jul 28

     Quem me acompanha pelo Twitter já deve estar farto dos meus relatos contra a Vivo, mas como acredito que posso ajudar outras pessoas com o mesmo problema, farei esse post a respeito. Quem estiver na mesma situação, por favor use o espaço dedicado a comentários para narrar o seu caso.

     Mesmo que os SMS usem pouquíssimos recursos das operadoras, elas ainda os vendem a peso de ouro. Se compararmos a outros países do mundo, o valor cobrado aqui é ridículo. Na ânsia de lucrar o máximo possível, as operadoras procuram enviar alertas SMS de madrugada, quando existe ociosidade da sua rede. Se isso atrapalha o cliente, pouco importa, o foco deles é lucrar o máximo que der.

     Há meses eu reclamo na Vivo e na Anatel sobre esse problema. A operadora insiste em me enviar SMS de madrugada, mesmo eu abrindo vários chamados na agência reguladora. Toda vez é a mesma historinha: eles falam pra Anatel que vão incluir meus números numa lista para não receber os tais SMS, dão baixa no chamado, mas não resolvem. Passam alguns dias e lá estão eles enviando o SMS novamente.

     Como eu administro servidores, eu tenho scripts que fazem o monitoramento de toda a base instalada e usam SMS para me alertar sobre problemas. É raro acontecer algum problema, mas quando acontece, eu tenho que entrar em ação imediatamente, ligando pro IDC onde o servidor em questão está hospedado e me desdobrando para no dia seguinte, o servidor estar disponível pro uso do cliente. Assim, eu não posso me dar ao luxo de desligar celular. Ele fica ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana.

     A impressão que eu tenho é que a operadora está fazendo pouco caso e não tomando providência alguma. Aliás, essa foi a mesma impressão de um advogado gaúcho que entrou com uma ação contra a Vivo, pois tinha exatamente o mesmo problema. Ele pedia uma providência, a operadora dizia que resolveu e os SMS continuavam. O juiz deu ganho de caso a ele, condenando a Vivo a pagar R$ 5.100,00 de indenização.

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nov 24

     Ontem eu fiz um post comentando sobre a situação ‘braba’ da ‘banda-larga móvel’ (se é que podemos chamá-la assim). Citei alguns artigos bem interessantes da Folha e no final, sugeri que cada consumidor não engula o sapo e que abra reclamação na Anatel a cada ocorrência. Ae, um leitor começou uma discussão (civilizada e colaborativa) acerca de Anatel, Procom, Ministério Público, etc. Como não sou advogado, aproveitei que tem uma integrante do Ministério Público nos meus contatos do Twitter e passei a dúvida a ela. Coloco abaixo um trecho do que ela me esclareceu:

     Na minha opinião, uma reclamação direto no MP pelo consumidor será de pronto arquivada, por não terem sido esgotados os meios administrativos. Os órgãos específicos já mandam os dados de forma que possa ser tomada alguma providência. O MP não tem estrutura para investigar e resolver o problema de cada consumidor, individualmente, pois seriam necessários servidores designados só para isso e a demanda de trabalho já é muito grande.

     Conforme o que eu já imaginava, por experiências anteriores, infelizmente o caminho para reclamação é tortuoso. Primeiro, você deve tentar resolver diretamente com seu fornecedor, no caso, a operadora. Ela vai te gerar um protocolo e fazer aquele enorme esforço, que todos nós conhecemos, pra resolver. Caso ela não resolva, ae você parte pro próximo nível: Anatel. Se ainda não estiver satisfeito, vá ao Procom, que irá notificar a operadora, tentando conseguir um TAC (Termo de Ajuste de Conduta). Caso a operadora não se manifeste (o que não é incomum), ae você pode tentar reunir mais pessoas com o mesmo problema e que já passaram por esses órgãos, sem sucesso e apelarem ao MP.

     Eu bem sei a situação atual no setor de Telecom no país e isso é desanimador. Porém, tenho convicção de que, se cada consumidor fosse tão chato quanto eu e reclamasse sempre que o problema acontece, as metas das operadoras seriam tão prejudicadas, que alguma atitude seria mudada. Vejamos por exemplo o caso da Telefônica, que ficou praticamente 2 meses sem autorização para vender Speedy e acabou perdendo a liderança no setor de banda-larga para a Net.

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nov 23

     Recentemente comentei por aqui que tive que cancelar os planos da TIM e VIVO por um da CLARO. Isso porque a TIM ainda trabalha com tecnologia GPRS por aqui e a VIVO com EDGE. A CLARO é a única com cobertura 3G em minha cidade. Mas eu realmente estou tendo uma banda-larga móvel?

     Depois de alguns dias usando o serviço 3G da CLARO e realizando medições a cada 30 minutos, posso afirmar com certeza que isso não é banda-larga, nem aqui, nem na China. O meu plano contratado é de 1Mbp/s e mesmo que a operadora só garanta em contrato (ilegal por sinal) 10%, o que seriam 100kbp/s, essa velocidade raramente é entregue, especialmente em horário comercial. O padrão da operadora é entregar algo em torno de 50kbp/s, ou seja, menos de 5% do contratado. É como se você comprasse 1Kg de arroz e descobrisse que estão lhe entregando apenas 50 gramas.

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jul 03

     Sabe aquela cláusula contratual que “proíbe” que você mude de operadora dentro da vigência do contrato, lhe impondo uma multa de doer no bolso? Segundo o Ministério Público Federal, ela só pode ser cobrada quando o prestador de do serviço mantém a qualidade do serviço, o que, pelo entendimento do MPF, a Telefônica não o fez. Sendo assim, a empresa não teria direito a cobrar a multa. Muito boazinha, a empresa acatou a decisão, que começa a valer na próxima segunda-feira e valerá por 90 dias.

     A situação da Telefônica é tão grave e parece até que chutaram macumba. Mas na verdade isso é reflexo da falta de investimentos e do alto grau de tercerização dos serviços, pelo visto, sem muito critério técnico, apenas fechando contratos pelo menor preço. Nem comentei nada porque nossos leitores já estão cheios de tanta notícia sobre a empresa, mas ontem, novamente, o Speedy deixou muita gente na mão.

     No próximo dia 7 deve ocorrer uma audiência pública em Brasília, onde estão presentes o presidente da Telefônica, o diretor-executivo do Procom-SP e representantes da Anatel.

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