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O que eu achei do novíssimo Samsung Galaxy S4

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 15/03/2013 às 18:15h

     A Samsung pode até não ter o status de uma Apple (por enquanto), mas os coreanos vem se esforçando bastante pra isso. Hora pisando na bola, hora acertando no alvo, hora batendo na trave… O certo é que eles estão tentando, sem medo de errar, algo que a gente não anda vendo muito lá pelas bandas de Cupertino. E é louvável ver uma empresa sem medo de arriscar. Pois só assim a evolução acontece. Quem não decide trocar o certo pelo duvidoso, quem vive na zona de conforto, quem não se mexe, pode até demorar, mas fica pra trás.

     No ano passado o lançamento do Galaxy SIII gerou um certo burburinho antes só visto nos keynotes da Maçã. Já no Galaxy S4, os rumores começaram já no ano passado e vieram se intensificando nos últimos meses, chegando a pegar fogo nos últimos dias. Era um tal de suposta foto vazada aqui, outro vídeo acolá, especificações em sites de benchmark, recursos possíveis, etc.

     Um dia antes do evento da Samsung, Phil Schiller, vice presidente senior de marketing mundial da Apple (puta nome de cargo gigante hein…), começou a alfinetar a coreana e o Android, com aquela ladaina que o sistema operacional é inseguro, que já nasce defasado, etc. E, horas antes de começar a apresentação, a Apple solta uma atualização do OSX. Coincidência ou Cupertino realmente está bem incomodada com o sucesso da concorrente?

     Diferente do que acontece com a Apple, a Samsung tem o costume de transmitir os eventos ao vivo na internet. Até onde eu observei, o número de visualizações simultâneas beirou meio milhão de espectadores querendo ver as novidades do super smartphone. O evento começou mais de 10 minutos atrasados e com o chatíssimo CEO mundial da empresa, falando um inglês que poucos conseguem realmente entender, já mostrando ao mundo uma versão preto e outra branca do aparelho (bem diferente da Apple, que só mostra no final). Mas, aos poucos, foi se tornando um verdadeiro show da Broadway.

     Apesar de alguns dizerem que a Samsung perde muito tempo falando de especificações, mais de 3/4 da apresentação foram uma espécie de teatro, tendo o Galaxy S4 como peça central. Colocaram situações diversas e foram mostrando como o aparelho se encaixa perfeitamente bem em vários usos. Não poderia ser mais n00b. Acho que até minha mãe entenderia! O foco foi totalmente nos recursos de software presentes no TouchWiz (a camada da Samsung que roda em cima do Android) e não no hardware.

     O evento em si teve alguns pontos baixos, chatos, arrastados, mas no geral foi muito válido. E, como vem acontecendo com certa frequência, a Samsung não mediu verba ou esforços para inovar, fugindo do tradicional. O pessoal mais geek criticou bastante, mas eu particularmente gostei.

     Sobre o aparelho, ele mudou pouco visualmente. Manteve o mesmo jeitão do SIII, mas ficou com bordas super finas, uma tela ainda maior verticalmente, uma sutil mudança no botão home e um reajuste nos sensores do topo do aparelho. Muitos criticam o acabamento em “plástico vagabundo” (policarbonato de alta qualidade, cof, cof), mas eu acho que ele tem prós e contras. É evidente que fica com aparência de frágil e de algo barato. Por outro lado, se o bicho beija a lona (e isso acontece com certa frequência), você acha outra capinha por USD 2 na DX e não vai morrer com R$ 450,00 de reparo de um vidro, como no caso do iPhone. Claro que a Samsung poderia ter feito como a HTC no One X e apostado numa carcaça de monobloco de alumínio. Eu iria amar! Mas não o fez…

     Uma coisa que gerou uma certa polêmica foi a falta de menção a CPU do S4 durante a apresentação. Durante o dia de hoje foram surgindo alguns artigos explicando que ela vai depender do país, operadora, etc. Aquela coisa toda ruim do mundo Android. No geral, em aparelhos apenas com 3G, será octa-core. No modelo LTE, quad-core. Porém, antes de xingar por não ter o modelo de oito núcleos com LTE, saiba que eles não trabalham todos ao mesmo tempo, pois visam melhor autonomia de bateria e não performance, ou seja, é melhor ter quatro núcleos a 1.9GHz do que oito a 1.6GHz.

