ago01

Narrativa do roteiro da minha viagem: NYC e DC

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 01/08/2012 às 17:08h

     Depois de quase três semanas da volta ao Brasil, ainda luto pra colocar as pendências do trabalho em ordem. Por isso que ainda não consegui resenhar tudo que comprei, nem escrever tudo que gostaria, apesar das promessas em posts anteriores e das cobranças nos comentários, emails e tweets. Pois bem, desculpa de introdução apresentada, vamos a um dos posts mais aguardados pelo pessoal que pretende viajar e quer algumas dicas do gordo pra incrementar o roteiro. Só lamento que ele ficou pronto somente agora em agosto e a maioria viaja em julho. Mas sei de muita gente que embarca nas próximas semanas, então será uma boa referência.

     Durante a viagem eu publiquei alguns screenshots do que tinha programado pro dia e o pessoal sempre me perguntava: “que app é esse?”. Foi uma das perguntas que mais ouvi e, apesar de responder aos replys, acontece muito no Twitter das pessoas não acompanharem toda a timeline e a mesma pergunta ser feita diversas vezes. O app que usei foi o Wunderlist, um aplicativo multiplataforma (iOS, Android, Web, etc.), que não custa nada e que sincroniza as informações na nuvem entre vários dispositivos, ou seja, você altera algo no seu smartphone e essa informação logo estará atualizada no da esposa. Já aviso: ele não é perfeito, mas é bom. Aliás, se você gosta de reordenar as atividades, verá que ele dá muito crash e encerra do nada (na versão do iOS/ Android). Assim, recomendo que faça esse procedimento na versão Mac/ PC/ Web, deixando para a versão móvel apenas a consulta e efetivação da “tarefa”. Além disso, notei que ele “sumiu” com as minhas tarefas antigas, o que acabou dificultando esse post. Eu achei que seria super fácil fazer esse post, apenas abrindo as tarefas concluídas e colando aqui, mas acabei tendo que recorrer ao Foursquare e Instagram pra lembrar por onde estive, na ordem correta.

     No post em que eu falei sobre os hotéis que fiquei, expliquei que procurei ficar em regiões distintas da cidade pra poder explorar melhor as atrações que queria ir. Assim, evitei tempo perdido em deslocamento. Dessa forma, eu primeiro joguei no Wunderlist todos (ou a maioria) dos lugares que eu queria ir (por sugestão de amigos, porque eu já conhecia, etc.) e depois eu fui agrupando por dia, conforme a localização deles. Aliás, a melhor forma de fazer isso é usando o Google Maps, onde você pode criar pastas por dia e depois ir marcando os pontos que deseja ir. Vai ficar mais ou menos como esse aqui. No caso do app para Android, você tem fácil acesso aos pontos marcados, bastando clicar em Camadas, Meus mapas e escolher os dias que criou na versão web. Já no Maps do iOS, não tem isso e você terá que apelar pro Google Earth, clicando na ferramenta, se logando em Meus Mapas e ae sim, visualizando os pontos.

     Antes de continuar, permita-me tocar novamente no assunto de ficar em vários hotéis. Sei que já narrei isso no outro post, mas muitos tem a falsa impressão que isso é um transtorno. Longe disso. Basta sair cedo do hotel, fazer o check-out, pegar um taxi e ir pro outro hotel. Mesmo que o check-in for apenas depois das 15Hs, você pode deixar as malas no saguão sem problema algum. É um procedimento rotineiro pra eles. Com isso, sua experiência vai ser muito mais completa, pois você vai conhecer mais hotéis e seus arredores, tornando a viagem mais interessante.

     Uma das vantagens em viajar por conta própria e não em grupo de amigos ou excursão é a flexibilidade em montar seu próprio roteiro. Porém, mesmo indo apenas com a família, é muito difícil conciliar os interesses. No meu caso, que fui com meu irmão, eu tive que ir em lugares que não achava lá muito interessante e vice-versa. O roteiro é importante pra lhe guiar e tentar otimizar seu tempo. Não precisa ficar refém dele. Assim, muitas das coisas que eu acharia ideal, eu acabei não fazendo, seja porque eu não estava com humor/ disposição no momento ou apareceu coisa melhor no meio do caminho, etc. Se você conseguir separar as atividades pelo interesse de cada um, pode usar isso a seu favor. Por exemplo, na quinta avenida tem uma das Apple Store mais famosas do mundo. Sua esposa pode não gostar de ficar horas ali. Porém, um pouco mais a frente, tem inúmeros lojas de grifes super famosas que provavelmente ela vai adorar e você odiar. Conseguindo antever isso, ambos irão aproveitar melhor a viagem, pois um não vai ter que se sacrificar tanto pelo outro, ficando muito tempo em lugares que preferia não estar. Dae a importância de ambos contratarem um plano de telefone local, com ligações e SMS a vontade, como os que eu citei em outros posts. Dessa forma vocês podem ficar mais soltos, cada um curtindo o que gosta mais nos arredores, sem se perderem. Claro, não deixe de fazer programas juntos, senão vai parecer que nem viajaram juntos.

     Independente da hora que seu voo chegue, é bastante comum nesse primeiro dia a gente ficar super eufórico, mas ao mesmo tempo exausto, seja porque veio espremido no avião, seja pela falta de sono, algum mal estar da viagem, etc. Assim, eu não recomendo encher o primeiro dia de atividades. Eu sei que muitos que vão pra Nova Iorque ficam poucos dias (em torno de cinco), pois os hotéis são bem caros e não se pode perder tempo. Mas temos que ser realistas. Antes de sair, já deixe bem especificado o que você acha essencial de fazer e o que serão bônus, caso dê tempo. Por exemplo: quero conhecer o Central Park e o Museu de História Natural. Se der tempo e eu não tiver muito cansado, aproveito e vou também no Zoo, no Metropolitan e no Guggenheim. Porém, não deixe essas coisas pro final da lista. Eu recomendo que monte sua lista com base na proximidade e na ordem das coisas na sua caminhada, colocando um * na frente do que você não abre mão de conhecer. Senão, você vai ficar andando feito barata tonta e “time is money”.

     Meu primeiro dia de viagem é sempre super cansativo. Por morar no interior do estado, eu tenho um stress a mais que as pessoas que moram na capital. Tenho que sair antes, encarar rodovia, esperar mais tempo no aeroporto, etc. Eu sai de casa no dia 02/07 pouco antes do almoço, sendo que meu voo era apenas às 22:45H. Não queria dar mole pro azar, como encarar um problema no carro, algo na rodovia, na marginal, etc. Como acabou dando tudo certo, eu cheguei no estacionamento Voe Park às 17Hs e 20 minutos depois já estava fazendo check-in na Delta. Pra variar, o voo atrasou, cheguei tarde em Detroit e depois de passar pela imigração, a conexão já estava perdida. Conexão remarcada, voo novamente atrasado, transfer perdido e finalmente cheguei no hotel depois das 16Hs. Ou seja, já estava há mais de 30Hs sem dormir e meu corpo pedia cama. Por isso que eu digo: no primeiro dia, por mais que você queira aproveitar cada minutinho, pegue leve.

