dez 17

Sobre o Compartilhamento Familiar e Apple ID

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 17/12/2015 às 18:06h

     Ano passado a Apple introduziu no iOS 8 um recurso chamado Compartilhamento Familiar. A nova função facilitou bastante o gerenciamento de compras dentro de uma família, mas ainda está longe de ser perfeito. Vamos falar um pouco sobre isso.

     Aqui em casa eu tenho iPhone/ iPad, a esposa tem iPhone/ iPad e meus dois filhos, um menino de 5 anos e uma menina de 3 anos, tem iPads (totalizando então 4 pessoas/ membros e 6 dispositivos). Além disso, na família, meus pais e irmãos também tem iPad e/ ou iPhone. Infelizmente, a Apple limitou o número de membros de uma família a apenas 6. Claro, isso deve atender a mais de 95% das famílias, mas há casos que o número acaba sendo insuficiente.

     Antes desse recurso estar disponível, eu acabava configurando os aparelhos dos filhos, esposa, pais e irmãos no iTunes do meu iMac. Eu posso ter até 10 dispositivos cadastrados. E bem, esse número, pra mim, também está sempre me criando problemas. Mas, novamente, pra maioria das pessoas deve ser suficiente e é sempre nisso que a Apple pensa: atender a maioria e não a todos.

     Como sou usuário Apple de longa data, tenho muita coisa comprada na loja deles, sejam apps, músicas, livros, filmes, etc. Sincronizar outra coisa, que não apps, é uma tarefa fácil, pois geralmente não tem updates. Porém, os aplicativos, tem atualizações frequentes e isso acaba gerando alguns probleminhas.

     Por um tempo eu até deixei meu Apple ID logado nos dispositivos dos meus familiares. E, claro, tinha que deixar a senha com eles também. E, obviamente, como tenho um cartão de crédito válido associado a essa conta, imagina o problema de segurança, além de transtornos como crianças (ou adultos) não autorizados fazendo compras pra você pagar, por mais que você avise (“foi mal, cliquei errado”).

     Eu acabei criando um Apple ID pra cada pessoa/ dispositivo e resolvi parcialmente o problema das compras. Porém, sempre que surge um update, eu tenho que acabar colocando minha senha nos dispositivos, pra autorizar. E, como meus pais não moram na mesma cidade que eu, voltamos ao problema anterior.

     O compartilhamento familiar facilitou um pouco as coisas. Com ele, eu pude colocar minha esposa e filhos no grupo. Tudo que eu compro, eles conseguem baixar também, sem terem que pagar nada a mais por isso (inclusive os updates). Funciona assim: se eles vão comprar algo que eu já comprei, o sistema avisa, deixa-os baixar e não cobrando nada deles. Ou então, eles clicam sobre o meu perfil, veem uma lista do que já comprei e basta clicar em cima (privacidade mandou um beijo).

     Muita gente não sabe e imagina que todos os apps comprados por um membro, estão disponíveis para todos os outros. Infelizmente, não. A enorme maioria funciona assim, mas tem alguns poucos que não. Por que? O desenvolvedor, quando submete o aplicativo pra loja, precisa autorizar o recurso. Se ele não deixar, os membros da sua família não terão direito aos apps que você já pagou. Contudo, apenas uma minoria não autoriza. Então, não devemos nos preocupar muito com isso. Só achei que deveria comentar pois esse post pode servir de guia para quem tiver problemas envolvendo o Apple ID e Compartilhamento Familiar.

     A Apple só permite que pessoas com mais de 16 anos criem seus próprios Apple ID, seja no iTunes, seja na App Store, seja via o próprio site do Apple ID ou pelo dispositivo. Menos de 16 anos tem que ter uma conta criada pelo seu responsável.

     Dentro da aba de Compartilhamento Familiar você tem a opção de criar o cadastro da criança. Se tiverem até 13 anos, você deve autorizar todas as compras deles, inclusive as gratuitas. É uma forma dos pais manterem um certo controle sobre o conteúdo que os filhos consomem. Já se eles tem entre 13 e 16 anos, dá pra configurar pra autorizar que baixem apps gratuitos sem pedir senha e sem ter que pedir permissão de um responsável. No caso de você quer que autorizar tudo, o pedido de autorização chega via push num dispositivo (iOS ou Mac) autorizado e o responsável precisa por a senha do Apple ID pra autorizar.