     Durante a apresentação, a Samsung disse que o aparelho teria LTE global. Não ficou muito claro ainda se o mesmo aparelho vai funcionar com o 4G do Brasil, Estados Unidos, Europa e Ásia. Tudo leva a crer que sim, mas ainda não existe confirmação. Infelizmente, cada país adota uma frequência diferente (por motivos diversos) e isso acaba por complicar a vida dos fabricantes.

     Talvez a Samsung esteja se achando a cereja do bolo e que muitos usuários já a encaram de igual pra igual com a Apple, pois o preço dos aparelhos é exatamente o mesmo do iPhone 5, ou seja, exorbitantes, R$ 2.399,00 na versão 3G e R$ 2.499,00 na versão LTE. Apesar deu ter gostado do aparelho, dos recursos do TouchWiz e tudo o mais, eu me recuso a pagar mais de R$ 2.000,00 num smartphone, seja ele qual for, tenha o recurso que tiver. Estou bem satisfeito com meu Galaxy Note 2, que tem especificações bem próximas do S4 e paguei R$ 1.500,00, pouco tempo depois do lançamento. Aliás, como sempre acontece, tenha a certeza que o preço vai cair. Então, segure seu cartão de crédito e resista a tentação e comprá-lo no final de abril, quando ele chegar por aqui.

     Para não deixar o artigo gigante (pelas estatísticas do Google Analytics, sei que menos de 5% dos leitores ficam muito tempo no mesmo post), não vou entrar em maiores detalhes técnicos e citar tudo que foi anunciado ontem. Recomendo que vejam esse vídeo distribuído pela Samsung e que explica de forma rápida os recursos apresentados ontem.

     Gostei: Brasil em destaque na apresentação, inclusive com português do Brasil no app de tradução quase simultânea e também fazendo parte do lançamento mundial. A tela sensacional, com 5” Super Amoled fullHD, sem aumentar o corpo do aparelho. A tela reconhece o toque com luvas e nem precisa encostar na tela em si, basta chegar perto (Air View). Pausar um vídeo em execução quando detecta que paramos de olhar pra tela (Smart Pause). Controlar a TV e outros dispositivos através de IR. Os recursos de voz sem ter que apertar botão algum. Reconhecimento ótico de caracteres integrado, sem precisar de app adicional. Se comunicar com outros aparelhos sem uso de plano de dados, Wi-Fi ou Bluetooth, possibilitando jogar em grupo, compartilhar a mesma música, etc. Vários recursos bacanas com as câmeras, como a possibilidade de usar ambas em conjunto, fazer rápidos ajustes nas fotos, mesclar com áudio, montar álbuns, criar cartões engraçadinhos, etc. Outra coisa muito bacana foram os recursos do ChatON, como o compartilhamento de tela durante uma conferência em vídeo.

     Não gostei: esse preço sem noção de lançamento. Não ter mudado muito a carcaça em relação ao SIII, especialmente no uso de materias menos nobres (plástico ao invés de fibra de carbono, alumínio, vidro, etc.)

     Apenas pra fechar o post, queria dizer novamente o quanto eu admiro a Samsung, suas atitudes, seu respeito com o Brasil e como nossas vidas são melhores por ela existir. Inclusive quem não gosta da empresa, não reconhece seus méritos e baba o ovo da Apple, tem muito a agradecer a coreana, pois ela é uma importante peça na engrenagem da evolução. Porém, eu tenho um pedido a fazer: que tal o Galaxy S5 ter uma construção mais nobre, como o HTC One hein?.

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