     Dependendo da época do ano que você viajar, poderá aproveitar a cidade até bem tarde. No meu caso, ia começar a anoitecer lá pelas 20:30Hs e isso acabava dando mais disposição, pois a luz do sol dava a sensação que ainda era dia. Mesmo chegando tarde no primeiro dia, demos uma caminhada no Central Park, fomos a Apple Store da quinta avenida, FAO Schwarz, compramos os chips na AT&T, abri conta no Bank of America (ao lado da AT&T), demos uma passadinha rápida na Rockefeller Plaza e também numa Duane Reade, pra comprar algumas coisas pra comermos no hotel. Aliás, não é usual hotéis nos Estados Unidos terem frigobar no quarto. Não é nem questão de querer economizar nesse caso. Você terá que dar uma passadinha num mercado (a própria Duane, CSV, Walgreens, etc.) antes de voltar pro hotel, senão vai ter que beber água da pia. Depois de abastecidos, fomos pro hotel tomar banho e dar uma descansada de mais ou menos 1 horinha.

     A noite fomos passear e jantar na Time Square, onde aproveitei pra comprar os famosos adaptadores de tomada de USD 30 (nunca esquecerei, rs.). Se tiver disposto a já matar várias atrações da sua lista, não deixe pra sair muito tarde, pois coisas pra fazer não vão faltar, como as lojas da M&M, Disney, Hershey, Best Buy, Toys R Us, Levis, Foot Locker, Sephora, etc. Você pode comer no Mc Donalds, TGI Fridays, Planet Hollywood, Bubba Gump, Hard Rock Cafe, Carmine’s, Sbarro, Burguer King, Dallas BBQ, Red Lobster, etc. Ou seja, opções tem aos montes!

     No segundo dia, acordamos em torno das 8:15Hs e antes das 9Hs estávamos aproveitando o café de graça numa Starbucks próxima ao hotel. De graça? Sim, pois era 4. de julho e havia essa cortesia. Apesar deu achar que muita coisa estaria fechada, não estavam. Aqui cabe uma ressalva: se você vai ficar poucos dias, acordar cedo e pegar táxi é quase imperativo se você quiser fazer o dia render. No nosso caso, que ficamos duas semanas, andávamos muito, explorando tudo ao nosso redor e só apelávamos para táxi quando estávamos muito longe. Se queríamos ir rapidamente de norte a sul ou o oposto, pegávamos o metrô. Mas o usual era mesmo irmos caminhando e fomos assim, fazendo zig-zag, até chegarmos novamente a Apple Store e depois a FAO Schwarz, uma das lojas de brinquedos mais fantásticas desse e de outros universos.

     Nesse dia nós andamos mais de 20Km, percorrendo o Central Park de cabo a rabo, indo da rua 59 até a 110! Passamos na frente do Metropolitan e Guggenheim, mas não entramos. Paramos algumas vezes apenas pra apreciar a vista, tomar uma Coca e comer alguma coisa (estava quente pra burro, em pleno verão americano). Por ser feriado, era muito comum encontramos famílias espalhadas pela grama, fazendo churrasco, com verdadeiras barracas armadas. Demos uma esticada pelo Harlem, onde estávamos pensando em alugar um apartamento antes de decidirmos pelos hotéis, pra explorar a região. Na volta, paramos no Museu de História Natural, onde dá pra “se perder” umas 3Hs tranquilamente, aproveitando pra descansar um pouco e usufruir do Wi-Fi de altíssima velocidade grátis.

     Como nesse dia andamos muito e debaixo do sol forte, voltamos pro hotel de táxi. Tomamos banho, demos uma descansada e fomos comer uma comida indiana nesses carrinhos de rua, tipo que vendem cachorro quente. Depois, Time Square. Nesse dia eu resolvi passar na TMobile e comprar o MiFi “4G” que comentei em outro post. Passei também na loja da M&M, onde comprei algumas coisinhas pros meus filhos. Não ficamos muito ali pois seguimos até o Pier 88, para vermos a queima de fogos no 4. de julho. Estava completamente lotado, mas bem organizado, sem muvuca. Os fogos foram bonitos, mas nada muito surpreendente. A animação da galera também não estava isso tudo. Na minha cabeça, esse feriado seria um dos mais importantes pra eles e ouviria todos cantando o hino nacional, vibrando, etc. Não houve nada disso. Depois da queima de fogos, todos sairam de forma super organizada, sem empurra-empurra. Aproveitamos pra passar num McDonalds antes de voltarmos pro hotel. Nesse dia, depois de andarmos muito, as bolhas já estavam dando as caras e eu realmente precisava descansar.

     No terceiro dia eu acordei cedo, como de costume e deixei meu irmão dormindo até um pouco mais. Fui na Starbucks pegar meu companheiro de todas as manhãs (iogurte com frutas), passei no Bank of America pra sacar dinheiro (havia depositado quase que levei tudo quando abri a conta), depois fui numa Radio Shack e novamente na Apple Store, dessa vez, pra retirar o MacBook Air que havia comprado pelo aplicativo, tendo ido na loja só retirar. Cheguei lá, peguei o computador, dispensei as aulinha básica que eles costumam dar e voltei pro hotel pra deixar o computador e encontrar meu irmão.

     Só pra não fugir muito da rotina, fomos andando até a B&H Photo, o que rendeu uma boa caminhada de umas 20 ruas, passando por Macy’s (comprinhas pra mãe e esposa), Old Navy (bermudas, camisetas, meias e cuecas super baratas), Sephora, Victoria’s Secret, GAP, GameStop, Port Authority Bus Terminal, The New York Times Building, Empire State Building, Madison Square Garden, Pen Station e parando numa Dunkin’ Donuts porque ninguém é de ferro, rs. Pra quem gosta de eletrônicos, especialmente a parte de áudio, vídeo e câmeras, a B&H é o paraíso na terra. Só não espere encontrar muita variedade (apesar de ter, não tem muitos) em smartphones e computadores. Foi lá que comprei um case super bacana pro meu MacBook Air e dois WDTV Live Stream. O legal dessa loja é que alguns funcionários arranham o português e dá pra chorar descontos. Além disso, o sistema interno de encaminhamento de mercadorias, onde os pacotes percorrem a loja todo por esteiras próximas ao teto, chama a atenção.

