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O e-sim no Brasil é o retorno do celular CDMA?

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/01/2020 às 17:12h

     Ano passado eu aproveitei uma viagem até a capital de São Paulo pra ir até uma loja própria da Claro e fazer a migração do meu chip físico para o e-sim. Dessa forma, fiquei com duas linhas em meu iPhone XR, sendo uma da Claro (via e-sim) e outra da Vivo (pelo chip convencional).

     Recentemente eu troquei meu aparelho por um iPhone 11 e, ao tentar usar o mesmo QR code do cartão da Claro, houve falha na ativação. Tentei fazer o mesmo no iPhone XR, pra não ficar sem a linha e também não ativava. Ou seja, diferente do que o funcionário havia me falado, o código é descartável e não pode ser reutilizável.

     Ao ligar pra Claro pra tentar resolver a situação, cada hora me falavam uma coisa diferente. Assim, achei melhor ir até a loja deles na cidade e falar pessoalmente. Infelizmente, pro meu desgosto, me falaram que esse tipo de situação só poderia ser resolvido numa loja própria e por aqui (bem como na região) temos apenas autorizadas/ credenciadas.

     Depois de mil ligações pra Claro, interações via redes sociais, reclamação na Anatel, Consumidor.gov.br, etc. acabei desistindo do e-sim e indo até a loja na cidade pra comprar um chip convencional e resgatar a minha linha, pois não poderia ficar mais dias sem ela, uma vez que boa parte das autenticações via SMS chegam nela. Pra minha surpresa, me disseram que, por estar no plano Claro Flex, não teriam com me ajudar. Novamente, me indicaram a ir numa loja própria.

     Novamente em contato com a Claro, me falaram pra voltar na loja e comprar um “chip virgem”. Foi o que eu fiz e, novamente, me disseram que eles não vendem isso. Que eu teria que ir numa loja própria. A essa altura você já sabe pra que serve uma loja credenciada, né? Pra te mandar ir numa loja própria.

     Quando eu já tava quase jogando a toalha, lembrei que tem um chat dentro do app do Claro Flex e tentei pedir ajuda por ali. Fui instruído a comprar um chip pré convencional, desses que vendem em banca mesmo. Pensei que não deveria ativá-lo, pois uma vez que ele pegasse um número, seria impossível resgatar o meu. Mas segundo a atendente do chat, deveria ativar e só depois solicitar a mudança no chat. E, pela primeira vez, uma atendente sabia o que dizia e tudo funcionou. Finalmente tinha minha linha de volta.

     Muitas operadoras gringas fizeram a implementação do e-sim de maneira muito suave. Algumas até integradas ao próprio iOS. Outras, bastando baixar o app da operadora, fazer o cadastro, pagar e pronto. Infelizmente, no Brasil, talvez pela enorme quantidade de golpes (como o sim swap), as operadoras operaram por deixar tudo extremamente burocrático. E pior: não deram o treinamento adequado aos funcionários, então muitos não sabem do que estão falando, como o que me disse que eu poderia ativar novamente pelo QR code ou os que me mandaram comprar “chip virgem”, etc.

     Muitos leitores me passaram relatos que quase todas as operadoras não vendem e-sim em planos pré, como o Tim Beta, Vivo Easy e afins. Eles dificultam ao máximo. E, quando se reclama via Anatel e outros, acabam sendo orientados a ir numa loja própria e ae se resolve. O problema é que nem todo mundo mora num grande centro onde tem uma loja própria. Alguns até se dispõe a se deslocar pra outras cidades pra resolver o problema e, chegando lá, se deparam com a falta do produto em estoque. Ou seja, o que era pra ser um mero código pra por no iPhone, gerado pelo sistema da operadora, acabou virando um cartão físico que depende de estoque. Não faz o menor sentido!

     Apesar da tentação de ter dois planos no iPhone ser grande, depois de passar por todos esses perrengues, confesso que perdi o desejo e vou deixar pra lá, especialmente porque já ando com um outro aparelho Android mesmo. As operadoras brasileiras conseguiram implementar o e-sim de forma tão horrível que acabaram por transformar uma tecnologia nova em coisa comparável aos primórdios da telefonia com telefones CDMA.

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mai 27

Considerações sobre o Motorola RAZR D1

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 27/05/2013 às 11:50h

     Já tem quase 3 meses que estou com o Motorola RAZR D1 (comprei logo que foi anunciado) e não tive tempo de gravar um review ou fazer um post sobre ele. Como o aparelho tem um excelente custo x benefício e estou sempre indicando-o via Twitter, me vi obrigado a fazer esse post com algumas considerações sobre ele, de forma a otimizar o meu tempo quando eu indicá-lo.

     O aparelho tem um visual muito parecido com seu “irmão mais nobre”, o RAZR i, mas ao segurá-lo, você nota que as aparências enganam. O acabamento do RAZR D1 não é nada premium, feito de plástico. Porém, ele tem uma excelente pegada e é resistente. Nesse tempo todo que está comigo, já caiu no chão algumas vezes e não tem um risquinho sequer. Se fosse um iPhone 4S/ 5 ou Galaxy Note/ S4 que tivesse caído, provavelmente estaria chorando por ter que gastar R$ 800,00 num reparo. Lembra aqueles aparelhos mais antigos, que virava e mexia beijava o chão e não acontecia nada.

     Além do material pouco refinado, algumas outras coisas contam contra o aparelho: tela, espaço em tela e câmera. O ponto negativo mais grave é a tela, que tem apenas 3.5” (mesmo tamanho dos iPhones antigos), com uma resolução que beira o ridículo (320 x 480), usando uma tecnologia muito defasada (TFT). Imaginem eu comutando meu trabalho diário entre um Galaxy Note 2, com tela de 5.5” (ultra HD Amoled) e um RAZR D1. Chega a ser bizarro!

     A Motorola teve que fazer alguns sacrifícios para conseguir um preço baixo no RAZR D1. Um dos cortes mais significativos foi no espaço interno, pois ele vem com apenas 4GB. Apesar de pouco, consegui instalar quase tudo que tenho no Note 2, como Twitter, Facebook, Instagram, Foursquare, Getglue e vários outros apps e joguinhos. Ele ainda tem suporte a cartões microSD, mas como esse serve basicamente para levar documentos e multimídia, a instalação dos apps fica limitado ao armazenamento nativo. Isso pode ser um problema dependendo do perfil do usuário. Acredito que para a maioria, não atrapalhe tanto. Basta saber dosar.

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