jun 03

Como ver o tráfego 3G utilizado na Claro (pré e pós)

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 03/06/2014 às 15:39h

     Já comentei algumas vezes que tenho plano (pré) de 3 operadoras móveis. Tudo isso, pra ter contingência e não ficar sem internet nunca. Bom, por mais incrível que possa parecer, às vezes acontece de nenhuma estar com 3G bom, mesmo quando a barra de sinal está no máximo. Isso não acontece com frequência, mas mostra como ainda sofremos com telecomunicações no Brasil, especialmente em locais de grande concentração, como estádios, aeroportos, etc.

     Geralmente eu ando com 2 smartphones no bolso, sendo um com chip da Vivo (que costuma ter melhor cobertura, mas menor franquia de 3G) e um da Tim (que tem pior cobertura, mas 3G ilimitado com o plano Beta). Quando viajo, ae levo também um terceiro aparelho, usando chip da Claro. Porém, ele costuma ficar sem plano de dados ativo e só contrato no dia anterior a saída.

     Como a Claro é a empresa que menos uso, estava por fora de como ver o tráfego de 3G já consumido. Isso porque, a Claro tem um dos piores sites de operadoras. Geralmente está fora, você raramente consegue ativar algo por lá e ver o que consumiu então, nem a opção existe. Por isso, de tempos em tempos abro chamado na Anatel pra pedir um extrato dos últimos 90 dias.

     Haviam me dito via Twitter que bastaria acessar, do smartphone ou tablet, sempre via 3G (no Wi-Fi não funciona) o site http://consumo.claro.com.br pra visualizar a informação de tráfego. Porém, tentei durante dias e nada. Até que hoje o DBAmaro me deu a dica de ouro: tem que abrir uma aba anônima no navegador. Dito e feito. Funcionou.

     Outra possibilidade, mais arcaica, é fazer uma chamada para *1052#. Vai aparecer um menu na tela e você deve escolher a opção 9 e depois 6. Feito assim, irá aparecer a telinha com a informação.

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nov 19

Qual o melhor plano de internet para uso esporádico

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/11/2013 às 16:13h

     No post anterior eu respondi dúvidas de leitores sobre o plano TIM Beta, mostrando porque eu o acho super interessante, a ponto de tê-lo em vários dos meus dispositivos, mesmo a sua ativação custando R$ 100,00, que não é qualquer troquinho de pinga. Mas, como sei que nem todos querem fazer um investimento “tão elevado” assim, seja porque fizeram as contas e acham que não compensa, seja porque fazem um uso muito esporádico do plano 3G, vamos ver outras opções.

     Se você fica a maior parte do tempo numa área com cobertura Wi-Fi (seja em casa, no trabalho, faculdade, shopping, etc.), talvez seja pouco interessante manter um plano pós-pago pra ter dados no smartphone. A grande maioria das linhas móveis ativas no Brasil (80%) são no modelo pré-pago. As três maiores operadoras que atuam praticamente em todo o território nacional (Claro, TIM e Vivo), tem planos de internet 3G bem acessíveis. Porém, todos tem um valor de franquia absurdamente baixo, algo como 10MB por dia, o que não dá praticamente pra nada. É claro, você continua a navegar depois de ultrapassar a cota, mas o valor cai pra um valor tão desprezível (mais ou menos 32kbps) que a impressão que passa é que a internet não está mais disponível. Tudo que você tenta abrir vai se arrastando e você acaba desistindo.

     Devo salientar que tanto a TIM como a Claro, quando o cliente pré-pago faz o primeiro acesso a internet, eles já o colocam automaticamente num plano padrão, mas só cobram o dia que usar, o que acho ideal pra alguém com o perfil que descrevi no parágrafo de cima. No caso da Vivo, eles começam a cobrar R$ 4,90 por MB trafegado (o que daria R$ 49,00 por 10MB), podendo resultar num saldo zerado em pouquíssimo tempo. Como atualmente os smartphones e tablets ficam todo o tempo consumindo dados, mesmo quando você não está explicitamente exigindo algo deles (num email, rede social, navegador, etc.), isso é uma tremenda armadilha.