     Eu sou assinante do plano familiar do Apple Music. Apesar dos meus filhos praticamente não usarem, o plano familiar custa “apenas” USD 3 a mais que o individual e permite que todos os membros do Compartilhamento Familiar tenham acesso ao serviço. Logo, sai muito mais barato que Spotify, Deezer, etc., mesmo com o dólar nas alturas.

     Agora voltamos ao “problema” com meus pais e irmãos. Eu queria criar um único Apple ID pra todos eles, já que, como disse antes, cada conta pode ficar logada em até 10 aparelhos. Assim, eu permitiria que eles tivessem acesso a meus apps (tanto a instalação de novos, quanto updates), além do Apple Music. Mas estou tentando achar a melhor forma de fazer isso.

     Se eu criar um Apple ID de uma “identidade fake”, que tenha até 13 anos, eles não vão conseguir baixar nada sem que eu autorize e eu não quero eles me ligando a todo momento pra eu autorizar isso. Vai ser chato pra mim e pra eles. Logo, descartei isso.

     Eu cheguei a pensar que tinha resolvido o caso criando um fake com 14 anos, pois pensei que eles poderiam baixar os apps gratuitos por si mesmos e os pagos eu teria que autorizar. Mas não funciona assim. Se eu deixo uma opção marcada, eles não podem baixar nada sem eu autorizar. Se desmarco, eles podem baixar tudo (inclusive apps pagos, o que eu não quero) sem eu autorizar. Assim, ainda não achei como fazer. Se você tiver uma ideia, me fale.

     Uma coisa importante a respeito do Apple Music. Você talvez tenha pensado: “vou deixar cada um com seu Apple ID, logado no iCloud e uma conta única na Apple Store, já que são menus diferentes dentro do iOS”. Eu também pensei isso. Porém, o Apple Music é um serviço da loja, mas é vinculado a conta do iCloud. Logo, não rola deixar um login diferente pra cada.

     Hoje é menos necessário que no passado, mas antigamente, era mandatório se ter um Apple ID vinculado a uma iTunes Store de outro país, como os Estados Unidos. Isso porque, na loja brasileira, não havia jogos e mais um monte de apps. Assim, sem um Apple ID gringo, você perderia boa parte de graça de se ter um dispositivo Apple. Logo, tenho um grande histórico de apps comprados lá.

     Quando vi o recurso do Compartilhamento Familiar ser anunciado, logo pensei: acabou a putaria de ter que ficar me logando com várias Apple ID (de vários países) pra fazer os udpates nos meus dispositivos. Coloco todos eles na minha família e resolvo o problema. Nananinão! A Apple só permite que os membros da família tenham Apple ID do mesmo país. Logo, nada de 4 Apple ID brasileiros e um gringo.

     Você deve estar pensando: gordo folgado, não quer nem ter um trabalhinho extra pra ter tudo atualizado. O problema é que, quando eu dou logout do Apple ID no iOS, ele mata tudo que baixei do Apple Music. Ae eu coloco a conta gringa, atualizo, tiro a conta, volto a do Brasil e tenho que baixar tudo de novo no Apple Music. Imagina fazer isso toda vez que tem um update de app que você comprou na conta americana. Chato pra caralho, né? Por isso que deixo baixo os updates pelo iTunes do iMac e depois sincronizo por lá. Ae ele manda pros dispositivos a versão mais nova. Porém, quando faço isso, todas as músicas do Apple Music no iTunes também vão pro saco. Assim, resolvi que não vou manter cache das músicas no iMac.

     Um outro problema que a Apple ainda precisa resolver são as compras feitas dentro de aplicativos (in-app purchase). Eu imaginei que meus familiares teriam acesso a elas também, sem precisar da minha senha. Infelizmente, não tem. Quando clicam no botão de restaurar compras in-app, o sistema não identifica que a conta em questão pertence a minha família e, como eu já paguei por elas, eles também teriam acesso. Nesses casos, eu preciso logar minha conta no dispositivo deles e clicar em restaurar as compras. Contudo, ae eles perdem o cache do Apple Music também. Chato!

     Espero ter esclarecido algumas coisas sobre Apple ID e Compartilhamento Familiar pra vocês. Quem ainda não usa o recurso, recomendo que ativem, pois facilita muito o gerenciamento, especialmente se a sua família tem até 6 membros.

