meus pais já tinham compromissos no Brasil e não poderiam ficar mais de 10 dias fora, acabamos ficando esse período juntos e depois fiquei mais 10 dias com minha esposa. No total, acho que deve ter ficado próximo de R$ 12.000,00 tudo, mas ainda não tenho esse número fechado, especialmente pelas taxas adicionais, gastos com comida, gorjetas (o que move o país), etc.

 

Roteiro da Viagem

     A primeira parte da viagem, que fiquei com meus pais, já estava fechada pelo grupo deles, então basicamente tentamos fechar os mesmo hotéis e datas de voos. Apenas a segunda parte, onde ficamos sozinhos, que eu pude fazer com maior liberdade.

     O que chamo de primeira parte incluiu Miami, Boca Raton, Orlando e Nova Iorque. Depois, Las Vegas, Los Angeles, San Francisco e Dallas.

 

Taxas/ Impostos

     Ao contrário do que acontece no Brasil, os impostos nos Estados Unidos são tratadas de forma diferenciada. Aqui, além dos trocentos mil impostos, com alíquotas diferentes de estados pra estado e de categoria pra categoria, a gente nunca sabe o quanto do preço final que pagamos é referente a tributos. Ou seja, quando pagamos R$ 100,00 num produto, não sabemos o quanto está indo pro comerciante e o quanto está indo pro governo. Lá fora é diferente. Existe um imposto único e ele é aplicado sobre o preço final do produto. Ou seja, quando você vê USD 100 na prateleira, aquele preço é sem imposto. O imposto real, que também varia de estado pra estado, você paga a parte.

     No Brasil, em determinados produtos e serviços, os impostos podem representar mais de 50% do valor final do produto, como acontece na gasolina e nas tarifas de telecomunicações. O principal imposto por aqui é o ICMS, que é um imposto estadual e varia de estado pra estado. Além desse imposto, vários outros incidem sobre o produto e geralmente não ficamos sabendo a alíquota e quanto realmente estamos pagando em impostos.

     Nos Estados Unidos também existe o imposto estadual, mas ele é único. Varia de estado para estado e pode ser de 6% na Flórida, 9.75% em Nova Iorque ou 11% na Califórnia. O importante é saber que sobre o preço da etiqueta, você deve acrescentar o imposto. Parece mais complicado, mas na verdade não é. A coisa é transparente e além de ser percentualmente menor do que pagamos no Brasil, sabemos exatamente quanto está indo pra loja e quanto está indo pros cofres do Estados.

     É muito comum, especialmente nos primeiros dias, a gente ir pegando as coisas, já fazendo as contas de cabeça e separar o dinheiro pra pagar. Por exemplo: pega um chaveiro de USD 3, 4 cartões postais por USD 1, uma coca por USD 1 e ir pro caixa com USD 5. Ao chegar no caixa, a conta final vai dar USD 5,25 por exemplo (6% de imposto). Aos poucos, se acostuma com isso e ve-se que é melhor que aqui. Paga-se menos imposto e sabe-se o quanto pagou.

 

Uso do Cartão de Crédito

     Muitas pessoas preferem usar o cartão de crédito do que usar dinheiro em viagens. Fica mais fácil de controlar o quanto gastou e onde se gastou. Porém, tenho que dar algumas dicas nesse sentido.

     A primeira delas é guardar os comprovantes das compras. Eu por exemplo, guardei apenas os comprovantes dos produtos de maior valor, como eletrônicos. Coisas do dia-a-dia como mercado, alimentação, combustível e outras coisas pequenas, acabava jogando ao chegar ao hotel. Não cometa esse erro! Quando sua fatura do cartão chegar, provavelmente você não irá lembrar de tudo que consumiu, o que é um prato cheio para fraudes ou coisa parecida. De repente você gastou USD 20 num local e lançam USD 30 ou ainda, alguém clona seu cartão e faz pequenas compras. Outro fato importante é que às vezes, na sua fatura, nem sempre o nome do estabelecimento te remete a algo conhecido. Algumas vezes, aquela loja de uma marca super conhecida, não vai vir com essa nome na descrição da fatura e sim um nome pouco conhecido, como a razão social ou o nome da empresa. Guarde TODOS os recibos!

     A segunda coisa importante para se lembrar é que muitos cartões cobram uma “pequena” taxa de uso no exterior (tipo uns R$ 3,00). Quando você vai comprar um notebook, R$ 3,00 não vão fazer muita diferença. Porém, se você usar o cartão pra pagar o café-da-manhã, o almoço e todas as coisas da viagem, sendo que cada transação vai te custar R$ 3,00 a mais (de taxa do cartão), no final da viagem, tu vai ter pago uma cassetada de taxas, que foi um dinheiro jogado fora. A minha dica aqui é comprar um cartão de débito pré-pago, disponível em vários locais, de farmácia a mercadinhos. Esse cartão custa USD 4,50 e você pode por quanto quiser de crédito. Aconselho você a já por um valor razoável, calculando mais ou menos quanto irá gastar. Dessa forma, ao invés de você usar o cartão de crédito internacional em tudo que é compra e pagar R$ 3,00 por uso, você põe logo uns USD 500 no cartão pré-pago e “morre” com essa taxa uma única vez.

 

A Partida

     Saímos do Brasil no dia 06/08. Eles voando Tam e nós voando American Airlines. Tivemos que ir em companhias aéres diferentes pois não quis pagar quase o dobro pra ir pela Tam. Como ia fazer alguns voos internos pela American, o pacote ficava mais bem mais em conta.

     Como os voos iam sair bem cedo de Guarulhos e precisa estar no aeroporto pro check-in pelo menos 2 hs antes, tivemos que sair de Matão no dia 05/08 e ficar num hotel próximo ao aeroporto (* colocar o nome/ valor do hotel depois). De lá, deixamos o carro num estacionamento próximo (* colocar o nome/ valor do hotel depois), que fica bem mais barato que deixar no próprio aeroporto e eles nos levam até lá e depois buscam. Basta ligar. O preço pra 8 dias ou 30 dias é o mesmo.

     Apesar dos voos sairem com apenas 5 minutos de intervalo, como eram companhias diferentes, acabamos desencontrando no aeroporto de Miami. Aliás, nos aeroportos que passei por lá, a coisa é simplesmente enorme. Você anda, anda, anda e não termina mais. Geralmente tem “trenzinhos” que te levam de um terminal a outro, de tão grande. Ae, pra se perder, você já deve imaginar que é fácil, correto?

 

Comunicação

     Eu tinha habilitado o roaming internacional pela Vivo e mesmo sabendo que o custo da ligação era de quase uns R$ 18,00, nessas horas, cansado e querendo resolver, a gente acaba pagando. Porém, ninguém do outro grupo tinha o telefone habilitado, então não deu em nada. A minha dica é habilitar o serviço antes de sair do Brasil, pelo menos com 3 dias de antecedência, usar ao máximo o SMS, que é bem mais barato (cerca de R$ 0,60 pra enviar e gratuito pra receber) e chegando no local, comprar um telefone pré-pago local.

     Vou comentar sobre a oferta de serviços de telefonia mais a frente, pois é algo muito importante pros Geeks que viagem. Mas em resumo, os Estados Unidos tem uma oferta abundante de planos de telefonia (dados, voz, televisão, hot-spot, etc.), mas geralmente pós-pagos, ou seja, pra quem vive no país, tem “social security” e faz aqueles planos de 2 anos. Pra quem é estrangeiro, está apenas de passagem, o número já reduz drasticamente menor.

     Acabei comprando 2 aparelhos pré-pagos da AT&T, por USD 20 cada. Sendo que, parte desse valor, retorna em créditos. Pra falar entre eles e com todo número AT&T nos EUA inteiro, a ligação era gratuíta. Os créditos eram consumidos apenas pra falar com clientes de outras operadoras, DDI, dados, etc.

