dez 13

Porque comprar um Moto X Play ao invés de um Zenfone 2

3 Comentarios »Postado por GordoGeek em 13/12/2015 às 21:41h

     Na semana passada eu fiz um post sobre a decepção que tive ao usar o smartphone Zenfone 2 da Asus. O aparelho foi muito elogiado por um bocado de sites de tecnologia, como sendo super poderoso, arrasando nos benchmark, mas eu simplesmente detestei o gadget.

     Eu pedi o cancelamento da compra no Submarino e, antes mesmo do estorno, acabei comprando um Motorola Moto X Play, que muitos vem dizendo ser uma super decepção da marca, um verdadeiro downgrade pra quem tinha a versão do ano passado. Mas por que eu optei pelo azarão, ao invés do favorito? Vamos lá, pois tenho alguns pontos pra explicar a decisão.

     Se tem uma coisa que a Apple sabe fazer é propiciar uma boa experiência ao usuário, independente das especificações técnicas, que ficam em segundo plano. O iPhone 6, que é um excelente aparelho, tem apenas 1GB de RAM e uma CPU dualcore. Enquanto isso, concorrentes do mundo Android (como o próprio Zenfone 2) trazem 4GB de RAM, outros entregam CPU octa-core, blablabla. Isso realmente importa?

     Muita gente criticou meu vídeo sobre o Zenfone 2 no YouYube dizendo que eu dei ênfase demais em design e isso é uma coisa muito pessoal. Não, não é. Se todo o mercado tivesse fazendo as cagadas que a Asus fez, tudo bem. Mas não é isso que estamos vendo. A Asus tentou copiar a LG em alguns pontos e deu um belo tiro no pé. Colocar caixas de som traseiras, onde o som fica abafado quando o aparelho é apoiado na cama, impossibilitando assim de ver um vídeo, não é legal. O mesmo vale para os botões na traseira, forçando o usuário a virá-lo toda vez que quer ajustar o volume. Ao digitar algo com o aparelho na mesa, ele fica “dançando” devido a sua curvatura avantajada. E por ae vai… Um verdadeiro show de horrores, que ninguém na Asus teve o bom senso de gritar PARE.

     Eu sinceramente não consigo ignorar falhas graves de design como essa, pois me afetam a todo minuto que interajo com o gadget. Porém, vamos deixá-las de lado só por um instante e vamos nos concentrar em outros ítens, como a pífia autonomia de bateria (chega ao meio dia com 45% de bateria), os 59% de RAM que o sistema devora mesmo sem nada carregado ou o fato de ter que abrir o aparelho para inverter os chips das operadoras, pois não dá pra fazer isso via software.

     Com o aumento do dólar e a venda da Motorola para a Lenovo, a linha Moto realmente sofreu um duro baque. Nem de longe são os espetaculares aparelhos de 2013/ 2014. Porém, não são de todo ruim. Eles são equilibrados. E essa é a palavra-chave. Deixaram de lado grandes números, um acabamento mais refinado, mas conseguiram entregar uma boa experiência pro usuário e isso é o que importa no final das contas. Não quero ficar lembrando quantos GB de RAM o aparelho tem. Quero clicar em algo e carregar rápido. E isso o Moto X me entrega.

     Eu optei pelo Moto X Play, concorrente direto do Zenfone 2 (ambos tem a mesma faixa de preço) porque não gosto de apps de terceiros inundando meu aparelho, sem que eu possa desinstalá-los (bloatware). Gosto de um Android puro, sem customização (ainda mais de péssimo gosto como a ZenUI). Isso só deixa o aparelho mais lento e inseguro, tendo em vista que atrasa os updates.

     A Motorola nunca teve uma câmera que se destacasse em seus smartphones. Muito pelo contrário. Mas eles finalmente acertaram a mão e colocaram uma câmera bem razoável nos Moto X desse ano. Aliás, até os Moto G, tiveram uma melhora significativa. Não vou comprar com o iPhone, porque isso seria covardia (e burrice, já que um custo R$ 1.000 e outro R$ 4.000). Mas se você levar em conta que o Sony Xperia Z5 custa mais de R$ 4.000 e tem uma câmera pior que a do Moto X, é um ótimo negócio.

