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Porque comprar um Moto X Play ao invés de um Zenfone 2

3 Comentarios »Postado por GordoGeek em 13/12/2015 às 21:41h

     Na semana passada eu fiz um post sobre a decepção que tive ao usar o smartphone Zenfone 2 da Asus. O aparelho foi muito elogiado por um bocado de sites de tecnologia, como sendo super poderoso, arrasando nos benchmark, mas eu simplesmente detestei o gadget.

     Eu pedi o cancelamento da compra no Submarino e, antes mesmo do estorno, acabei comprando um Motorola Moto X Play, que muitos vem dizendo ser uma super decepção da marca, um verdadeiro downgrade pra quem tinha a versão do ano passado. Mas por que eu optei pelo azarão, ao invés do favorito? Vamos lá, pois tenho alguns pontos pra explicar a decisão.

     Se tem uma coisa que a Apple sabe fazer é propiciar uma boa experiência ao usuário, independente das especificações técnicas, que ficam em segundo plano. O iPhone 6, que é um excelente aparelho, tem apenas 1GB de RAM e uma CPU dualcore. Enquanto isso, concorrentes do mundo Android (como o próprio Zenfone 2) trazem 4GB de RAM, outros entregam CPU octa-core, blablabla. Isso realmente importa?

     Muita gente criticou meu vídeo sobre o Zenfone 2 no YouYube dizendo que eu dei ênfase demais em design e isso é uma coisa muito pessoal. Não, não é. Se todo o mercado tivesse fazendo as cagadas que a Asus fez, tudo bem. Mas não é isso que estamos vendo. A Asus tentou copiar a LG em alguns pontos e deu um belo tiro no pé. Colocar caixas de som traseiras, onde o som fica abafado quando o aparelho é apoiado na cama, impossibilitando assim de ver um vídeo, não é legal. O mesmo vale para os botões na traseira, forçando o usuário a virá-lo toda vez que quer ajustar o volume. Ao digitar algo com o aparelho na mesa, ele fica “dançando” devido a sua curvatura avantajada. E por ae vai… Um verdadeiro show de horrores, que ninguém na Asus teve o bom senso de gritar PARE.

     Eu sinceramente não consigo ignorar falhas graves de design como essa, pois me afetam a todo minuto que interajo com o gadget. Porém, vamos deixá-las de lado só por um instante e vamos nos concentrar em outros ítens, como a pífia autonomia de bateria (chega ao meio dia com 45% de bateria), os 59% de RAM que o sistema devora mesmo sem nada carregado ou o fato de ter que abrir o aparelho para inverter os chips das operadoras, pois não dá pra fazer isso via software.

     Com o aumento do dólar e a venda da Motorola para a Lenovo, a linha Moto realmente sofreu um duro baque. Nem de longe são os espetaculares aparelhos de 2013/ 2014. Porém, não são de todo ruim. Eles são equilibrados. E essa é a palavra-chave. Deixaram de lado grandes números, um acabamento mais refinado, mas conseguiram entregar uma boa experiência pro usuário e isso é o que importa no final das contas. Não quero ficar lembrando quantos GB de RAM o aparelho tem. Quero clicar em algo e carregar rápido. E isso o Moto X me entrega.

     Eu optei pelo Moto X Play, concorrente direto do Zenfone 2 (ambos tem a mesma faixa de preço) porque não gosto de apps de terceiros inundando meu aparelho, sem que eu possa desinstalá-los (bloatware). Gosto de um Android puro, sem customização (ainda mais de péssimo gosto como a ZenUI). Isso só deixa o aparelho mais lento e inseguro, tendo em vista que atrasa os updates.

     A Motorola nunca teve uma câmera que se destacasse em seus smartphones. Muito pelo contrário. Mas eles finalmente acertaram a mão e colocaram uma câmera bem razoável nos Moto X desse ano. Aliás, até os Moto G, tiveram uma melhora significativa. Não vou comprar com o iPhone, porque isso seria covardia (e burrice, já que um custo R$ 1.000 e outro R$ 4.000). Mas se você levar em conta que o Sony Xperia Z5 custa mais de R$ 4.000 e tem uma câmera pior que a do Moto X, é um ótimo negócio.