     Infelizmente eu vi que os chips eram “presos” aos aparelhos. Ou seja, tentei tirar o chip dos 2 e colocar no meu iPhone, que é desbloqueado oficialmente pela Vivo e não rolou. Ae tive que comprar outro aparelho e explicar o que queria fazer ao vendedor. Ae, peguei um outro aparelho de USD 35. Esse, deu certo pra fazer ligações no iPhone, mas nada de conectar a internet por ele. Já pelo meu antigo HTC P3300, deu tudo certo, inclusive a internet.

     Como uso o iPhone no Brasil há cerca de 2 anos e sempre com internet, acabei ficando super dependente dele. Tudo que eu preciso, sempre estava a mão. Como não pude contar com isso nos EUA, acabei ficando meio que desorientado. Menos mal que o HTC P3300 deu certo, então pude usar o GPS/ Google Maps, ver alguns emails, twittar, mas Windows Mobile (que roda no HTC) é uma coisa tão velha e antiquada, que não foi uma experiência agradável.

     Sobre o plano de internet, assinei um pré-pago por USD 19,99 que dava direito a 100MB de tráfego, durante 30 dias. Fiz isso no site da AT&T destinado aos pré-pagos, preenchendo as opções disponíveis e pagando no cartão de crédito. Nesse ponto, foi tudo bem simples e rápido. Não era o ideal (ilimitado e funcionando no iPhone), mas quebrou um galho. Jamais habilite o seu telefone do Brasil pra fazer roaming de dados no exterior, senão você vai pagar uns R$ 50,00 o MB trafegado e vai ter um prejuízo gigantesco!

     Tentei por inúmeras vezes explicar pro pessoal de lojas da AT&T que o iPhone não funcionava no plano de dados e eles “nem ae pra mim”. Se funcionava no HTC, então o lado deles estava Ok e eles não dão suporte a iPhone de terceiros (que não foi comprado com eles). Assim, tive que pesquisar na internet, vi que poderia ser a falta de configuração de APN no aparelho, pois quando conectava o chip da AT&T, o iPhone não exibia tais opções. Ae, usei alguns programas pra editar as informações, pondo os mesmos dados colocados no HTC (com sucesso) e nada de rolar no iPhone. Até que desancanei e usei o HTC mesmo.

 

Locação de Veículo

     Alugar um veículo nos Estados Unidos, geralmente é um bom negócio, especialmente se você tiver num grupo, nem que seja de 2 casais. Isso porque você ganha liberdade de ir/ vir para vários passeios, a começar pelo “transfer” do aeroporto ao hotel que, em alguns casos, pode chegar a USD 150 por casal, fácil. Porém, alguns pontos valem a pena ser observados, como se a cidade dispõe de lugares fáceis para estacionar (Nova Iorque por exemplo, nem pense em alugar carro, faça tudo de ônibus, metrô, taxi ou a pé), se o hotel tem estacionamento próximo ou preferencialmente no local, se é pago, o valor, etc.

     Vamos começar a falar sobre o transfer. Em Las Vegas por exemplo, é ridículo. Pra qualquer taxi te levar do aerporto pro hotel, qualquer que seja ele, fica menos de USD 3. Isso porque Las Vegas é basicamente uma rua principal, no meio do deserto e o aeroporto fica paralelo a essa rua. Ou seja, é tudo bem perto. Outro fator é que esse preço deve ser tabelado por algum sindicado ou coisa similar. Assim, alugar carro em Las Vegas não compensa. O negócio é pegar um taxi até o seu hotel, descansar durante as manhãs, sair no final do tarde, ir a cassinos (todo hotel é cassino), ver as atrações (muitas delas gratuítas), bater muita perna, ir a shows, etc.

     Outra cidade que acho que não compensa locar carro é Nova Iorque. Assim como acontece em Las Vegas, existe um preço único de USD 45 do aeroporto ao hotel. Não sei exatamente o motivo, mas funciona. Outra opção mais em conta ainda (USD 18 por pessoa) é contratar o SuperShutte, uma van azul, que leva/ trás do aeroporto ao hotel, mas tem que marcar com antecedência. Ou seja, se você se programar, vá de Super Shutte. Se o voo atrasar ou se você não marcar nada antecipado, pegue um taxi por USD 45.

     Outra cidade que acho que não compensa locar carro é Nova Iorque. Assim como acontece em Las Vegas, existe um preço único de USD 45 do aeroporto ao hotel. Não sei exatamente o motivo, mas funciona. Outra opção mais em conta ainda (USD 18 por pessoa) é contratar o SuperShutte, uma van azul, que leva/ trás do aeroporto ao hotel, mas tem que marcar com antecedência. Ou seja, se você se programar, vá de Super Shutte. Se o voo atrasar ou se você não marcar nada antecipado, pegue um taxi por USD 45.

     Minha idéia inicial era fazer todas as cidades com voo internos pela American Airlines, observando sempre no site da empresa, quais os dias mais baratos, pois tem dias que as passagens são muito mais em conta. Porém, como estava difícil “combinar” os dias que era mais baratos com nosso planejamento, hotéis e tudo o mais, nosso agente de viagens deu a idéia do carro.

     Só pra vocês terem idéia de custos, paguei USD 600 pra ficar 10 dias com um carro básicos (mas confortável), com tanque cheio, o melhor seguro disponível e com o adicional de pegar numa cidade e devolver na outra, o que encarece o processo. Aliás, a empresa que achei mais em conta foi a Hertz.

     Sobre alugar um GPS, eu levei o meu do Brasil, mas não tinha os mapas americanos. Durgh!!! Ou baixe isso antes da viagem ou compre um por lá. Você encontra vários modelos mais básicos (e bons), com o mapa de todos os EUA, carregador veicular e tudo o mais, por algo em torno de USD 120. Pra locar, ficaria mais ou menos isso, ou seja, não compensa! Ou leve seu GPS já com os mapas americanos ou compre um por lá Observação importante: existem GPS com telas enormes, cheio de recursos, mas esse já custam na faixa de USD 400. Se tiver restrições de orçamento, um básico da Garmin ou TomTom, resolve o caso.

     Outra coisa fundamental é ver se o seu hotel dispõe de estacionamento e quanto cobram. Em Las Vegas, onde peguei o carro, era gratuíto e relativamente fácil de achar vaga. Já em Los Angeles, o estacionamento era com manobrista e ficava ao lado do hotel. Poderia entrar e sair quantas vezes quisesse, pagando USD 20 a diária. Já em San Francisco, também ao lado do hotel, era USD 28 a diária, mais taxas.

     A minha dica fundamental é que cada caso é um caso. Precisa observar o que falei acima, especialmente sobre valores de taxi nas cidades que você pretende ir, se tem transporte fácil e barato do aeroporto ao hotel, se tem estacionamento no hotel, se os estacionamentos na cidade são caros e fáceis de achar, etc.

     Como já falei antes, em Las Vegas eu acho que não compensa locar pois o taxi é barato e tem que andar a cidade a pé mesmo, pra conhecer. Em Nova Iorque tem o SuperSuttle pra buscar no aeroporto (USD 18 cada) ou ainda o taxi com preço fixo para aerporto (USD 45). Além do que, em Nova Iorque, achar uma vaga para estacionar é raro, o trânsito as vezes não flui, o taxi barato, tem metro pra tudo que é lado e tal. Em São Francisco você pode comprar uns tickets de turista que são válidos para o dia todo e usar todo transporte público da cidade, inclusive os famosos bondinhos. No meu caso, comprei o ticket pra 3 dias por USD 18.

     A observação final e importante sobre a locação de carro é que se você vai explorar cidades ao redor, como eu fiz em São Francisco, indo pra todas as pequenas cidades que formam o Vale do Silício, o carro é a melhor opção. Você vai aonde quer, fica o quanto quer e tem total liberdade pra conhecer tudo a seu tempo. Porém, não precisa fechar por vários dias. Estude senão compensa alugar o carro por uns 2 dias, apenas pra fazer alguns passeios distantes e o restante fazer de transporte público local ou de táxi.

