out 09

     Parecido com o que aconteceu após o anúncio do iPad, onde a mídia massacrou a Apple pelo “iPhonão”, os “especialista” cairam de pau na companhia de Cupertino após o keynote de apresentação do iPhone 4S, dizendo que seria um fiasco e a concorrência iria chegar bem perto da empresa. Poucos dias depois, o iPhone 4S entrou em pré-venda e foram vendidas mais de 200.000 unidades em 12 horas, apenas pela operadora AT&T.

     Antes que me digam: “ah, mas você também criticou pra caramba o iPhone 4S”. Sim, critiquei, tanto durante a cobertura do evento (via Twitter), como depois num post que fiz aqui no blog. Porém, deixei claro que a Apple não inovou pela falta de capacidade e sim por estratégia. É como diz aquela velha piada: se você estiver na selva com outras pessoas e aparecer um leão, você não precisa correr mais rápido que leão e sim, apenas mais rápido que os outros.

     Durante os últimos meses, muitas pessoas me diziam que queria comprar um iPhone 4 e questionam-me se deviam aguardar o “iPhone 5″ ou comprar logo. Eu sempre recomendava esperar. Passado o keynote, muitas dessas pessoas voltaram a me questionar: “e agora.. tava esperando bem mais e veio essa bosta. compro o iPhone 4 (mais barato), o iPhone 4S ou um Galaxy S2 (ou similar)?”.

Continue a leitura..

TAG(s):
Categoria(s): Android, Apple
out 05

     Dentre as várias estratégias recentes da Apple, reveladas ontem no keynote realizado em sua sede em Cupertino, uma das que eu concordei e achei bem adequada foi o posicionamento da empresa com relação ao iPhone 3GS. No mercado americano, o aparelho que vinha sendo comercializado atrelado a um plano com fidelidade de dois anos por USD 99, agora sai de graça pro usuário. Há alguns meses a TIM colocou o aparelho desbloqueado a venda no Brasil por R$ 999,00. Pequena diferença, não? Só alterar o símbolo da moeda e acrescentar um 9 a mais.

     Eu não tenho o hábito de me desfazer dos aparelhos conforme eu faço upgrades. Confesso que não é um hábito ambientalmente responsável, pois ele seria mais útil nas mãos de alguém, mas eu não consigo me desapegar deles. Ao lado da minha mesa de trabalho tem uma estante com todos os meus iTrecos antigos, desde um antigo iPod Classic, passando por um iPod mini, nanos e todos os iPhone. De vez em quando eu pego alguns pra brincar e matar a saudade.

     Como ontem a Apple lançou a versão GM (Gold Master) do iOS 5, resolvi colocá-la no meu iPhone 3GS. Tomei um susto ao ver que, diferente de outras vezes, a Apple não deu aquelas “capadas nervosas” nas funcionalidades. Outro susto (também positivo) foi com relação a performance. O aparelho se mostrou bem rápido e estável. Ae eu fiquei me perguntando: se a Apple colocasse esse bichinho por um preço atraente, será que ele não seria útil na briga com os Android?

Continue a leitura..

TAG(s):
Categoria(s): Apple
out 04

     Fiquei semanas (pra não dizer meses) super empolgado pro evento de lançamento do novo iPhone. De ontem pra hoje eu praticamente não consegui dormir. Pouco antes do keynote começar eu tava roendo as unhas e o coração já batia acelerado. Pra que? Pra ver a Apple apresentar uma merda de iPhone 4S. Mas, é a melhor das merdas. Explico…

     Já dizia aquele velho ditado: “em terra de cego, quem tem um olho é rei”. Num mercado onde saem 2 novos smartphones rodando Android por semana, mas onde ninguém consegue inovar, a Apple não tem motivos para estar sempre extrapolando as barreiras. Basta fazer o feijão com o arroz. Afinal, como no futebol, não precisa dar espetáculo ou ganhar de goleada: o 1 x 0 também vale 3 pontos.

     Assim como aconteceu no iPhone 3GS, a Apple se focou em uma atualização mínima, melhorando a velocidade e a câmera. Não foi comentado nada sobre a memória RAM (como geralmente não é comentado no keynote), mas especula-se que ela tenha dobrado, indo para 1GB. Não ficaria totalmente surpreso se a Apple tivesse decido manter os atuais 512MB.

     Eu fiquei bem frustrado pela Apple ter mantido o visual antigo. Não fazia questão de um iPhone mais fino. Se for pra escolher entre uma bateria de maior duração e um iPhone mais fino, não tenho dúvida alguma que prefiro ter maior autonomia. Afinal, eu sempre tenho que colocar uma bateria auxiliar quando vou pra rua com ele. Mas uma coisa que me deixou muito puto foi a Apple insistir nessa tela minúscula do iPhone e a merda do botão home que começa a apresentar defeito dentro de poucos meses de uso. Eu tenho um Galaxy S e adoro o tamanho da tela. O Galaxy S2 tem a tela ainda maior e provavelmente eu gostaria mais ainda. Aliás, falando na concorrência, o iPhone 4S pode até não ter sido inovador ou surpreendido, mas me aponta um smartphone que seja melhor que ele, não apenas no hardware, mas no conjunto, com um excelente sistema operacional, aplicativos, serviços na núvem, etc. Ficou difícil, né? Esse é o mote: A Apple não precisa queimar cartucho agora. Seus concorrentes são ruins e não oferecem perigo (não nessa faixa de preço).

Continue a leitura..

TAG(s):
Categoria(s): Apple
jun 27

     Semana passada eu estava discutindo (no melhor sentido da palavra) com o @NerdPai e com o @RoniuJ pelo Twitter a respeito do iPhone ser um produto premium. Segundo o @RoniuJ, que mora nos Estados Unidos há algum tempo, esse termo não se aplica a produto e sim a serviço. Ele e o @NerdPai defendem a opinião de que o iPhone não é um produto diferenciado. Eu discordo e vou explicar os motivos.

     A Apple não é uma das marcas mais valorizadas do mundo à toa. Quando a pessoa compra um produto da empresa, não está apenas comprando o produto em si e sim toda a “bagagem” que acompanha a marca, como seu status. Por melhor que sejam os produtos a HTC, Motorola, Samsung e afins, dizer pros amigos que você tem um celular desses grandes fabricantes não tem o mesmo “tchan” que um da Apple. Você pode pensar: “que se foda status, eu me garanto”. Tudo bem, você tem todo o direito de pensar assim, mas existe uma indústria imensa que pensa o contrário, ou você acha que uma bolsa Louis Vuitton custa os olhos da cara apenas porque tem uma qualidade superior?

     Em todo keynote, a Apple faz questão de contestar os números que o Google solta sobre o Android, de que eles tem mais ativações diárias de que o iPhone. A Apple, pra não ficar atrás, junta no mesmo balaio as ativações de iPad, iPhone e iPod Touch, ou seja, todos rodando iOS. O Google, apesar de ter tablets e outros tocadores de mídia rodando Android, até onde me consta, não faz isso. Na verdade a empresa de Mountain View está na liderança, pois tem inúmeros fabricantes embarcando seu software e isso lhe dá mais poder de fogo, além de fornecer poder de escolha aos usuários, que podem escolher não apenas o modelo e fabricante que mais gostam, mas o que podem pagar.

Continue a leitura..

TAG(s):
Categoria(s): Apple
preload preload preload