     Esse dia a gente deixaria o Ameritania e iríamos pro Eurostars, ou seja, passaríamos de midtown, perto do Central Park, para irmos ao extremo sul da ilha, no distrito financeiro. Contrariando o que eu mesmo recomendei, não fui pra lá logo cedo, pois queria aproveitar mais o centrão da cidade. A gente já tinha feito check-out quando passei pra pegar meu irmão, mas deixamos as malas por lá. Assim, ficamos livres de horário e acabamos voltando pra lá em torno das 16Hs, onde pegamos um táxi e fomos pro outro hotel. Fizemos o check-in, tomamos banho, descansamos um pouco, brinquei com meu MacBook Air que havia comprado cedo, com o WDTV Live Stream que comprei a tarde e só mais a noite fomos explorar a região. Acabamos passando em frete ao novo WTC, pegamos um lanche no Burguer King ao lado do Ground Zero e sentamos numa praça em frente, a qual eu adoro. Sempre que estou naquela região, fico “encarando o vazio” deixado pelos prédios derrubados no atentado do 11 de setembro. Depois de comer, dei uma tremenda relaxada, deitando nos bancos e cheguei a pegar no sono. A região ali é sempre lotada de policiais, então é bem segura. Na volta, passamos numa Duane Reade pra comprarmos mais mantimentos e tiramos foto no famoso touro de bronze de Wall Street.

     No quarto dia, novamente acordei antes do meu irmão, fui até a Starbucks na esquina e peguei o de sempre. Dei uma explorada nos arredores e depois voltei pro hotel pra pegar meu companheiro. Passamos em frente a bolsa de Nova Iorque, depois entramos no Federal Hall, o local onde George Washington tomou posse como primeiro presidente dos Estados Unidos (entre outros inúmeros fatos históricos). Subindo a rua, temos a famosa Trinity Church, que já foi cenário de alguns filmes (em 2010 assistimos a missa de páscoa ali).

     Descendo a rua no sentido oeste, fomos ao Tribute WTC Visitor Center, onde compramos os tickets para o WTC Memorial. Aqui vai uma dica super importante: você pode comprar os ingressos e já ir pro memorial, onde tem as duas imensas quedas d’água, nos lugares onde eram os prédios do WTC. Porém, aconselho fortemente que visite esse espaço, onde tem muitos objetos recuperados dos atentados, inclusive a janela de um dos aviões, vigas de aço, etc.. Até então, o 11 de setembro pra mim foi o episódio onde as duas torres foram derrubadas. Naquele pequeno museu improvisado (ele será mudado pra dentro do WTC Memorial, quando o museu ficar pronto), tive um choque de realidade e senti a dor das mais de 3.000 famílias que tiveram entes queridos mortos. Não tem como não se emocionar vendo as fotos, vídeos, cartas, etc. Inclusive, tem até caixas de lenços de papel por ali. Embaixo, descendo as escadas, tem uma lojinha, onde comprei moedas comemorativas e na saída tem um pequeno percurso até o memorial. Chegando lá, prepara-se para uma das mais severas revistas de segurança que você passará na vida.

     Não tenho muitas palavras pra descrever com exatidão o WTC Memorial. Grandioso? Espetacular? Lindo? Bem feito pra caralho?! Em meio as árvores, as duas enormes quedas d’água tem um barulho enorme e dá uma paz muito grande. É um lugar para reflexão. Nas bordas das imensas quedas, perfurados num pedra de uns 10 centímetros, estão gravados os nomes de todos as vítimas que ali morreram. Num local próximo, onde daqui alguns meses será o museu, tem uns computadores em formato de quiosque onde você pode pesquisar mais sobre as vítimas, onde tem o nome completo, foto, onde trabalhava, etc. Dá inclusive pra você colocar o seu email e receber uma recordação como essa. Na saída, tem outra lojinha de presentes, onde você pode encontrar chaveiros, camisetas e afins. Ah, tem uma moto customizada daquele programa American Chopper. Com certeza, programa imperdível pra se fazer.

     Só pra variar, fomos comer num McDonalds ali perto, onde descansamos um pouco (não tem muitas sombras no memorial, já que as árvores ainda estão pequenas) e usar o Wi-Fi gratuito. Em seguida, continuamos seguindo rumo ao norte e fomos na J&R, uma loja fantástica e que vai deixar quem gosta de eletrônicos de cabelo em pé. São vários andares pra você se perder, sendo um deles só dedicado a produtos e acessórios Apple. E, algo que eu não conhecia, a J&R Jr., pra deixar papais e mamães querendo comprar tudo e mais um pouco. Foi aqui que comprei aqueles bodies engraçadinhos pra minha filha. Além disso, tem carrinhos de bebês e até uma “rua simulada”, pra se testar os carrinhos. Lá também se encontram mochilas infantis, cases para iPad/ iPhone, docks e mais um mundo de coisas que não vou narrar aqui, pra também não tirar toda a surpresa de quem for visitar a loja. Eu fiquei umas 2Hs me divertindo nessa loja e recomendo bastante. Ah, nessa loja eu também comprei os adaptadores de tomada pro padrão americano por USD 3 (enquanto em Time Square paguei USD 30).

     Logo em frente dessa loja tem o City Hall Park, um lugar extremamente agradável pra se descansar. O roteiro original previa que iríamos passar em frente do HQ (quartel general) da Polícia de Nova Iorque (NYC) e pegaríamos e ponte do Brooklyn. Porém, resolvi mudar um pouco a ordem das coisas e fomos pra China Town e depois Little Italy, passando em frente da Suprema Corte e da Corte Criminal de Nova Iorque, que aparecem muito em filmes e seriados. Caminhamos bastante por ali, entrando em várias lojinhas e lugares bacanas. Não dei check-in no Foursquare, então me lembro muito bem dos nomes, mas fazendo esse percurso a pé, como nós fizemos, você certamente vai achar coisas interessantes a explorar. Foi nessa região que tomei um daqueles famosos sorvetes vendidos em caminhões (muito bom por sinal).

     Continuando a caminhada em direção ao norte, fomos na Beats By Dre Store, onde você pode encontrar os famosos fones adorados por jogadores de futebol. Observe nas transmissões de jogos, quando saem dos ônibus. 9 entre 10 deles estarão usando esses fones, que chegam facilmente aos USD 500. Nessa loja você poderá experimentar os diferentes modelos, que curiosamente, ficam conectados a Tablets Android da HTC. Nessa mesma loja tem duas salas acústicas, onde você pode testar os produtos sem qualquer interferência do som ambiente. Muito legal.