 

Roteiro – Boca Raton

     Nosso voo desceu em Miami e depois do pequeno transtorno pra reunir o grupo, já que viemos por companhias aéres diferentes, pegamos a van que leva do aeroporto até as empresas de locação de veículos e pegamos a Van com lugar pra 12 pessoas. Isso era uma coisa que eu desconhecia: os carros não ficam no aeroporto e sim num local próximo. Você deve pegar um micro-ônibus ou coisa similar, que te leva do aeroporto a garagem das empresas gratuitamente.

     De Miami a Boca Raton leva quase 1 hora e tem alguns pedágios, mas muito baratos (USD 0,25). Aliás, isso foi algo que me chamou a atenção, pois na Flórida tem alguns pedágios, mas na costa oeste, rodei mais de 1.200 milhas e não paguei nenhum pedágio, desfrutando de pistas maravilhosas.

     Sobre a cidade de Boca Raton, ela foi incluída no roteiro pois meus pais tem um amigo nessa cidade. A cidade é maravilhosa, super bem cuidada, com lagos enormes, um trabalho de paisagismo incrível pra toda parte que você olha e cheia de plazas, que são como shoppings centers, em praticamente todo quarteirão. É tudo muito diferente do Brasil!!! Não existe aquela coisa de uma rua de comércio, cada qual com sua loja. É tudo dentro dessas plazas, que são locais amplos, com estacionamento gratuito, ar condicionado, praça de alimentação, etc… Ou seja, nossos shoppings.

     Apesar do calor intenso, anda-se muito de carro e dentro dos locais (plazas, restaurantes, hotéis, etc.) é tudo bem gelado, então praticamente só se sente o calor quanto entra no carro pra ir dum local ao outro. Assim, não use bermudas, pois você vai passar frio dentro dos ambiente, sempre muito bem refrigerados.

     Boca Raton, como eu já disse, é maravilhosa, quente e muitos aposentados e ricaços moram por ali, em condomínios muito bacanas. Valeu muito ter passado por ali e visto como o homem pode transformar uma região que era puro pântano em uma cidade linda e super agradável. Ficamos 3 dias por ali.

 

Roteiro – Orlando

     Assim como acontece em Las Vegas, a hotelaria é barata. A idéia da cidade é atrair os visitantes para suas atrações. No caso de Las Vegas, os cassinos e no caso de Orlando, os parque temáticos.

     Você pode encontrar vários hotéis simples, mas confortáveis, na faixa de USD 60 a diária. Ou seja, se você quer ficar 10 dias nos EUA, sem gastar muito, alugando um carro e explorando tudo ao seu redor, uma dica é definir com “base de operações” Orlando. Você paga pouco em hospedagem, conhece vários parques e se diverte pra caramba.

     Outra coisa clássica são os parques, que aliás, não são nada baratos. Quando chegamos, fomos aproveitar o meio-dia que nos restou (na parte da manhã viajamos de Boca Raton a Orlando) para ir a Universal Studios. Foi corrido, mas deu pra fazer várias atrações. Porém, o ideal é ficar 2 dias por ali, pois além do parque principal, tem mais 2 ao redor. Encontramos um casal de brasileiros por ali, que tinha ido no dia anterior no parque ao lado (anexo a Universal Studios) e que tinha adorado.

     No dia seguinte fomos a Disney. Você compra o ingresso de forma automática, em máquinas na frente ao parque. Só passar o cartão, escolher os parques, a quantidade de pessoas e boa. Emite na hora pra você. Uma dica importante é que se você for fazer vários parques, tem descontos bem grandes para vários dias e também para mais de um parque por dia. Planeje bem isso antes para economizar!

     No nosso caso, fizemos a Disney na parte da manhã e começo da tarde e fomos ao Epcot no final do dia. Como compramos o ingresso pros 2 parques no mesmo dia, na mesma hora, tivemos um desconto de uns 35%. Ou seja, planeje, planeje, planeje. O pacote pros 2 parques ficou uns R$ 300,00 por pessoa!

     Eu já tinha ido a Disney há mais de 10 anos atrás e como o Vladimir Campos bem disso no último podcast, é engraçado como nossa lembrança nos prega algumas peças as vezes. Não que o local seja pequeno, mas eu tinha na memória que era muito maior do que realmente é. É bonito? É bonito! Mais que isso, é mágico! Mas tem muita atração pra molecadinha. Se você já é mais velhinho como eu, compensa ficar apenas até o meio-dia por ali. Dê uma andada no trenzinho que contorna todo o parque, pegue um mapinha (grátis) assim que chegar, dê uma explorada, vá até ao castelo na hora da parada e não perca mais tempo por ali: corra pro Epcot.

     Nós permos muito tempo na Disney e fomos pro Epcot já no finalzinho da tarde (17hs). Pegamos o monorail (aquele trenzinho que levita sobre trilhos suspensos) e boa… Infelizmente, fizemos apenas 2 atrações por lá, pois as fila eram imensas (horas e horas) e uma delas, ainda tivemos o azar de ficar 3hs na fila e quando estava próximo da nossa vez, o brinquedo quebrou. Ficamos alguns minutos esperando e como não arrumou, desistimos.

     A dica que dou é a seguinte: pra não perder tempo na fila, tem 2 opções. A primeira não custa nada e é você ir até as atrações que mais deseja, colocar o ingresso num aparelho e “marcar uma hora” pra voltar ali. Assim, você vai fazer outras coisas e na hora marcada, vá até a atração e “corte a fila”, com seu agendamento. Outra opção, dessa vez paga, é comprar um passe VIP, onde você não pega fila pra nada. Eu não sei quanto custa, mas tinha muita gente usando e dava uma raiva danada! Você fica 3hs numa fila e vê várias pessoas passando na sua frente. Com esse tipo de passe, você aproveita muito mais o parque, pois fica no máximo 10 minutos numa fila VIP, ao passo que “os normais” ficam horas e horas.

     Se você estiver de carro em Orlando, certamente vai visitar um “Premium Outlet” ali próximo, onde você encontra muita coisa (especialmente roupa/ sapatos/ perfumes) originais, a preços muito baratos. Camisetas de marcas famosas como GAP, podem ser encontradas por USD 9. Esse foi o programa do nosso terceiro e último dia por ali.

 

Roteiro – Nova Iorque

     Nova Iorque é uma das cidades mais caras do mundo, mas também uma das melhores. Minha esposa ficou completamente encantada e foi o ponto alto da viagem pra ela. Se todas as cidades que visitamos, cada qual com sua peculiaridades, Nova Iorque foi a única que ela gostaria de voltar no futuro.

     Ficamos muito bem localizados no Roosevelt, próximo a famosa 5. avenida. Meus pais não conseguiram reservar o mesmo hotel e ficaram no Radisson, a 3 quarteirões de nós. Aliás, apesar do Roosevelt ser melhor localizado, o quarto que ficamos era simplesmente minúsculo! Já o deles, tinha inclusive 2 banheiros. Show!

     A parte de hotel na cidade é muito cara. Só pra se ter uma idéia, enquanto em Orlando se consegue hotéis por USD 60 e em Las Vegas por USD 80, em Nova Iorque, um hotel bem localizado como nosso, a diária gira em torno de USD 350. Bem salgado! Ah e com internet a parte, geralmente a USD 15 por dia, o preço médio que paguei durante a viagem.

     Em Nova Iorque, um brasileiro (Sr. Aragão), já de idade, que foi fazer a vida nos Estados Unidos há mais de 20 anos, foi nos buscar no aeroporto. Ele cobra em torno de USD 45 a hora. Nos disse que tem 4 carros na cidade e que atualmente fatura cerca de USD 30mil por mês, o que não duvido, pois as coisas por lá são realmente caras. Uma curiosidade adicional é que esse senhor é praticamente uma personalidade, pois dirige pra atores e reporteres da Globo, política (como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso), modelos, etc.