     A bateria também ficou mais “esperta” (enormes 3630mAh) e tem durado mais. Segundo os primeiros testes, dá pra chegar até o final do dia num uso intenso ou um dia e meio pegando mais leve com o bichinho. Pra mim, se durar um dia todo de uso, no meu ritmo, cumpre seu papel. O que não pode é no meio do dia me forçar a pegar leve ou pior: me deixar na mão. Durante a madrugada eu durmo e não uso telefone, então o que espero é ter um aparelho que me aguente durante o dia, enquanto estou acordado e preciso dele. E como eu não moro numa vila indígena sem energia e posso deixá-lo carregando, sem problema de durar “só” um dia.

     Muita gente pode achar bobagem, mas eu sou fã dos comandos de voz do Google. Poder interagir com seu aparelho durante o dia, sem ter que pegá-lo na mão, disparando comandos sem apertar nenhum botão é coisa linda. E depois que você se acostuma, abrir mão disso é muito complicado.

     Apesar da TIM e OI terem liberado novos planos com tarifas super agressivas pra outras operadoras, ambas tem sinal muito ruim na minha cidade (e acredito que em grande parte do país). Claro e Vivo ainda seguem com a melhor cobertura, apesar dos planos mais caros. E é por isso que ainda preciso de um aparelho dualSIM e com possibilidade de usar, senão 4G, pelo menos 3G em ambos os slots, podendo comutar rapidamente, via software, sem ter que abrir a capa do aparelho no meio da rua, ejetar um SIM, colocar no bolso, ejetar outro, colocar no primeiro slot, tirar o outro SIM do bolso..

     Em testes de performance, medidos por aplicativos como GeekBench e AnTuTu, o Moto X Play tomou uma surra do Zenfone 2. Foram em torno de 35% de diferença. Mas, ainda bem, no dia-a-dia, pro meu uso, isso não se mostrou significativo. Pelo contrário. Enquanto eu experimentava alguns lags (travadinhas) no Zenfone, no Moto X Play eu sinto o sistema roda tudo super fluido. Talvez, porque não tem a customização cagada da fabricante pra atrapalhar, mas não posso afirmar que seja isso.

     Confesso que fiquei incomodado quando tava escolhendo entre Moto G de terceira geração e Moto X Play. Cheguei a encontrar promoções do Moto G por R$ 750, enquanto o Moto X Play saiu por R$ 997. Meu desconforto foi saber que o Moto G tem proteção IPx7, podendo ter contato com água, enquanto o Moto X não. Como assim? Eu tô pagando mais caro num modelo superior e ele não traz os mesmos recursos do mais barato? Talvez a Motorola, na sua luta por cortar custos, teve que fazer esse sacrifício (assim como outros). Mas eu fiquei fulo com isso.

     Falando em me deixar fulo, que diabos é aquilo de ter que escolher entre um segundo SIMcard e o cartão microSD no Moto X Style, Motorola? Sério que não dava pra colocar a gaveta do microSD em outro canto e deixar o usuário ficar com 2 operadoras e espaço extra? Burrice tem limites e vocês estão chegando bem perto dele. Conselho de quem gostou muito da marca no passado recente e está ficando descrente.

     Espero que nos próximos dias não surjam novos fatos desagradáveis no uso do Moto X Play, pois até o momento, as primeiras impressões são muito boas e certamente não me arrependo de ter devolvido o Zenfone 2.

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Categoria(s): Android
fev 19

Um pequeno desabafo pela falta de um iTunes para Android

13 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/02/2015 às 18:15h

     O iTunes é um dos softwares mais polêmicos da Apple. Tem gente que ama e tem gente que odeia. Mas, a maioria, reconhece que ele é ultrapassado e lento. Porém, mesmo com todos esses “defeitos”, eu sinto falta de uma versão similar do Google para os aparelhos Android, seja qual fosse o modelo/ fabricante dele. Poderia até ser polêmico igual ao da Apple. Eu não ligo. Apenas quero algo.