     Em frente a essa loja estava montada a loja provisória da Apple no SoHo. Eu sinceramente não gostava muito do local. Nesse dia, acabei comprando meus fones Jabra Sport ali. Dias depois, a loja voltou a sua localização original, que estava em reformas. A nova loja é muito mais espaçosa e bela. Maravilhosa pra dizer a verdade. Uma das mais bonitas.

     Na caminhada de volta ao hotel, fiquei apreciando a qualidade dos novos fones que, diferente de outros bluetooth que já tinha testado, eram uma obra prima. Assim, enquanto meu irmão entrou na Western Spirit, uma loja dedicada a coisas do velho oeste, lotada de acessórios de cowboy, armas, etc., eu fiquei ouvindo uns podcasts.

     Como estava quente pra burro e ainda tinha uns 30 minutos de caminhada, passei novamente numa Duane Reade pra comprar uns refrigerantes e fomos calmamene andando em direção a um McDonalds de costume, onde pegamos os lanches e fomos comer na Bowling Green, uma praça super gostosa próxima ao touro de bronze. Em seguida, descemos um pouco mais e fomos ao Battery Park, um lugar que eu adoro visitar quando estou em NYC. Lá, existem alguns monumentos em homenagem a soldados (apareceu num CSI NY), bem como uma esfera gigante que ficava na entrada dos prédios do World Trade Center e foi recuperada. É nesse local que se pega a balsa para a Estátua da Liberdade e, apesar de longe, dá pra vê-la ao fundo. Mas isso era programa para o dia seguinte. Nessa noite, apenas relaxamentos apreciando a vista.

     No quinto dia de viagem, conforme comentei a pouco, fomos a Estátua da Liberdade. Dessa vez, ao invés de irmos pelo centro, optamos por irmos margeando os piers. É um local bem legal, onde as pessoas costumam fazer caminhadas. Como meu irmão brincava “com uma vista dessas, é fácil se motivar pra exercícios”. Por sorte, ao chegarmos pra comprar o bilhete, estava quase sem filas. A mesma coisa no embarque da balsa. Em outras vezes que estive ali, estava bem caótico, com filas imensas. Não sei se é a época do ano ou pelo fato de termos caído da cama cedo, mas foi super tranquilo. Ah, na entrada da balsa, pra variar, tem aquela costumeira barreira de segurança com revista pesada.

     As balsas tem dois andares e você pode ir sentado, lá dentro, protegido do sol ou na parte de cima, onde tem alguns bancos, mas costuma lotar fácil. Eu recomendo que você se esprema lá em cima, próximo a “bunda” do barco, pois é ali que você vai tirar fotos incríveis com Manhattan ao fundo. Vale a pena pegar um pouco de sol e dar umas cotoveladas (brincadeira, rs) pra conseguir um lugarzinho. Depois, vá se posicionando do lado direito, pois conseguirá boas fotos da estátua também.

     A ilha onde fica o Walternativo, digo, a Estátua da Liberdade é um lugar maravilhoso. Tranquilo, com muitas árvores, tem vistas incríveis da cidade e você poderá ficar vários minutos ali, sentado, contemplando. Não se assuste com o tamanho da estátua, ela é bem pequena mesmo. Chega a ser frustrante, rs. Eu nunca consegui subir, pois sempre que fui estava passando por reformas (na verdade, acho que o Walternativo tava andando nu por lá). Na ilha existe um restaurante muito bom, com diversas opções de pratos e lanches, bem como um gift shop bem legal, com muitas coisas pra se levar de recordação. Quando cansar, pode parar numa outra ilha, onde tem um museu ou pode continuar na balsa e voltar pra Manhattan.

     Na volta, passamos pela Vietnam Veterans Memorial Plaza e fomos ao museu da NYPD, um local com muita história sobre a cidade de Nova Iorque e chaveiros baratinhos na lojinha (comprei muitos, rs). Tem bastante coisa bacana, inclusive coisas que estavam no WTC, como essa porta de carro. Depois, fomos ao famoso Pier 11 e depois no Pier 17. Em seguida, numa falha incrível de logística, decidimos ir ao Pier 88, onde fica o USS Intrepid, um museu sensacional, dentro de um porta aviões aposentado. Mas por que erro de logística? Porque, pra quem tava no Pier 11, ir até o 88, andando, seria uma jornada incrível. De taxi, a gente levou uns 20 minutos. Então calculem isso andando, debaixo do sol. Esse programa a gente devia ter feito quando estávamos em midtown e não em downtown. Vivendo e aprendendo.

     Pra resumir o USS Intrepid em uma única palavra: fodástico! Tem que ir! Mas não faça como eu, que fui já no meio da tarde. Vá de manhã, explore tudo com calma, veja os aviões, helicópteros, cabines, vá nas atrações 4D (não incluso no ingresso), visite o submarino ao lado, veja o Concorde, a Space Shuttle, submarino e todas as coisas maravilhosas de deixar qualquer nerd de cabelo em pé. O museu fecha cedo, então, reforço minha recomendação: vá logo pela manhã.

     Depois do museu nós fomos andando até o maravilhoso Bryant Park. Antes, passei numa PAX ali pertinho, comprei umas gordices maravilhosas pra degustar sentadão na grama, sem tênis, só no sossegado, vendo as mulheres bonitas tomando sol. Logo em frente, tem a biblioteca pública de Nova Iorque e na metade do quarteirão seguinte a Grand Central Terminal. Claro, fui a loja da Apple, que já estava quase fechando (fecha às 19Hs) e em seguida fomos ver o pôr do sul no Empire State Building. Inocente que sou, comprei o passe mais caro, que dava direito a subir mais 17 andares, além do passe básico. Como ele é todo fechado e pequeno, você se sente numa lata de sardinha. Se quiser economizar, fique apenas com o pacote básico que tá bom demais. Mas, em viagem, a gente geralmente acha tudo barato e não quer ficar lembrando que economizou e se arrependeu, né? Se tiver que optar entre ele e o Top of the Rock, fique com o segundo. A vista é muito melhor.

     Voltamos pro hotel já era quase 22Hs e só tive forças pra sair pra ir no McDonalds de costume, pegar alguma coisa e ir no Zuccotti Park, aquele parque próximo ao Ground Zero que eu adoro (dá até pra descansar deitadão). Esse foi o único dia que pegamos uma leve chuva em Nova Iorque e voltamos pro hotel todo molhados.

     No sexto dia, fomos ver a exposição Bodies, que era bem pertinho do hotel. Eu já tinha ido ver com a esposa em Las Vegas, mas como meu irmão ainda não tinha visto, acabei indo novamente. Era bem pertinho do nosso hotel e no caminho passei pela Abercrombie & Fitch, GAP (tem umas camisetas muito legais nessa loja) e Guess. Depois da exposição, logo em frente, tem a Yankees Clubhouse Shop. Apesar de não gostar de beisebol, acho as camisas bem bacanas. Pesquisando as araras, você consegue encontrar coisas bacanas na faixa de USD 25, o que é muito mais barato que na loja do estádio. Ao lado, tem uma loja muito legal pra quem curte gadgets, chamada Brookstone. Tem coisinhas bacanas como helicópteros e carrinhos de controlados por iPad/ iPhone. Como estávamos pertinho do hotel, voltamos lá pra deixar algumas sacolas e fomos pro programa principal do domingo: a ponte do Brooklyn.

