Em janeiro a Apple habilitou o acesso ao iTunes Preview no navegador permitindo ouvir trechos de músicas e a partir de agora ver a descrição de aplicativos da App Store diretamente em seu browser preferido sem que seja preciso abrir o iTunes para isso. A partir de hoje, o que muda é que a antiga tela de abertura do iTunes que aparecia ao clicar em um link que aponta para a iTunes Store foi substituída pela página do iTunes Preview.
Todos sabemos que a Apple conseguiu mudar paradigmas de se vender música pela internet e isso foi fruto de várias negociações com gravadoras que, até então, não estavma dispostas a criar alternativas para o velho modelo, baseado em mídia física.
Recentemente, também fruto de muita negociação, a Apple conseguiu que as gravadores abrissem mão do DRM da músicas vendidas através da iTunes Store. Porém, elas deram com uma mão e tiraram com outra, pois a Apple teve que acabar com o preço único de USD 0.99 e autorizar uma variação que chega a até USD 1.29, o que na realidade, fez com que as vendas dessas músicas registrassem uma queda nas vendas.
Um dos casos que mais deram o que falar em 2008 foi o tratamento dado pela Apple para o aplicativo Podcasters, aquele que dava a possibilidade de baixar os podcasts diretamente via iPhone.
Mesmo durmindo no ponto e implementando a funcionalidade no firmware 2.2, acho que a funcionalidade by Apple ficou aquém do esperado, pois os podcasts que não estão na iTunes Store, não podem ser assinados. Ou seja, aqueles que você assina apenas via feeds RSS, ficam de fora.
É essa lacuna que o Podcaster preenchia e sabe lá Deus porque, a Apple o baniu. Mas como desde o finalzinho do ano passado a Apple parece ter ficado mais tolerante, inclusive permitindo aplicações como o Safari, o Poscaster foi liberado na iTunes Store (USD 1.99), mas agora com o nome de RSS Player.
Apesar de não mais trazer a integração ao iTunes, o que era o ponto mais ‘grave’ para a Apple, o aplicativo ainda permite algo que a iTunes Store não autoriza, que e o download do conteúdo acima de 10MB via EDGE/ 3G.
iTunes Store: ‘naba’ oculta
A iTunes Store foi um dos serviços mais brilhantes lançados pela Apple e Deus sabe o quanto isso deve ter sido difícil de acontecer, pois as gravadores se cagavam de medo de adotar esse modelo de negócios, onde uma pessoa podia comprar apenas uma música por USD 0.99 ao invés de ter que levar o albúm inteiro por USD 9.99. Contudo, Steve Jobs ligou seu campo de distorção de realidade e conseguiu fazer com que elas aceitassem. Evidente, com algumas condições…
Com a possibilidade do usuário comprar apenas as músicas que interessavam, sem ter que levar o CD todo, as gravadores já ficaram muito preocupados, mas outro fato ainda despertava o receio delas: a pirataria. E para isso, a Apple teve que criar um DRM (Digital Rights Management) que as deixasse mais calmas e confiantes que isso não colocaria seus negócios no ralo.
Uma das boas notícias que surgiram na MacWorld 2009 foi o anúncio do fim do DRM para boa parte do acervo disponível na iTunes Store a partir de abril. De lambuja, veio a flexibilização dos preços, que agora vão de USD 0.69 a USD 1.29. E claro, para aqueles que já tem suas músicas compradas com DRM e quiserem fazer a ‘libertação’, uma taxinha de USD 0.29. Algumas pessoas já pararam para fazer as contas e se todos que compraram uma música fizerem o procedimento, serão mais alguns bilhões de dólares para o bolso das gravadoras.
Hoje tomei conhecimento de que a Apple irá ‘marcar’ as músicas sem DRM com a conta do cliente da iTunes Store (através do email de cadastro), de forma que se alguém começar a jogar as músicas em redes P2P, fique fácil localizar a origem da mesma. Eu tenho absoluta convicção que em breve irão desenvolver algum crack para quebrar isso, até mesmo podendo ser incorporado a própria iTunes. Evidentemente que apenas os mais desinformados vão ser penalizados caso ‘mijem fora da bacia’.
