dez 18

CPF na nota? Comece a dizer sim e pague menos IPVA.

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 18/12/2013 às 11:12h

     Conheço muita gente que, ao ouvir a pergunta “CPF na nota?”, imediatamente diz não, sem ao menos pensar a respeito. Isso porque, como nem todo mundo declara ao governo toda a renda que recebe, existe um medo de “facilitar” as coisas pro governo, ele fazer o cruzamento dessas informações e isso criar um problema com a Receita Federal e/ ou Estadual.

     Se você é um funcionário público, muito provavelmente não tem o que esconder, já que todos os descontos são feitos diretamente na folha de pagamento. No caso de funcionário de empresa privada, infelizmente ainda acontece bastante da pessoa receber um salário base na carteira de trabalho, mas ter outros valores pagos “por fora”, já que o valor dos tributos (e são muitos) pagos pela empresa sejam menores. Se for empresário, dependendo do porte da empresa, a história pode ficar bem mais complicada. No meu caso, que sou microempresário, pago 6% de imposto sobre o faturamento da empresa e, no final do ano, o lucro dela vem pra mim, sem precisar pagar nada de imposto. Em resumo: uma maravilha! Não tem porque sonegar nada.

     Eu infelizmente não conheço sobre outros estados (podem me ajudar nos comentários), mas aqui em São Paulo o governo dá vários incentivos pra quem pede o tal “CPF na nota”. Isso ajuda o governo na fiscalização, já que muitas empresas, que talvez fossem sonegar o seu imposto, se verão obrigadas a declarar, já que você vai dar falta disso caso elas não o façam. Mas que benefícios isso lhe trás? Como acompanhar?

     O primeiro benefício, como já dito, é ajudar o governo a fiscalizar melhor a cobrança de impostos. Assim, menos empresas vão sonegar e as receitas do Estado vão aumentar, lhe dando mais condições de fazer investimentos em saúde, educação, segurança, infra-estrutura, etc. Ou seja, ao menos em tese, todos esses benefícios vão refletir diretamente na sua vida, de sua família e do restante da população.

     Agora, pensando mais em você, que benefícios diretos você tem com isso? O governo de São Paulo vai lhe devolver 30% do valor do ICMS. Com esse dinheiro, você pode pagar o IPVA ou simplesmente pedir que seja depositado em uma conta bancária, pra fazer o que quiser com ele. O acompanhamento é feito através do Portal da Secretaria de Fazenda.

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jan 15

Quando USD 20 se transformam em R$ 155

10 Comentarios »Postado por GordoGeek em 15/01/2013 às 13:48h

     No sábado eu comentei no Twitter que estava atrás de tags NFC pra otimizar algumas rotinas nos meus dispositivos Androids que tem esse recurso (infelizmente, não presente nos aparelhos da Apple). Como eu já havia procurado em alguns sites chineses e não havia encontrado, a galera me sugeriu alguns e acabei comprando na TagStand.

     Infelizmente, quando eu fiz a compra pela Google Play, não havia outro método de frete senão o expresso. Assim, eu comprei 21 tags NFC por USD 20, o que daria menos de R$ 1,50 cada. Porém, o valor do frete foi quase mais caro que o produto em si: USD 19. Hoje, me ligara da UPS pra confirmar que estarei recebendo o produto já amanhã e deveria deixar um cheque ou dinheiro no valor de R$ 70,00, referente aos impostos recolhidos. Ou seja, os USD 20 se transformaram em R$ 155.

     Antes que me xinguem de burro, por ter optado pelo frete expresso, como eu já havia comentado no sábado mesmo, não havia outra opção. Como eu também já havia comentado, eu sei que tudo que vem pela UPS paga imposto, não importa o valor ou o que seja. Eles fazem isso pra agilizar a entrega, pois o negócio deles é justamente esse. E funcionou: eu comprei no sábado (dia não útil), na segunda-feira a empresa disse que despachou e amanhã estarei recebendo: ou seja, em 2 dias úteis após o despacho, estarei recebendo uma encomenda dos Estados Unidos no interior de São Paulo.

     Mesmo com o alto valor do frete e tributos, cada tag NFC vai me sair em torno de R$ 7,50, ou seja, muito mais em conta que os R$ 25 que encontrei pra vender no Mercado Livre. É excelente morar no Brasil, não?

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mai 30

Porque parei de comprar na DealExtreme

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 30/05/2012 às 15:01h

     Quem me conhece do blog ou do Twitter sabe que eu comprava muito na DealExtreme. Eram coisinhas baratinhas e bobas, mas que eu gostava de comprar. Eram capinhas pra iPhone/ iPad, cabos de sincronia, lâmpadas de LED, etc. Durante uns três anos eu fazia pedidos praticamente a cada dez dias e, tirando um atraso ou outro, nunca tive problemas. Até que no final do ano, tudo mudou.