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Categoria(s): Apple
out 05

Como instalar aplicativos da Google Play americana

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 05/10/2015 às 17:37h

     Recentemente eu precisei instalar um app que só estava disponível na Google Play americana (iSmartAlam) e fiquei meio sem saber como proceder. Primeiro, pensei que talvez fosse necessário ativar uma VPN e usar um IP americano. Mas não deu. Depois, tentei colocar meu chip da T-Mobile no celular e também não deu. Descobri que contornar essa limitação era mais simples do que eu imaginava. Vamos aprender como!

     Se você tiver uma conta Google americana, basta mudar pra essa conta na Play Store e baixá-lo. Caso ainda não tenha, será necessário criar uma. Contudo, recentemente o Google está fazendo algumas validações e isso pode ser um problema pra você. Mas dar um jeitinho nisso é fácil.

     Nos últimos dias eu escrevi uma séria de artigos aqui dando dicas de como usar uma VPN gratuitamente, bem como conseguir um número de telefone americano também na faixa. Pra criar a conta Google gringa, você precisará de ambos. Porém, apenas na criação. Depois, pra usar, não será necessário.

     O primeiro passo é abrir uma aba anônima no seu navegador favorito (Chrome, Firefox, Safari e outros tem esse recurso), para que ele não identifique qualquer outro login seu no Google. Depois, ative a VPN e certifique-se que está com um IP americano. Você pode fazer isso acessando o site MeuIP, por exemplo. Depois, acesse o Gmail, informe que deseja criar um novo cadastro e preencha seus dados. Provavelmente, lá no final, ele vai te pedir um número americano para enviar um SMS e validar a conta. Informe o criado previamente (conforme oriento no outro post) e pronto.

     Com sua conta Google criada, logue-a no smartphone, procure o app que deseja baixar e corra para o abraço. Ah, caso ainda não tenha, aproveite para criar um Google Voice e faça chamadas ilimitadas/ SMS para Estados e Canadá e um correio de voz muito bom, com transcrição de voz para texto, além de recursos muito interessantes de telefonia e comunicação no geral.

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ago 31

Pegando os pedidos feitos online no Amazon Locker

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 31/08/2015 às 09:11h

     Já tem um tempo (desde setembro de 2011) que a Amazon espalhou armários por diversas cidades americanas, permitindo que os clientes da sua loja online possam retirar os produtos diretamente nesses pontos. Mas eu nunca tinha usado o serviço dos Amazon Locker e decidi conhecer.

     Meu primeiro pedido na Amazon aqui nos Estados foi entregue na casa em Jersey. Como eu passo o dia fora, fiquei na dúvida sobre o que aconteceria se o entregador da UPS aparecesse e não tivesse ninguém. Algumas pessoas no Twitter me disseram que eles tentam mais vezes e outros disseram que eles deixam na frente de casa, dependendo da cidade e do bairro. E foi esse último que aconteceu comigo. Cheguei no final do dia em casa e o pacote estava ali no cantinho. Fiquei imaginando o que teria acontecido com ele se fosse no Brasil.

     Mesmo sabendo que o risco de algo acontecer algo com o pacote é bem baixo, já que os costumes aqui são outros, decidi matar dois coelhos com uma cajadada só e mandar meus outros pedidos pra um Amazon Locker dentro de uma loja 7-Eleven próxima a Port Authority, onde pego o ônibus todos os dias.

     A Amazon vai lhe informando sobre tudo que acontece com seu pedido, seja ele entregue em casa ou no Locker. Nesse último, quando um ou mais ítens estão disponíveis para serem coletados por você, chega um email com um código de autorização. Esse pode ser colocado manualmente na máquina ou então lido pelo leitor de código de barras, que também chega no email.

     Ao entrar com o código, o sistema identifica seus pedidos armazenados ali. No meu caso, eram 4 e cada um estava numa gaveta diferente. Ao ir clicando nos códigos dos pedidos, ele ia abrindo uma gaveta e avisando na tela de que lado do Locker (esquerda ou direita) estava o meu pacote.

     Eu gostei desse sistema de pegar os pedidos num Amazon Locker, já que eles ficam abertos 24 horas, mas é importante ressaltar 2 tópicos. O primeiro diz respeito a sua segurança. Mesmo aqui sendo uma cidade bem policiada, será que é realmente seguro você ir pegar itens de alto valor numa loja de conveniência, onde qualquer um pode decidir te seguir e lhe assaltar? O segundo ponto diz respeito ao tamanho dos pacotes. A Amazon costuma não economizar nisso e manda pacote gigantes, cheio de plástico bolha, mesmo para itens super pequenos, como pendrives ou cartões microSD.

