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Update: correria, NAS, Cubieboard, TP-Link e outros

4 Comentarios »Postado por GordoGeek em 09/08/2013 às 16:19h

     No começo de abril eu fiz um post aqui explicando um pouco o motivo da falta de posts. Pra quem não leu, vou ser breve no resumo: falta de tempo. Sim, a mesma “desculpa” padrão de 9 entre 10 blogueiros/ podcasters não profissionais. Como a gente não consegue tirar nem uma fração do necessário pra se manter uma família com o blog, já que anunciantes querem te pagar R$ 0,02 por clique efetivo num banner, não tem outra forma. Temos que nos concentrar no que nos provê o sustento.

     Isso dito, esse é uma espécie de post tudo em um. Muitas pessoas acabam conhecendo alguns produtos por aqui, quando faço o post de primeiras impressões, mas ficam na dúvida se vale a pena comprar o produto, já que geralmente prometo fazer um vídeo depois de mais tempo de uso e quase nunca consigo honrar o prometido. Ae, as cobranças via emails e Twitter só crescem. Aliás, não tem mais cobranças via comentários porque deu algum problema no sistema que usávamos, tentei várias horas resolver, não consegui e desisti. Novamente: desculpe. Mas não tenho todo o tempo do mundo pro blog, que é um passatempo e não um trabalho.

     Como eu não tô dando conta de testar direito nem o que eu compro, não estou pedindo mais nada pra assessorias e recusando as ofertas que me fazem, pois não seria justo ficar com um produto, não testá-lo em sua totalidade e emitir uma opinião. A empresa que contratou a assessoria não espera que a gente fale bem do produto. Bom, algumas até esperam, rs. Mas o mínimo que devemos é falar nossas impressões. E sem tempo, fica difícil. Assim, prefiro que o aparelho vá pra outro blog que tenha o devido tempo.

     A respeito do NAS da D-Link, eu queria ter feito testes mais profundos, especialmente com velocidade de cópia, comparando com outras soluções, como o Time Capsule e o AirPort Extreme. Infelizmente ainda não consegui tempo pra isso, mesmo depois de algumas semanas usando o produto. Tem horas que ele tá rápido, outras que tá lento. Precisava realmente desligar tudo da rede, isolar ele num ambiente controlado e fazer os testes. Idem pros outros equipamentos que serviriam de referência, pra ser o mais justo possível e não deixar variáveis externas interferirem nos números. Não é simplesmente pegar meia dúzia de arquivos e copiar, pois cada equipamento tem uma função e carga de trabalho dentro da minha rede. Se eu fizesse algo simplório, os números seriam completamente distorcidos.

     Eu optei pelo D-Link porque foi relativamente barato, se comparado a outros fabricantes, suportava 2 discos de 4TB cada e tinha recursos extras bacanas, como cliente de torrent, servidor de FTP, sistema compatível com Time Machine, etc. A maioria das coisas, de forma bem razoável e tem um custo x benefício bom. Não é um produto excelente. Se você procura por isso, prepara-se pra gastar 4 vezes mais. Mas, na medida do possível, me atendeu.

     Sobre o Cubieboard, muita gente acaba comprando a plaquinha para usar de Media Center. Não foi o meu caso. Apesar dele ter vindo com Android instalado e eu ter feito alguns testes rodando Netflix, arquivos de vários formatos, tanto local como na rede, achei pouco prático o fato dele não reconhecer as interfaces USB Wi-Fi e Bluetooth, que me possibilitariam controlá-lo por um controle remoto ou smartphone. Nas semanas que ele ficou com Android, tive que mexer nele com teclado e mouse com fio.

     O fato é que acabei instalando o Debian na Cubieboard, pois eu queria preencher algumas lacunas que o NAS da D-Link deixou. Em primeiro lugar, o NAS tem um cliente de torrent, mas ele funciona apenas com torrents públicos e uso muito mais torrents privados. Se você não entende nada disso, recomendo que leia esse outro artigo onde explico um pouco mais sobre o assunto.

     Além dessa função, o Cubie por aqui ainda está fazendo proxy transparente para navegação na rede, otimizando os acessos, já que ele faz uma cache pra toda a rede. Também age como servidor de FTP para as minhas câmeras, coisa que eu poderia fazer com o NAS da D-Link, mas não deu muito certo porque ele não permite algumas configurações avançadas que preciso, além de ter um limite máximo de 10 conexões e eu tenho mais câmeras do que isso. Por fim, eu queria ter instalado um HD de notebook na entrada SATA dele, mas não rolou. Quando eu conecto o HD, ele não liga. Provavelmente a plaquinha não tá mandando energia suficiente para o conjunto. Eu já coloquei várias fontes lá e nada. Assim, eu tô usando usando o NAS da D-Link pra ser o destino de gravação do Cubie.