     A bateria também ficou mais “esperta” (enormes 3630mAh) e tem durado mais. Segundo os primeiros testes, dá pra chegar até o final do dia num uso intenso ou um dia e meio pegando mais leve com o bichinho. Pra mim, se durar um dia todo de uso, no meu ritmo, cumpre seu papel. O que não pode é no meio do dia me forçar a pegar leve ou pior: me deixar na mão. Durante a madrugada eu durmo e não uso telefone, então o que espero é ter um aparelho que me aguente durante o dia, enquanto estou acordado e preciso dele. E como eu não moro numa vila indígena sem energia e posso deixá-lo carregando, sem problema de durar “só” um dia.

     Muita gente pode achar bobagem, mas eu sou fã dos comandos de voz do Google. Poder interagir com seu aparelho durante o dia, sem ter que pegá-lo na mão, disparando comandos sem apertar nenhum botão é coisa linda. E depois que você se acostuma, abrir mão disso é muito complicado.

     Apesar da TIM e OI terem liberado novos planos com tarifas super agressivas pra outras operadoras, ambas tem sinal muito ruim na minha cidade (e acredito que em grande parte do país). Claro e Vivo ainda seguem com a melhor cobertura, apesar dos planos mais caros. E é por isso que ainda preciso de um aparelho dualSIM e com possibilidade de usar, senão 4G, pelo menos 3G em ambos os slots, podendo comutar rapidamente, via software, sem ter que abrir a capa do aparelho no meio da rua, ejetar um SIM, colocar no bolso, ejetar outro, colocar no primeiro slot, tirar o outro SIM do bolso..

     Em testes de performance, medidos por aplicativos como GeekBench e AnTuTu, o Moto X Play tomou uma surra do Zenfone 2. Foram em torno de 35% de diferença. Mas, ainda bem, no dia-a-dia, pro meu uso, isso não se mostrou significativo. Pelo contrário. Enquanto eu experimentava alguns lags (travadinhas) no Zenfone, no Moto X Play eu sinto o sistema roda tudo super fluido. Talvez, porque não tem a customização cagada da fabricante pra atrapalhar, mas não posso afirmar que seja isso.

     Confesso que fiquei incomodado quando tava escolhendo entre Moto G de terceira geração e Moto X Play. Cheguei a encontrar promoções do Moto G por R$ 750, enquanto o Moto X Play saiu por R$ 997. Meu desconforto foi saber que o Moto G tem proteção IPx7, podendo ter contato com água, enquanto o Moto X não. Como assim? Eu tô pagando mais caro num modelo superior e ele não traz os mesmos recursos do mais barato? Talvez a Motorola, na sua luta por cortar custos, teve que fazer esse sacrifício (assim como outros). Mas eu fiquei fulo com isso.

     Falando em me deixar fulo, que diabos é aquilo de ter que escolher entre um segundo SIMcard e o cartão microSD no Moto X Style, Motorola? Sério que não dava pra colocar a gaveta do microSD em outro canto e deixar o usuário ficar com 2 operadoras e espaço extra? Burrice tem limites e vocês estão chegando bem perto dele. Conselho de quem gostou muito da marca no passado recente e está ficando descrente.

     Espero que nos próximos dias não surjam novos fatos desagradáveis no uso do Moto X Play, pois até o momento, as primeiras impressões são muito boas e certamente não me arrependo de ter devolvido o Zenfone 2.

3 Responses to “Porque comprar um Moto X Play ao invés de um Zenfone 2”

  1. João Paulo disse:

    Olá, tenho um Moto X Style e é possível usar 2 simcards e o sdcard ao mesmo tempo.
    Acredito que o Moto X Force que tem está limitação.

  2. Leandro Camilo disse:

    Essa palhaçada de ou 2o SIM ou microSD está acontecendo com a Samsung nas séries A e E, também… ridículo!

  3. Junior Soares disse:

    GordoGeek, me tira uma dúvida se possível, já que vc usa comandos de voz, vc consegue fazer ligações por comandos de voz de forma simples como no N8, e sem precisar desbloquear a tela do aparelho e sem precisar de internet?

    Outra pergunta, dá pra saber SEMPRE quem está ligando sem precisar olhar pra tela do celular?

    Minha experiencia atual com android, tem sido muito ruim por falta desses recursos no meu MOTO G primeira geração.

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