     Vamos começar pela TIM, a operadora dos homens de azul. A internet diária custa R$ 0,50, com limite de 10MB a até 500kbps e depois cai pra 50kbps (achei essa informação nas letrinhas miúdas do contrato em PDF disponível no site da operadora). Conforme dito antes, pra você aderir a esse pacote (Infinity Web), não precisa fazer nada. Logo no seu primeiro acesso a internet, eles vão te colocar nesse pacote. Porém, se você estiver disposto a gastar R$ 1,99 pra dar um “upgrade” num dia especial, seja numa viagem ou na espera de uma consulta médica, enviando um torpedo com ATIVARMODEM para 1616, você contrata o TIM Web Modem, que tem 80MB de franquia a até 1Mbps e depois reduz pra 100kbps. Apesar do nome, funciona também em smartphones e tablet (cláusula 2.1 do contrato já citado). Se você não desativar esse pacote, todo dia que você acessar a internet será cobrado R$ 1,99 e não mais R$ 0,50. Assim, lembre-se de desativar se for o caso.

     Já no caso da Claro, a operadora do garoto propaganda flagrado com …, bom deixa pra lá. O plano padrão deles também custa R$ 0,50 e te dá direito a navegar por 10MB até 500kbps, caindo pra 32kbps depois disso (contrato aqui, cláusula 6.1). Os mais atentos devem ter notado que as condições são muito similares aos da TIM. E fica ainda mais parecido, porque eles também tem um plano diário por R$ 1,99 com 80MB de franquia pra navegar a até 1.5Mbps e depois reduz pra 64kbps. Infelizmente, só tem como contratar via SAC (1052) e não está disponível para smartphone (somente tablet e modem), conforme contrato aqui. Se a ativação fosse feita via SMS, como na TIM, não duvido que daria pra burlar isso. Mas por ser via telefone, o atendente barra a ativação ao consultar seu plano.

     A Claro ainda permite que o cliente contrate um pacote de internet por 15 ou 30 dias, o que é interessante se você for sair de férias. O primeiro lhe dá direito a 150MB em 500kbps por R$ 6,90 e o segundo a 300MB na mesma velocidade por R$ 11,90. Se o seu uso for contínuo, acaba compensado, tanto pelo desconto (30 x R$ 0,50 = R$ 15,00 sendo maior que R$ 11,90) e também pelo fato que são 300MB distribuído no mês. Claro, 30 x 10MB dão os mesmos 300MB, mas o controle é feito de forma diferente e os dias que não usar, não consome a franquia.

     Por fim, vamos falar da Vivo, que até pouco tempo era considerada disparada a melhor operadora do Brasil e depois que caiu no colo da Telefonica virou uma porcaria absurda. Mas, no quesito cobertura, ainda parece ser a melhor. Lá, conforme eu já alertei antes, se você colocar o chip sem um plano específico no celular ou tablet e estiver com a opção de dados ativa (vem assim por padrão), vão começar a te cobrar R$ 4,90 por MB. Então pelo amor de Deus, não faça isso e avise os amigos!

     O plano da Vivo que a maioria do pessoal está fazendo (inclusive eu) é o Vivo Sempre Internet que custa R$ 9,90 por mês, o que dá R$ 0,33 ao dia. Porém, diferente de Claro e TIM, você não paga somente o dia que usar. Senão tiver plano algum e navegar, como eu disse várias vezes aqui, são R$ 4,90 por MB. Nesse plano mensal a franquia é de 200MB em até 256kbps e depois cai pra 32kbps. Se você comparar com as outras operadoras, o plano é pior em vários aspectos, como flexibilidade, franquia e velocidade máxima. Pra contratar deve-se enviar um SMS para 1515 com a palavra INTERNET. Caso você estoure a franquia, existe um macete meio lusitano. Você envia CANCELAR para 1515, espera alguns minutos, depois contrata o pacote novamente, enviando INTERNET para 1515. Friso que esse é um plano mensal, logo, se você for usar esporadicamente, lembre-se de desativá-lo, senão vai ocorrer uma cobrança recorrente todos os meses.

     Caso você esteja disposto a pagar R$ 2,99 pra ter direito a 150MB por até 2 dias, basta enviar DIARIO para o número 8200. Se você ativar o plano às 00:01h do dia 19, você poderá desfrutar desse pacote até o dia 20 às 23:59. Depois disso, voltará a ser cobrado o valor sem pacote ou do pacote anterior. Assim, diferente dos pacotes da Claro e TIM, você não precisa cancelar nada depois do uso. Eu fiz o teste aqui com smartphone e funcionou numa boa (1 e 2).

     Update 19/11/2013 17:42 => O @evefavretto me avisou no Twitter que a Vivo está alterando sua política de para clientes sem pacote de internet. Pelo que simulei no site, eles estão fazendo essa alteração de forma gradual e por estado. Pelo que vi, até o começo de janeiro, todos os clientes já estarão com a mudança ativa. Assim, eles cobraram R$ 0,99 por 15MB em 300kbps. Novamente, pior que a concorrência.