Chukcha / Shutterstock.com

     Recentemente a Motorola lançou o update com o Android 5 para vários aparelhos da sua linha de smartphones. Curioso o fato de que aparelhos de entrada (como o Moto G) receberam o update antes do topo de linha (Moto Maxx). Mas isso não vem muito ao caso agora, apesar de me irritar bastante. Isso seria algo que jamais a Apple faria. É como dizer pro seu cliente que pagou mais caro: “você é menos importante do que aquele cliente que pagou 1/4 por um produto ‘inferior’”.

     Eu tenho um Motorola Moto X 2014 (assim com o 2013) e um Moto Maxx. Em ambos os casos, eu recebi o update e notei que o aparelho ficou extremamente pior com a nova versão do Android, deixando os aparelhos com lags insuportáveis, coisa que eu só via em aparelhos da Samsung. Aliás, justamente por isso abandonei a Samsung/ Sony/ LG e estava priorizando a Motorola.

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nov 05

Motorola anuncia seu novo topo de linha: Moto Maxx

4 Comentarios »Postado por GordoGeek em 05/11/2014 às 13:01h

     Hoje cedo estivemos em São Paulo para a coletiva da Motorola, onde nos foi apresentado oficialmente o novo topo de linha da empresa, o Moto Maxx. Nosso colaborador Henrique Cunha pode brincar um pouco com o aparelho e, mesmo sendo um fã da Apple, gostou do que viu.

     Na semana passada a Motorola já havia apresentado um aparelho bem similar nos Estados Unidos, sob a marca de Droid Turbo. Como a marca é licenciada pela operadora Verizon, a Motorola não pode criar uma marca global para o aparelho, assim como fez com o Moto X, Moto G e Moto E.

     Apesar do Moto X ser um aparelho bem poderoso, muitos ainda sentiam falta de um aparelho realmente topo de linha da Motorola e essa lacuna foi preenchida com o Moto Maxx. As configurações impressionam. O smartphone vem com CPU Qualcomm Snapdragon 805 (4x 2.7GHz), 3GB de RAM, tela de 5.2” Quad HD (565 ppi), 21MP de câmera traseira e 64GB de espaço interno (52GB disponíveis pro usuário). Além de especificações impressionantes, o acabamento do aparelho consegue ser ainda mais surpreendente que o Moto X, possuindo um nanorevistimento de nylon balístico e kevlar.

     No final do mês passado, quando o aparelho “vazou” nos EUA, eu fiz algumas conjecturas sobre o valor dele aqui no Brasil. Sendo bem otimista: R$ 1.799. Realista: R$ 1.999. Pessimista: R$ 2.299. Ele acabou chegando por R$ 2.199, mas com várias promoções a R$ 1.999 parcelado ou pouco mais de R$ 1.700 à vista. Não é barato, mas pelo baita aparelho que é, tem um custo x benefício interessante.

     Eu sempre tive aparelho com cartão microSD de 64GB, pois não gosto de ficar controlando muito meus documentos, fotos, vídeos, cache de músicas do Spotify, podcast e afins. Quando resolvi abandonar aparelhos com microSD, adotando o Nexus 5 e o Moto X como aparelhos principais, penei um pouco pra me adaptar. Consegui sobreviver, fazendo algumas concessões (especialmente alguns jogos, que atingem quase 2GB), mas ainda sinto falta do cartão. É realmente uma pena a Motorola deixar isso de fora mesmo no aparelho topo de linha. Eu sei que isso é tendência e vários fabricantes vem retirando essa opção, mas o usuário perde muito com essa decisão, que era uma das vantagens da plataforma Android em relação a Apple, que costuma cobrar uma diferença de USD 100 pra cada “degrau de espaço extra”.

