nov 11

     Como publiquei há algumas semanas, comprei um Kindle de quarta geração e trouxe para o Brasil utilizando os serviços da Skybox. Já estou com ele a cerca de três semanas e me sinto impelido a compartilhar com meus leitores a deliciosa experiência que tenho tido.

     Acredito que a Amazon tem desenvolvido um espirito muito parecido com o da Apple no quesito “minimalismo”. Tenho consumido seus produtos mais intensamente nos últimos meses e sempre fico satisfeito com a maneira extremamente eficiente, intuitiva e harmoniosa que funcionam. Apesar de eu não lidar com essa área, essa boa fama tem acompanhado a empresa mesmo no ramo empresarial quando falamos de sua cloud, como o GordoGeek já comentou aqui no blog.

     A primeira geração do Kindle chegou em 2007. Pode não ter sido o primeiro gadget voltado para a leitura de livros digitais (assim como o iPod não foi o primeiro tocador de MP3), mas sem dúvida nenhuma é o mais conhecido e mais importante. A motivação principal de quem usa um Kindle deve ser apenas uma: leitura. Então navegar pela internet, ouvir músicas, assistir filmes ou jogar Angry Birds são atividades completamente dispensáveis ao gadget.

     No final de Setembro, a Amazon anunciou a quarta geração de Kindles. Dessa vez tivemos um modelo simples, dois com tela sensível ao toque (Wifi e Wifi+3G) e um terceiro modelo mais próximo ao iPad, o Kindle Fire. Esse terceiro modelo é talvez o mais ambicioso dos três, já que de Kindle só tem o nome. Desde o início a proposta de um Kindle foi bem clara: leitura. Portanto ler e-mails, navegar na internet, ouvir música, assistir filmes e jogar Angry Birds sempre foram consideradas atividades fora das ambições do aparelho. Com o modelo Fire as coisas parecem poder mudar um pouco de foco. Ele não possui a famosa tela E ink, e em funcionalidades se aproxima muito do iPad e outros tablets mais populares. Quem sabe seja um primeiro passo da Amazon em tentar abocanhar um mercado maior.

Não, essas unhas não são minhas

     Pois bem, já fazia algum tempo que eu estava namorando um Kindle. Sempre adorei a ideia de poder carregar toda a minha biblioteca no bolso sem precisar carregar toneladas de livros. Com meu iPad achei que veria esse problema resolvido, mas infelizmente não foi o caso. Ler no iPad é tudo, menos confortável. A tela retro iluminada cansa a vista demais em leituras longas. Além disso, por ser um gadget extremamente conectado e interativo, eu sempre tive uma facilidade enorme em perder a concentração. Sempre recebo alguma notificação de algum app, ou então no meio da leitura era seduzido pela facilidade de acessar algum site e quando ia perceber já tinha perdido muito tempo fazendo outras coisas. Isso sem contar que o iPad é muito pesado! Segurar aquele trambolho pode até ser muito bonito na keynote da Apple, mas na prática você pode condenar seu braço se segura-lo por mais de 10 minutos em frente ao rosto. O que eu queria com o Kindle era mobilidade em carregar meus livros, facilidade em acessa-los e acima de tudo que o gadget me proporcionasse conforto na leitura.

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out 20

     Sempre me considerei um geek do tipo “early-adopter”. Desde o inicio de minha independência financeira me esforcei em botar as mãos nas mais recentes novidades tecnológicas, seja por que realmente achei que facilitariam minha vida ou apenas porque eu sentia aquele tesão nerd em testar novidades e conhecer as direções em que a tecnologia caminha.

     Contudo, por acaso do destino, eu nasci, cresci e continuo no Brasil. Os mais nacionalistas poderiam me citar centenas de vantagens por isso, mas jamais poderiam dizer que esse é um país rico em tecnologia. Um entusiasta, como eu, sempre se viu fora da rota de novidades. Os novos gadgets sempre são lançados primeiro lá fora e, quem sabe, chegam aqui depois de alguns meses e com preços astronômicos.

     Para quem assim como eu não tem a oportunidade de fazer viagens para a américa do norte e Europa com alguma frequência, só resta contar com as poucas lojas online que enviam para o Brasil. Isso, é claro, dificilmente escapa do pagamento de altos fretes e impostos alfandegários absurdos. Mas e se houvesse outra opção?