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nov 19

Por que o plano TIM Beta é muito interessante

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/11/2013 às 14:22h

     Ano passado eu fiz o primeiro post aqui no blog sobre o TIM Beta. Ontem eu comentei sobre um problema no meu chip e surgiram várias dúvidas de leitores, especialmente sobre o valor de adesão do plano, que não é nada barato (R$ 100,00). Resolvi fazer um novo post pra tirar as dúvidas que surgiram.

     Pra quem está totalmente por fora do que é o plano TIM Beta e como ele funciona, vamos as explicações. O plano surgiu há anos anos com o nome de “Bloqueia Véio”, numa campanha de marketing da operadora. Depois de um tempo o plano mudou pro nome atual. Quem já estava no plano, recebeu o status de “TIM Beta Lab” e ganhou convites para chamar amigos para o plano. Os amigos entravam como “TIM Beta” e não tinham o status de Lab, como seus amigos. Logo, não tinham convites pra distribuir para outros amigos. Porém, se forem “hard user” do plano, mais cedo ou mais tarde, acabam subindo um degrau e passam a ser Lab também.

     Quando um amigo te manda um convite, você precisa entrar no site e fazer o cadastro. O envio do chip é um processo lento e pode demorar até 40 dias. Algumas vezes, sabe-se lá Deus o motivo, ele nunca chega. Nem adianta reclamar na operadora, Anatel e o diabo a quatro. Eu mesmo já tive problemas com isso e não consegui resolver, por mais que eu tentasse, até que eu resolvi desistir desse esquema de convites.

     Em julho do ano passado, me falaram que eu poderia migrar para o plano Beta, já sendo cliente da TIM. No entanto, teria que pagar R$ 100,00 de adesão. Pode parecer um absurdo, mas ao longo do texto você vai entender que não é assim tão caro quanto parece. Caso você já seja cliente TIM e queira manter o número, é possível. Se quiser pegar um chip completamente novo, seja ele SIM normal, microSIM ou nanoSIM, basta ir numa loja e comprar por R$ 10,00. Por fim, caso queira fazer a portabilidade do seu número de outra operadora pra TIM e depois migrar o Beta, também dá.

     Uma vez que você já está como cliente da operadora, seja antigo, novo ou de portabilidade, basta você ter mais de R$ 100,00 em crédito e ligar para o *144, pedindo a migração de plano. Caso não tenha esse saldo, faça uma recarga antes de ligar. Na hora o atendente vai te confirmar que os R$ 100,00 serão debitados a título de migração e fará a mudança. Segundo eles, pode demorar até 2hs, mas geralmente são 5 minutos.

     O TIM Beta tem algumas vantagens em relação aos demais planos da operadora, inclusive os pós-pagos. Conheço muita gente do pós que migrou para o Beta, tamanha as vantagens. A título de comparação, vamos pegar o plano Infinity Pré, que é o padrão no qual todo novo cliente TIM fica vinculado. A operadora cobra o valor de R$ 0,25 por chamada realizada para outro TIM, usando o DDD 41, não importa a duração. No TIM Beta o valor são os mesmos R$ 0,25, mas não por chamada e sim por dia. Ou seja, você pode fazer 100 chamadas pra outro TIM, no Brasil todo, sem se preocupar com a duração delas, pagando apenas R$ 0,25. Ou seja, se você liga muito, acaba valendo a pena pagar o valor da adesão, pois rapidamente você recupera o seu investimento. Basta fazer as contas.

     Como eu tenho um perfil de falar muito pouco ao telefone, usando mais internet, o que mais me interessa no TIM Beta é o pacote de 3G. No TIM Infinity Pré você contrata 10MB de internet por R$ 0,50 por dia. Depois dessa franquia, continua a navegar, mas numa velocidade sofrível. No TIM Beta, por contrato, essa franquia também existe, mas se você não abusar, a TIM não vai te limitar. Eu tenho o plano há quase 2 anos e nunca sofri com isso. Uso tranquilamente 1GB de 3G a uma velocidade média de 1Mbps, sem redução. E o valor do pacote ainda é a metade do Infinity Pré, saindo por apenas R$ 0,25 o dia que usar. Eu conheço casos de gente que abusou, colocando o chip como modem e acabou tendo a velocidade reduzida. Se a sua intenção for essa, provavelmente vai dar com os burros n’água. Mas pra um uso razoável (1GB é bem razoável hein) no smartphone, tranquilo.