     Apesar do Moto Maxx ter um revestimento repelente a líquidos, ele não possui a certificação IP67, como o Sony Xperia Z2 e o Samsung Galaxy S5. Ou seja, ele não é a prova d’água. Pode parecer uma bobagem, mas depois que se tem um aparelho com essa característica, é complicado abrir mão dela, especialmente se você curte uma piscina. E, caso você não saiba, 25% dos problemas envolvendo smartphones tem relação com líquidos. Ou seja, um aparelho com essas características pode te salvar de algumas enrascadas.

     Outra coisa que decepcionou é que o Moto Maxx, diferente do Moto X, não está sempre lhe ouvindo. Ou seja, nada de “Ok Google Now” pra executar suas ordens. O aparelho é dotado de várias “funções inteligentes” do Moto X, mas essa em especial, não. Não consegui entender o motivo e me desagradou.

     Uma das melhores característica do gadget no entanto é sua bateria de longa duração. Segundo a fabricante, ela tem autonomia de 40 horas de uso moderado, ou seja, quase 2 dias sem precisar recarregar. E, caso necessite, em apenas 15 minutos na tomada, ele já está apto a mais 6hs de uso. Bacana, né? Mas eu ainda gostaria de uma recarga sem fio, coisa que aparelhos da Nokia já trazem há alguns anos.

     Estou com um boleto aqui do Moto Maxx, com um excelente preço (R$ 1.734 no Ricardo Eletro), mas ainda estou na dúvida se devo pagá-lo. É claro que o Moto Maxx é um ótimo aparelho, mas como o Moto X está dando conta do recado e tem esses “fatores ruins” que listei acima, não sei se vale a pena essa troca. Se eu resolvesse vender o Moto X, iria pegar uns R$ 1.000 nele (já que existem promoções dele novo por R$ 1.250). Ou seja, “perderia” quase R$ 750 nessa brincadeira.

     Update 06/11/2014 13:44h => Escrevi ontem que o Moto Maxx não teria o recurso de estar sempre ouvindo o usuário. Havia lido em algum review gringo do Droid Turbo que o celular não teria esse recurso. Porém, os leitores deixaram nos comentários que ele tem sim o recurso. Entramos em contato com a assessoria da Motorola e também com o Paulo Higa, do Tecnoblog, que já está com o aparelho e ambos confirmaram que realmente existe o recurso. Ou seja, menos um motivo pra eu deixar de comprar o Moto Maxx. Vou acabar pagando o boleto.

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Categoria(s): Android
out 23

O que vale mais a pena: Nokia Lumia 930 ou Moto X 2014

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 23/10/2014 às 12:56h

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out 02

Primeiras impressões do Novo Moto G DTV 2014

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 02/10/2014 às 16:18h

     No ano passado a Motorola anunciou em novembro um dos seus melhores produtos até hoje: o smartphone Moto G. O aparelho fez um enorme sucesso por possuir um excelente custo x benefício, sendo campeão de vendas e críticas, seja dos veículos especializados, seja dos próprios consumidores. Agora em setembro, ela anunciou a segunda geração dos aparelhos. Será que acertou de novo?

     Muita gente critica a Apple quando essa lança novos iPhones “apenas” melhorados, não promovendo uma verdadeira revolução ano após ano. O que a Motorola fez com a segunda geração do Moto G foi exatamente isso: uma melhoria e não uma revolução. Ou seja, ela ouviu os consumidores e lhes entregou um produto parecido, porém melhor ao do ano anterior, sobretudo focando naquilo que seu cliente realmente queria.

     Em maio desse ano, quando a empresa anunciou o Moto E, ela já havia disponibilizado uma nova versão do Moto G, com microSD e 4G, duas das coisas mais pedidas pelos consumidores. Nos modelos anunciados em setembro, infelizmente não veio o 4G, mas vieram a TV digital, suporte a cartões microSD, tela maior, uma câmera melhor e o mesmo preço incrível para a categoria.

     Além do 4G, algumas pessoas reclamaram que tanto a CPU, como a memória RAM, permaneceram a mesma. Ora, upgrade, todo mundo deseja, mas será que ele é realmente necessário, ainda mais num produto com boa performance e que faz de tudo para se manter acessível? Com uma CPU Qualcomm Quad core de 1.2GHz e 1GB de RAM, era desejável, mas não imprescindível um upgrade. E a Motorola fez o mais lógico: focou no preço.