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set 28

     Fonte de rumores e muita espectativa durante vários meses, o tablet da Amazon foi finalmente revelado numa apresentação que acabou agora a pouco em Nova Iorque. Não só o tablet foi revelado (e se chama Kindle Fire), como também toda a família de e-readers foi renovada. Mas isso, de alguma forma, vai impactar as receitas crescentes da Apple com o iPad? O que isso muda na sua vida?

     Começando pelos e-readers, eu sempre quis ter um Amazon Kindle. A leitura nele é extremamente agradável, especialmente se forem textos longos. Todos sabemos que o iPad não foi feito pra textos longos, ainda mais dependendo das condições do ambiente. É praticamente impossível usar o iPad num parque ou algo assim. É extremamente desagradável. Assim, os leitores de e-books tem um público cativo: quem gosta de ler em qualquer lugar e não apenas dentro de ambientes fechados. Eu ainda não comprei o meu porque o conteúdo em português não justifica tal investimento. Até leio em inglês, mas não seria agradável.

     Na apresentação, Jeff Bezos fez questão de tocar no ponto que não é apenas a Apple que revoluciona mercados (sem citá-la, claro). Quanto a Amazon lançou o Kindle, haviam muitas pessoas descrentes quanto ao seu sucesso. Muitas pessoas preferem o papel físico, seja do jornal, livro ou revista. Porém, as vendas cresceram muito nos últimos 4 anos e atualmente a venda de e-books já supera a de livros físicos na Amazon. O acervo também cresceu e passou de 90.000 há 4 anos para mais de 1 milhão. Ou seja, o Kindle tem força e acima de tudo, muitos fãs. É um produto muito bem aceito em seu nicho.

     Ao contrário de outras empresas, a Amazon não força o consumidor a comprar o seu equipamento para ter acesso ao conteúdo da loja. Existe versão do aplicativo para vários dispositivos. Você compra um vez e lê onde quiser, tudo devidamente sincronizado. Você pode começar a ler um livro no iPad e quando estiver no parque, sob a luz do sol intenso, pode sacar seu Kindle e continuar a leitura de forma muito fácil.

     Os antigos Kindle eram pequenos, mas como não possuiam tela sensível ao toque, vinham com um teclado que ocupava uns 30% do seu tamanho. O que a Amazon fez? Removeu o teclado, deixando o aparelho ainda mais portátil. O Kindle tradicional (com alguns botões na parte inferior) custará USD 79 e o Kindle Touch, com tela sensível ao toque, USD 99. Já se você quiser ter um dispositivo com acesso à internet grátis pelo resto da vida em mais de 100 países (inclusive no Brasil), o modelo 3G custa USD 149.

     Eu gostei dos novos modelos de e-readers, mas o que todo mundo tava esperando era realmente o tablet. O Kindle Fire tem tela de 7” IPS e processador dual-core (não se sabe ao certo o clock e nem a quantidade de RAM). Não foi dito nada oficialmente a respeito, mas é bem claro que a escolha da tela teve a ver com o preço. Quanto maior a tela, maior o custo e a Amazon, sabiamente, conseguiu colocar no mercado um produto bacana pela metade do preço do principal concorrente. Mas ae, muita gente vai dizer: “mas caramba, 7” é muito desconfortável, não gostei”. Já pensando nisso, a Amazon desenvolveu um novo browser que, segundo eles, vai otimizar muito a navegação, pois funcionará como uma espécie de proxy (o Opera Mini faz isso), analisando e formatando o conteúdo antes de exibí-lo ao usuário.

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Categoria(s): Android, Apple
jan 21

Alexandre Costa e GordoGeek discutem sobre as recentes atitudes da Amazon com relação ao Kindle

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Categoria(s): Apple, Biblioteca Digital, Podcast, Videos
jan 06

     O Nook foi uma espécie de resposta da gigante Barnes & Noble a Amazon e seu pioneiro Kindle. Infelizmente, devido a problemas de logística, o Nook acabou tendo alguns atrasos em seu lançamento e na entrega. Contudo, como podem ver no vídeo abaixo, parece ser um produto fantástico, que eu, com certeza, gostaria de possuir.

     Se a Apple pegasse o conceito do Nook, colocasse um browser e fizesse-o compatível com todos os Apps disponíveis em sua Store Online, com certeza seria um baita sucesso. Nos resta esperar pelo final do mês, onde conheceremos o novo filhote de Steve Jobs e Companhia.

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