     Uma coisa que o pessoal do grupo não gostou no Sr. Aragão é que como ele já está há tempos nos EUA e lá tudo funciona muito bem, é que ele desenvolveu um olhar muito ácido e crítico do Brasil. Claro que ele tem suas razões, mas como brasileiros que ainda residem no país, alguns ficaram um tanto ofendidos com os comentários. Eu talvez tenha sido o que mais concordou com a visão do Sr. Aragão e achei que ele “não pegou pesado”, falando as coisas como exatamente são.

     O primeiro dia em Nova Iorque foi praticamente perdido, pois chegamos tarde e bem no horário do rush. Levamos mais de 1 hora pra ir do aeroporto ao hotel. Enquanto o pessoal saiu pra dar uma passeada e jantar, eu tive que ficar trabalhando, mas depois nos encontramos pra dar uma andada. Fomos ao “complexo” de edifícios do “Rockefeller Center”, subimos até o topo do edifício e ficamos contemplando a beléssima vista noturna da cidade. Infelizmente, como quase tudo lá, isso foi pago e pra cada coisa que você queria fazer, tinha um preço. Por exemplo, para subir até um andar, X. Para outro, Y. Para conhecer os estúdio CBS, outro preço. Mas quem vai a Nova Iorque já deve ir esperando por isso: a cidade é cara!

     No segundo dia, o Sr. Aragão pegou a gente no hotel pra fazer um City Tour. Ficamos quase 4hs com ele, que vai passeando por todos os pontos mais importantes, explicando sobre o que é e tal. Ele cobrou USD 45 a hora, mas como estávamos em 3 casais, acabou compensando. Tem gente que prefere fazer esse mesmo City Tour com ônibus especializados, no estilo aqueles londrinos, de 2 andares, aberto no topo. Também é uma opção, mas cada ônibus faz um trajeto. Talvez seja melhor pra filmar, bater fotos e registrar tudo. Vai de cada um.

     Íamos aproveitar o segundo dia pra ir na “Estátua da Liberdade”, que fica numa ilha próxima a Manhattan e é necessário ir numa espécie de barca. Porém, o Sr. Aragão disse que a fila iria demorar e não iriamos aproveitar. Sendo assim, dispensamos ele e ficamos no “Batery Park” (outro ponto que o Vladimir Campos adora).

     Nesse dia, as bolhas que já estavam enormes por ter andado no calor da Flórida, se agravaram. Rodamos pra caramba! Se você olhar no Google Maps, vai entender. Ficamos ao Sul da ilha de Manhattan e fomos subindo, tudo a pé. Passamos por China Town, Canal Street e rumo pra cima, até que chegou uma hora que não aguentamos mais e pegamos um táxi até o hotel. Aliás, táxi ali é uma coisa muito bacana pois tem uma TV que você vê sua posição em tempo real no mapa, tem acesso a notícias, programas de TV, etc. Além de entreter, você vê o caminho que está fazendo, o que te localiza e dá transparência em saber que o motorista não vai enrolar, fazendo o caminho mais longo. Senão tô enganado, ficou uns USD 10 o trajeto até o hotel.

     No terceiro dia, meus pais, meu irmão e mais um casal, pegaram o voo para Miami, onde ficariam mais 2 dias, até a volta ao Brasil. Eu e minha esposa, ficamos mais 2 dias na “Big Apple”. Aliás, a expressão quer dizer algo como “cheguei ao topo”, uma alusão a Nova Iorque ser um importante ponto econômico/ financeiro/ cultural do mundo.

     Nesse dia que meus pais foram embora eu tive que trabalhar a parte da manhã, resolvendo problemas urgentes num servidor de cliente. Pra completar, meu netbook tinha ficado na única mesa disponível no quarto (minúsculo) e acabou sendo danificado. Nunca tinha visto isso, mas a mesa é colada no ar condicionado e esse acabou gerando humidade tamanha, durante a noite, a ponto de molhar a mesa e o equipamento que estava ali, carregando. Apesar dos meus esforços em tenta secá-lo e tal, não ligava por nada. Cheguei até a fazer um termo no hotel, mas não virou nada. Não me ligaram, mandaram email e nada… Felizmente, mais de 1 semana depois, já em Los Angeles, minha esposa foi tentar ligá-lo e ele ligou normal. Acho que durante esse tempo, acabou secando a parte interna, que ainda devia estar molhada e ele “voltou a vida”, pra minha enorme felicidade, que já tinha dado como perda.

     Ainda nesse dia, na parte da manhã, como tinha dito, acabei ficando trabalhando no hotel. O pessoal foi ao Central Park e em alguns museus ali ao lado. Eu me juntei a eles pouco antes deles partirem, próximo ao meio-dia. Ae, ficamos eu e minha esposa no Central Park, que é simplesmente imenso e maravilhoso! Um lugar ótimo pra ficar de bobeira, andando, se esticando na grama, contemplando, namorando, andando de bibicleta, etc.

     Fui na famosa loja da Apple, perto ao Central Park, aquela do cubo de vidro, onde a loja mesmo fica no subsolo. Além de linda, lotada de gente de todo canto do mundo, com produtos mil e funcionando 24 horas por dia, essa loja é a mais rentável da Apple no mundo. Mais que isso, parece que é uma das mais rentáveis lojas de varejo, de todas as marcas ali ao lado.

     Apesar de ter perdido a parte da manhã trabalhando, fiz esse dia render muito. Depois de ter ido a loja da Apple, fui em vários museus, inclusive aquele famoso onde se passa o filme “Uma Noite no Museu”. Além de enormes, são gratuítos. Eles incentivam você a doar alguma coisa, tem algumas sugestões de valores por pessoa, mas você paga se quiser, não é obrigatório. É tudo tão lindo e grandioso que a gente fica totalmente sem jeito em não colaborar, ainda mais porque fica-se um bom tempo ali, até conseguir ver tudo que se quer. Infelizmente eu tive que passar muito rapidamente pelos museus, pois já era nosso terceiro dia, mas fiquei até o fechamento.

     No quarto dia em Nova Iorque, fomos novamente andar. Pegamos um táxi bem cedo até o “Batery Park”, fomos na “Estátua da Liberdade” e ficamos admirando um dos monumentos mais conhecidos do mundo e sua linda vista da ilha de Manhattan. Um local ímpar e que ficamos toda a parte da manhã. Depois, voltamos a Manhattan e subimos tudo novamente, mas por outro lado. Conhecemos o centro financeiro (Wall Street), tiramos fotos no famoso Touro, na Bolsa e na “Casa de George Washington”, que ficam bem próximos.

     Continuamos a subir e ficamos mais de 30 minutos “admirando” o que era o “World Trade Center”, onde foram os ataques de 11 de Setembro. É incrível estar ali e tentar imaginar tudo que se passou naquele dia. A ficha realmente demora a cair. Boa parte do que estava nas proximidades ficou completamente destruído quando os prédios cairam e teve que ser reconstruído/ reformado. No local onde foi o WTC está tendo uma construção, mas boa parte está tapada. Alguns poucos pontos pode-se ver alguma coisinha da fundação do novo prédio. Dentre as curiosidades, tem-se uma igreja na rua de trás, onde tem um cemintério, bastante comum por lá.

     Sempre parando e admirando, mas andando feito condenados, seguimos até o “City Wall Park”, próximo a prefeitura. Esse foi um dos poucos locais onde eu achei rede WiFi realmente livre e gratuíta. Ali nas proximidades tem a também famosa “Ponto do Brooklin” e algumas coisas ligadas a parte de fórum da cidade.