     Pra finalizar, vamos fazer uma continha básica. Supondo que você use internet todos os dias e faça 10 chamadas por dia, no Beta você vai pagar apenas R$ 0,50 (R$ 0,25 do 3G e R$ 0,25 das 10 chamadas). No plano TIM Infinity Pré você vai pagar R$ 3,00 (R$ 0,50 do 3G e R$ 2,50 pelas 10 chamadas). Ou seja, dá uma diferença de R$ 2,50 por dia. Assim, em 40 dias você paga o investimento de R$ 100,00 pra migrar de plano e o resto é lucro, fora que a internet 3G do plano TIM Beta é muito superior, tanto em velocidade, como em franquia. E obviamente, quanto mais chamadas você faz, menor será o tempo de retorno do seu investimento na migração.

     Acho que vale uma ressalva importante: devemos sempre lembrar que a TIM é “a TIM” e a cobertura deles não é das melhores. Eu recomendo que a pessoa compre um chip comum (R$ 10,00), coloque num aparelho secundário e verifique, nas áreas onde costuma ir (casa, trabalho, faculdade, clube, etc.) como é o sinal. Se for sofrível, melhor não passar raiva. Se for boa, vale a pena migrar. No meu caso, que uso mais de um aparelho e tenho sempre um backup, não me preocupo muito com a cobertura, pois sei que nunca vou ficar na mão.

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nov 19

Estou com problema. Onde e como devo reclamar?

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/11/2013 às 10:04h

     Esse é um daqueles posts que eu já deveria ter feito há muito tempo, tamanha é a quantidade de perguntas que me fazem a respeito do tema, principalmente via Twitter e email. Nem sempre eu tenho tempo de analisar todo o relato, até mesmo porque, alguns tem vários parágrafos e demandaria um tempo enorme, coisa que não disponho no momento. Assim, se você me perguntou algo e, ao invés deu te responder um texto igualmente longo, específico pra você, não fique chateado. É apenas falta de tempo mesmo. Mas leia o post até o final que provavelmente sua dúvida será respondida aqui.

     Quem me acompanha no blog e/ ou Twitter por mais de duas semanas certamente me viu reclamar de alguma empresa, produto ou serviço. Muitos consideram isso um mero #mimimi, ou seja, uma reclamação vazia, de uma pessoa com raiva e que não tem o que fazer a não ser xingar nas redes sociais. Pela minha experiência, se você fizer a coisa direita, isso gera um retorno muito positivo pro seu problema. Então, apesar de alguns contatos te chamarem de mimizento, vale a pena reclamar. Mas como?

     A primeira coisa a se fazer, antes mesmo da contratação do serviço ou da compra do produto, é dar uma pesquisada no histórico da empresa. Eu sei que uma grande parcela das compras são feitas no impulso e isso é um problema sério. Você praticamente está pedindo pra ter problemas. Se você perder 5 minutinhos e entrar no ReclameAqui pra ver como a empresa trata seus consumidores, você já vai conseguir escapar de várias roubadas. Nota: não é pelo fato de simplesmente achar o nome da empresa lá, que ela é ruim. Toda empresa tem problemas! Todas! Como ela lida com os problemas e como trata o consumidor é que faz toda a diferença. Veja os índices de resposta, as avaliações dos consumidores e, se possível, leia a resposta dela a alguns casos, pra ver se realmente está empenhada e comprometida em resolver ou se está apelando para resposta padrões apenas pra ganhar tempo.

     Se você contratou algo e deu problema, o primeiro passo é reclamar junto a empresa. Não adianta por a carroça na frente dos bois, dizer que vai processar e os cambau. Não funciona assim, por mais raiva que você esteja. Primeiro faça um contato com a empresa, preferencialmente de uma forma que você possa documentar todo o trâmite, seja através de email ou gravando uma chamada telefônica. Muitas empresas, já tentando dificultar a vida do consumidor, sequer geram número de protocolo em seus formulários de reclamação. É raro quando reclamo de algo via formulário e recebo um email com um número de protocolo e cópia do que foi reportado. Assim, eu geralmente ligo pra empresa e gravo a chamada.

     Transcorrido alguns dias (geralmente o prazo dado pela empresa) e o problema não foi sanado, recomendo recorrer ao já citado Reclame Aqui, pois muitas empresas mantém uma equipe dedicada a receber e resolver as reclamações vindas do site. Quando você liga num SAC, geralmente, o esse primeiro atendimento é feito por funcionários do mais baixo escalão. Tiveram um péssimo treinamento e não tem autonomia alguma. É mais comum que funcionários mais bem treinados e com maior autonomia respondam as reclamações vindas de sites como o Reclame Aqui, Procon, Anatel, etc.