     Eu já usei (e tenho ainda na gaveta) vários smartphones topos de linha lançados no Brasil, como o Samsung Galaxy Note 3, o Galaxy S5 e o Sony Xperia Z2. Contudo, conforme eu escrevi nesse outro post, eu abri mão deles pela fluidez que encontrei no Motorola Moto X e no LG Nexus 5. Contudo, mexendo no Moto G de segunda geração, fiquei tentado a trocar o Nexus 5 por ele, uma vez que ele oferece boa performance, microSD, dual chip e TV, coisas que eu aprecio num aparelho.

     Um breve comentário sobre a câmera do Moto G: a anterior era bem fraca e a nova, além de mais megapixels, está mais rápida e com uma qualidade superior. Não dá pra comparar com aparelhos topo de linha, mas a câmera passou de ruim para aceitável.

     Apesar de estar com o aparelho a menos de um dia e esse ser um post de primeiras impressões, por tudo que li do aparelho e vi de amigos que já tem o Moto G, acredito que possa recomendá-lo a boa parte das pessoas que procura um smartphone bacana, num custo não muito elevado. Se vou gostar dele depois de 1 semana de uso intenso, só o tempo dirá. Mas as primeiras impressões foram, novamente, muito boas. Palmas para a Motorola, que até bem pouco tempo era ofuscada pela Samsung e conseguiu dar a volta por cima.

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set 26

Abri mão dos smartphones topos de linha e estou feliz

8 Comentarios »Postado por GordoGeek em 26/09/2014 às 10:43h

     Acho que o sonho de boa parte dos geeks é ter condições financeiros de conseguir se manter atualizado tecnologicamente, comprando os mais novos lançamentos. Quem me acompanha há algum tempo sabe que estou sempre trocando de smartphone, geralmente pegando os topos de linhas de Samsung, Sony, etc. E cheguei a conclusão que não preciso deles pra ser feliz.

     Esse não é um daqueles posts onde eu vou ensinar você a poupar dinheiro, controlar o consumismo, etc. Depois de alguns anos comprando o Galaxy Sx, Galaxy Note x e mais recentemente os Xperia Zx da vida, vi que eles mais me frustravam do que me realizavam. Afinal, quem paga R$ 2.500 num aparelho (ao invés de R$ 500 num modelo mais em conta), espera que a experiência seja muito boa.

     Nos últimos meses eu fiz diversos vídeos falando sobre os problemas do Sony Xperia Z2, o topo de linha da Sony. Ele esquenta demais, a câmera não é tão boa assim, trava uma barbaridade, etc. Já o Galaxy S5 e o Galaxy Note 3, especialmente pelas tranqueiras que a Samsung insiste em por na TouchWiz, acabam deixando os aparelhos se arrastando em pouco tempo. Se tiver curioso, dá uma procurada aqui no blog pra ver mais sobre cada uma dessas coisas. Tem tudo documentado em vídeo, pra mostrar que são problemas reais e não meras impressões.

     Tem cerca de uma semana que estou usando o Nexus 5 e o Moto X (2014) como aparelhos principais. Até já coloquei meus outros aparelhos pra vender no OLX, já que perdi totalmente o tesão neles. É incrível a fluidez desses dois aparelhos, que geralmente custam a metade dos topos de linhas. Enquanto em outros aparelhos eu experimentava pequenas travadinhas e constantes gargalos, nesses dois tudo roda liso. Detalhe: rodando exatamente os mesmos apps, inclusive launchers, dos outros aparelhos.

     Estou sentindo falta do leitor de digital (S5), emissor de infra-vermelho (S5), cartão microSD, proteção contra água (Z2 e S5), TV Digital (Z2), um acabamento mais premium e tudo o mais? Sinceramente: sim, mas consigo viver muito bem sem eles. Até o “pouco espaço”, já que sou um ávido consumidor de Spotify e Pocketcasts, estou conseguindo me virar. Atualmente tenho 3GB livre no Nexus 5 e 5GB livre no Moto X (esse último tem 32GB de armazenamento interno nominal, contra 16GB do Nexus 5, então sincronizo mais playlists).