     Em tempo: meus últimos pedidos da Amazon, sejam entregues em casa, sejam pegos no Locker, não vieram com a invoice ou cópia do pedido. Pessoas no Twitter me disseram que isso não é normal e eles costumam sim enviar uma folha com os dados do pedido. Como a Receita Federal brasileira é um órgão extremamente burocrático, estou na dúvida se eles vão aceitar a minha declaração de itens, na volta ao país, com base nos preços que estiverem aparecendo no app da Amazon e da NuBank (meu cartão de crédito).

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Categoria(s): Geral
abr 06

Como saber se seus carregadores são de boa qualidade

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 06/04/2015 às 13:09h

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Categoria(s): Android
mar 02

Google, copie o compartilhamento familiar da Apple!

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 02/03/2015 às 02:59h

     Esses dias eu escrevi aqui no blog sobre a falta que faz um aplicativo como o iTunes para os usuários de Android. Hoje, venho falar de outra coisa que sinto muita falta: o compartilhamento familiar.


Bloomua / Shutterstock.com

     Apesar deu ser a ovelha negra da família (usuário de Android), meus filhos tem um iPad cada e minha esposa, apesar da minha insistência, não veio para o lado negro da força e continua a usar iPhone. Recentemente, ganhei um iPhone 6+ do meu padrinho (que mora no Canadá e não me via há anos) e voltei a usar o smartphone da Apple. Mas já fazia tantos anos que não mexia com iOS no dia-a-dia (apesar de ter um iPad, fica na gaveta), que fiquei bem perdido e estou descobrindo algumas coisas bacanas só agora.

     Meus filhos e esposa tem suas contas iCloud, mas apenas para que eu possa localizar os dispositivos em caso de perda ou roubo. Eles efetivamente nunca compram nada. Sou eu sempre quem compro as coisas e depois instalo no deles. Pra facilitar as coisas, acabo deixando meu Apple ID configurado nos aparelhos deles. Claro, com senha, de forma que eles não pudessem fazer compras sem minha autorização, mas facilitando o update.

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Categoria(s): Android, Apple
set 04

Como instalar o app da pulseira Nike FuelBand no Android

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 04/09/2014 às 14:23h

     Depois de muito tempo, a Nike resolveu liberar uma versão do app FuelBand para Android. Porém, ele só está disponível para alguns poucos países onde a pulseira é vendida oficial. Logo, impossível de baixar usando a Google Play do Brasil. Mas, existe uma gambiarra pra contornar esse problema.

     Dei uma procurada no grande oráculo de Mountain View e achei esse link para o apk do app Nike FuelBand. Mandei instalar e deu tudo certo. Claro, não é o ideal, mas funciona.

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Categoria(s): Android
ago 13

Veja como atualizar a Google Play para a nova versão

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 13/08/2014 às 11:23h

     Uma das coisas que odeio no Android é como o Google solta seus updates. Mesmo em dispositivos rodando o Android puro, os updates chegam aos pouco e não seguem nenhuma ordem. Ontem mesmo eu comentei a respeito no Twitter e vi gente comentar que o Moto G já teria a nova loja e o Nexus 5 ainda não. Não dá pra entender!

     Diferente do update do próprio sistema, forçar a atualização da Google Play é bem simples. Basta abrir o app da loja, ir até configurações, sobre e clicar sobre a versão do sistema. Caso ela esteja desatualizada, você receberá um aviso de que ela será atualizada. Alguns minutos depois, basta conferir. Simples e prático.

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Categoria(s): Android
mai 06

Motivos para não comprar na loja online Centauro

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 06/05/2014 às 09:47h

     Há cerca de duas semanas eu vi uma promoção na Centauro e fiz uma compra de vários itens com um baita desconto. Vários dias depois, nada do produto chegar, entro no site pra ver a posição do pedido: cancelado. Em nenhum momento ninguém me enviou email ou ligou para dar uma posição. Já começou errado ae, pois simplesmente não deram o mínimo de atenção com o cliente. Qualquer empresa idônea zela pelo bom relacionamento com seus consumidores, fato que nem de longe aconteceu com a Centauro.

