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Breve análise da Microsoft Band: uma grande bosta

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 25/08/2015 às 00:11h

     Desde que a Microsoft anunciou a sua pulseira, em outubro e 2014, eu estou doido para testá-la. Isso porque ela tem GPS e monitor cardíaco embutidos (o que permite sair pra treinar apenas com ela, sem levar celular), ter vários sensores (inclusive um medidor de raios ultravioletas), além de ser multiplataforma e funcionar com iOS, Android e Windows Phone. Ou seja, tinha tudo pra ser um excelente produto, apesar de caro (USD 200/ R$ 854 na cotação de hoje do meu cartão). Vamos aos vídeos então:

     Logo ao tirar da caixa, senti o primeiro defeito: o peso. Estou acostumado a usar gadgets vestíveis nos dois braços, sendo o Pebble no esquerdo e a Mi Band na direita. Já testei alguns outros relógios e pulseiras inteligentes e nunca peguei um tão pesado como esse. Pra quem tá acostumado e não usar nada nos braços ou a usar uma pulseira mais leve, vai ser um choque. Evidente que, pra quem curte relógios maiores (um abraço pro Faustão), isso não será problema.

     Como a Microsoft só vende a pulseira nos Estados Unidos, tive dificuldades em baixar os apps nos respectivos aparelhos. Tive que apelar pra gambiarras. No caso do iPhone, como desloguei a minha conta da iTunes brasileira, pra logar na americana, adeus meu cache de músicas offline do Apple Music. Isso me deixa muito p.! e contou pontos negativos pra mim.

     Uma vez baixado o app, tive enormes dificuldades em parear a pulseira com o telefone. O que deveria ser uma coisa simples e usual, levou mais de 1 hora. Pode ser porque eu estou usando o iOS 9? Pode, mas eu fiz o pareamento de uma caixa de som bluetooth de USD 10 e foi de boa. Por que um relógio de USD 200 deu tanto trabalho? Fiquei tentando entender, mas ainda não cheguei a conclusão alguma.

     Depois do parto que foi pra conseguir parear, abri o app e me deparei com algo confuso e mal feito, bem no estilo de app feito pra uma plataforma e portada para outra. O que era pra ser um trunfo (funcionar em várias plataformas), se tornou um ponto negativo pra jogar na planilha.

     Quando finalmente coloquei a pulseira no pulso, notei que ela fica estranha, já que a tela é plana e não curva, como de outros relógios e pulseiras. Algumas pessoas me disseram que eu deveria usar a tela para baixo e eu fiz isso, mas ae criamos outro problema: atrapalha a digitação. A tela fica raspando na superfície do notebook e isso não é nada legal. Faz um barulho irritante, machuca o pulso e provavelmente iria danificar a tela do relógio e raspar todo notebook com o tempo.

     Depois dessa breve saga, eu já estava deveras brochado em continuar testando o produto. Mesmo a Best Buy me dando 14 dias para me arrepender, o que me permitiria talvez mudar de ideia em relação ao produto, estava tão frustrado, por algo que eu queria testar a meses e que se mostrou bem abaixo das expectativas, que resolvi dar um reset, voltá-la para a caixa e devolver.

     Depois de uns minutos, acabei tirando-a da caixa de novo e tentando mais uma vez me acostumar com ela, fechando os olhos pros pontos negativos. Configurei-a de novo, testei as notificações, dei uma volta no quarteirão pra ver o monitoramento e finalmente fui dormir com ela. Ae veio outra frustração: eu tenho que ativar um modo noturno quando vou pra cama. Por que diabos a minha Mi Band da Xiaomi, que custa USD 18, detecta quando eu vou dormir e a Microsoft Band, de USD 200, não? Muito pouco inteligente. E, do jeito que eu sou esquecido, acabaria perdendo o registro de algumas noites.

     Por fim, existem rumores de que a Microsoft irá lançar novos telefones highend em breve, bem como um novo Surface e uma Band 2. Com isso, em apenas um mês, eu já ficaria com um produto defasado. Espero que alguém lá em Redmond perceba todas as cagadas que foram feitas na primeira versão do produto e as corrijam. Quem sabe eu não compro a nova versão no futuro.

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Categoria(s): Gadgets
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