Algumas pessoas me perguntam porque eu abandonei o mundo Apple e a realidade é que isso nunca aconteceu. Mesmo usando Android como smartphone principal, continuei a usar OSX no iMac, Mac mini, MacBook Pro e MacBook Air, além de continuar a usar Apple TV, AirPort Extreme, Time Capsule, etc. Ou seja, o que houve foi que, sentindo que o iOS não me atendia mais tão bem quanto eu precisava e sem saco de ficar tendo que fazer jailbreak pra preencher essas lacunas, optei por um smartphone que servia melhor para as minhas demandas geeks, que são diferentes de um usuário comum. No caso, foi um com Android, mas poderia ter sido um com Windows Phone, Symbian, WebOS, Firefox OS, etc.
Quem me acompanha ocasionalmente, às vezes me diz: “poxa GG, você só critica a Apple”. E outros ainda: “poxa GG, você só critica o Android”. Apenas quem me acompanha mais de perto sabe que eu critico tudo que merece ser criticado (na minha visão, claro), sem poupar A ou B porque uso mais, porque me envia aparelhos para review, porque anuncia no blog, etc. Elogio quando acho que merece e critico quando acho que devo. Simples assim. Tanto é que, observem o nosso mascote no topo do site: ele está de braços abertos, com o bonequinho do Android de um lado e a logo da Apple do outro. Isso resume o que eu acabei de dizer.
Confesso que não estava muito animado para a WWDC. Quem me ouviu no podcast do MacMagazine sentiu bem isso. São tantos anos vendo a Apple dar passos pequenos, que parei de esperar algo grande vindo de Cupertino. Já escrevi algumas vezes, aqui e no Twitter, que acho que Tim Cook sentou nos USD 150 bilhões da empresa e deu um grande foda-se pra inovação. Adotou o “em time que está ganhando, não se mexe”. Talvez por não ter criado grandes expectativas, gostei bastante do que vi na 2. feira, durante o keynote de abertura da WWDC. Claro, nem tudo me agradou, mas o balanço final foi bem positivo. Eu vi uma Apple saindo do estado de completa paralisia que se encontrava.