     Se o seu problema for com uma empresa de telecomunicações, seja fixa, móvel ou tv, recomendo também reclamar junto a Anatel. Já disse algumas vezes que a agência reguladora é totalmente omissa e não tá muito a fim de ajudar. Porém, você deve ter paciência e seguir os trâmites corretos. Entre em Fale Conosco, faça seu cadastro e deixe sua reclamação. Geralmente um funcionário da empresa vai te ligar em até 5 dias, mas costuma ocorrer antes. É comum que os problemas sejam resolvidos nessa etapa, pois a operadora já viu que você não é um “migué qualquer” e está disposto a criar problemas pra eles, então eles estarão mais bem disposto a resolver. Caso mesmo assim, não dê certo, Procon neles.

     Caso o seu problema seja com o setor bancário, outro campeão de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, eu recomendo uma reclamação junto ao Banco Central, que também pode ser feita via internet, clicando aqui. Coloque seus dados, escolha o banco e deixe sua reclamação. Em alguns minutos você irá receber um email do BACEN confirmando que notificou a instituição, te passando o protocolo e dizendo o prazo que eles tem pra responder. O mais comum é alguém da ouvidoria do banco colocar meio kilo de rola na bunda do seu gerente e ele vai te ligar todo disposto a ajudar. No setor bancário, os funcionários vivem numa corda bamba. As cobranças são gigantescas e cada pisada de bola pode ser mais uma chance da guilhotina. Então, use e abuse desse método.

     Apesar de algumas empresas ignorarem sumariamente o Procon, as mais sérias, vão fazer o possível para que sua reputação não seja maculada por uma reclamação desse nível. O Procon do Estado de São Paulo possui um atendimento online, onde você pode deixar sua reclamação via formulário, evitando que você tenha que ir fisicamente ao local. Dependendo do problema, eles vão te mandar um email pedindo alguns documentos e fazem tudo por lá. Alguns poucos casos vão te pedir pra ir até o Procon da sua cidade. Pela minha experiência, a maioria das compras online eles resolvem tudo online. Infelizmente, pra outros estados, você terá que perder um tempinho indo fisicamente até o local. Mas, recomendo que o faça, pois o índice de resolução de problemas é alto.

     Se você já fez tudo isso e, infelizmente, não teve o seu problema resolvido, não resta outra alternativa senão entrar com uma ação contra a empresa. Aliás, se a empresa não responde ao Procon ou se não resolve o problema de forma satisfatória, é justamente essa a recomendação que virá no termo que vão enviar pra você. Geralmente, o problema pode ser resolvido através do Juizado Especial Civil (JEC) e não precisa de advogado. No meu caso, eu tenho um escritório que me presta assessoria, então eu marco uma reunião, conto o caso, mando os documentos e eles resolvem tudo. Nunca tive tempo/ paciência de fazer tudo eu mesmo, mas já tive dezenas de relatos no Twitter de pessoas que fizeram tudo por conta própria e, ou ganharam a causa, ou a empresa propôs um acordo que acabou se mostrando vantajoso.

     Espero que esse artigo tenha lhe inspirado a lutar por seus direitos. Eu sei que vivemos num país de merda, onde a maioria das empresas não trata o consumidor com o devido respeito. Apesar de termos várias operadoras de telefonia, vejo casos absurdos em todas elas. Pagamos uma carga tributária altíssima e não contamos com o respaldo do governo e suas agências para intervir a nosso favor. Mas, mesmo com todas essas adversidades, não deixe que as empresas passem por cima dos seus direitos. Reclame! Corra atrás! O brasileiro é um povo que reclama muito em redes sociais, mas não toma nenhuma atitude mais definitiva pra realmente resolver o problema. Só “xingar muito no Twitter” não vai resolver (na maioria dos casos). Agregue a essa reclamação outras atitudes, como as que citei aqui. As empresas tem pleno conhecimento que muitos clientes não estão disposto a correr atrás dos seus direitos e é por isso mesmo que estamos nessa situação lamentável. Pra elas, fica muito mais barato pagar os processos que perdem do que tratar a todos com respeito. A partir do momento que a conta dos processos começar a ficar alta demais, todos seremos beneficiados com uma mudança de postura por parte das empresas. Corra atrás!