     Depois de várias tentativas de contato via redes sociais, email, chat e telefone, resolvi apelar ao site Reclame Aqui. Ae a empresa resolveu responder a um dos emails, dizendo que os produtos vendidos não estavam mais disponíveis. Ora, no momento da compra, estavam, então isso é propaganda enganosa. O Código de Defesa do Consumidor é claro ao dizer que, se anunciou, tem que honrar a oferta, seja como for. Ligue para os fornecedores, dê um jeito, se vira. A responsabilidade é do fornecedor e não do comprador. Não se pode fingir de morto, como eles tentaram fazer. Isso tá errado.

     Além do total descaso por parte da loja, o que me deixou ainda mais frustrado foi o fato de me enviarem um vale compras no valor. Eu não quero esse vale compras! Eu jamais pedi por isso! Eu quero os produtos com desconto que me venderam! E a má fé é tanto que, uma vez cancelado o pedido, por que não pediram o cancelamento também do pagamento na administradora do cartão de crédito?

     Como sempre digo aqui no blog: erros acontecem em todas as empresas. Mas como a empresa lida com tais erros é X da questão. Me senti feito de idiota com essa situação. Primeiro, a falta de informação. Depois, o não cumprimento da lei. Por último, a não devolução rápida do dinheiro pago. Por isso fica a minha recomendação: não compre nessa empresa. A não ser que você goste de ter problemas, perder tempo reclamando em chat, Procon, etc.

     Update 06/05/2014 16:02h => Recebi a pouco a resposta do Procon. Confirmando o que eu já sabia, eu tenho direito de exigir que a Centauro entregue os produtos ofertas. Se eles não tem em estoque, se virem pra arrumar. Senão arrumarem, eu tenho direito a devolução do direito corrigido e indenização por perdas e danos.

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nov 19

Estou com problema. Onde e como devo reclamar?

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/11/2013 às 10:04h

     Esse é um daqueles posts que eu já deveria ter feito há muito tempo, tamanha é a quantidade de perguntas que me fazem a respeito do tema, principalmente via Twitter e email. Nem sempre eu tenho tempo de analisar todo o relato, até mesmo porque, alguns tem vários parágrafos e demandaria um tempo enorme, coisa que não disponho no momento. Assim, se você me perguntou algo e, ao invés deu te responder um texto igualmente longo, específico pra você, não fique chateado. É apenas falta de tempo mesmo. Mas leia o post até o final que provavelmente sua dúvida será respondida aqui.

     Quem me acompanha no blog e/ ou Twitter por mais de duas semanas certamente me viu reclamar de alguma empresa, produto ou serviço. Muitos consideram isso um mero #mimimi, ou seja, uma reclamação vazia, de uma pessoa com raiva e que não tem o que fazer a não ser xingar nas redes sociais. Pela minha experiência, se você fizer a coisa direita, isso gera um retorno muito positivo pro seu problema. Então, apesar de alguns contatos te chamarem de mimizento, vale a pena reclamar. Mas como?

     A primeira coisa a se fazer, antes mesmo da contratação do serviço ou da compra do produto, é dar uma pesquisada no histórico da empresa. Eu sei que uma grande parcela das compras são feitas no impulso e isso é um problema sério. Você praticamente está pedindo pra ter problemas. Se você perder 5 minutinhos e entrar no ReclameAqui pra ver como a empresa trata seus consumidores, você já vai conseguir escapar de várias roubadas. Nota: não é pelo fato de simplesmente achar o nome da empresa lá, que ela é ruim. Toda empresa tem problemas! Todas! Como ela lida com os problemas e como trata o consumidor é que faz toda a diferença. Veja os índices de resposta, as avaliações dos consumidores e, se possível, leia a resposta dela a alguns casos, pra ver se realmente está empenhada e comprometida em resolver ou se está apelando para resposta padrões apenas pra ganhar tempo.

     Se você contratou algo e deu problema, o primeiro passo é reclamar junto a empresa. Não adianta por a carroça na frente dos bois, dizer que vai processar e os cambau. Não funciona assim, por mais raiva que você esteja. Primeiro faça um contato com a empresa, preferencialmente de uma forma que você possa documentar todo o trâmite, seja através de email ou gravando uma chamada telefônica. Muitas empresas, já tentando dificultar a vida do consumidor, sequer geram número de protocolo em seus formulários de reclamação. É raro quando reclamo de algo via formulário e recebo um email com um número de protocolo e cópia do que foi reportado. Assim, eu geralmente ligo pra empresa e gravo a chamada.

