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Quanto custa ter acesso a conteúdo legalizado?

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 08/03/2011 às 22:25h

     Ando falando muito por aqui sobre acesso a conteúdo, em especial, as formas de burlar os bloqueios regionais, presentes na maioria dos serviços gringos. Andei fazendo as contas de quanto ficaria pra ter acesso a conteúdos bacanas pra lazer e resolvi centralizar isso num post, de forma a facilitar a consulta das inúmeras pessoas que me perguntam a respeito.

     Aqui no Brasil, temos o Terra Video Store, que comentei por aqui. O acervo ainda é bem limitado e em poucos dias, dá pra ver tudo que é interessante. Dá pra alugar filmes, seriados e show individuais (de R$ 4,90 a R$ 6,90) ou assinar um pacote de R$ 19,90 e ter acesso ilimitado ao conteúdo.

     Ainda falando em serviços nacionais, fiquei sabendo recentemente do serviço de aluguéis de filmes da Netmovies. Num primeiro momento fiquei animado (R$ 9,90 por mês), mas ao ver o acervo deles, broxei geral. Filmes super antigos e nada interessantes (na minha modesta visão).

     Se você quiser ter acesso a conteúdo da gringa, vai ter que apelar a serviços de VPN (como o StrongVPN) ou o USVideo.org. Ambos os serviços “enganam” os sistemas de verificação dos sites, geralmente baseados no IP de origem da conexão. Para saber mais sobre VPN, acesse esse outro post. Para saber mais sobre o USVideo, esse aqui.

     Eu assino o plano mais barato da Netflix, que permite ver todo conteúdo online, custa USD 8 mensais. Eles não aceitam o pagamento via Paypal, mas não bloqueiam cartão de crédito internacional, mesmo que emitido por banco nacional. Para acessar o serviço, tanto por VPN, como por USVideo, dá pra burlar o esquema deles. O acervo de filmes é bacana, mas sem muitas novidades. Mesmo assim, dá pra curtir várias horas por mês de diversão. Além do acesso via PC ou Mac, dá pra ter acesso ao conteúdo via iPad, iPhone, Apple TV, XBox, PS3, etc.

     Um serviço bacana, que tem conteúdo mais novo, é o Hulu Plus. Custa USD 8 mensais, mas infelizmente não aceita cartão que não seja emitido por banco americano. Pra quem quer ficar a par de seriados logo que saem é uma ótima pedida. Também dá pra ter acesso a esse conteúdo no iPad e no iPhone.

     Se o seu negócio é música, o Terra tem o Sonora. Pra quem é usuário Windows, talvez o serviço seja bacana, mas pra quem usa Mac, não vai rolar, porque os métodos de controle de conteúdo deles só funciona no PC. O plano mais barato custa R$ 10,00 mensais e permite ouvir todo o conteúdo online, mas fazer download de apenas 10 músicas. Existem outros 2 planos, de R$ 15,00 (25 músicas) e R$ 50,00 (250 músicas).

     Caso queira economizar uns trocos e só ouvir online, eu recomendo o Grooveshark. O acervo é grande, mas meio bagunçado. Às vezes acontece de ter inúmeras versões da mesma música e algumas com baixa qualidade. Existe também um passe VIP (USD 30 por ano), que permite ter acesso a um programa pra Mac e PC (via Adobe Air), para iPhone e Android.

     Uma das coisas mais bacanas criadas pela Microsoft foi o tal do Zune Pass, que permite, por USD 15 mensais, ter acesso a quantas músicas você quiser baixar, de forma ilimitada. Infelizmente, não rola no iPhone, pois o controle do DRM deles é aquela coisa linda da Microsoft. Os dispositivos aceitos seriam PCs com Windows, XBox, Zune (que morreram recentemente) e telefones com Windows Phone 7. Outra coisa chata é que, pra comprar o tal passe, só com cartão emitido por banco americano ou gift card.

     Fazendo as contas, pra quem vive nos EUA, o conteúdo a Netflix + Hulu Plus + Zune Pass sairia USD 31 (R$ 52,70). Eu sinceramente acho um valor bem razoável pra ter acesso legalizado a todo esse conteúdo. Pra nós aqui no Brasil, além das chatices com pagamento, pois nem todo serviço aceita Paypal ou cartão de crédito emitido por banco nacional, ainda tem o bloqueio regional do conteúdo, que exige gambiarras como VPN.

     Tanto Apple (iTunes Store), como Microsoft (Zune Marketplace), tem soluções bacanas pra compra de música, seriados e filmes. Eu acho caro pagar uma média de USD 1,29 por música ou USD 5 por um filme. Os outros serviços que mencionei, de pagar e ter acesso ilimitado, são bem mais interessantes. Além desses 2 nomões da indústria de tecnologia, outros players atacam pela beiradas. Vários rumores dão conta que em muito breve o Google vai entrar na jogada. O Spotify, serviço britânico similar ao Grooveshark, chegou ao número de 1 milhão de assinantes pagantes e ensaia sua estréia no mercado americano. Já o Facebook, também passou a oferecer o serviço de locação de filmes, que custará USD 3 dará acesso ao conteúdo por 48 horas.

     Hoje eu vi 2 notícias interessantes relacionadas a esse tema. A primeira, da Folha, aponta um crescimento expressivo (45%) no acesso a vídeos online em relação ao ano passado. A outra notícia é sobre a pirataria online, cada vez mais crescente, apesar das opções disponíveis. Cada vez mais temos conexões super rápidas (10Mb por menos de R$ 100,00) e baixar 4GB de um filme em altíssima qualidade via torrent passou de algumas horas para poucos minutos, de graça. O usuário até está disposto a pagar pelo conteúdo, mas tem que ser algo que ele considera justo.

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