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O XBox/ PS3 não são pra mim. Ou são?

7 Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/02/2011 às 11:46h

     Eu não sou um afixionado por games (ou pelo menos não me considero). Meu último console foi um PS2, comprado há uns 5 anos, no qual eu joguei uns 10 dias e encostei. Antes dele, eu tinha um Mega-drive e antes, um Atari. Por esse “histórico”, muitos irão concordar em não me classificar como um amante de games, né?

     Agora, fazendo o papel de advogado de diabo, devo dizer que desde que a Apple lançou a App Store, eu compro cerca de 10 apps por semana e testo uns outros 20 gratuítos (light ou similares). Cerca de 75% desses aplicativos, são jogos. E agora? Ainda continuo como uma pessoa que não curte games?

     Já mencionei aqui que não curto pirataria. Faço de tudo pra não caminhar pelo “lado negro da força”, apesar de algumas indústrias às vezes fazerem de um tudo pra gente ir por esse caminho. Com a App Store, eu não me incomodo de comprar jogos por USD 0.99 (até USD 9.99 quando é uma “puta” jogo), jogar algumas horinhas e esquecê-los. E não venha me dizer que são jogos podres. Podem até ser jogos sem gráficos igual do XBox/ PS3, mas o que conta, afinal, são os gráficos ou são a diversão que eles nos proporcionam? Claro que, quanto mais realistas (ou simplesmente bem feitos), melhor, mas existem jogos belíssimos que tem um jogabilidade horrível, além de serem extremamente chatos e cansativos. Recentemente, um garoto de menos de 15 anos fez fama ao fazer um jogo simplérrimo que figurou nos Top 5 da App Store americana.

     Apesar da enorme vontade de ter comprado um Wii e até mesmo ter ensaiado trazê-lo em várias viagens internacionais (muito mais em conta), acabei me contendo. Algo parecido aconteceu com o PS3 e o XBox. Recentemente, no entanto, com o surgimento do Kinect, acabei ficando tentado novamente a comprar o console. Ele chegou ontem e vou confessar que me diverti por alguns minutos, caindo exausto por tantos movimentos. Ainda não tive a oportunidade de jogar em rede ou com a família, coisas que irão acontecer durante o carnaval.

     Talvez por estar há tanto tempo fora do mundo dos games “tradicionais” e há pelo menos 3 anos comprando jogos baratos e já tê-los de imediato pela App Store, o fato de pagar de R$ 149,00 a R$ 300,00 num único jogo pra XBox, me incomoda demais. É como alguém dizer que tenho que pagar R$ 35,00 num CD de 14 músicas, que eu só gosto de 1 ou 2. Nesse ponto, muitos vão defender que nem se compara um jogo de XBox com iOS, pois os primeiros são verdadeiras produções cinematográficas, demoram anos para serem feitos e custam milhões de dólares. Mas pro usuário que tá na ponta do joystick, isso importa? Eu lá quero saber quanto investiram no jogo? Eu quero algo acessível para me entreter por algumas horas e simbora para o próximo, sem culpa de esquecer do anterior!

     Depois de vários anos sem a ameaça de jogos piratas, recentemente surgiram alguns métodos de desbloqueio para o PS3, que vem deixando a Sony deveras p. da vida. Já no XBox, existem métodos a mais tempo e para desencorajogar os usuários, ela tem banido tais consoles da sua rede Live. Sei que do ponto de vista legal, a pergunta que vou fazer é idiota, mas do ponto de vista prático, vamos pensar: “Eu quero pagar R$ 200,00 num jogo e ter acesso a Live ou pagar R$ 10,00 e jogar sem acesso a Live? Como irei aproveitar melhor meu console, sem ir a falência?”

     Estamos vivendo numa época em que pagar por conteúdo é algo que as pessoas não querem muito. Elas até pagam, se for simples e dentro de um valor considerado aceitável. Está ae a fórmula de sucesso da Apple com a iTunes Store, com a iOS App Store e mais recentemente com a Mac App Store. Outras empresas, como Sony e GVT, estão dando acesso ilimitado a músicas por um valor fixo mensal. A Netflix, famoso serviço de aluguel de vídeos na gringa, permite acesso ilimitado a filmes e seriados por menos de USD 8 mensais.

     Conversando com uma galera no Twitter, muitos me disseram que não compram mais jogos singleplayer, justamente porque jogam um tempo e mandam a mídia pra gaveta. Já nos multiplayer, o jogo praticamente nunca acaba. Nesse caso, acaba compensando pagar os R$ 200,00 por um jogo, pois sua diversão se estenderá durante dezenas de horas, com seus amigos ou com desconhecidos.

     Comentaram comigo também a respeito de serviços de locação de games. Algumas empresas cobram cerca de R$ 35,00 mensais e você fica com o jogo por um mês. Eu acho essa idéia excelente, pois dificilmente eu fico entretido em algo durante tanto tempo. Mas eu gostaria de ver algo da Microsoft (e das produtoras, claro) nesse sentido. Seria bacana alugar online, com preços acessíveis, como USD 5 por final de semana, USD 12 durante uma semana ou USD 25 por mês. Certamente eu conheceria vários games e os que achasse com maior potencial, aceitaria pagar os R$ 200,00. Mas pagar isso de cara, sem conhecer? Difícil.. Eu não me vejo fazendo isso.

     Talvez uma alternativa pra quem não quer pagar esse absurdo nos games, seja o OnLive. Pra quem não conhece, é uma caixinha tipo um AppleTV (custando USD 99), que você conecta na TV, na rede e simbora jogar. Talvez na prática, pela conexão que temos em grande parte do Brasil, não seja o ideal pra gente, mas lá fora, ouvi gente falando bem deles. Os preços são interessantíssimos e similares ao que falei acima: para 3 dias, USD 5. para 5 dias, USD 7. Para acesso ilimitado, USD 20 (os preços variam de acordo com o jogo). Caso queira assinar um plano mensal, por USD 10 você tem acesso a todo o catálogo deles. Ah, se você não fizer questão de jogar na TV, também funciona com PC, Mac, iPad e Android. Também dá pra ter um trial de qualquer game, sem precisar pagar nada e nem sequer por o cartão de crédito (prática comum quando algum site oferece algo grátis).

     Como disse no começo do post, faz muito tempo que estou de fora do mundo dos jogos tradicionais. Eu não gosto de opinar sobre o que não conheço, ainda mais publicamente, no blog. Mas, ao receber meu XBox ontem, comecei a me fazer certas perguntas e tive que colocar isso pra fora. Me perdoem os que acham que eu disse muita asneira. Ficarei feliz em ler e responder os comentários com opiniões contrárias.

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