     Muita gente gosta de alugar bicicleta para atravessar a ponte. Eu preferi ir andando porque a vista é maravilhosa, cheia de lugares bacanas pra tirar foto e a última coisa que eu queria me preocupar era em ficar de olho na bike. Por mais segura que seja a cidade, eu não ficaria tranquilo tendo que ficar com um olho no gato e outro no peixe. Apesar de um pouco cansativo, é um programa maravilhoso! Já tinha ido algumas vezes para NYC, mas foi a primeira vez que fiz esse passeio. Depois da travessia, tem alguns parques na margens do rio, bem próximos dos pilares das pontes, que é super agradável de se ficar relaxando e aproveitando o domingão com uma vista sensacional.

     No final do dia, ainda tivemos pique pra voltar a Time Square, pois eu ainda não tinha feito minhas comprinhas na Toys”R”Us. Nessa loja você pira e quer levar tudo para os filhos. Sai de lá com uma sacola imensa, o que me deixou um pouco com medo de voltar de metrô, mas encarei. Como ainda não estava acostumado com o sistema, eu peguei o trem expresso e não o local. Acabei passando reto pela estação que deveria descer pra ir pro hotel e fui parar lá no Brooklyn, já tarde da noite. Depois de alguns minutos batendo cabeça, consegui achar que trem voltaria para próximo do hotel e resolvi a questão.

     No sétimo dia a gente trocou de hotel de novo, voltando pra midtown, dessa vez na parte leste. Já fizemos o check-out logo cedo, pegamos um taxi e fomos ao The Pod. Deixamos as malas e fomos caminhando a ONU, que era ali pertinho. Novamente, já tinha passado por lá em outros anos, mas nunca tinha entrado. Tem uma revista básica pra entrar, mas nada incomum. Eu acabei ficando só uns 10 minutos por ali e não fiz o tour. Seguimos para uma Dunkin’ Donuts e depois pegamos o bondinho para Roosevelt Island. Não tem muito pra se fazer ali, exceto descansar, com vistas muito bonitas. Como era uma segunda-feira, a ilha estava bem calma e deu pra quase cochilar debaixo de umas árvores.

     Depois de cerca de uma hora em Roosevelt Island, pegamos o bonde de volta e fomos pra Nike Town, uma loja sensacional da marca. É quase tudo muito caro, mas vale a pena ir a loja pra olhar. São vários andares, cheio de produtos dos mais diversos. Passamos novamente pela FAO Schwarz, Sony Store (muito meia boca, mas tem que ir), GAP, NBA Store (animal), Barnes & Noble, Best Buy, Little Italy Pizza, American Icon NYC (gift shop), Flatiron Building, PC Richard & Son (muito abaixo da expectativa), Best Buy (sim, de novo, rs) e fomos ver o por do sol no Top of The Rock (norte e sul). Se você chegar cedo, talvez consiga um bom lugar pra ver a vista sem muito empurra-empurra. Mas o normal é estar bem cheio de gente, ter que ficar numa fila informal pra tirar foto e depois dar lugar pro próximo. A vista é primorosa e igualmente linda, tanto do sul (downtown) como do norte (Central Park). Aliás, ali na Rockfeller Plaza tem a loja temática da NBC, onde você encontra vários produtos sensacionais dos seriados que ela produz, como essa camiseta de House. Tem que ir!

     No oitavo dia, eu precisava voltar no primeiro hotel que tinha ficado pra ver se o Bank of America já tinha enviado um novo cartão pra lá. Então eu dei uma passadinha na Nintendo Store que ficava no caminho. A loja é bem voltada pra crianças. Não achei lá essas coisas, mas como era caminho, aproveitei. Depois fui até Columbus Circus, que era perto do hotel e segui pra Best Buy, onde comprei o MiFi da Clear. Aproveitando que era pertinho, andei um pouco até a Apple Store Broadway, que é muito ampla e belíssima. Se quiser testar algo, ali é uma das melhores, pois não é muito lotado e a loja é gigante.

     Na parte da tarde fomos até o Madame Tussauds, onde dá pra ficar umas 2Hs vendo as estátuas super realistas das celebridades. Em seguida, almoçamos muitíssimo bem no Dallas BBQ, onde você terá que fazer algum esforço pra não deixar nada do prato e sair dali inteiro. Voltei a Old Nay e Macy’s, pra comprar mais uma coisinhas pros familiares e depois hotel. Eu sinceramente não me recordo porque eu fiz tão pouca coisa nesse dia, já que perdi o meu histórico do Wunderlist. Mas pelo que tenho de check-in no Foursquare e fotos no Instagram, foi apenas isso. PS: apesar de ter comido muito no Dallas BBQ, não tivemos problemas de ordem escatológica, rs.

     No nono dia nós pegamos o metrô próximo ao hotel e fomos até Yankee Stadium. Detalhe: trocamos de trem apenas uma vez e paramos de frente ao estádio. Sem complicação alguma. Lá tem uma loja, mas é tudo caro pra caramba. Compramos o ticket pro tour e fomos num McDonalds logo em frente pra comer e esperar pela hora do passeio. Apesar de ser feito apenas em inglês, dá pra entender muito coisa e, mesmo não sendo fã do esporte, conhecer o estádio foi muito legal. Pra voltar pra midtown, também foi super simples de usar o metrô.

     Nesse dia eu fiz uma das maiores cagadas da viagem. Fui numa TJMax, achei malas muito boas por volta de USD 90 e não quis gastar. Acabei comprando uma daquelas de muambeiro por USD 25 na rua. Foi uma baita economia burra, pois a mala não aguentou nada, quebrou rodinha, tive que ir arrastando, rasgou a parte debaixo, etc. Jamais façam esse tipo de economia! Procure uma TJMax, Ross ou similares e compre uma mala decente por USD 90.

     Como vocês puderam ver, apesar deu bater na tecla que roteiro é importante, como a gente tava com muito tempo livre, a gente acabava indo e vindo toda hora dos mesmos locais, cruzava a cidade e tal. Nesse dia voltamos pra midtown, passamos numa Office Depot, GAP, GameStop, Macy’s (de novo), Victoria’s Secret (de novo), Forever 21, com uma paradinha habitual na Pax Wholesome Foods pra comprar gordices e descansar no Bryant Park. Devidamente abastecidos e com fôlego renovado, fomos novamente pra Rockefeller Plaza, onde tem uma loja animal da Lego. Ali também tem lojas carinhas, como da Bose. Depois andamos até o Central Park, Apple Store quinta avenida e voltamos a Time Square pra comer na Sbarro. Ou seja, era o dia todo subindo e descendo, just for fun.