     Transcorrido alguns dias (geralmente o prazo dado pela empresa) e o problema não foi sanado, recomendo recorrer ao já citado Reclame Aqui, pois muitas empresas mantém uma equipe dedicada a receber e resolver as reclamações vindas do site. Quando você liga num SAC, geralmente, o esse primeiro atendimento é feito por funcionários do mais baixo escalão. Tiveram um péssimo treinamento e não tem autonomia alguma. É mais comum que funcionários mais bem treinados e com maior autonomia respondam as reclamações vindas de sites como o Reclame Aqui, Procon, Anatel, etc.

     Se o seu problema for com uma empresa de telecomunicações, seja fixa, móvel ou tv, recomendo também reclamar junto a Anatel. Já disse algumas vezes que a agência reguladora é totalmente omissa e não tá muito a fim de ajudar. Porém, você deve ter paciência e seguir os trâmites corretos. Entre em Fale Conosco, faça seu cadastro e deixe sua reclamação. Geralmente um funcionário da empresa vai te ligar em até 5 dias, mas costuma ocorrer antes. É comum que os problemas sejam resolvidos nessa etapa, pois a operadora já viu que você não é um “migué qualquer” e está disposto a criar problemas pra eles, então eles estarão mais bem disposto a resolver. Caso mesmo assim, não dê certo, Procon neles.

     Caso o seu problema seja com o setor bancário, outro campeão de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, eu recomendo uma reclamação junto ao Banco Central, que também pode ser feita via internet, clicando aqui. Coloque seus dados, escolha o banco e deixe sua reclamação. Em alguns minutos você irá receber um email do BACEN confirmando que notificou a instituição, te passando o protocolo e dizendo o prazo que eles tem pra responder. O mais comum é alguém da ouvidoria do banco colocar meio kilo de rola na bunda do seu gerente e ele vai te ligar todo disposto a ajudar. No setor bancário, os funcionários vivem numa corda bamba. As cobranças são gigantescas e cada pisada de bola pode ser mais uma chance da guilhotina. Então, use e abuse desse método.

     Apesar de algumas empresas ignorarem sumariamente o Procon, as mais sérias, vão fazer o possível para que sua reputação não seja maculada por uma reclamação desse nível. O Procon do Estado de São Paulo possui um atendimento online, onde você pode deixar sua reclamação via formulário, evitando que você tenha que ir fisicamente ao local. Dependendo do problema, eles vão te mandar um email pedindo alguns documentos e fazem tudo por lá. Alguns poucos casos vão te pedir pra ir até o Procon da sua cidade. Pela minha experiência, a maioria das compras online eles resolvem tudo online. Infelizmente, pra outros estados, você terá que perder um tempinho indo fisicamente até o local. Mas, recomendo que o faça, pois o índice de resolução de problemas é alto.

     Se você já fez tudo isso e, infelizmente, não teve o seu problema resolvido, não resta outra alternativa senão entrar com uma ação contra a empresa. Aliás, se a empresa não responde ao Procon ou se não resolve o problema de forma satisfatória, é justamente essa a recomendação que virá no termo que vão enviar pra você. Geralmente, o problema pode ser resolvido através do Juizado Especial Civil (JEC) e não precisa de advogado. No meu caso, eu tenho um escritório que me presta assessoria, então eu marco uma reunião, conto o caso, mando os documentos e eles resolvem tudo. Nunca tive tempo/ paciência de fazer tudo eu mesmo, mas já tive dezenas de relatos no Twitter de pessoas que fizeram tudo por conta própria e, ou ganharam a causa, ou a empresa propôs um acordo que acabou se mostrando vantajoso.

     Espero que esse artigo tenha lhe inspirado a lutar por seus direitos. Eu sei que vivemos num país de merda, onde a maioria das empresas não trata o consumidor com o devido respeito. Apesar de termos várias operadoras de telefonia, vejo casos absurdos em todas elas. Pagamos uma carga tributária altíssima e não contamos com o respaldo do governo e suas agências para intervir a nosso favor. Mas, mesmo com todas essas adversidades, não deixe que as empresas passem por cima dos seus direitos. Reclame! Corra atrás! O brasileiro é um povo que reclama muito em redes sociais, mas não toma nenhuma atitude mais definitiva pra realmente resolver o problema. Só “xingar muito no Twitter” não vai resolver (na maioria dos casos). Agregue a essa reclamação outras atitudes, como as que citei aqui. As empresas tem pleno conhecimento que muitos clientes não estão disposto a correr atrás dos seus direitos e é por isso mesmo que estamos nessa situação lamentável. Pra elas, fica muito mais barato pagar os processos que perdem do que tratar a todos com respeito. A partir do momento que a conta dos processos começar a ficar alta demais, todos seremos beneficiados com uma mudança de postura por parte das empresas. Corra atrás!

