mar29

Primeiras impressões do iPad 3 (AKA New iPad)

9 Comentarios »Postado por GordoGeek em 29/03/2012 às 00:30h

     No começo do mês eu assisti ao evento de lançamento do iPad 3 (sim, vou continuar chamando ele assim, mesmo a Apple – e os chatos – frisando que ele se chama New iPad) e fiquei bastante contente com o que foi apresentado. Foi bacana ver que boa parte dos rumores eram verdadeiros e ele surgiu com uma nova tela, LTE/ 4G, mais poderoso e tal. Mas essas melhorias foram suficientes para induzir a troca em quem já tinha a versão anterior, como eu?

     Como boa parte de vocês já deve ter lido por ae, pra variar, o iPad 3 é um sucesso de vendas. No primeiro final de semana ele vendeu mais de 3 milhões de unidades, ajudando as ações da Apple a subirem a níveis nunca antes vistos. Os consumidores receberam o produto muito bem e o mercado idem. Como Tim Cook fez questão de dizer na sua apresentação, a Apple vende em 3 meses o que todos os outros fabricantes de tablet juntos levam 2 anos.

     Apesar deu ter ficado bem satisfeito com as melhorias, não estava pensando em comprar o novo iPad tão logo. Isso porque, ainda esse mês, eu já havia comprado um Galaxy Note 5.3” e assim, usado boa parte da minha “cota geek”, o dinheirinho que separo das minhas receitas para me presentear. Porém, essa semana coincidiu da gerente do banco me ligar e dizer que um título de capitalização que eu vinha pagando já podia ser resgatado. Como a carne é fraca, ao invés deu reinvestir a grana, mais que depressa sai a caça de um iPad. Foi ae que encontrei o @wericladd, que foi muito bem recomendado por vários amigos e o negócio estava feito. Recebi o produto, lacradinho, na caixa original, no dia seguinte, praticamente pelo menos preço que pagaria quando ele fosse lançado aqui, o que é bem incomum, pois muita gente aproveita para lucrar em cima dos geeks ansiosos (já vi gente pedindo R$ 2.200,00 num iPad 16GB).

     Ao tirar o iPad da caixa, não nota-se muita diferença. Ele ficou um pouco mais pesado e um pouco mais gordinho. Isso porque, com a adição da tecnologia LTE/ 4G e da nova tela de alta resolução, a Apple precisou avançar muito na tecnologia da bateria. Falando nela, agora ela é 70% mais poderosa que a anterior. Contudo, tem a mesma duração. Como assim? Não melhorou nada? Como eu disse antes, em virtude dos novos recursos, o consumo também aumentou e portanto, se fosse mantido o mesmo projeto da bateria anterior, a autonomia iria cair pela metade. Porém, isso é algo que não se nota muito no uso diário. Além do mais, boa parte das cases ainda são compatíveis.

     Na apresentação do novo iPad, a Apple deu a entender que a sua nova CPU seria quad-core. No entanto, na verdade a CPU em si continua com dois núcleos, mas a GPU (parte gráfica) que é quad-core. Isso com certeza foi necessário para poder gerenciar a enorme quantidade de pixels na tela. Além disso, a memória RAM dobrou, passando de 512MB para 1GB. Na prática, até o momento, eu não vi nenhuma melhoria relacionado a performance. Claro, com o passar dos dias e aparecendo novos jogos (e atualizações dos antigos, bem como do iOS), é normal notar que o antigo dispositivo vai ficar lento, enquanto o novo se mantém rápido.

     Uma das coisas que também melhoraram no novo iPad foram as câmeras. Sinceramente, não me vejo usando o iPad como máquina fotográfica. No entanto, tenho que dizer que realmente melhoraram. Pra demonstrar isso, bati duas fotos com ele e outros 3 gadgets (iPad 2, iPhone 4S e Galaxy Note) pra vocês compararem. As fotos estão no Dropbox, sem compactação, para uma comparação bem justa. Veja aqui e aqui.

     Deixei o mais importante para o final: a tela. Nota-se claramente uma melhora incrível na tela, mesmo sem ter que grudar o iPad na cara. Usando numa distância normal, segurando-o no colo, há uns 3 palmas da cara, a definição do texto e das imagens se destaca. Foi a mesma sensação de quando peguei o iPhone com tela retina. Ao olhar um dispositivo, que antes você considerava bom, você vai acabar torcendo o nariz, achando que a imagem está desfocada e embaçada, quando na verdade, ela está normal, mas numa resolução menor, deixando os pixels aparentes. No iPad 3 é praticamente impossível ver pixel na tela. A tela é simplesmente maravilhosa!

     Mantendo a tradição, a versão que comprei foi a 64GB com Wi-Fi. Para o meu uso, não vale a pena pegar a versão com 3G. Quando eu realmente preciso usar internet no iPad e não tenho Wi-Fi disponível, basta ativar o compartilhamento de internet no iPhone e o problema está resolvido. Assim, eu não preciso manter dois planos. Claro, eu poderia manter um plano pré-pago no iPad e só usar a internet quando precisasse, o que economizaria um pouco de bateria no iPhone, mas sinceramente, pro meu perfil, pegar um iPad com 3G é bobagem. Aliás, os mais leigos já me perguntaram: mas e o 4G? Bom, no Brasil ainda não temos isso. Assim, ele vai operar no 3G. Nem países que tem rede 3G, como a Austrália, não funciona a função 4G, tendo em vista que são frequências de banda diferentes.

     Sobre a capacidade do dispositivo, já comentei aqui anteriormente: dias após o keynote, os desenvolvedores foram liberando updates de seus apps e eles cresceram absurdamente. Se você já tinha um iPad praticamente lotado, a tendência é isso piorar com o tempo, mesmo você não colocando nada de novo nele. Só os updates vão te roubar um espaço considerável. Assim, mesmo que você use pouca mídia no iPad e tenha poucos apps, não recomendo que compre uma versão inferior a 64GB. Claro, se o seu uso for apenas pra redes sociais, email e web, 16GB vai te atender. Tudo depende do perfil do usuário.

     Como não podia deixar de ser, todo lançamento Apple traz uma chuva de #mimimi. Dessa vez, não demorou muito pra aparecer gente reclamando que ele esquenta demais, que a bateria tem problemas, que o 4G não funciona no seu país e por ae vai. Bom, com relação ao 4G, ele é restrito aos Estados Unidos. Pode ter algum país minúsculo da Europa que também use a mesma frequência, mas ao que tudo indica, não irá rolar. A bateria, até o momento (estou com ele há apenas 2 dias) não vi nada anormal. Posso dizer o mesmo quanto a temperatura. Segundo a Apple, ele realmente esquenta um pouco mais que o iPad 2, mas nada anormal, ficando inclusive abaixo de tablets concorrentes.

     No final das contas, o novo iPad vale a pena? Depende muito de quem está fazendo a pergunta. Se for alguém que não tem nenhum tablet, com certeza vale. Acho que é a experiência mais rica que existe no mercado atualmente. O ambiente da Apple pode ser bem restrito, mas é maduro e tem um ecosistema excelente, tendo como ponto forte diversos aplicativos muito bem feitos e com preços acessíveis. Já quem tem um iPad 2, não sei se é o caso, pelo menos agora. Eu sinceramente não notei nada de extraordinário com a troca. Sim, a tela é linda, mas vale a pena investir uma grana nisso? Sinceramente, só se tiver sobrando, pois no geral, não vale o sacrifício.

Leave a Reply

preload preload preload