     Completamente cansados, mas admirados, fomos ainda ao SoHo, Little Italy e novamente em China Town, de onde pegamos um táxi de volta ao Hotel, onde descansamos um pouco, eu trabalhei (pra variar) e a noite saímos para um outro cartão postal da cidade, a Time Square. Linda e repleta de luzes, ficamos um tempo por ali, mas não vimos nenhum espetáculo na Broadway. Preferimos entrar numa loja da brinquedos ENORME ali ao lado, onde tem várias coisas interessante, a começar por uma roda gigante dentro da loja! Aliás, fomos e voltamos andando, pois era relativamente próximo ao hotel e a sensação de segurança ao andar por Nova Iorque, de noite ou de dia, com máquina fotográfica na cintura, é algo espantoso! Depois do “tolerância zero”, a cidade ficou super segura.

     Em nosso último dia em Nova Iorque, pois iriamos pegar o voo para Las Vegas, acordamos cedo e fomos conhecer a “Grand Central”, bem próximo ao nosso hotel e o famoso prédio da ONU, que fica um pouco distante, mas também deu pra ir e voltar caminhando, passar por uma ferinha maravilhosa na avenida Madson (atrás da 5. avenida) e ainda correr na BestBuy comprar um GPS.

     Fizemos a nossa manhã render! Voltamos ao hotel para finalizar as malas, fazer o check-out e pegar o SuperSuttle até o aeroporto JFK, o mesmo que havíamos chegado. Curiosamente, apesar de adorar voar, não fiz o famoso passeio de helicóptero, especialmente porque, dias atrás, havia ocorrido um acidente, onde um pequeno avião chocou-se contra um desses helicópteros, matando todos os ocupantes. Assim, não conheci de perto o famoso aeroporto de “La Guardia”.

 

Roteiro – Las Vegas

     Num voo bastante longo, cruzando o país de costa a costa, chegamos em Las Vegas no comecinho da noite. Felizmente, nessa longa de viagem de leste a oeste, “ganhamos” quatro horas de fuso. Além disso, apreciamos um belo sobrevoo sobre a cidade.

     Eu já deveria ter feito esse comentário, mas estava guardando pra hora mais oportuna. Apesar de baratos, os voos da American Airlines tão f… Além de ter atrasado mais de 1 hora a decolagem em Nova Iorque, num voo já longo (5 horas), o serviço de bordo é horrível! Demoraram demais pra começar a servir e as coisas são pagas!!! Pior, não tem lance pra todo mundo! Quando chegou a minha vez, pedi um lanche e tinha acabado. O sr. ao meu lado tinha comprado o último e num gesto que simboliza bem como em todo povo tem as pessoas “malas” e as “extremamente educadas”, se ofereceu a dividir o lanche conosco. Mas a minha dica, que depois usei nos outros voos, é a seguinte: depois de passar pela segurança, que é extremamente rigorosa, compre água e lanchinhos no salão de embarque, pois se você for depender da American Airlines, você tá f….

     No aeroporto de Las Vegas, logo ao desembarcar, já demos de caras com as famosas máquinas de jogo. Espantoso! Sai do avião e já tem as maquininhas, rsrs… Mas em toda a minha estadia lá, acabei não jogando nadinha. Até mesmo porque, estava quase sempre cansado e cheio de coisas mais interessantes pra fazer.

     Assim como aconteceu em Miami, logo após de pegar as malas, fomos até o ônibus que leva até as garagens das locadoras de carro. Nossa reserva foi feita pelo nosso agente de viagens, mas chegando na Hertz, a mulher quis trocar tudo, oferecendo um carro mais caro, outro tipo de seguro, blablabla.. Mantivemos o mesmo carro (simples, econômico, mas confortável), não pegamos o GPS deles (pois compramos um na Bestbuy de Nova Iorque por USD 129), mas aceitamos melhorar o seguro (afinal, tudo nos EUA é super caro, inclusive advogados e assistência médica) e pagar o tanque do carro, assim, ao devolver, não precisa encher o tanque novamente, poupando tempo. Porém, depois que nos demos conta que não foi tão bom negócio assim, pois o que fica no tanque, é lucro deles.

     O aeroporto e as garagens são bem próximos. Como já comentei mais acima, Las Vegas tem uma londa avenida principal, onde tudo acontece, no meio do deserto. Ao lado, até tem ruas menores, mas menos importantes. O aeroporto fica paralelo a essa avenida principal e foi fácil de chegar ao hotel, especialmente porque em Las Vegas os hotéis são temáticos, ou seja, cada hotel/ cassino pega um tema. O que ficamos, o Luxor, é o Egito e o hotel é em forma de uma pirâmide enorme, com aqueles canhões de luzes.

     Os hotéis de Las Vegas, ao contrário dos de Nova Iorque, além de bem acessíveis, são todos grandiosos (pois contemplam os cassinos junto). Felizmente por um lado e infelizmente pelo outro, um hotel grande assim te faz andar de um lado pro outro, sempre passando pelo cassino (te chamando pra jogar). O balcão de check-in/ check-out, sempre cheio, foi uma canseira adicional, mas tudo bem… Afinal, estamos em Las Vegas e ao chegar no quarto tivemos a grata surpresa de ser enorme (lembrando que o anterior, de Nova Iorque, era minúsculo), confortável, com 2 camas enormes, banheira, etc.

     No dia da chegada, passamos na StarBucks que fica próximo da recepção e já garantimos uma jantinha (lanche frio pra variar). Estávamos completamente exaustos de termos levantado cedo, andarmos por Nova Iorque, ter pego um voo de 5hs (que atrasou mais de 1h) e esperamos no check-in.

     No dia seguinte, acordamos cedo e fomos “explorar” Las Vegas. Andamos pra caramba, entrando em vários hotéis e lojas. Achei coisas bem curiosas por lá, como uma loja da M&M, que eu imaginei que vendia apenas doces. Para minha total surpresa, é uma loja imensa, com 4 pisos repletos de produtos licenciados da marca, como camisetas, bolsas, bonés, copos, etc. etc. etc. Tem inclusive um cineminha 4D no topo.

     Infelizmente, o calor (e principalemnte o Sol) era tanto, que logo após o almoço, tive que voltar ao hotel, tomar um banho gelado e ficar no ar condicionado. Eu tenho um sério problema com calor. Fico tremendamente mau humorado, a pressão sobe… Tive que ficar descansando até o Sol dar uma baixada e ae poder voltar a avenida principal, onde fomos andando, andando, andando, quase até o final, onde jantamos e depois fizemos o caminho inverso.

     No terceiro dia em Las Vegas resolvemos pegar o carro e seguir a avenida principal, pra ver até onde ia dar, uma vez que, no dia anterior, fomos até onde conseguimos e ainda tinha coisa pra caramba. Ae descobrimos que a parte mais interessante já tínhamos feito. De certo ponto em diante só se vê capelas (aquelas onde o pessoal vai pra casar no esquema drive-thru) e coisas menos bacanas. Ae, contornamos a rodovia e caimos no hotel novamente, onde compramos entradas baratas pro “Cirque de Soleil” e pra exposição “Bodies”, aquela com corpos humanos reais. Íamos até comprar mais um espetáculo do “Cirque de Soleil” e aproveitar que estava barato, mas ficamos com medo de atrasar e não dar tempo.

     Logo após a exposição do “Bodies”, pegamos o carro e fomos pro deserto, conhecer os Canyons e a represe Hoover. Fica dentro de um parque nacional e tem que pagar USD 5 para ficar uma semana :) Como queríamos aproveitar nosso último dia útil em Las Vegas, fomos bem rapidinhos e na volta fomos num hotel onde tem um imenso aquário de água salgada. O mais curioso no entanto, nem foi o aquária e sim uma loja, também dentro do hotel, de produtos de caça e pesca. A loja mais parecida um shopping, de tão grande. Meu irmão ia ficar alucinado com a sessão de armas e meu avô com a sessão de pesca.