     Eu iria comprar o Cubieboard A20, que é mais poderoso que a versão A10 que eu tenho, mas não consegui. O aparelho esgotou em todos os lugares. Porém, hoje eu recebi um contato do fornecedor que comprei a A10, dizendo que vai me presentear com um, já que eu divulguei o trabalho deles e contribui com um vídeo que eles usaram no site. Provavelmente vou instalar Linux nele também, porque monitorando o uso do meu A10, vejo que a CPU dele está sempre no gargalo. Já adianto que pra mediacenter não é muito recomendado, porque o Netflix não funciona nesse modelo (apenas no A10).

     Sobre o roteador da TP-Link que postei na semana passada, algumas pessoas já tinha me adiantado, antes mesmo da compra, que ele não era lá essas coisas. Como o produto não era muito caro, resolvi pagar pra ver. No final, ainda não me decidi se valeu ou não a pena, pois ele tem altos e baixos.

     O roteador trás enorme na caixa que faz balanceamento de link. Na verdade, essa função é a mais fraca dele. Funciona muito mal e não aconselho pra quem queira pegar 2 ou mais links, achando que vai somá-los num único de velocidade superior. Porém, quando um link cai, ele percebe isso e não deixa quem tava usando esse link sem internet. No entanto, na hora que o link volta, ele demora a mandar o fluxo original pra esse destino, o que é um tanto chato. Mas, vamos lembrar que é um equipamento de menos de R$ 130,00! Tem equipamentos de milhares de reais que fazem isso com perfeição.

     Antes de comprar o TP-Link, eu tinha 3 redes Wi-Fi: Speedy, Via Rádio e 3G da TIM. Quando eu precisava trocar de rede, tinha que me conectar diretamente no roteador sem fio delas. Com isso, eu perdia acesso a todos os outros computadores e equipamentos da minha rede. Era um inferno! Agora, eu entro no TP-Link e digo: esse equipamento agora sai pelo Speedy e não mais pelo Via Rádio. Geralmente isso funciona de imediato. Tem horas que demora alguns segundos e outras só reiniciando. Mesmo assim, tá melhor do que era antes.

     Acho que ainda vale a pena comentar sobre o caso do meu Galaxy Note 2. pra quem não se lembra, ele foi três vezes pra autorizada, sendo que da última ainda não voltou. Das duas primeiras ele ficou cerca de 20 dias e voltou com o mesmo problema. Parece que nem tinham mexido. Porém, essa semana, o pessoal que cuida do perfil da Samsung no Twitter, vendo minhas insistentes reclamações, me ligaram pra ajudar. Hoje, retornaram dizendo que foi autorizada a troca por um novo, que deve chegar entre 10 a 20 dias úteis. É muito? Sim. Deu trabalho? Deu. Mas pra quem estava desde junho sem o aparelho, já tinha usado ReclameAqui, Procon e a perspectiva era enfrentar meses no Juizado Especial Civil, melhor assim.

     Outra coisa que muita gente andou me perguntando é sobre os cartões da SanDisk com problema. Eu mandei tudo pra eles em julho, conforme me solicitaram, o prazo que me deram vence hoje e nem sinal dos novos cartões. Sinceramente, tô tão atolado que não tive tempo de brigar mais por isso. Vou esperar até o final do mês e, se ae não chegar, vejo o que vou fazer.

     Sobre o meu processo contra a Vivo, ainda não foi marcada audiência. Acho que nem vai, pois o juiz optou por fazer um julgamento com base nas provas apresentadas. A Vivo, desorganizada como ela só, anexou ao processo dois canhotos de notas fiscais assinadas por mim. Porém, não eram dos produtos que não entregaram e sim de outros produtos que comprei com eles. Não sei se tentaram fraudar a parada, se são muito burros, se quiseram ver se colava ou o que. O fato é que o caso ainda está andando.

     Tem ainda o meu processo contra o Mercado Livre. Assim como no caso da Vivo, ainda tá correndo e o juiz dispensou audiência. A alegação do Mercado Livre é que bloquearam minha conta porque eu violei os termos de uso, anunciando um produto por um preço muito baixo. Oi? A intenção não é vender? Vou vender num preço mais alto, se posso fazer mais barato, por qual motivo? Detalhe: ignoraram que o próprio comprador tinha me qualificado como positivo e autorizado a liberar a grana. E tem mais, só me responderam depois de meses, quando o processo deve ter chegado pra eles, pois até então, estavam me ignorando.

     Deu pra ver, num post com mais de 1.500 palavras, que a correria aqui realmente está grande, né? Se você deixou comentário no Instagram, no Twitter, mandou email e não teve resposta, ao invés de nutrir o seu ódio por esse gordo tecnológico, tenta se por um pouco no meu lugar e ver que as coisas não estão fáceis.