     Em tempo: você pode entrar com uma ação no JEC sem ter usado os outros métodos (Reclame Aqui, Anatel, Procon, etc.) pra tentar resolver? Sim, pode. Mas num país onde os processos se acumulam aos milhões, o juiz verá seu caso com outros olhos se ver que você tentou praticamente de tudo pra resolver e só recorreu a Justiça em último caso. Coloque-se no lugar do juiz. Imagina que você tem a mesa abarrotada de processos e você abre um e vê alguém pedindo uma indenização de R$ 5.000,00 por um produto não entregue e a pessoa nem sequer se deu ao trabalho de ir ao Procon. O que ele vai pensar de você? No mínimo, que você não fez a coisa direito. Em alguns casos, quem sabe, que você é um oportunista querendo ganhar um dinheiro fácil. Por isso, reforço: siga todos os trâmites que recomendei. Caso tudo o mais falhar e você precise do JEC, as chances de ganhar serão maiores. Aliás, não basta “apenas” ter razão. Você precisa comprovar os fatos. Ou seja, reuna a máxima documentação possível, para que você dê pouco espaço pra defesa do réu trabalhar, explorando as brechas que você deixou no processo.

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jun 10

Frustração do dia: cobertura da WWDC 13

3 Comentarios »Postado por GordoGeek em 10/06/2013 às 15:52h

     Mesmo pagando três provedores de internet, tudo pra ter contingência e conseguir trabalhar usando a internet, às vezes Murphy nos sacaneia de uma forma inacreditável. Se contar, ninguém acredita. Mas se mostrar um vídeo, fica mais fácil de aceitar, né? Então vejam abaixo:

     Recentemente eu migrei para um provedor via rádio aqui na cidade, chamado Process. Eu pago R$ 120,00 por uma conexão de 4Mb (sim, é caro) e ainda fiquei fidelizado por 2 anos. Eu ia cancelar o Speedy, mas acabei negociando um desconto com a Vivo, de forma que eu achei melhor ter esse custo extra para contingência. E, pra fechar, também sou cliente da Claro, Tim e Vivo (móvel).

     Como dizem que uma desgraça não vem sozinha, o Twitter também resolveu bloquear meu acesso porque eu ultrapassei os limites diários. Eu pagaria com gosto uma conta premium do serviço, pra não ter esses limites ridículos, mas como eles não sabem como fazer dinheiro… Enfim, peço desculpas pra quem iria acompanhar a WWDC comigo. Falhei.

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mai 22

Como criar uma contingência de internet usando o 3G

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 22/05/2013 às 12:55h

     Muita gente sofre com conexões de internet, que acabam ficando lentas (em determinadas horas do dia, como depois das 19h), instáveis (perda de pacotes, alta latência, etc.), com falhas no roteamento (impedindo que acessem determinados sites e serviços), etc. Eu mesmo tenho uma conexão Speedy da Vivo e em várias ocasiões ela acaba ficando mais lenta que um 3G da TIM. Por mais absurdo que isso possa parecer, acontece bastante aqui comigo. Mas como podemos criar uma contingência quando isso acontece e precisamos trabalhar usando a internet?

     No mês passado eu resenhei aqui no blog o Draytek VigorFly 210, um equipamento muito bom, mas um pouco salgado, especialmente para o mercado residencial. Entre as características que gostei estava o fato dele suportar um modem 3G e comutar para essa conexão sempre que a principal (via cabo na porta WAN) ficasse indisponível.

     Comecei a procurar alternativas mais em conta, achei vários roteadores com essa função, mas fiquei com receio de não serem compatíveis com meu modem 3G, que vai espetado na porta USB. Como o vendedor me garantiu que era compatível, acabei comprando um modelo TL-MR3420 da TP-Link. Afinal, senão funcionasse, eu iria devolver. Assim, fiz a compra na semana passada e ontem fiz a instalação. Pra minha sorte, realmente era compatível e já estou rodando com a solução.

     Como eu não queria mexer na minha infra-estrutura de rede atual, eu acabei fazendo o seguinte: coloquei o TP-Link bem ao lado do Time Capsule. No equipamento da Apple, que antes autenticava a conexão PPPoE do Speedy, eu coloquei para ficar com DHCP na WAN. Essa porta, eu conectei na porta LAN 1 do TP-Link que ficou autenticando o Speedy na porta WAN e conectado ao 3G via USB. Dessa forma, não precisei alterar mais nada na minha rede para criar a contingência, deixando o Speedy como principal e, caso ele falhe, muda automaticamente pro 3G. Eu também posso fazer isso manualmente, caso o Speedy esteja ativo, mas lento demais ou com problemas de roteamento, perda de pacotes, alta latência, etc.