     Já no finalzinho do dia, voltamos ao hotel e depois saimos pra ir na sessão do Cirque de Soleil (KA) no MGM. Infelizmente eu estava super cansado e cheguei a dormir durante o espetáculo. Não sei se foi apenas comigo, mas achei que começa a mil por hora e vai perdendo pique, além de ser muito longo. Ao meu lado, outro rapaz também dormiu, rs. Perto do espetáculo em Orlando, foi mais fraco, mas uma coisa que chamou a atenção foi o palco, de extreme tecnologia, que vira em várias direções, chegando a ficar completamente na vertical.

 

Roteiro – Los Angeles

     A viagem de Las Vegas a Los Angeles foi a nossa primeira incursão de longa duração pelas rodovias que cruzam o deserto. A paisagem é diferente, mas tem sua beleza. Foi também minha primeira experiência com o abastecimento do carro no esquema self-service. Tentei seguir as instruções da bomba, sem sucesso. Isso porquê uma minoria das bombas aceita cartão de crédio internacional, sendo o mais comum o cartão de débito, apenas para americanos. Assim, é necessário ir pra dentro do posto, falar qual a bomba que você deseja ser liberada, quantos galões ou dólares você quer, o tipo da gasolina (tinha uns 3, eu sempre colocava normal/ regular) e boa. Você paga lá dentro, ae sim pode usar cartão de crédito internacional, depois volta pra bomba e abastece. Na primeira vez dá um certo medo, mas depois vai de boa e você acostuma.

     Eu achei que esse trecho da viagem seria mais rápido e ficamos espantados por termos demorado tanto. Chegamos em Los Angeles já no final da tarde, no horário de rush e pegamos um certo congestionamento. Nada como São Paulo, mas algo razoável para um metrópole do tamanho de Los Angeles.

     Achamos o hotel com certa facilidade, tanto pelo GPS, como pela rua ser bastante conhecida e longa. O hotel tinha estacionamento, mas era pago (USD 20 por dia, mais taxas). Contudo, podia entrar e sair quantas vezes quisesse, o que foi uma boa, pois somos muito de pegar o carro, ir fazer algo, voltar, descansar, sair de novo, voltar, sair e assim por diante.

     A boa notícia desse hotel é que, ao menos, a internet era de graça, uma coisa rara nos hotéis que fui. O quarto não era dos maiores, mas era espaçoso, tinha uma mesa, 2 camas grandes e novamente, não tinha frigobar. Aliás, eu não tive frigobar em nenhum dos hotéis que fiquei nos EUA. Sempre tem uma máquina de gelo próxima e uma “vendor machine”. O padrão é você encher um balde com gelo, comprar o que quiser na máquina e por pra gelar. Pra eles deve ser mais fácil o controle do que foi consumidor, além de ter menos patrimônio (frigobar) e o consumo de energia em si.

     Na esquina do hotel tinha uma pequena “praça de alimentação”, com um MacDonalds, alguns cafés e outras lojinhas. Como já estávamos fartos e lanches frios e McDonalds, tentamos a sorte num local tipo Subway, onde você fala o que quer no lanche. Pro nosso azar, não era nada aquilo do que pensávamos e não estava bom, mas deu pra matar a fome e seguir em frente.

     Apesar de cansados da viagem de carro, quis aproveitar o dia e fomos dar uma volta de carro pela cidade, para conhecer o ambiente e ver onde iríamos no dia seguinte. Passamos pela Rodeo Drive, Melrose Avenie e mais alguns locais famosos mas que, a noite, não se via muita coisa. Assim, voltamos pro merecido descanso no hotel.

     Na manhã seguinte fomos pra Hollywood. Deixamos o carro num estacionamento, perto de onde comela (ou termina, rs) a calçada da fama, que aliás, é enorme. Andamos, andamos e andamos mais um pouco e não terminava mais. Como vimos que os nomes mais conhecidos já tinham ficado pra trás e só estava aparecendo nomes de “segundo escalão”, mudamos pro outro lado da rua, onde também tem as estrelas e voltamos no sentido que havíamos começado.

     Uma curiosidade Geek é que tentei fazer uma espécie de GordoGeek Street View e fui filmando todos os nomes na calçada, dando ênfase nos famosos, claro. Porém, algum português teve a idéia de colocar cada estrela numa posição, o que dificulta a leitura. Assim, não dá simplesmente pra ir andando e lendo. Você precisa parar e ficar tentando achar a posição mais adequada pra ler o nome da personalidade. Outra coisa curiosa é que uma estrela de destacava: Michael Jackson! Todas as outras estavam vazias, exceto a de Michael, com fila pra fotos e tal. Eu tirei foto das estrelas dos caras que mais gostam, os brutos Kiefer Sutherland (Jack Bauer), Samuel L. Jackson, Chuck Norris, etc..

     Nessa mesma rua onde tem a calçada da fama, chega uma certa altura que não fica apenas numa rua. As estrelas começam a aparecer também em ruas laterais e fica impossível de ver tudo, pois é muito cansativo e os nomes dos mais famosos estão todos no miolo, próximo ao Teatro Chinês (onde era feito a entrega do Oscar) e no Teatro Kodak (onde é feita a entrega atualmente). Eles ficam na mesma rua, coisa de 100 metros de distância.

     Demos uma rápida paradinha pra uma pizza, foto com o famoso letreiro de “Hollywood” ao fundo e depois fomos para Rodeo Drive. Infelizmente não deu pra entrar em todas as lojas mega glamurosas da famosa rua pois já era final do dia e as coisas nos EUA fecham muito cedo, geralmente às 17hs. Porém, deu pra aproveitar pra conhecer e depois fomos conhecer as belas casas em Beverly Hills e Bel Air, além da mansão da Playboy e a universidade da Califórnia.

     No último dia em Los Angeles, com as principais atrações que queríamos ter feitos já feitas, fomos para uma cidade próxima chamada Camarillo, onde tem um “Premium Outlet”, onde você compra roupa muitíssimo barato. É da mesma rede que fomos em Orlando, mas como íamos fazer voo interno, não pudemos comprar muita coisa, por causa do peso das bagagens. Já em Camarillo, eu fui a forra e comprei mais de 40 camisetas de Gap, Nike, Puma, Adidas, Reebok, etc. Detalhe: total dessa orgia de compras não deu USD 300, ou seja, muito barato!

 

Roteiro – São Francisco

     O trajeto que vai de Los Angeles a São Francisco, pela costa, é uma das coisas belíssimas da Califórnia e que todo mundo diz que se deve fazer de carro e não de avião. Só que como é muito longo e ficamos meio assustados com o tempo que levamos para fazer de Las Vegas a Los Angeles, acabamos decidindo começar o trajeto pela costa, conhecendo Santa Monica e Malibu e depois voltando para a rodovia principal, mais rápida. Sábia decisão!

     A minha recomendação para quem for fazer esse trecho totalmente pela costa é que não cometa a locura de tentar fazer num dia só. A estrada é típica de serra, muito extreita e com o mar ao lado. Qualquer erro, pode ser fatal ou desastroso. O mais indicado é definir um ou mais pontos onde vai parar e dormir, preferencialmente em algum motel barato na rodovia. Como já tínhamos pago o hotel em São Francisco, resolvemos ir direto.

     Indo pela rodovia principal, apesar de ser um trecho longo, com quase 800Km, saímos bem cedo e deu para passar em Cupertino, para conhecer a sede da Apple e em Mountain View, a sede do Google. Para um Geek como eu, esse era o ponto alto da viagem e foi realmente emocionante. Devo confessar que ao avistar as primeiras placas de “Sillicon Valley”, coisa que li, ouvi falar e estudei boa parte da minha vida, fiquei arrepiado.

     Cupertino é uma cidade pequena, como várias que formam o “Vale do Silício” e são áreas conurbadas, ou seja, não dá muito pra diferenciar onde começa e termina uma cidade. Cupertino me lembrou Boca Raton em certos aspectos, de cidadezinha tipicamente americana, com avenidas largas e bem arborizadas, com as enormes plazas (shoppings) do comércio local.