     Em tempo: você pode entrar com uma ação no JEC sem ter usado os outros métodos (Reclame Aqui, Anatel, Procon, etc.) pra tentar resolver? Sim, pode. Mas num país onde os processos se acumulam aos milhões, o juiz verá seu caso com outros olhos se ver que você tentou praticamente de tudo pra resolver e só recorreu a Justiça em último caso. Coloque-se no lugar do juiz. Imagina que você tem a mesa abarrotada de processos e você abre um e vê alguém pedindo uma indenização de R$ 5.000,00 por um produto não entregue e a pessoa nem sequer se deu ao trabalho de ir ao Procon. O que ele vai pensar de você? No mínimo, que você não fez a coisa direito. Em alguns casos, quem sabe, que você é um oportunista querendo ganhar um dinheiro fácil. Por isso, reforço: siga todos os trâmites que recomendei. Caso tudo o mais falhar e você precise do JEC, as chances de ganhar serão maiores. Aliás, não basta “apenas” ter razão. Você precisa comprovar os fatos. Ou seja, reuna a máxima documentação possível, para que você dê pouco espaço pra defesa do réu trabalhar, explorando as brechas que você deixou no processo.

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out 14

Apple cobrando erroneamente por apps já pagos

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 14/10/2013 às 13:46h

     Já tem alguns meses que meu iPhone 4S e meu iPad 3 ficam em seus respectivos docks, ao lado do iMac, no escritório. Não me dou nem mais ao trabalho de tirá-los de lá a noite ou nos finais de semana, já que tenho preferido usar o Android, seja no Galaxy S4, Note 2, Nexus 7, etc.

     Hoje de manhã eu recebi um email da Apple, dizendo que eu supostamente comprei o app Picframe no dia 12/10/2013. Já seria estranho, pois como disse anteriormente, nem mexo mais direito nos aparelhos com iOS e nem passei perto deles na data mencionada. Porém, o mais bizarro, é que eu já tinha comprado o app há quase 2 anos.

     Minha suspeita é que, como meus dispositivos estão com o iOS 7 e ele tem aquele recurso de update automático, ocorreu algum erro no sistema de update e a Apple resolveu cobrar novamente por um app que eu já tinha instalado e só deveria ser atualizado (sem cobrar novamente). Repito: eu nem passei perto dos meus aparelhos com iOS no final de semana, data na qual a empresa alega que eu comprei o app.

     Uma das coisas que mais gosto da plataforma do Google e que vejo como enorme diferencial em relação a Apple é a loja. Ok, os apps são mais feios sim, mas a transparência e respeito que o usuário do Android tem são muito maiores. Primeiro, quando eu compro qualquer coisa, recebo um email sobre isso de imediato. Assim, qualquer problema, posso tomar medidas mais efetivas. Na Apple, não sei ao certo o motivo, eles esperam alguns dias. Eu acredito que seja para não cobrar pequenos valores no cartão. Então eles esperam alguns dias pra ver se o usuário fará uma nova compra e cobrar tudo junto, diminuindo as taxas que eles pagam. Mas isso é apenas suposição.

     Outra enorme vantagem, que já foi motivo de post aqui no blog é a regra dos 15 minutos. Se você comprar um app na loja, usá-lo e não gostar, você tem 15 minutos para devolver, apenas clicando num botão de estorno. Não precisa preencher formulário, não precisa dizer o motivo, não precisa esperar pra ser reembolsado, não precisa tentar convencer um funcionário da loja, etc. Simples e direto. Não gostou, clica aqui e o estorno ocorre na hora. Na Apple, você é jogado de um canto a outro, em várias páginas, precisa preencher formulário, aguardar 48 horas, etc. Perdi quase 20 minutos tentando achar onde reclamar e, quando consegui, nem um protocolo me passaram. Horrível!

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