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Passando um gadget antigo para um parente ou amigo

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 05/02/2013 às 10:14h

     Acredito que muitos leitores do blog, assim como eu, acabem dando uma consultoria informal para parentes, amigos e algumas vezes, porque não, até gente que eles nem conhecem direito. Basta alguém saber que você “entende um pouco de computador” e acaba virando o oráculo da galera, que lhe abordam, sem cerimônias, em qualquer lugar. Muitas vezes, coisas que a gente acha que são básicas, pra outras, acabam se revelando complexas.

     Sempre que eu comprava um novo gadget, especialmente da Apple, acabava mantendo o antigo num pequeno museu particular, pois ficava com pena de vender pelo que estavam dispostos a pagar. Porém, com o tempo eu fui me desapegando e passando-o a geração anterior para os familiares. Meus filhos estão com meus iPad de primeira e segunda geração, a esposa com o iPhone 4, a irmã com o iPhone 3GS, o irmão com o iPhone 3G e por ae vai.

     É bem comum, quando a gente passa o iPhone pra um parente, acabar deixando os apps já instalados neles. E isso pode criar um problema gravíssimo, pois vez ou outra vão surgir updates e a pessoa vai precisar da senha da sua conta para atualizar. A mesma coisa pra comprar apps, livros, músicas, etc. Por isso, eu recomendo que seja criada uma conta pra pessoa que vai receber o novo aparelho. Eu sei que às vezes é complicado, pois já tem muitos apps pagos e, uma vez que o iTunes permite deixar o mesmo app instalado em outros aparelhos, comprar seria um desperdício e tudo o mais. Mas acreditem: é o certo a ser feito.

     E muitos casos, um parente próximo não vai querer colocar o cartão de crédito na loja da Apple, da Google, Amazon, etc. As pessoas ainda tem um certo receio nesses procedimentos. E, vale o alerta, porque dependendo do comportamento de certas pessoas, que costumam sair clicando em tudo que é link “porque um amigo mandou”, nem é bom mesmo. Porém, se você tem um smartphone ou tablet e não tem uma conta nas lojas, ficando impedindo de ter acesso aos aplicativos, claramente o mesmo está sendo subutilizado. Mas como resolver?

     Conforme eu já contei aqui nesse outro artigo, eu sou correntista do Itaú e tenho uma conta onde eu não pago nem mensalidade, nem tarifa pra usar vários serviços, como DOC, TED, etc. Infelizmente, a anuidade do cartão eu tenho que pagar, mas como eu tenho desconto de 50% em ingressos de cinemas, shows e outros serviços, acabo pagando. E uma coisa bacana no Itaú é que dá pra emitir cartões adicionais para parentes e amigos, bem como controlar o limite de cada um deles. Assim, no final do ano passado eu acabei emitindo cartões para meus parentes e vinculando-os as contas das lojas. Porém, eu cometi dois erros: não conferi se o Itaú tinha feito o que eu havia pedido e não expliquei direito pras pessoas que iriam usar.

     Na tela onde você solicita os cartões adicionais, dentro do sistema do Itaú, tem um espaço pra se colocar o limite daquele cartão. Como a minha intenção era que eles comprassem coisinhas baratas, como apps de USD 0.99 e também já prevendo que são usuários n00bs, defini um valor bem baixo, em R$ 50,00. Quando os cartões chegaram, eu confiei plenamente que o Itaú, um grande banco, havia feito tudo certo. Porém, eles deixaram os cartões adicionais com o meu limite. Já imaginou a m., né? E pior, dentro do próprio sistema do Itaú, eu mesmo poderia (e deveria) ter conferido. Detectando o problema, eu também poderia ter alterado. Infelizmente só fui fazer isso depois que ocorreu um problema.

     Já contei em outros posts, mas eu já tive alguns aparelhos Kindle. No natal eu acabei comprando a versão nacional pra mim e dei o antigo pro meu pai. Mais recentemente eu comprei a versão Paperwhite e passei o meu nacional pra minha irmã. Em ambos os casos eu dei uma breve explicação sobre o uso, como comprar os livros, etc. Mas, dei ênfase em algo que muito me anima nos livros digitais: as amostras. No caso da Amazon, você pode ler o primeiro capítulo de praticamente todos os livros, bastante clicar sobre ele e, no canto superior direito, clicar no botão de amostra. Todavia, o que eu esqueci de avisar era que, logo acima desse botão, existe o botão comprar. Minha irmã, n00b extreme, ao invés de pedir amostras dos livros, acabou clicando em comprar em dezenas de livros. Se o Itaú tivesse mantido o limite em R$ 50,00, como eu havia solicitado, o problema seria menor. Porém, como isso não foi feito, ela acabou usando todo o limite disponível do cartão.

     Eu já cansei de ouvir relatos de parentes fazendo “caquinhas” como essa, usando a conta de terceiros. O que alguns poderiam chamar de burrice, na realidade é ingenuidade misturada com falta de explicação adequada. Assim, ficam as minhas dicas: ao passar um gadget pra um terceiro, tire seus dados dele! Se for o caso, crie ou auxilie a pessoa a criar sua própria conta. Se for um parente próximo, a dica dos cartões adicionais, desde que bem configurados, também pode ajudar.

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