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Breve Análise: Amazon Kindle Fire

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 06/02/2012 às 14:44h

     No final de setembro de 2011 a Amazon fez um evento para apresentar sua nova linha Kindle. Entre os lançamentos, estavam o novo Kindle (aquele com tela e-ink) e o tão esperado tablet, o Kindle Fire. Apesar de todos o rotularem de “iPad Killer”, a “pegada” do produto não é bem por ae. No entanto, ele está vendendo muitíssimo bem.

     O aparelho que está conosco para testes foi gentilmente cedido pelo @AleChumer do @CPV Vestibulares. Ele comprou o Kindle Fire recentemente numa viagem que fez para os Estados Unidos por USD 199. Como o Kindle é um produto muito focado no mercado americano, o Ale ficou um pouco frustrado com isso e algumas limitações impostas pela Amazon. Muitos dizem que a gigante do varejo online americano está vendendo o produto abaixo do seu custo, apostando no lucro com a venda do conteúdo disponível em sua loja online. Não seria de se estranhar se isso fosse verdade, pois o mercado de videogames pratica algo similar.

     Acredito que a frustração do Ale foi em grande parte porque ele está acostumado a produtos de ótima qualidade, como o iPad e o iPhone. Não que o Kindle Fire seja porcaria, como muitos Xing Ling que vemos por ae, mas o foco do produto é atender um público que não está querendo gastar USD 500 num tablet. Assim, não dá pra ser muito exigente e esperar tudo de primeira. Eu até fiquei impressionado com o que a Amazon conseguiu fazer nesse produto. Acredito que outros milhares de consumidores também, já que ele teve uma boa aceitação. Mas não vejo ele roubando vendas de quem já experimentou um iPad e pode pagar por ele. São públicos diferentes.

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set 28

Lançamentos da Amazon vão emparedar a Apple?

4 Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/09/2011 às 12:21h

     Fonte de rumores e muita espectativa durante vários meses, o tablet da Amazon foi finalmente revelado numa apresentação que acabou agora a pouco em Nova Iorque. Não só o tablet foi revelado (e se chama Kindle Fire), como também toda a família de e-readers foi renovada. Mas isso, de alguma forma, vai impactar as receitas crescentes da Apple com o iPad? O que isso muda na sua vida?

     Começando pelos e-readers, eu sempre quis ter um Amazon Kindle. A leitura nele é extremamente agradável, especialmente se forem textos longos. Todos sabemos que o iPad não foi feito pra textos longos, ainda mais dependendo das condições do ambiente. É praticamente impossível usar o iPad num parque ou algo assim. É extremamente desagradável. Assim, os leitores de e-books tem um público cativo: quem gosta de ler em qualquer lugar e não apenas dentro de ambientes fechados. Eu ainda não comprei o meu porque o conteúdo em português não justifica tal investimento. Até leio em inglês, mas não seria agradável.

     Na apresentação, Jeff Bezos fez questão de tocar no ponto que não é apenas a Apple que revoluciona mercados (sem citá-la, claro). Quanto a Amazon lançou o Kindle, haviam muitas pessoas descrentes quanto ao seu sucesso. Muitas pessoas preferem o papel físico, seja do jornal, livro ou revista. Porém, as vendas cresceram muito nos últimos 4 anos e atualmente a venda de e-books já supera a de livros físicos na Amazon. O acervo também cresceu e passou de 90.000 há 4 anos para mais de 1 milhão. Ou seja, o Kindle tem força e acima de tudo, muitos fãs. É um produto muito bem aceito em seu nicho.

     Ao contrário de outras empresas, a Amazon não força o consumidor a comprar o seu equipamento para ter acesso ao conteúdo da loja. Existe versão do aplicativo para vários dispositivos. Você compra um vez e lê onde quiser, tudo devidamente sincronizado. Você pode começar a ler um livro no iPad e quando estiver no parque, sob a luz do sol intenso, pode sacar seu Kindle e continuar a leitura de forma muito fácil.

     Os antigos Kindle eram pequenos, mas como não possuiam tela sensível ao toque, vinham com um teclado que ocupava uns 30% do seu tamanho. O que a Amazon fez? Removeu o teclado, deixando o aparelho ainda mais portátil. O Kindle tradicional (com alguns botões na parte inferior) custará USD 79 e o Kindle Touch, com tela sensível ao toque, USD 99. Já se você quiser ter um dispositivo com acesso à internet grátis pelo resto da vida em mais de 100 países (inclusive no Brasil), o modelo 3G custa USD 149.

     Eu gostei dos novos modelos de e-readers, mas o que todo mundo tava esperando era realmente o tablet. O Kindle Fire tem tela de 7” IPS e processador dual-core (não se sabe ao certo o clock e nem a quantidade de RAM). Não foi dito nada oficialmente a respeito, mas é bem claro que a escolha da tela teve a ver com o preço. Quanto maior a tela, maior o custo e a Amazon, sabiamente, conseguiu colocar no mercado um produto bacana pela metade do preço do principal concorrente. Mas ae, muita gente vai dizer: “mas caramba, 7” é muito desconfortável, não gostei”. Já pensando nisso, a Amazon desenvolveu um novo browser que, segundo eles, vai otimizar muito a navegação, pois funcionará como uma espécie de proxy (o Opera Mini faz isso), analisando e formatando o conteúdo antes de exibí-lo ao usuário.

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