     Na Black Friday a DealExtreme colocou alguns produtos mais caros com preços bem interessantes. Eu paguei USD 38 em câmeras IP que aqui custam em torno de R$ 300,00. Dei a dica de compra aqui no blog e depois falei algumas vezes sobre como configurar pra colocar na rede, pra acessar remotamente, pra usar um FTP, etc. Porém, uma dessas câmeras nunca chegou. Segundo o tracking dos Correios, ela foi pra Receita Federal. Ela ficou lá uns dois meses. Eu liguei várias vezes pra lá e sempre me diziam que isso era com os Correios. Bem, depois de um tempo, ela simplesmente mudou de status e entrou como “não localizado no fluxo postal”.

     Eu reclamei na ouvidoria da Receita Federal e, novamente, me disseram que eu teria que ver com os Correios. Reclamando no site dos Correios, pra ter tudo documentado, depois de vários dias disseram que eu deveria ligar pra um número. Liguei e, como boa parte do que vem de empresas públicas, o atendimento foi o pior possível. Só informar meus dados e o número de tracking não era suficiente. Me pediram trocentos dados de quem enviou. Só faltou pedir uma amostra de DNA minha e de quem enviou. Apesar de ter ficado com muita raiva, não estou mais na idade de comprar esse tipo de briga por R$ 50,00 e deixei pra lá. Aliás, deve ser exatamente isso que os caras que ROUBARAM minha encomenda estavam contando.

     Em virtude da crise internacional e da balança comercial brasileira ter dado uma sacudida, o governo implementou várias medidas pros brasileiros darem uma maneirada na importação. Entre elas, esteve o aumento do IOF e a contratação de maior efetivo pra fiscalizações, que acabou culminando num aumento de quase 800% nas apreensões. Não estou aqui defendendo que o governo deve fazer vistas grossas a todo produto que a gente quer comprar lá fora, mas segurar um produto por quatro meses (e em alguns casos, sumir com ele) é demais pra mim.

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abr 26

#PrecoJusto: participe dessa iniciativa

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 26/04/2011 às 23:04h

     O Brasil tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo (senão a maior) e em contrapartida o governo nos presta serviços públicos de altíssima qualidade #NOT. Mas como o brasileiro parece que não se importar muito com isso e acha normal pagar por algo e não ver o retorno, o governo vai sempre querendo mais e mais. Não tá na hora de fazer alguma coisa pra tentar mudar isso?

     Há um tempo eu comentei aqui no blog que a Apple começou a exibir na sua loja virtual o preço dos impostos embutidos em cada produto. É de assustar! E se fosse só com a Apple, seria o de menos. Pagamos muitos impostos em tudo, em especial, em jogos e eletrônicos, que tem uma classificação insana. Além do Jogo Justo, agora temos outro movimento para tentar arrecadar apoio (e assinaturas) para forçar uma negociação com o governo.

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set 02

Apple coloca o dedo na ferida dos governos

31 Comentarios »Postado por GordoGeek em 02/09/2010 às 00:17h

     Ontem foi o evento musical da Apple e, mais uma vez, o brasileiro tomou aquele tapão na cara. Primeiro, ao ver o país excluído da oportunidade de comprar alguns produtos lançados e segundo, por sempre pagar mais caro pra ter seus sonhos de consumo.

     Como muito bem observou o RomuloRJ no Twitter, agora a Apple resolveu por o dedo na ferida dos governos e dizer, não só no Brasil, mas em vários outros, quanto do preço que você vai pagar pelo produto é composto de impostos e tributos. É uma forma de tentar melhorar a imagem de vilã, que sempre acompanhou a empresa, muitas vezes, injustamente, pichada pelos consumidores de não dar a devida atenção ao país.

     Vamos começar com o membro mais barato da família iPod, o Shuffle de 2GB, que nos EUA custa USD 49 e aqui R$ 229,00, sendo que, destes, R$ 100,00 são impostos e tributos, ou seja, quase 44% do preço final do produto! Aqui, cabe algumas ressalvas. Primeiro: nos EUA, o preço de etiqueta, não trás embutido o imposto (IVA), que é cobrado na hora da compra e varia de estado para estado (cerca de 10%). Segundo: tanto lá, como cá, a maior parte dos produtos tem frete grátis, ou seja, é necessário descontar esse custo do lucro bruto da empresa.

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out 05

O iPhone no Brasil é barato !

Sem Comentarios »Postado por Tiago Machado em 05/10/2008 às 17:30h

Depois do lançamento do iPhone no Brasil surgiram inúmeras discussões sobre o preço do aparelho em quase todos os blogs tupiniquins.Alguns discordam do preço abusivo, outros concordam.

O fato é que muitos acham que a operadora paga $199,00 pelo aparelho, o que não é verdade. Estimativas do iFixit  apontam que o custo dos componentes do iPhone da 1° geração beira os $220,00, e teria subido cerca de $20,00 para a nova versão 3G, isso somado aos custos de produção, mão de obra e transporte faz com que a Apple venda o aparelho da versão com 8gb por cerca de $499,00 e de 16gb por cerca de $540,00.

O preço praticado pela AT&T nos Estados Unidos, de $199,00, se deve a um imenso subsídio da empresa devido ao fato de que o contrato que se assina na compra do aparelho tem duração de dois anos, que garante à empresa o retorno de todo o dinheiro gasto no subsídio.

iPhone no Brasil, do preço final 48% é imposto

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