Tem quase 3 anos que eu comecei a fitar com o Android, pois me sentia entediado e limitado no ambiente móvel da Apple. A brincadeira começou com o HTC Magic, que era um smartphone bem limitado em termos de hardware, mas custava o que eu estava disposto a investir na época. Poucas semanas depois comprei um Nexus One, que tinham especificações bem melhores e me propiciou uma experiência de uso melhor no mundo do robô verde. Meses depois troquei por um melhor e não parei mais. Geralmente troco de aparelho a cada 3 meses. E isso é uma das coisas que gosto no Android. Não preciso esperar o ciclo de um ano da Apple com o iPhone. E pior: às vezes passa-se esse ciclo e a empresa não apresenta evoluções que eu considere interessante e já sei que só vai sair um novo daqui 12 meses e ninguém me garante que vou gostar do que vão me apresentar. Tudo parece muito lento e arrastado.
Apesar de não gostar do posicionamento da Apple e me sentir muito atraído pelo Android, não foi fácil mudar de vez para o sistema do robô. Grande parte dos apps que eu usava do iPad e iPhone não estavam disponíveis na Google Play e as alternativas eram bem fracas, ficando bem abaixo das minhas expectativas. Em paralelo, o Android ainda era muito feio, confuso e instável nas versões 2.X e 3. Porém, com a introdução do Android 4, o sistema deu um grande passo, tanto em termos estéticos, como em segurança, estabilidade, fluidez, etc. Nesse intervalo, muitos desenvolvedores perceberam que não poderiam ignorar um sistema que crescia tanto quanto o Android e começaram a soltar seus apps também para a plataforma do Google. Hoje é bem comum sair update de um app no mesmo dia na App Store da Apple e na Google Play. Não existe mais tanta diferença entre eles.
Não tenho dúvidas que é bem mais fácil migrar para o Android hoje do que há alguns anos. Porém, tudo vai depender do que cada usuário procura. Diariamente eu recebo a mesma pergunta no Twitter: “GG, tô se saco cheio do iPhone. O que você acha deu comprar um Android?”. E evidente que não dá pra argumentar muito sobre um tema tão complexo em 140 caracteres. Essa migração pode ser perfeita e indolor para alguns, mas bem traumática e frustrada para outros. Conheço pessoas que migraram e dizem que não sentem a menor falta do iPhone, como também conheço quem comprou um Android, tentou algumas semanas e voltou pro iPhone. Geralmente o problema mais comum é que a pessoa trocou um iPhone 5 de R$ 2.499,00 por um Android de R$ 499,00. Ae não dá mesmo pra ser justo na comparação e experiência. Eu entendo que existe o medo de gastar uma pequena fortuna num aparelho e não se acostumar. Mas é preciso ter bom senso. Por outro lado, também tem casos que a pessoa comprou um Galaxy S3/ S4/ Note 2 e não se acostumou, mesmo tendo optado por um aparelho top.
Ontem a noite eu publiquei uma foto no Instagram, onde tinha meu iMac, o iPad e o iPhone juntos. E comentei que só consegui tornar o Android minha plataforma móvel principal porque tem meses que só uso os gadgets da Apple durante o dia, quando estou no escritório, de forma bem esporádica. Na rua ou fora do expediente, uso prioritariamente meu Galaxy Note 2 e o Nexus 7. Fiz isso porque, se você sente que precisa mudar algo, mas que é um hábito antigo, se você não tomar uma atitude como essa, a chance de nada mudar é grande. O ser humano não costuma gostar de mudanças. Ele gosta da zona de conforto. Mudança exige esforço, comprometimento, dedicação e paciência. Assim, se você vive reclamando que a Apple não inova, mas não dá uma chance real de conhecer o que tem disponível por ae, vai continuar “preso” a plataforma que tanto xinga.
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