     Pouco antes de chegar em Infinite Loop, onde fica o prédio principal da Apple, já se vê outros prédios ao redor com o símbolo da Maçã. Sem muita viadagens, mas arrepia sim. Você ver ali ao vivo onde o pessoal trabalha e cria esses produtos/ softwares que a gente tanto admira é algo surreal.

     Como era sábado e finalzinho do dia, estava praticamente sem movimento. Ao chegar no prédio principal, vi um grupo de trabalhadores, aparentemente mexicanos, consertando a calçada do prédio e um grupo de 3 rapazes fotografando em frente ao imenso “1″ do prédio principal. Ao estacionar, meio com receio de saber se poderia parar ali ou não, avistei um carro com o vidro traseiro repleto daqueles adesivos da Maçã e me senti em casa :)

     Mal paramos o carro e já chegou um carro da segurança. Perguntei se poderia parar ali, disseram que sim. Perguntei se poderia tirar ums fotos, pelo que eu entendi (falando em inglês, que não é dos mais fluentes), só poderia tirar do prédio principal, onde ficam as bandeiras. Não poderia ficar zanzando, tirando fotos do que quisesse, principalmente do interior dos prédios. Um fato curioso é que, apesar da recomendação, fui dar uma rodava pelos outros prédios e vi um imenso boneco do Dr. Spok “olhando” por uma janela. Dei boas risadas com isso.

     Depois de Cupertino fomos pra Mountain View e logo chegando na cidade, notei uma movimentação enorme. Comentei com minha esposa: “nossa, a Apple tá em baixa… Ninguém lá na Apple e lotado aqui no Google”. Acabamos indo no fluxo e fomos parar num estacionamento gigantesco, com uma tenda enorme. Ao sair do carro, notamos várias pessoas com cobertores, agasalhos, comida, etc.. Perguntei se aquilo tudo era pra ver o Google e descobri que estava tendo um festival de rock na cidade. O curioso é que, diferente da Apple, que tem o prédio principal e alguns arredores, os do Google são imensos e mais parecem um campus de universidade.

     Saimos do imenso estacionamento e paramos ao lado de um dos prédios do Google. Comecei a sair caminhando, explorando tudo, até que vi alguns carros que pareciam do Street View. Engraçado que não eram adesivados e pareciam, mas pela quantidade de carros, imagino que fossem mesmo do Street View. Mais a frente, encontrei um segurança e pedi informação sobre como chegar naquela entrada principal, onde tem em várias fotos e ele me orientou. Contudo, disse que não poderia filmar, recomendação que foi sumariamente ignorada, rs.

     Andei pra caramba pelos prédios, bati fotos, usei WiFi liberado deles pra atualizar podcast, dar uma twittadas, inclusive em áudio e fiz 2 transmissões ao vivo pelo Qik. Depois, cansado de andar e morrendo de frio, entrei no carro e enquanto a minha esposa ia guiando, comigo falando “entra aqui, agora ali, acola”, eu ia filmando tudo. A coitadinha sofreu comigo nesse dia :)

     Depois de rodar um dia todo fomos a São Francisco. Como eu estava completamente envolvido filmando e twitando, a patroa programou o GPS errado. Colocou a rua correta, mas havia a mesma rua na cidade ao lado de São Francisco. Demos uma mega volta, passamos por uma ponte imensa (não era a Golden Gate) e caimos numa casa, que com certeza não era o nosso hotel. Reprogramei o GPS e agora fomos no hotel correto.

     Assim como ocorreu em Los Angeles, o estacionamento era ao lado do hotel e pago (USD 28 por dia, mais taxas). Felizmente a internet também era gratuíta. Já estava acostumado a “morrer com” USD 15 por dia de uso de internet. Infelizmente, era lerda pra caramba e mal consegui usar. Nesse quesito, preferia pagar e ter qualidade, pois eu sempre chegava super cansado e tinha que trabalhar, dando baixa nos chamados mais urgentes de clientes.

     No dia seguinte fomos de carro até o pier. Deixamos num estacionamento e fomos dar uma andada. Ao contrário das outras cidades, pegamos um frio danado. O vento frio vindo do mar dá uma sensação térmnica baixíssima! Acabamos conhecendo um passaporte de turista que você paga por dia e anda o quanto quiser em qualquer transporte público, seja metrô, trem, ônibus ou os famosos bondes. Pagamos USD 18 cada, válido por 3 dias. Existem outras opções também, para 1 ou 2 dias. Fica mais em conta do que ficar pagando USD 2 por entrada ou ainda sair de carro e ter que ficar pagando estacionamento a todo instante.

     O pier é gostoso, agradável, cheio de lojinhas de lembrancinhas e de comidas. No entanto, ainda empolgados pela Disney/ Universal/ Epcot, aproveitamos para comprar um ingresso ‘combo’, que dava direito a 3 filmes em 4D. Era de criança, tipo Bob Esponja, mas a cadeira fazia cada manobra que PQP… Eu tinha que me segurar na cadeira com uma mão e meus óculos na outra. Nessas horas que penso em operar!

     Saindo do cinema, demos uma admirada em Golden Gate e na prisão de Alcatraz, ambas encobertas pela neblina e fomos pegar o bondinho. Apesar de lindo, o frio as vezes espanta ficar perto do pier. Já no bondinho, compramos os passes por ali e pegamos uma fila de uns 45 minutos pra usar o bondinho. Não entendemos muito bem quanto o cara nos colocou no bonde, achamos que iríamos sentar ou coisa assim, quando o “carro” começou a andar e ficamos bem na porta, próximo dos carros que iam cruzando no sentido oposto. Muito emocionante! Filmei tudo!

     Andamos bastante de bonde e voltamos pro local próximo onde tínhamos deixado o carro. Ae voltamos pro hotel, completamente exaustos, com forças apenas para ir num Burguer King em frente. Onde, aliás, fizeram merda ao passar meu cartão e ao invés de cobrarem USD 20.10, cobraram USD 201. Só se eu fosse estupendamente gordo pra gastar USD 201 numa única visita a um Burguer King :) Ainda vou ter que ligar pro cartão, explicar o caso e pedir pra estornar, cobrando o valor correto. Imagino que não vá dar muito problema, pois não conheço ninguém que consegue gastar esse valor todo numa única “compra” de FastFood.

     No terceiro dia em São Francisco, já com nossos passaportes pra andar a vontade no transporte público, paramos em Union Square pra tomar café. Não é comum ter café da manhã nos hotéis, no máximo uma StarBucks ou coisa do tipo, geralmente lotada, cara e com poucas opções. Enquanto procurávamos um local pra comer, achei uma loja da Apple, muito bonita por sinal, inclusive com uma escada de vidro. Contudo, ainda não eram 10hs e estava fechada, o que me deu tempo pra ir tomar um café e voltar ali, onde fiquei algum tempinho apreciando e comprei algumas coisinhas.

     Como aconteceu na loja de Nova Iorque, deixei a minha esposa acessando ao internet, disponível a vontade nos vários computadores da loja e fui fuçar. Embaixo ficam a maioria dos computadores (MacBook/ iMac/ MacPro), iPod, iPhone e acessórios. No piso superior, bem amplo, fica um mini cinema, mais acessórios, um espaço para suporte e outro com cursos (aliás, estava rolando um de iWork enquanto eu estava lá).

     Depois de quase levar minha esposa a loucura, com o tempo na loja e as compras, fomos dar mais uma rodava por São Francisco, intercalando o bondinho e andando. Fomos naquela famosa rua em zig-zag, muito bonita e toda florida. Custou, mas subi aquilo tudo a pé. Tiramos várias fotos, filmei, etc. Um lugar extremamente bonito e agradável.

     Descemos para o pior, onde fomos comer. Depois voltamos pro hotel, novamente intercalando bonde e caminhada. Passei pelo Moscone, onde todo tem a MacWorld. A região toda é muito bonita, com algumas igrejas e parques super agradáveis.