     Diariamente eu recebo dezenas de dúvidas no Twitter e entre as mais recorrentes estão: “que aparelho eu compro? X ou Y”. E geralmente X e Z são Galaxy S5, Galaxy Note 3, LG G3, Sony Xperia Z2 e por ae vai. Ou seja, a pessoa se dispôs a pagar uma baba no telefone, esperando ter uma boa experiência. Assim, acho leviano da minha parte indicar algo que eu não acredito, dando meu aval pra pessoa gastar grana onde não deve. Mas claro, cada caso é um caso e os atributos que são importantes pra mim, podem não ser para a pessoa. Assim, faça uma lista do que é importante pra você, destacando o que é fundamental, o que é desejável, o que gostaria, mas toparia abrir mão e o que pouco importa.

     Nem o Nexus 5, nem o Moto X, tem câmeras muito boas e isso não é de hoje. Eu tenho um post aqui no blog onde eu comparo as câmeras de 9 aparelhos. Ainda vou atualizar esse post com as fotos do Moto X, mas ela não é muita coisa melhor do que a do Nexus 5, que já está no post anterior. Mas convenhamos, se você quer ter um smartphone com uma câmera muito boa, você terá que partir para a linha Lumia, que roda Windows Phone. Ou então pagar R$ 3.500 num iPhone.

     É muito provável que se você me perguntar sobre que aparelho comprar, eu vou te mandar esse post, pois está muito mais completo do que uma resposta dada em 140 caracteres no Twitter. Não é pouco caso com seu “problema” e sim uma forma racional de respondê-lo.

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set 16

Primeiras impressões do novo Motorola Moto X 2014

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 16/09/2014 às 18:05h

     No começo de novembro a Motorola anunciou o novo Moto X e estivemos no evento da empresa em São Paulo para ver as novidades. Como eu já tinha antecipado no post da cobertura, fiquei bem frustrado com a falta de um slot para cartão microSD e mencionei que, por essa função ser fundamental pra mim, não iria comprar o aparelho. Mas, diante de uma promoção do Submarino, acabei não resistindo e comprei. Não sei se ficarei com ele, nem se o usarei como smartphone principal, mas…

     As primeiras impressões do aparelho são muito positivas: ele é bem acabado, bonito, rápido, sua câmera está melhor que a do modelo anterior e sua tela enorme está muito linda. No vídeo acima você confere as primeiras impressões do novo Moto X, no qual aproveitei para comparar com o modelo antigo e alguns outros aparelhos que tenho por aqui. Justamente por isso, o vídeo ficou um pouco maior (quase 15min.) do que de costume, então peço desculpas se você tem preferência por vídeos menores.

     Recentemente estão surgindo muitas promoções de Galaxy Note 3, Galaxy S5 e LG G3 na faixa de R$ 1.500,00 (especialmente na BlackCissa), que é o mesmo valor do Moto X. Assim, achei que valia a pena mostrar um pouco dos que tenho aqui comigo. Iria mostrar o G3 também, mas como não comprei e a assessoria ainda não mandou… Paciência.

     Por rodar um Android praticamente puro, sem modificações, o gadget da Motorola tem uma experiência de uso muito boa. Rodando o teste de benchmark AnTuTu, ele simplesmente deixou comendo poeira outros aparelhos Android (inclusive mais caros) como os já citados acima. Ou seja, se você pode pagar R$ 1.500,00 num aparelho, por que pagar R$ 2.500,00 pra ter uma experiência muito similar? Assim, a Motorola conseguiu manter um excelente custo x benefício. E claro, como sempre acontece no mundo Android, o preço de R$ 1.500,00 logo deve baixar.