     Depois de dez dia de NYC, fomos até para Washington de Mega Bus. Como eu tava com meu malão de muambeiro, dentro eu soquei duas malas e não tive que pagar excesso. Só é permitida uma bagagem de mão e outra pra despachar no bagageiro. A viagem é meio cansativa e apesar do ônibus ter tomadas e Wi-Fi grátis, é um tanto apertado e faz apenas uma parada rápida pra pegar passageiros já perto de Washington. Ou seja, prepara-se pra 5Hs de viagem, levando comida e bebida.

     Chegamos em DC (Union Station)já perto das 15Hs e eu me xingando muito por ter comprado aquela maldita mala pesada, com rodinhas já quebradas e quase totalmente rasgadas, soltando coisas pelo chão. O povo me olhando como se fosse um mendigo nem foi o pior problema, mas a exaustão de ficar puxando-a pela Union Station até o táxi, isso sim foi um puta problema! Detalhe: era pra gente pegar a fila do táxi comum, o que daria uns USD 25 até o hotel Hyatt, que ficava do outro lado da cidade, próximo ao aeroporto. Porém, como eu estava cansado de carregar a mala, pedi pro meu irmão ir atrás do taxi enquanto eu cuidava das malas. Ae ele me volta com um carinha de terno. Adivinhem? Ele chamou um táxi executivo, que nos custou USD 75. Eu queria matá-lo, mas pra sorte dele, eu estava cansado demais pra isso.

     Como iríamos ficar apenas um dia nesse hotel, minha prioridade era arranjar novas malas. Assim, eu peguei um táxi e fui até um mall ali pertinho. Lá tinha uma Best Buy bem grande, mas eu nem perdi tempo com isso, pois já fui logo na TJ Maxx e comprei duas malas boas, por USD 80 cada. Voltei pro hotel, dei uma geral e quando já tava dando o dia como perdido, pois já era quase 18Hs e estava exausto, “lembrei” que tinha sol até às 21Hs. Pegamos um outro táxi, que nos deixou no Thomas Jefferson Memorial.

     Uma coisa bacana de Washington é que tem muita coisa bacana concentrada num ponto da cidade e dá pra fazer caminhando. Assim, depois do Jefferson Memorial fomos para o Franklin Delano Roosevelt Memorial. Aliás, eu adoro esse local e o trajeto do Jefferson Memorial até ele. A vista do lago é belíssima e ainda o memorial em si é todo cheio de pedras e cascatas artificiais. Não sei se era pela época do ano, mas diferente de outros anos, estava bem vazio. Ou seja, foi perfeito pra dar uma relaxada e descansar.

     Depois de um breve descanso, seguimos o caminho quase que natural, acompanhando o lago e passamos pelo memorial a Martin Luther King. A vista de lá também é muito bonita, tanto com vista pro Jefferson Memorial, com o Monumento a Washington. Porém, notei que as margens do lago estavam bem sujas, com resto de alimentos, latinhas, etc.

     Seguindo em frente, passamos pelo o memorial da Guerra da Korea, que tem paredão um repleto de rostos gravados, tipo jateado em areia. Lá também tem um jardim com estátuas, simulando os soldados no campo de batalha. E, pra refletir, gravado numa pedra “Freedom is not Free“.

     Mais a frente temos o Lincoln Memorial e a estátua mais destruída de todos os tempos pelos filmes de Hollywood. Eu não poderia ter escolhido época pior de visitar DC. Estava praticamente um canteiro de obras e não estava muito bonito, especialmente pra fotos. A Reflection Pool, aquela “piscina” enorme com vista para o Monumento a George Washington e pro Congresso (bem ao fundo), estava praticamente vazia, apenas com um filete de água, rodeada de ferramentas ao lado.

     Em seguida passamos pelo Memorial do Vietnam, onde existe um paredão imenso, gravado com os nomes dos oficiais que morreram na guerra. Ae seguimos pelo Constitution Gardens e paramos no Memorial dos Veteranos da Segunda Guerra Mundial, no lado oposto ao que estávamos, no Lincoln Memorial. Novamente, a vista que seria belíssima, estava ofuscada pelas reformas, mas os memoriais em si são belíssimos.

     Ao cruzar a rua, estávamos na área do Monumento a Washington. Apesar de ser uma quinta-feira, talvez pelas férias, os arredores estavam tomados por dezenas de equipes, todas uniformizadas, jogando beisebol. Paramos um pouco pra assistir, mesmo sem entender nada. Ficamos pasmos com tanta gente jogando e, durante o trajeto até a Casa Branca, mais grupos apareciam, disputando espaço nos gramados.

     A parte sul da Casa Branca (que fica virada pro Monumento) tem os famosos jardins. Dando a volta pelo Departamento de Tesouro, na Pennsylvania Ave, encontramos aquela famosa vista de cartão postal da casa hoje habitada pelo Obama. Ela fica de frente pra Lafayette Square e costuma estar lotado de turistas por ali. Você vai ficar impressionado com a segurança, pois as ruas, assim como acontece em Wall Street, são todas bloqueadas por barreiras pneumáticas, que ficam erguidas e só abaixam quando vai passar por ali um veículo autorizado. Nos arredores, sempre ficam carros da polícia do Serviço Secreto, com vários homens por perto. No topo da Casa Branca, não é incomum a gente ver agentes de armas e binóculos em punho. Na frente da casa em si, geralmente está um marasmo só, sem nenhuma movimentação.

     Como já era bem tarde, a gente deu uma passada rápida numa lojinha de lembrancinhas (White House Gifts) e depois numa CSV, onde nos abastecemos com refrigerantes de 1.2L, geladas, por USD 0.99. Detalhe: eu tinha pago USD 5 em duas latinhas quentes na loja de lembrancinhas. Ou seja, sempre que você ver uma CSV, Walgreens, Duane ou similares, compre suas coisas ali. Eu fiquei procurando um McDonalds onde eu e minha esposa sempre comíamos na volta pro hotel, mas fechou e no lugar abriu uma Fuel Pizza, que por sinal, é muito boa. Depois de encher o bucho, foi só pegar um táxi e voltar pro Hyatt.