     Durante alguns meses, eu usei meu Galaxy Note 2 como roteador Wi-Fi em casos de contingência. Porém, essa não é a solução ideal. Primeiro que ele não tem potência de sinal Wi-Fi suficiente. Segundo, porque ele não suporta muitos equipamentos conectados nele. Terceiro, porque ele só fornece a internet via Wi-Fi, ou seja, os equipamentos conectados via cabo, ficam fora da internet. Quarto, quando eu mudava o iMac pra acessar a internet via Wi-Fi do Android, perdia acesso a rede local via RJ-45. Ou seja, os problemas eram diversos e acabei resolvendo todos com esse roteador de menos de R$ 150,00 (com frete Sedex incluso).

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jan 21

Quanto tempo dura a recarga de celular pré-pago?

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 21/01/2013 às 15:21h

     Há dois anos eu fiz um post de mesmo título aqui no blog. Não por acaso, é um dos mais acessados, uma vez que as operadoras não deixam as coisas muito claras. Assim, fazendo as contas por vocês e sintetizando tudo de maneira fácil e rápida, todos gostam.

     Infelizmente devo dizer que as coisas pioraram um pouco. Antigamente tínhamos a opção de recarregar R$ 100,00 uma vez ao ano e ponto. Ficaríamos o ano todo sem fazer novas recargas. Porém, as operadoras reduziram isso pela metade e agora, a recarga desse valor vale não mais por um ano e sim 180 dias. Mas, ainda é possível fazer recargas bimestrais no valor de R$ 18,00, totalizando R$ 108,00 em um ano, na CLARO e TIM. Ou então, trimestrais de R$ 18,00 pela VIVO, totalizando R$ 72,00. Só é um pouco mais chato, pois a cada X dias temos que lembrar de fazer a recarga.

     A TIM acabou adaptando seus planos de acordo com a CLARO. De forma intencional ou não (evidente que foi, por mais que a operadora possa negar), agora ambas tem as regras de R$ 13,00 por 30 dias ou R$ 18,00 para 60 dias. A VIVO foi a única que manteve a recarga de R$ 18,00 válida por 90 dias. Não duvido que isso possa mudar no curto ou médio prazo, de forma a se igualar com as concorrentes.

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set 28

Desabilitando SMS de broadcast no Android

61 Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/09/2012 às 18:12h

     Desde que migrei meu chip em definitivo pro Android eu venho recebendo inúmeras mensagens por dia com os dizeres “Broadcast de Rede: Vivo SP 16″. Isso é extremamente chato e não conseguia desabilitar por nada. Cheguei a reclamar junto a operadora e ae me ensinaram como desativar isso.

     No seu Android, vá até o aplicativo de mensagens, abra as configurações, localize a aba “Ativação de CB” e desmarque a opção que provavelmente está ativa. Prontinho, as mensagens vão parar de chegar.

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set 14

Vivo Internet 3G Plano Diário: R$ 2,99 por 150MB

23 Comentarios »Postado por GordoGeek em 14/09/2012 às 17:33h

     Já comentei algumas vezes aqui no blog que trabalho com sistemas de missão crítica e fico de plantão 24 horas por dia, 7 dias por semana. Para que eu não fique preso feito um escravo a mesa do escritório, eu tenho 3 planos pré-pagos de internet 3G (Tim, Vivo e Claro), em 3 smartphones diferentes (Galaxy X, Galaxy SIII e iPhone 4S).

     Por mais incrível que possa parecer, mesmo tendo 3 operadoras, tem alguns locais onde nenhuma das operadoras funciona bem. A Tim é a minha linha principal, não pela qualidade e sim pelas baixíssimas tarifas do plano Tim Beta: R$ 0,25 por dia de ligação pra outro Tim, R$ 0,25 por dia de ligação local pra outra operadora, R$ 0,25 por dia de internet e R$ 0,50 por dia de SMS pra qualquer operadora. Isso se eu usar. Senão usar, não paga. E onde pega 3G, funciona acima de 1Mb. O duro é achar onde pega bem. Na maioria fica em EDGE, GPRS ou sem sinal, inclusive em áreas centrais.

