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E o iPhone da Verizon? Agradou ou foi um fiasco?

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 11/01/2011 às 15:04h

     Hoje aconteceu o tão esperado anúncio do iPhone na Verizon. Apesar da empresa ter começado a apresentação dizendo que sabia da ansiedade de todos a respeito do evento e que não iria nos decepcionar, eu pelo menos fiquei frustrado.

     Os executivos da Verizon começaram dizendo que investiram pesado em sua rede, de forma a propiciar a melhor experiência a seus clientes. Insistiram nisso várias vezes, alegando que testaram-na com centenas de dispositivos (smartphones e tablets), inclusive o próprio iPhone. Disse mais, desde 2008 que a Verizon trabalha com a Apple nesse projeto. Ou seja, mesmo a Apple estando “amarrada” com exclusividade de venda com a AT&T, não deixou de trabalhar com concorrentes para que, quando o acordo acabasse, já tivesse outras cartas na manga.

     Algumas pessoas apostavam num iPhone híbrido, LTE e GSM. Infelizmente, isso não veio. Pior, nem LTE o iPhone da Verizon é! Ele irá trabalhar no velho CDMA, que logo de cara, já trás uma péssima característica: nada de atender as ligações enquanto está na internet. Ou usa uma coisa, ou outra. Ridículo e frustrante, não? Segundo Tim Cook, executivo da Apple presente no evento, eles tiveram que fazer isso para acelerar o projeto, tendo em vista que os clientes da Verizon queriam o aparelho “pra ontem”. E assim foi feito. Ele estará em pré-venda a partir do dia 03 de fevereiro e sua venda efetiva, no site, nas lojas da Apple e Verizon, a partir do dia 10.

     Eu conheço várias pessoas, brasileiros morando nos Estados Unidos, que abriram mão de ter um iPhone pois não querem se amarrar a AT&T, confirmando a péssima fama da operadora. Isso acabou abrindo um mercado enorme para outros smartphones, no qual o Android acabou entrando e, de certo modo, com um crescimento muito rápido, roubou mercado potencial da Apple, que apesar de enorme, sofreu sim um duro golpe. Está vendendo bem? Sim está, mas poderia estar vendendo mais e é por isso que Apple e Verizon optaram por lançar um iPhone 4 sem muitas novidades, meio que às pressas.

     O aparelho será vendido pelos mesmos valores comercializados na AT&T, ou seja, USD 199 para o modelo de 16GB e USD 299 para o modelo de 32GB. De diferente, apenas o fato de ser CDMA, uma mudança no projeto da antena e alguma coisa no iOS, que ao que parece, irá ganhar uma funcionalidade muito bem vinda no Android, o compartilhamento de internet via WiFi para até 5 dispositivos.

     Após o evento de apresentação, bem curto por sinal, menos de 20 minutos, tiveram mais 10 minutos de perguntas e respostas, bem mornas, com os executivos se esquivando. Eu sinceramente não entendo porque abrem esse espaço, se não querem falar mais sobre o assunto. As únicas coisas ditas foram a confirmação da mudança no projeto da antena e a característica do iPhone da Verizon não estar apto a usar internet e falar ao mesmo tempo, impedimento da tecnologia CDMA utilizada.

     Fiquei com inúmeras dúvidas após o evento, mas a principal foi: a Apple vai manter 2 datas anuais de lançamento de iPhone, sendo fevereiro para o da Verizon e junho para o da AT&T? Seria muito estranho alguém comprar um iPhone 4 na Verizon em fevereiro e 4 meses depois ver um modelo mais recente, muito melhor, pela AT&T, o que me leva a outra dúvida: o iPhone 5 vai vir com pouquíssimas melhorias para não gerar esse desconforto em quem comprou o modelo da Verizon no início do mês que vem?

     Acredito que em algum ponto, provavelmente em 2012, a Apple irá unificar os aparelhos, existindo apenas um iPhone, LTE e GSM. Todavia, como a Apple dá pequenos passos, não acredito que isso aconteça ainda esse ano. Ela vai esperar a tecnologia baratear e “pegar”, aumentando sua margem de lucro, como sempre faz. Foi assim com o modelo 3G, com a câmera frontal, etc.

     Pra quem, como eu, esperava muito desse evento, ele foi decepcionante. Acredito que pra Verizon e pra Apple foi algo excelente, pois vão vender facilmente 10 milhões de unidades e provavelmente, roubar clientes da AT&T. Mas pra gente, aqui no Brasil, nada irá mudar.

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