nov 12

Um juiz que deveria ser exemplo aos seus pares

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 12/11/2014 às 14:24h

     Apesar do foco principal do blog ser tecnologia, nunca me furtei o direito de abordar outros assuntos que acho relevantes aos leitores. Quem me conhece sabe que sou um daqueles “clientes chatos” que sempre exigem seus direitos e incentivo que leitores, amigos e até desconhecidos sigam por esse caminho, mesmo sabendo que muitos magistrados vivam numa realidade muito distante do nosso e nem sempre são sensíveis ao que a população pede.

     Recentemente vimos o absurdo caso de uma agente de trânsito que, no cumprimento do seu dever, multou um juiz que estava sem documentos e sem placas no veículo, mas foi processada por ele. O caso ganhou repercussão nacional e vimos que não foi um algo isolado, pois o mesmo juiz cometeu o mesmo erro outras vezes, além de estar envolvido em outras denúncias quando era titular do juizado de Búzios.

     Outra notícia que tivemos que engolir a seco recentemente foi o fato dos juízes, que já tem um salário bem expressivo (em torno de R$ 20.000) serem contemplados com um auxílio moradia de R$ 4.300, quando muitos brasileiros tem que viver com um salário mínimo de menos de R$ 800 e rebolar pra dar conta do aluguel, saúde, alimentação, educação, vestuário, lazer e todo o resto.

     No começo de outubro eu citei aqui no blog o Dr. Gil Messias Fleming como sendo um exemplo de juiz. Hoje, vou falar do Dr. Fernando Antônio de Lima, um jovem juiz do Juizado Especil Cível, Criminal e da Fazenda Pública que atualmente está em Jales/ SP, minha cidade natal.

     Talvez você não lembre dele, mas vai lembrar de uma de suas decisões, quando ele foi o único juiz (que tenho conhecimento), a ter culhões de condenar a TIM a uma multa de R$ 5 milhões quando a mesma foi pega derrubando propositalmente as ligações dos clientes do plano Infinity. Mas essa não foi a única decisão que chama a atenção na carreira dele. Como meus pais ainda moram em Jales, eles sempre me contam como o juiz é adorado e respeitado pela população.

     Eu sou defensor da tese que a empresas só mudam de postura quando são ameaçadas financeiramente. Ou seja, se uma postura traz malefício ao consumidor, mas lucro a empresa, foda-se o consumidor. E, infelizmente, a grande maioria dos juízes brasileiros, entende que uma multa de R$ 5.000 numa multinacional que fatura bilhões, é o suficiente como punição. Ora, só sendo muito ingênuo para crer que uma Telefonica vai passar a respeitar o consumidor porque foi multada num valor tão inexpressivo.

     Assim como o Dr. Gil Messias, o Dr. Fernando também é defensor da mesma linha de pensamento que eu. Pra eles, o consumidor deve ser respeitado e a melhor forma de mudar esse cenário é fazendo o bolso das empresas pesarem.

     Eu sempre digo que não adianta apenas reclamar nas redes sociais e ficar por isso mesmo. Fiz até um post explicando como fazer para reclamar da maneira certa. Em resumo: tente diretamente com a empresa, depois nas agências regulatórias (se for o caso), Procon e, ae sim, caso nada disso resolva, procure o judiciário. Claro que você vai perder mais tempo, mas é o caminho correto.

     Recentemente um consumidor comprou um produto numa loja e o mesmo apresentou problema. Ele fez tudo isso que eu recomendo e nada resolveu. Ao recorrer ao Juizado Especial Civil (JEC), o Dr. Fernando arbitrou em R$ 10.000 a multa, já que ficou claro o pouco caso da empresa em resolver a questão, mesmo tendo sido procurada por diversas vezes.