     Como contingência secundária eu tenho usado a Vivo, que geralmente tem a melhor cobertura em qualquer lugar do Brasil. É raro ver alguém falar mal da cobertura da empresa. Usei durante muitos meses o plano Vivo On, mas quando a operadora começou a cobrar acessos a web a parte, eu parei. Hoje eu tenho o plano Vivo Sempre, onde pago R$ 0,05 por minuto de ligação outro Vivo ou R$ 0,05 por SMS pra qualquer operadora. Pra ter acesso a esse plano, paga-se uma única vez R$ 7,90 e precisa de uma recarga mínima de R$ 25,00 por mês. Desse valor, debita-se R$ 9,90 pra internet 3G, com 200MB de franquia a 1Mb e depois reduz pra míseros 32kbps.

Continue a leitura..

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jun 27

Como usar internet 3G pré-paga nos Estados Unidos

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 27/06/2012 às 19:27h

     Eu sei que alguns vão pensar “poxa, de novo esse alerta”, mas eu vou fazer em todos posts referentes a viagem pra evitar que nos comentários (como às vezes acontece) alguém venha me chamar de burro e dizer que o post foi uma porcaria, que não ajudou em nada, que eu quero me passar por sabichão e não sei nada, etc. Acreditem, por mais que eu faça os posts pra ajudar, ainda tenho que ler coisas desse tipo. Então, na tentativa de minimizar tais comentários, vou sempre colocá-los no início dos posts. Você, que já leu, pode começar sempre a ler do segundo parágrafo. Isso dito, lá vai: essa série de posts sobre a viagem que fiz são para compartilhar o pouco que sei e tais informações podem não ser as melhores alternativas pra você. Conto com os comentários dos leitores para me corrigirem e enriquecer o conteúdo.

     Todos os anos, quando vou para os Estados Unidos, eu faço um post sobre os planos de internet 3G disponíveis por lá. Infelizmente (ou felizmente) os planos mudam constantemente, então o post precisa ser atualizado. Como eu preciso fazer essa pesquisa antes da viagem pra saber o que vou contratar chegando lá, acabo compartilhando aqui no blog e sempre que alguém me diz que está indo pra lá, fica mais fácil simplesmente passar o link desse post, do que explicar as várias opções em 140 caracteres ou algo do gênero.

     Pra facilitar o seu trabalho, caso queira procurar as matérias antigas como referência, tomo a liberdade de listar aqui os outros posts que fiz sobre o assunto: Como usar internet 3G numa viagem aos EUA? (03/2010), “Dica: usando iPhone com AT&T nos EUA” (03/ 2010), “Como ter acesso a internet 3G nos Estados Unidos?” (03/2011) e “Internet móvel pré-paga por apenas USD 1.49/ dia” (04/2011). Alguns posts ainda são válidos pois explicam como alterar o APN das operadoras, por exemplo.

     Uma prática que notei estar virando praxe nos Estados Unidos é a operadora ofertar um plano de ligações, SMS e internet ilimitados por um preço atraente, porém eles limitam essa oferta ao uso de celular convencional (dumbphone). Se você quiser contratar o mesmo plano pra usar em seu smartphone, seja ele Android, iPhone, Windows Phone ou qualquer outro, eles cobram um extra no uso de dados. Evidentemente que quem tem um aparelho com mais recursos irá utilizar mais o tráfego de dados e pra não sairem no prejuízo, eles criaram essa regrinha. No entanto, acredito que, se você pegar o APN das operadoras e alterar no seu dispositivo, conseguirá utilizar numa boa (irei testar isso quando estiver viajando, no início do mês que vem).

     Se você tem um aparelho com chip da Claro, Tim ou Vivo e for usar o roaming internacional, recomendo que não repense isso. No pré-pago, a Claro não está disponibilizando tráfego de dados e cobra R$ 2,99 para originar ou receber chamadas, além de R$ 0,80 por SMS enviado (o recebimento é gratuito em todas as operadoras). A Vivo cobra R$ 2,99 o minuto, tanto recebido, como originado. Eles baixaram esse valor recentemente, pois era R$ 6,50 até esses dias. O SMS enviado custa R$ 1,18 o recebimento é gratuito. A Tim é a única operadora que está permitindo o tráfego de dados no pré-pago, comercializando 1MB por módicos R$ 33,00. O valor cobrado por ligação originada ou recebida é de R$ 4,49 por minuto e o SMS enviado é de R$ 1,50. Minha recomendação: se for fundamental você deixar seu número ativo lá fora, coloque-o num aparelho mais simples e não atenda chamada alguma. Se alguém te ligar, você retorna de volta usando um chip americano ou via Skype. As opções, veremos abaixo.

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Categoria(s): Dicas
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