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jul 15

Como instalar o Debian na plaquinha Cubieboard A10

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 15/07/2013 às 23:37h

     Nesse post eu vou ensinar como instalar o Debian no Cubieboard A10 através de um cartão microSD de pelo menos 4GB e um PC com Windows. Se você ainda não sabe o que é Cubieboard, o que dá pra fazer com ele e quais as vantagens, recomendo que dê uma lida nos meus artigos anteriores, aqui e aqui. Pra resumir: você terá um servidor Linux rodando Debian, 24 horas por dia, 7 dias por semana, pagando menos de R$ 5,00 mensais de energia, algo muito mais vantajoso que os R$ 40,00 mensais de um PC comum fazendo o mesmo trabalho.

     Antes de começar o tutorial, vale lembrar que dá pra fazer um belo NAS com o Cubieboard, mas se você procura alta performance, ele não é o mais indicado. Isso porque ele possui uma interface de rede fast-ethernet, ou seja, “apenas” 100mbps, quando o mais indicado para esses casos seria uma gigabit-ethernet, com 1gbps. Além disso, suas portas USB são no padrão 2.0, ou seja, quase 10 vezes mais lentas que as USB 3. Porém, acredito para o uso residencial e até pequenos escritórios, esses “detalhes” não vão incomodar.

     A primeira coisa que você vai ter que fazer é baixar a imagem do Debian compatível com seu Cubieboard A10 nesse link. A imagem está compactada no formato bz2, então não é todo computador que vai conseguir descomprimir o arquivo de cara. Eu recomendo que você baixe o BZIP 2 for Windows. Logo após instalá-lo, extraia o arquivo cubian-base-r1-arm.img.bz2, que tem algo em torno de 122MB para o cubian-base-r1-arm.img, que ficará com um arquivo de aproximadamente 1.7GB.

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jul 15

Cubieboard: um servidor Debian de baixíssimo consumo

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 15/07/2013 às 13:50h

     Escrevi há cerca de um mês aqui no blog sobre o Cubieboard, uma plaquinha similar ao famoso Raspberry Pi. Muitos me perguntaram porque eu não comprei esse último e, conforme expliquei no outro post, apesar do Cubie custar R$ 50,00 a mais, ele é mais rápido e versátil. Mais detalhes vocês encontram no outro post. Nos dê mais um pageview e acesse o post ;)

     O meu Cubieboard é o modelo A10 (single core) e veio com o Android 4.0.4 instalado. Eu brinquei um pouquinho com ele, inclusive na função de media center, executando Spotify, Rdio, Netflix, filmes na rede, etc., mas a realidade é que eu havia comprado o gadget para explorar um pouco mais de suas funções como servidor Linux rodando Debian. Mas porque fazer isso com essa plaquinha e não com uma máquina PC convencional? Em resumo: consumo de energia.

     Se você deixar uma máquina convencional ligada 24×7 (24 horas por dia, 7 dias na semana), é capaz da sua conta de energia subir de R$ 35,00 a R$ 40,00. Como eu já estou pagando quase R$ 200,00 mensais pra CPFL e não queria engordar a receita da empresa, acabei optando pela Cubieboard, que gasta menos de R$ 5,00 mensais, já que o seu consumo é ridiculamente pequeno: algo em torno de 5w, enquanto uma máquina consome uns 40w.

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jun 22

Review do CubieBoard (similar ao Raspberry Pi)

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 22/06/2013 às 15:59h

     Já tem algum tempo que eu tava interessado em testar o Raspberry Pi, o computador de USD 25 que empolgou muitos geeks a fazerem projetos bem interessantes, sendo o mais comum deles, usá-lo como mediacenter, para ver conteúdo multimidia na TV. Porém, isso é só uma das coisas que dá pra fazer com ele, pois como ele roda Linux, dá pra fazer inúmeros projetos, como um pequeno servidor de arquivos, web, banco de dados, etc.

     Eu cheguei a efetuar a compra de uma unidade do Raspberry Pi (R$ 179,00), mas quando recebi o email de confirmação da compra, entrei no link e acabei vendo um outro produto no site do vendedor: o CubieBoard (R$ 229,00). Ela é uma plaquinha similar ao Raspberry Pi, mas com mais potência e recursos. Enquanto o irmão mais conhecido conta com 700MHz de CPU e 512MB de RAM, o CubiBoard tem 1GHz de CPU, 1GB de RAM, 4GB de espaço interno e entrada SATA. Como a diferença de preço era de R$ 50,00, acabei mudando de ideia e a loja foi bem compreensiva em fazer a troca do pedido.

     Cada vendedor manda um tipo de sistema operacional pré-instalado na placa. Eu já vi alguns vendedores do Mercado Livre mandando Debian, Ubuntu, etc. A minha veio com o Android 4.0.4 portada de um tablet. No vídeo acima eu mostro um pouco sobre o que dá pra fazer com ela dessa forma, usando-a pra ver vídeos de diferentes formatos/ codecs, local ou na rede, bem como acessar Netflix, Spotify, Rdio, etc. Porém, eu ainda vou instalar o Debian nele pra tentar viabilizar um servidor Linux de baixo custo e baixo consumo de energia, pois o gasto enérgico dele é mínimo (apenas 3w).

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