     O Brasil também é bem conhecido pelas tais “leis que não pegam”. Ou seja, é lei, mas ninguém cumpre. Talvez uma das mais famosas seja a que determina o tempo máximo que o consumidor pode ficar aguardando na fila do banco. Em outra decisão do Dr. Fernando, ele condenou a CEF por ter deixado um cliente aguardando por mais de 3 horas na fila. E sabe aqueles engraçadinhos que insistem em andar com som alto no carro ou empinando motos? Pois bem, lá em Jales, eles perdem o veículo se forem pegos nessa atitude.

     Por fim, numa palestra emocionando que o Dr. Fernando deu na OAB, ficou bem claro o tipo de pessoa que ele é. Com certeza, um exemplo a ser seguido pelos seus pares, que se acham numa categoria de cidadão acima dos demais.

     Update 12/11/2014 15:40h => Achei outra decisão interessante. Dessa vez, contra o Facebook, obrigando-as a remover comentários de baixo calão numa página, onde os usuários não pensaram duas vezes antes de baixar o nível nos comentários.

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jun 17

Por que diabos os bancos adoram o Java?

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 17/06/2013 às 10:59h

     Se tem uma coisa que eu não consigo entender é porque um segmento tão rentável quanto o dos bancos insiste em uma tecnologia tão antiquada e problemática quanto o Java. Assim como o Flash, essa desgraça já devia ter sido banida há anos, mas quase todos os meses (ou quando sai um update), milhões de pessoas #XingamMuitoNoTwitter pois perderam acesso a seu Internet Banking. Imaginem a quantidade de horas perdidas por todas essas pessoas para arrumar o problema, bem como o dos funcionários do setor de tecnologia de empresas (e dos próprios bancos). Sério, se algum órgão de pesquisas por isso no papel, deve dar alguns bilhões por ano.

     Toda empresa foi criada para dar lucro. Pode até ter responsabilidade social, ambiental e tudo o mais, mas empresa que não dá lucro, fecha. E bancos, acima de tudo, são assim, especialmente porque são empresas que tem lucro trabalhando diretamente com dinheiro e não com produtos ou serviços de qualidade. Eles tomam seu dinheiro te pagando uma merreca e emprestam pra uma pessoa que precisa do dinheiro, cobrando uma “pequena taxa” por isso. Claramente você sabe que isso é brincadeira, né? Os bancos são as empresas que sempre encabeçam os maiores lucros do Brasil. E, “curiosamente”, também a lista do Procon de empresas mais reclamadas.

     Eu sei que a missão de toda empresa é ter lucro e acho isso justo. Nenhum empresário vai investir algo sem ter retorno financeiro, uma compensação por seus esforços e riscos. Porém, os bancos são o tipo de organização mais filha da puta que existe, pois todos os dias, milhares de empregados ficam pensando em como maximizar o retorno, com o mínimo de investimento. E é por isso que eles usam Java.

     O Java é uma tecnologia que nasceu com a promessa de reduzir os custos com tecnologia, pois você escreve o código uma única vez e ele vai rodar em tudo que é plataforma que tenha uma máquina virtual Java instalada, seja um PC, OSX, Linux, Android, etc. Em tese, é lindo, mas na prática a gente sabe que isso não é bem verdade. Basta sair um update do próprio Java, do seu sistema operacional ou do sistema do banco e pumba: milhões de pessoas perdem o acesso.

     Quanto custaria para uma empresa gigante como Banco Itaú, Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil fazer um sistema baseado em tecnologias mais novas e fáceis, como HTML5? Pelo faturamento (e lucro) deles, daria perfeitamente pra fazer isso. Seria algo muito bem vindo para seus clientes e pra eles próprios, pois melhorariam a experiência de uso e reduziriam drasticamente os funcionários necessários no suporte. Por que eles não fazem isso? Provavelmente estão fazendo como as operadoras de telefonia, que querem tirar o máximo no que já foi investido, antes de partir pra uma tecnologia melhor, que necessita de um novo investimento. Enquanto isso, os usuários que se explodam.

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out 30

CEF: Oooops

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 30/10/2008 às 23:49h

     Oooops.. Parece que o ATM da Caixa Econômica Federal (CEF) não executou os scripts que deveria para carregar a aplicação…

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