     No quarto dia, lutei para convencer minha esposa a voltar pro Vale do Silício. Fomos novamente a Cupertino e como era um dia normal de expediente, estava bem mais movimentado. Fui na loja, onde comprei camisetas, chaveiro e canetas. Depois fiquei sentado em frente ao prédio principal, onde atualizei uns podcasts (o WiFi do hotel era extremamente lento), twittei, transmiti ao vivo no Qik e fiquei ali alguns minutos, vendo o movimento.

     Uma coisa curiosa é que aqueles telões que estavam na MacWorld, com os ícones da App Store, acabaram ficando no prédio principal de Infinite Loop. Infelizmente, ali não podia tirar foto e tinham muitos seguranças. Não queria ser sumariamente expulso :)

     Pra desespero da minha esposa, fiquei por mais de 1 hora por ali, esperando ver se passava alguém famoso como o tio Jobs ou Ive. Mas nada… Devem estar trabalhando muito com o tal rumor do iTablet, lançamento do Snow Leopard, evento de iPod em setembro, etc. Mas vi muitos funcionários entrando e saindo, sempre com MacBook e iPhone a tiracolo.

     Fiquei tanto tempo pro ali e transmitindo ao vivo no Qik, que a certo ponto, um sistema que fecha as janelas foi ativado e vieram 3 seguranças do meu lado. Não falaram nada, mas notei que estavam incomodados com a minha presença. Eu ia pra um lado, eles iam atrás. Ia pra outro, me seguiam. A essa altura, minha esposa que já estava entediada ali, foi pro carro, desesperada, achando que ia dar merda. Pouco tempo depois, eu também fui e me despedi de Infinite Loop.

     Almoçamos numa plaza de Cupertino, depois fomos explorar San Jose, Palo Alto, etc… Todas as outras pequenas cidades próximas que formam o Vale do Silício. Fui também ao “Museu da Intel”, “Museu da História do Computador”, passamos por algumas empresas famosas como Borland, HP, Yahoo, eBay e voltamos pra São Francisco ao final do dia.

     A sensação de saber que ali dentro daqueles prédios são geradas as idéias dos produtos que uso diariamente e que admiro pra caramba, é algo inspirador e que não dá vontade de ir embora. Infelizmente, pra quem não é do ramo, como minha esposa, é algo chato pra diabos…

 

O retorno

     Apesar do voo estar programado apenas para as 13hs, não queríamos dar mole pro azar. Acordamos cedo, fizemos o check-out, pegamos algumas coisas pra ir comendo no carro e fomos rumo ao aeroporto. Antes porém, fomos na garagem da Hertz devolver o carro. Aliás, um procedimento super rápido! O cara passa um leitor pelo carro, confere algumas coisas, imprime uns papéis, na impressora que fica na própria cintura e boa… Você tá dispensado. Não dura nem 5 minutos.

     Como grande parte dos mega aeroportos americanos, pegamos um trenzinho que nos levou até o terminal adequado. Lá chegando, tivemos um pequeno susto, ao ver que teríamos que pagar excesso de bagagem. Felizmente, a tiazinha nos orientou a tirar umas coisas da mala, passa pra outra que estava dentro do limite e levar o restante na mão. Assim foi feito e deu tudo certo.

     Nosso voo fazia conexão em Dallas, em outro aeporto grande. Foram 3 horas de voo e mais 2 horas “perdidas” com fuso. Ficamos com certo receio pois é tudo tão grande e se você se perde ali, danou-se… Mas pegamos o trenzinho correto, descemos onde deveríamos descer e já fomos recebidos por uma funcionária da American Airlines falando português. A essa altura, cansados e há um longo tempo fora de casa, ouvir alguém falando sua língua é algo divino.

     Na partida de Dallas, o voo atrasou novamente. Estavam esperando pessoas que faziam conexão, vindo de Las Vegas. Felizmente o voo não estava lotado e pegamos bons lugares. Contudo, como minha perna é grande e eu sou um pouquinho gordinho (só um pouquinho), nunca consigo me acomodar pra dormir e passei o voo todo vendo 3 filmes.

     Desembarcamos muito cansados em Guarulhos. Pegamos as malas, passamos por umas moças da ANVISA, pela “Polícia Federal”, depois “Receita Federal” e não fomos parados. Aliás, parecia que a fiscalização estava light e ninguém estava sendo parado. Fiquei com um certo receio, pois eu estava com 3 notebooks, que levei para servir a mim, minha esposa e meus familiares que foram comigo na primeira etapa da viagem. Antes da viagem, fui a “Receita Federal” declarar os bens e o cara falou que não precisaria, porque eram “claramente usados”. Fiquei com receio de pegar algum fiscal mais rigoroso na volta e dar problema. Felizmente, não deu.

     Ligamos para o pessoal onde fica o nosso carro ir nos pegar no aeroporto. Rapidinho foram nos buscar e demos uma tremenda sorte da bateria nao ter descarregado, mesmo ficando esse tempo todo sem ligar (a chave do carro fica conosco). Depois, fomos pegar uma mala que meus pais haviam trazido ao Brasil pra gente. Porém, minha irmã mora ao lado do aeroporto de Congonhas, do outro lado da cidade. Pegamos um congestionamento monstruoso… Uma maravilha pra quem já estava há 24 horas sem dormir.

     Minha esposa insistiu que viria dirigindo direto. Não quis nem dar uma descansada na minha irmã. Eu estava tremendamente cansado e precisando dormir, mas como ela estava com uma pressa doida pra voltar, veio dirigindo enquanto eu dava umas rápidas cochiladas no caminho.

     A sensação de voltar pra casa depois de 3 semanas é maravilhosa. O mais curioso é que tudo parece diferente.. Tinha dias que eu acordava e não sabia onde estava. Creio que em breve isso passa :)

     Queria ter chegado em casa, tomar um banho e dormir, mas tive que trabalhar… Logo depois, tentei ficar acordado, vendo CQC (havia programado pra gravar), pra dormir só mais a noite e não acordar de madrugada, mas não teve jeito. Dormi no sofá e acordei às 22hs, querendo por as coisas em ordem. Cá estou, 6hs depois de ter começado a escrever esse imenso post, relatando toda a viagem.

 

Demais informações

     Sei que o post ficou imenso e que sem fotos fica bem ruim de acompanhar, ainda mais algo grande assim, mas queria por tudo no blog enquanto está “fresco na memória”. Como disse lá em cima, esse texto vai servir de guia para eu gravar um ou mais podcasts, contando as história mais detalhadas, dando dicas, pondo fotos, etc.

     Outra coisa importante é que, como fiquei todo esse tempo fora e deixei as coisas de trabalho de lado, vou ter que pegar firme nos próximos dias, para tirar o atraso e dificilmente vou conseguir atualizar o blog ou gravar os podcasts tão cedo. Conto com a compreensão de todos e como temos excelentes blogs sobre Mac e tecnologia atualmente, imagino que não sentirão tanta falta assim de conteúdo.

     Como a viagem foi de supetão, acabou me pegando de surpresa e não deu pra fechar as promoções nas datas estipuladas. Mas foi bom pros parceiros, que tiveram suas marcas expostas por mais tempo e pros leitores, que tiveram mais tempo pra participar. Espero por a casa em ordem nesse quesito, no máximo até 2. feira.

One Response to “De volta ao Brasil – Aventura nos EUA”

  1. Eunice disse:

    Sobre seu posto “De volta ao Brasil – Aventura nos Estados Unidos”, de 2009, e mais precisamente sobre “A minha dica aqui é comprar um cartão de débito pré-pago, disponível em vários locais, de farmácia a mercadinhos.”:
    Esse cartão de débito pré-pago foi comprado nos Estados Unidos? De farmácias a mercadinhos americanos? Sabe me dizer se tem em Orlando também?
    Agradeço desde já pela ajuda se puder responder uma de mhas dúvidas.

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