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Novo Ford Ka está mais inteligente e conectado

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/07/2014 às 08:50h

     Desde 2008 que escrevo sobre tecnologia e, em todo esse tempo, nunca fiz um único post sobre carros. E foi justamente isso que causou estranheza em muita gente quando eu disse que fui convidado pela Ford para ir até o lançamento Novo Ka em São Paulo.

     Logo nos primeiros minutos da apresentação, comecei a fazer uma espécie de “live streaming” do evento e ae várias pessoas comentaram “ah.. agora entendi o motivo de você estar ae”. O Novo Ka é um carro que usa muita tecnologia e visa facilitar a vida do seu usuário.

     Me impressionou muito que a Ford está muito ciente das necessidades dos usuários. Através de várias pesquisas, eles conseguiram traçar um bom perfil dos novos compradores de carros. Por exemplo: 90% desse público já tem smartphone. Passando em média 3hs por dia dentro do carro, esse público não abre mão de usar o smartphone, mesmo sabendo que não é uma atitude segura. E dae o mote da Ford: “olhos na estrada e mãos no volante”.

     O Novo Ford Ka é o primeiro carro da empresa com algumas tecnologias bem interessantes, entre elas, o assistência de emergência SYNC. O sistema detecta vários tipos de colisões no veículo, ligam pra o SAMU, transmitem uma mensagem de voz automatizada, justamente com a localização do usuário e, por fim, abre o viva voz. Já contei isso pra várias pessoas e a “cara de UAU” é sempre a mesma.

     Vale ressaltar que não é preciso ter um smartphone topo de linha para fazer usar desse recurso. Aliás, o telefone nem precisa ter internet ou GPS. Basta que o telefone tenha bluetooth e tudo funcionará, que o carro tem um GPS de alta precisão integrado e usa o telefone apenas para fazer a chamada ao SAMU.

     Lá fora esse sistema já está em operação há alguns anos. Durante a apresentação, foi exibido um vídeo de uma pessoa que em 2011 sofreu um acidente e, mesmo desacordada, foi salva por uma equipe de resgate. Por aqui, a Ford foi a pioneira em fechar parceria como o Ministério da Saúde, implementando o sistema e treinando os atendentes do SAMU.

     Eu viajei a São Paulo com tudo pago pela Ford, mas isso de maneira alguma influenciou a minha opinião sobre o carro, em especial ao pioneiro sistema de emergência. Sendo pai de 2 filhos pequenos, me apavora o fato de saber que, a qualquer momento, nossa família pode sofrer um acidente e meus filhos ficarem sem qualquer ajuda, como já aconteceu inúmeras vezes. Na semana passada, uma mulher sofreu um capotamento na rodovia, seu carro saiu da pista e seu filho ficou quase 12 horas sozinho, desamparado, até ser encontrado, ao acaso, por um lavrador.

     Depois da apresentação houve um espaço para perguntas e respostas aos executivos da Ford e fiquei surpreso ao ver muitos jornalistas indagando a empresa sobre o fato do sistema não funcionar onde não exista não cobertura celular. Ou seja, o carro já detecta uma colisão, corta a bomba de combustível (minimizando o risco de incêndio/ explosão), liga pro SAMU, passa uma mensagem de áudio pedindo ajuda, manda as coordenadas precisas de onde foi, abre o viva voz e ainda tem gente questionando se o sistema é realmente útil.

     Nenhum produto ou serviço nasce completamente pronto. Quem cobre de tecnologia, como eu, sabe que as coisas são lançadas, funcionais, mas não perfeitas e ao longo dos anos, novas versões virão, melhores, cobrindo “falhas” anteriores, trazendo novos recursos, etc. Muito provavelmente, nos próximos anos, a Ford (e as outras montadoras) usarão outras tecnologias para se comunicar ao SAMU, sem depender da infra-estrutura das operadoras de celulares. Mas, sem medo de errar, já acho que o sistema atual é muito útil e não vejo a hora de ter isso no meu carro.

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