     No décimo primeiro dia de viagem, só pra variar um pouco, deixei meu irmão dormindo e sai pra tomar café. Aproveitei e fui até aquela Best Buy que tinha ido no dia anterior, mas como estava sem tempo, nem vi direito. Porém, a maldita abria apenas às 10Hs e eu precisava matar mais de uma hora. Acabei indo a uma Barnes & Noble, onde tinha uma Starbucks. Mexi um pouco nos Nook, comprei umas coisinhas pros meus filhos, como os adesivos de parede do Toy Story e fui tomar café. Infelizmente, não achei meio costumeiro iorgurte com frutas e acabei pedindo aquele café intragável, estilo americano. Eu nunca consigo tomar aquilo. Se está muito quente, fica impossível. De espero esfriar, fica ainda pior. Parece um café coado na cueca usada de alguém.

     Depois de fazer uma horinha até a Best Buy abrir, fui pra lá. Acabei comprando um Kindle Touch 3G (que já vendi, rs), uma case pra ele (idem), um relógio Nike SportWatch (idem), um microfone Samson e uma câmera Sony TX-55 usada. Ela veio sem cartão de memória e sem carregador, mas estava por 50% do preço. A moça do caixa, numa má vontade típica de funcionário da Best Buy, sequer tirou aquelas proteções que envolvem as caixas e na saída, o troço apitou. Mas claro, o funcionário que cuida disso, também pouco se fudendo pro trabalho, fez sinal com a mão que eu poderia ir. Eu dei uma imensa sorte de ter um táxi ali por perto, caso contrário, teria que ligar pra central ou voltar uns 15 a 20 minutos andando.

     Cheguei no hotel e encontrei meu irmão desesperado, pois eu falei pra ele que o check-out era às 11Hs, sendo que eu cheguei às 11:20Hs. Na verdade era só às 12Hs, mas se eu digo isso, ele teria levando às 11:45Hs, rs. Deu um trabalhão pra tirar as proteções que a funcionária da Best Buy devia ter retirado das caixas. Joguei as caixas todas ali, colocando dentro da mala apenas os produtos em si. Desci pro check-out, pegamos um táxi e fomos pro Mayflower Renaissance.

     Apesar do check-in ser apenas mais tarde, a moça já nos arranjou um quarto e subimos pra deixar as malas. Em seguida descemos, passamos numa CSV pra comprar gordices e fomos comer na Farragut Square, junto com os “nativos”. Aliás, em Nova Iorque se vê muita gente comendo nos parques, até espalhados pela grama. Em Washington isso não é muito comum. Uma coisa curiosa que notei, especificamente nesse dia, é que ao redor dessa praça haviam vários caminhões com todos os tipos de comida. As pessoas pegavam e iam se espremer na grama.

     Depois de uma rápida passadinha no HSBC pra sacar mais dinheiro e ir no Bank of America pra depositar (eram pertinhos), passamos novamente pela Casa Branca (era caminho) e seguimos pela Pennsylvania Ave. Nos deparamos com um protesto de chineses contra sei lá o que, mas ignoramos e entramos no Old Post Office Pavilion, um local que era uma agência de correios e foi toda restaurada. Esse local é bem bacana porque tem umas lojinhas de lembrancinhas, várias opções de comida e o principal: uma vista muito legal de Washington. Apesar do prédio não ser dos mais altas, dá pra tirar fotos legais. Ah, como de costume, tem uma pequena revista na hora de entrar. Não se assustem, ok?

     Seguindo pela avenida que leva da Casa Branca até o Congresso, paramos na frente do J Edgar Hoover FBI Building pra algumas fotos. Em 2010 eu tentei entrar pra tirar fotos e, evidentemente, o guarda mandou eu passear em outro lugar. Dessa vez eu queria entrar e chamar pela agente Olivia Dunham, mas achei melhor não. Assim, seguimos reto, passando pelo Newseum (não entramos) um museu com a história do jornalismo.

     Um lugar bem legal de ir, especialmente em dias quentes, é o Jardim Botânico, que fica ao lado do Congresso. Dá pra ficar, pelo menos, 1H ali, andando pelas plantas de várias regiões do mundo. É extremamente agradável e relaxante. Eu parava pra sentir o cheiro de quase tudo :)

     Saindo dali, passamos em frente do Congresso, também com várias coisas em reformas e seguimos até a Suprema Corte (também em reforma). Não chegamos a entrar na Biblioteca do Congresso, porque em 2010 eu já tinha ido e não vi nada demais. Assim, só tiramos algumas fotos diante desses locais e seguimos para uma das melhores atrações de DC: o National Air and Space Museum.

     Nessa hora eu me toquei que cometi outro tremendo erro na logística. Como os museus fecham cedo, por volta das 17Hs, é mais interessante ir pra lá na parte da manhã e, quando eles fecham, fazer os monumentos, pois como escurecia tarde, não teria problema. Porém, como era caminho do hotel mesmo e não queria pegar táxi, acabamos cometendo esse erro.

     Esse museu é enorme e, mesmo que você passe por tudo muito rapidamente, vai precisar de umas 3Hs a 4Hs pra dar uma olhada geral em tudo. Como eu sou meio bobo alegre, ficava parado de coisas que já foram pro espaço e ficava encantando pensando: “esse pedaço de metal é muito foda!”. Outra coisa: lá tem vários filmes em “4D” em iMax. Ou seja, além da tela gigante, ainda tem todo aquele esquema de soltar cheiros, água, cadeira vibrar, etc. Alguns são apenas 10 minutos, mas tem outros de 15, 20 minutos. Eu recomendo que você veja no site tudo que tem, programa-se, mas vá pra lá logo cedo.

     Apesar de termos saído cedo do museu (praticamente expulsos pelo horário), passamos caminhando pelo gramado (também todo em reformas) indo sentindo Monumento a Washington, Casa Branca e paramos na CSV próxima ao hotel, pra comprar umas besteiras. Apesar de termos ficado num hotel, digamos, bem chique, nos dois dias que ficamos lá, iria faltar água a noite. Ou seja, a gente precisa voltar cedo pra tomar banho, pois se voltássemos muito tarde, não teria como. Assim, tomamos banho, descansamos e fomos atrás de um McDonalds (pra variar). Como o Google adora me trollar, ele me mandou no McDonalds mais boca quente de Washington, com “tipos” muito estranhos e achamos que sairia uma briga de gangues ali a qualquer momento. Comemos rapidinho e voltamos pro hotel.

     No décimo segundo dia eu tinha planejado fazer um passeio de Segway. Existem umas 5 empresas que fazem esses tours por Washington, com diferentes roteiros, horários e preços. Porém, como íamos encontrar uma amiga que está morando nos Estados Unidos, decidi que faria isso no final do dia. Assim, na parte da manhã nós apenas andamos pela cidade, fora dos lugares mais turísticos (que já tínhamos ido) e começamos a entrar em lojas de presentes (onde comprei mais coisa pros filhos), Victoria’s Secret (mais coisa pras tias, irmã, mãe, esposa, etc.), H&M, Radio Shack, etc.

