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         É cada vez mais frequente você conhecer pessoas que estão cancelando suas assinaturas de TV e dando prioridade para outros meios de consumo de mídia, como Netflix, Amazon Prime e YouTube. Talvez seja porque a TV por assinatura é cara e a crise está pegando (o que faz com que as pessoas cortem custos), talvez seja pelo fato do mesmo programa ser reprisado inúmeras vezes ou ainda pelas propagandas irritantes de perfumes e sites de viagens aumentando consideravelmente. O fato é que os números divulgados pelas empresas e consultorias que acompanham o mercado indicam uma estagnação e em alguns meses até retração do mercado, o que muito preocupa as operadoras de TV.



         Num passado recente, a pirataria das TV por assinatura era feita através de aparelhos decodificadores que ficavam conectados a antenas e recebiam a programação como se fosse um assinante convencional. Porém, os mesmos quebravam a criptografia da operadora através de códigos que recebiam via internet ou através de uma segunda antena. Dependendo da região que você more, pode ser muito comum passar pelas casas e ver duas antenas de TV por assinatura, o que pode gerar um certo estranhamento do tipo “essa pessoa assina Sky e Claro?”. Não! Longe disso.

         O método de obter TV por assinatura pirata que está sendo mais utilizado no momento é o IPTV, que não exige um aparelho decodificador e pode levar mobilidade aos usuários, uma vez que funciona em praticamente qualquer PC, celular ou tablet. Além disso, funciona também em SmartTV e setup box vendidos a partir de R$ 120 em sites como o Mercado Livre. Assim, por um baixíssimo custo, as pessoas conseguem burlar a assinatura, dando um enorme prejuízo as operadoras.

         Existem inúmeras comunidades dedicadas a IPTV no Facebook e outras redes sociais. Muitas delas compartilham listas gratuitas, permitindo que os usuários consigam assistir a quase todos os canais de TV paga, no Brasil e no mundo. Porém, tais listas costumam ser muito instáveis e caem com frequência. Por outro lado, existem outras comunidades dedicadas a listas pagas, com maior qualidade e estabilidade. É possível encontrar listas a partir de R$ 15 mensais.

         Tentando imitar o modelo de negócio das operadoras tradicionais, os vendedores das listas de IPTV costumam dividir os seus planos numa modalidade básica, mais em conta, com acesso apenas a canais em baixa definição (SD) e uma conta mais premium, com conteúdo em alta definição (HD e fullHD), canais adultos, VOD (Video On Demand), etc. No caso do VOD, nada mais é do que uma espécie de Netflix ilegal, com conteúdo recheado de filmes, séries, desenhos e outros. Pra quem não está acostumado com torrent ou não quer ter o trabalho de baixa, jogar num pendrive, plugar na TV/ Setup Box e afins, é uma alternativa interessante.



         A maioria dos vendedores de listas são adolescentes que querem fazer uma grana extra pro final de semana. Você verá que não existe muito suporte, formalidade, bom uso da língua portuguesa e o profissionalismo encontrado num serviço decente. Verá também que, apesar de parecer muito interessante, nenhum desses serviço é 100% e estão sujeito a algumas quedas, canais sem sincronia de áudio/ vídeo e outros pequenos dissabores. No geral, eles funcionam e são baratos. Assim, pra quem ficou curioso, compartilho acima uma forma de se criar uma conta teste e um desses fornecedores de IPTV, para que você possa conhecer o serviço. Ressalto que, conforme já dito anteriormente, é uma prática criminosa e não recomendamos seu uso. O intuito aqui é apenas informar.

         Durante o último mês, fiz testes com diversos vendedores que encontrei no site Mercado Livre. Reportei inúmeros casos de abuso ao site, que na maioria das vezes, tirou o anúncio do ar. Contudo, dias depois eles estavam de volta, vendendo o mesmo produto. E, mesmo denunciando novamente, o site nada fazia pela reincidência. Assim, esse mercado que tanto lesa as empresas de TV tem tudo para continuar a crescer.

         Além da geração de testes automáticos, como o divulgado no vídeo acima, existem sites que automatizaram todo o processo de “assinatura”, como o Futegram, que cobra R$ 20 mensais dos seus membros. Nele, a pessoa faz o seu cadastro, paga pelo Mercado Pago e tem sua conta criada por 30 dias de maneira totalmente automática, sem qualquer interação com o vendedor. Ou seja, enquanto as operadoras tradicionais demoram dias para ativar um serviço, tem uma plataforma e apps antiquados, grupos criminosos estão fornecendo o que o usuário deseja (assim como Uber, Netflix e outros serviços) com um baixíssimo custo.

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