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set 05

Motorola lança novos Moto G e Moto X no Brasil

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 05/09/2014 às 08:24h

     Ontem (04/09), a Motorola Brasil realizou o evento de lançamento de seus novos produtos em sua sede de São Paulo e estivemos presente através de nosso colaborador Henrique Cunha. Aliás, eu (GG) também queria ter ido, mas o evento foi muito concorrido e a assessoria nos informou que só seria possível enviar um colaborador por veículo. Chegando ao local, o Henrique me confirmou o fato. O local era bem pequeno e ficaria muito desconfortável com muito mais jornalistas ali.

     Antes da apresentação dos lançamentos, Marco Arruda, Diretor de Negócios da Motorola Brasil, relembrou o posicionamento da Motorola no mercado de telefonia móvel através dos seus 3 pilares: Tecnologia, Software e Valor.

     Arruda destacou que tecnologia faz parte do DNA da Motorola, e neste pilar a proposta da empresa foi reduzir o portfólio de smartphones, para aumentar o foco no desenvolvimento de seus produtos visando atender as reais necessidades dos usuários, sendo o software um componente fundamental. Dae a explicação da empresa não tem um top de linha muito caro, nem uma linha de tablets. Eles estão focando onde acham que podem fazer a diferença.

     No pilar do Software, a Motorola limpou o sistema operacional e trouxe funções e aplicativos para diferenciar seus produtos, dentre eles: tela inteligente, alerta, comandos de voz. Através do uso do Android puro, smartphones de entrada tem uma performance melhor, além do que o processo de homologação das novas atualizações tendem a ser mais rápidos.

     No terceiro pilar, a Motorola foca no Valor, oferecendo produtos de qualidade a preços mais justos. Antes limitados a equipamentos simples. O Moto G foi o primeiro smartphone desenvolvido com base nestes pilares se tornando o aparelho mais vendido da historia da Motorola.

 

Escolha ter Escolhas (Choose Choice)

     Este é slogan da Motorola quando apresenta seus novos smartphones, atualizações do Moto G e Moto X. Sim, a Motorola não vai usar os nomes Moto G2, Moto X1 ou X+1.

 

Novo Moto G

     O campeão de vendas da Motorola agora tem cartão microSD (algo que o GG implorava) em todas as versões suportando cartões de até 32GB (chuto que funcione com 64GB também). A tela agora de 5 polegadas com resolução 720p HD 720×1280 IPS, Gorilla Glass, 294 PPI tem ao seu lado (na parte frontal) alto-falantes estéreo. A bateria de 2070mAh não é removível, segundo a Motorola dura o dia todo. E agora o Moto G ganhou a versão DTV (Televisão Digital, exclusivo para o Brasil), identifica a solução do Moto E. As câmeras também foram atualizadas, a traseira agora é de 8MP e a frontal 2MP.

     Vamos aos preços sugeridos:
     Moto G Dual Sim 8GB de armazenamento => R$699,00
     Moto G Colors 8GB de armazenamento (com 2 capinhas: preta e turquesa) => R$729
     Moto G DTV Colors 16GB de armazenamento (com 2 capinhas: preta e turquesa) => R$799.

 

Novo Moto X

     A Motorola aprimorou o que já era bom. O Novo Moto X (não será chamado de X1 ou X+1), agora tem tela 5.2” 1080p Full HD, 423 PPI. Processador Qualcomm Snapdragon 801 com 2.5 GHz quad-core e GPU Adreno 330 a 578 MHz. Câmera de 13MP, que captura vídeos em 4K e flash duplo. A bateria também foi atualizada agora com 2300mAh. O armazenamento passou de 16GB na versão anterior para 32GB. E nada de suporte a microSD (meu Deus, Motorola!).

     O acabamento do Novo Moto X ficou mais aprimorado com borda de metal. E a Motorola fez questão de destacar que é metal mesmo, assim como os botões de power e volume (similar a outros aparelhos, como o Xperia Z2). A distribuição do seu peso foi concebida para tornar a pegada mais segura. A parte superior é levemente mais espessa e mais pesada. Segundo a Motorola, isso evita que ele escorre da sua mão. Muito legal ver que a fabricante se preocupa com detalhes.

