jun15

     No começo de abril eu escrevi aqui no blog sobre minha preocupação com relação a meus dados cadastrais em sites e serviços online. Parece que eu estava com o modo Mãe Dinah ligado e de lá pra cá, vários casos de invasões ocorreram. O que mais assusta é que não são empresas pequenas e sim, potências da área de tecnologia e até governos.

     O caso da Sony foi o mais emblemático. No dia 3 de maio, a empresa japonesa reconheceu que sua rede foi invadida e comprometeu o cadastro de mais de 20 milhões de clientes ao redor do mundo. Nos dias que se seguiram os hackers levaram a empresa ao inferno corporativo e invadiram outros sites ligados a empresa ao redor do mundo. A empresa virou motivo de piada mundial e abalou seriamente a confiança de seus clientes.

     Nas últimas semanas, não passa um único dia sem que vejamos um caso de invasão na mídia. Até a poderosa Lockheed Martin, empresa responsável por boa parte de equipamentos bélicos utilizados pelos Estados Unidos, também teve sua rede atacada. Ainda ligado ao governo americano, o site do senado sofreu o problema por duas vezes! Nem a CIA escapou e teve o site retirado do ar.

     Outro caso que chamou a atenção recentemente foi o FMI. Esse foi ainda pior porque a ação foi mais de engenharia social do que um ataque em sim. Funcionários do banco teriam recebido um email com o vírus e deixaram-se iludir, rodando o arquivo e comprometendo a rede. Ainda em bancos, o Citibank comprometeu os dados de mais de 200mil clientes e o que mais chamou a atenção: de maneira incrivelmente fácil!

     Há alguns anos eu uso a tecnologia do Google nos emails da minha empresa. Apesar de domínios próprios, estão todos lá como se fosse um Gmail. Recentemente, depois de muito relutar, coloquei alguns documentos menos sensíveis no Google Docs. Dropbox, uso apenas para arquivos públicos, nada pessoal. No MobileMe, coloco apenas algumas fotos que não teriam problemas em serem compartilhadas. Apesar de desconfiado, tento usar esses serviços aos poucos e confesso que não me sinto seguro. Infelizmente, os casos recentes de invasões e vazamentos de dados só contribuem para a minha paranóia.

     Apesar de muita gente não ter dado a devida importância ao caso, o tal “Locationgate”, que a princípio afetou apenas os iPhones, mas depois outros fabricantes também revelaram o mesmo problema, está na mira do senado americano, que pede explicações as empresas e quer dar maior proteção aos usuários.

     Segundo uma pesquisa da Trend Micro, mais de 40% das empresas que fazem uso da infra-estrutura na núvem, já tiveram problemas com segurança. Sem dúvida, é número alto e assustador! Justamente por isso, investidores estão apostando algo que o setor deve crescer muito. Nós, meros e indefesos clientes, rezamos para que sim, pois não somos nenhum governo americano pra sair por ae tacando bomba em quem acessa nossos dados de maneira não autorizada.

     Update 16/06/2011 01:23h => A cara de pau é tanta, que grupos hackers pedem ajuda aos usuários, pedindo para que eles informem que empresas eles querem que seja invadida. É muito, né?

     Update 16/06/2011 02:44h => Segundo notícia na Folha, 10 estados norte-americanos tem a legislação muito fraca, o que favorece crimes virtuais e coloca os Estados Unidos como um dos principais países procurados pelos hackers.

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