Logo após o furor do anúncio do novo iPhone 3G(S) durante a WWDC desse ano, muitos ficaram com a dúvida se deveriam trocar seus aparelhos antigos pelo novo. Pouco tempo depois, era quase consenso que seria inviável, principalmente diante da atitude de extreme ganância por parte da AT&T, em cobrar preços “abusivos” de sua base atual de assinantes para o upgrade.
A grande verdade é que a Apple e a AT&T foram pegas de surpresa pelo anúncio do Palm Pré, antes da WWDC. Dessa forma, eles tiveram que correr para anunciar o novo iPhone durante o keynote para desenvolvedores, mas ainda não estavam com o aparelho disponível para vendas, fato que ocorreu apenas 10 dias depois.
Nesse meio tempo, não me pergunte como, alguns sites conseguiram por as mãos no aparelho (antes mesmo do seu lançamento, inclusive um nacional) e fizeram muitos reviews, comprovando o que a Apple já tinha dito: o novo aparelho é realmente muito mais rápido, com 50% a mais de performance de CPU (600Mhz) e o dobro de memória (256Mb), o que certamente estimulou os indecisos a fazerem o upgrade desse final de semana, onde o iPhone atingiu a marca de 1 milhão de unidades vendidas, segundo comunicado assinado por Steve Jobs.
Um fato curioso é que a primeira versão do iPhone (Classic) demorou mais de 2 meses (74 dias) para atingir a marca de 1 milhão de unidades vendidas. Essa mesma marca, foi atingida pela versão 3G, em julho passado, também durante o final de semana de lançamento, o que reforça o fato de que o telefone da Apple, apesar de todos os pesares, ainda tem um apelo imenso.
Ainda falando sobre curiosidades, diante de um questionamento com 256 pessoas, 56% das pessoas que compraram o iPhone 3G(S) já tinham a versão 3G e estavam fazendo upgrade. Esse número, ano passado, era de 38%, ou seja, mais pessoas se sentiram estimulados a trocar o iPhone 3G pelo 3G(S), do que o Classic pelo 3G.
Essa mesma pesquisa indicou que do público que estava comprando seu primeiro telefone da Apple, 12% vinham da plataforma Blackberry, da Canadense RIM, enquanto esse número era de apenas 6% no ano passado, ou seja, dobraram o número de pessoas que julgam o iPhone amadurecido o bastante para competir com o público da RIM.