     Por volta do horário combinado com essa minha amiga, fomos fazer hora em frente ao Museu do Espião, onde a gente iria. Fomos até a lojinha do museu, onde dá vontade de comprar tudo e mais um pouco. Como o trem da amiga acabou atrasando, fomos dar uma volta ali na região e esbarramos com o National Museum of Crime & Punishment. Meu irmão, que quase não gosta disso, quis entrar. Esse museu é bem bacana e se revelou até mais legal que o do programa original (Spy Museum). Fora que a loja de lembrancinhas deles também é bem bacana.

     Nessa mesma região tem o Madame Tussaud’s, mas já tínhamos ido em Nova Iorque e em 2010 eu também já tinha ido nesse de Washington, decidimos passar. Depois de irmos aos dois museus, fomos conhecer o metrô de Washington, que aliás, é mais simples e tem mais capilaridade que o de NYC. Fomos pra região de Georgetown, ficamos várias horas de papo pro ar numa TGI Fridays, fechando a noite atrás de uma CSV pra comprar café e sorvete.

     No décimo terceiro dia, novamente, deixei o boa vida do meu irmão descansando e sai pra tomar café e aproveitar o restinho de manhã em DC. Passei em frente a Casa Branca e como era muito cedo, não tinha turista algum ali. Como de costume, tinham os agentes da polícia, mas tudo muito mais calmo do que de costume, o que rendeu boas fotas. Ao voltar ao hotel, fizemos check-out, pegamos um taxi e fomos pra Union Square, onde pegamos o Mega Bus de volta a NYC. Como eu já narrei no outro post, tive que pagar USD 60 de excesso de bagagem, pois como comprei duas novas malas e só podia uma, me lasquei. Dessa vez, já sabendo que ele não para, comprei comes e bebes.

     Chegando em NYC, o congestionamento pra entrar na cidade é algo insano. Jamais que eu quero fazer isso de carro, como me sugeriram. Chegamos por volta das 14Hs em Gotham City (ops, NYC), pegamos um táxi e fomos pro Radisson Lexington, onde passaríamos mais uma noite até retornar ao Brasil no dia seguinte.

     Fizemos check-in no hotel, deixamos as malas e já saímos em seguida para aproveitar os últimos momentos na cidade. Indo pra Time Square, passamos pela NHL Store, uma loja bem legal (e cara). Vale a visita, nem que seja pra conhecer. Em seguida, mudamos os planos de comermos novamente no Dallas BBQ pra repetir o TGI Fridays da noite passada. Havíamos sido muito bem atendidos lá, além do valor ter sido bem em conta. Porém, descobrimos que em NYC o serviço é pior e, os mesmos pratos, são mais caros.

     Como eu havia lido que o Nexus 7, o tablet do Google, havia sido lançado e algumas lojas da GameStop estavam com o aparelho em estoque, eu corri pra uma loja. Porém, pelo que o cara me disse, apenas quem fez a pré-venda estava recebendo. Até os próprios funcionários estavam atrás do brinquedo, sem sucesso. Aproveitando que estava na região, comprei novas gordices na Pax Wholesome Foods e fui pra minha última ida ao Bryant Park nesse viagem. Depois de alguns minutos descansando, passei numa Radio Shack, onde comprei um cartão de memória microSD e um carregador universal pra minha câmera TX-55, comprada em Washington. Depois, fomos novamente a Grand Central Terminal, bem ao lado e me despedi da Apple Store de lá. Não satisfeito, como a Apple Store SoHo havia sido reinaugurada, voltando pro local original, peguei o metrô e fui pra lá, mesmo já próximo da hora de fechar. Como a estação que sai era um pouco longe, peguei mais um táxi, até finalmente chegar. Comprei um pendrive de 32GB, todo estiloso e ainda deu tempo de passar numa Best Buy ali perto. Aliás, essa é uma das melhores lojas, bem grandes, com produtos bem variados.

     Antes de finalmente voltarmos ao hotel, demos uma passadinha na Washington Square Park, onde estava tendo uma apresentação de capoeira com grupos brasileiros. Pra quem nunca viu, dá um Google ae e você vai reconhecer o arco dessa praça em várias cenas de filmes e seriados. Já cansados e com o passe semanal do metrô expirado, decidimos voltar de táxi ao hotel.

     No décimo quarto e último de viagem, acordamos cedo e fomos novamente no Ameritania, ver se o Bank of America tinha finalmente entregue meu cartão por lá. Aproveitei que estava perto e voltei a Best Buy de Columbus Circus, onde novamente tive que esperar uns minutos até ela abrir (10H). Acabei devolvendo a Sony TX-55 e comprei uma Nikon S9300. Aliás, não teve problema algum em devolver e fazer a troca. O problema dessas Best Buy é que o atendimento, no geral, é bem ruim.

     Saindo da Best Buy fui a outra Radio Shack, onde também fiz um return, dessa vez do carregador universal que eu tinha comprado no dia anterior e não tinha dado certo na TX-55, que eu devolvi sem sequer testar. Acabei pegando uma capinha pra nova câmera e o restante foi devolvido no cartão de crédito. Aliás, incrível como isso funciona bem nos Estados Unidos. Não quer mais? Não gostou? Se arrependeu? Vai no loja, te devolvem tudo na hora, basta levar o produto e a notinha. Igualzinho aqui no Brasil #NOT

     Como estávamos na região próximo ao Central Park, aproveitamos pra nos despedirmos. Demos uma zanzada por lá e fomos ao Zoo. Aliás, é legal, mas não espere encontrar todos aqueles animais do filme, pois eles não estarão ali, rs. Por fim, passei novamente na Apple Store e prometi voltar o quanto antes :)

     Bom pessoal, posso considerar a promessa paga? Eu comecei a escrever esse post logo cedo, parei apenas 20 minutos pra almoçar e estou publicando às 17Hs! Ele ficou gigantesco, ainda não tem todos os links, fotos e referências que eu quero, mas me consumiu um dia de trabalho. Nos próximos dias eu vou complementá-lo, pra deixar do jeito que eu quero, mas estou dando a promessa como paga. Espero que quem for a Nova Iorque e Washington aproveite bastante as dicas e compartilhe novas.

     Update 05/08/2012 12:25H => É bom conseguir pagar as promessas que fazemos, né? Depois de mais 5Hs de trabalho, conseguir colocar os links das fotos no texto, conforme havia dito anteriormente. Agora, falta eu fazer um resumo e um roteiro perfeito, o mais otimizado possível, pra quem for ficar poucos dias.

Leave a Reply

preload preload preload