     Além disso o Moto X agora conta com sensores de infravermelho na área frontal. Com isso, você pode silenciar uma chamada simplesmente passando a mão por cima do aparelho sem tocá-lo. Lembra o Galaxy S4/ S5? Eu achei que sim ;)

     A fabricante também aprimorou o aplicativo de câmera que agora passa a tirar múltiplas fotografias e escolhe a melhor para o usuário (equivalente a outros aparelhos também, com o iPhone 5s).

     Os comandos de voz também receberam atualizações e agora é possível enviar WhatsApp e atualizar o status do Facebook via comando de Voz, por exemplo. Além disso, dá pra customizar a frase que irá despertar o aparelho. Antigamente era apenas “Ok Google Now” e agora pode ser um estiloso “Acordo Javis”.

     A Motorola manteve os preços do antigo Moto X (R$ 1.499), com a novidade que agora temos disponíveis as versões em couro (de verdade e não aquele fake do Galaxy Note 3) e bambu no mesmo valor e disponíveis desde já. Ou seja, é capaz que hoje mesmo já veremos os varejistas se estapeando pra ver quem oferece o melhor preço à vista.

 

Moto Hint

     A Motorola aproveitou para apresentar um novo fone de ouvido bluetooth: o Moto Hint, que é elegante e super discreto, pois fica dentro da orelha. Além do design, o fone vem com um case que serve também é uma bateria externa que tem capacidade de recarregar o fone em 2x.

     O Moto Hint chegará ao mercado até o Natal e ainda não tem preço sugerido. Inicialmente ele chega apenas na cor cinza, sendo que na apresentação percebemos que existem diversas cores. Resta saber se elas chegaram por aqui.

 

Moto 360

     Finalmente a Motorola apresentou no Brasil o seu smartwatch. Segundo a empresa, o desenvolvimento deste produto começou com a ideia de fazer um relógio e depois embarcar a tecnologia. E não desenvolver um celular se adaptado ao pulso. Isso justifica o fato do Moto 360 no pulso não parecer um smartwatch.

     Com acabamento de alumínio (preto e cinza) e pulseira de couro, o Moto 360 surpreende não apenas como relógio mas como uma extensão do seu smartphone. Na tela você recebe notificações e sem tocar executa funções através dos recursos de voz. O Moto 360 tem sensor de frequência cardíaca e contador de passos, além de ser resistente a água e carregamento sem fio.

     A Motorola não anunciou o preço sugerido, apenas informou que estará disponível no mercado em Outubro nas cores preta e cinza. Questionei sobre a versão com a pulseira de aço, porém não souberam informar quando essa estará disponível.

     Fui para o evento sem relógio na esperança de já sair com um Moto 360. Pelo visto vou precisar aguardar outubro chegar.

     Dropbox compartilhado com as fotos do evento.

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jul 14

Moto E detecta operadora dos contatos automaticamente

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 14/07/2014 às 17:31h

     Dizem que aparelho com 2 chips é coisa de pobre. Eu acho que é coisa de quem gosta de economizar. Afinal, se eu posso pagar R$ 0,05 o minuto, vou pagar R$ 0,50 por que? Mas de nada adianta ter vários chips se saber qual usá-lo é complicado. Por isso essa função do Motorola Moto E é muito bacana!

     Quem tem um celular com 2 ou mais chips sabe a dificuldade que é o gerenciamento dos contatos. Isso porque, com a portabilidade, complicou muito a tarefa de manter atualizado a operadora das pessoas. Eu geralmente recorro a apps de terceiros e, por enquanto, não existe nenhum que seja bom a ponto de recomendar. O que uso é muito bugado!

     Eu geralmente critico bastante as interferências das fabricantes e operadoras no Android, mas a Motorola é uma das poucas que vem fazendo um bom trabalho. Prova disso foi essa integração maravilhosa ao discador, que já detecta a operadora do contato que você irá ligar, verificar se um dos chips é da mesma operadora e sugere usá-lo na chamada.

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jul 02

Seu Motorola Moto X não inicia mais? Talvez isso ajude.

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 02/07/2014 às 15:26h

     Há cerca de 2 semanas, eu estava vendo um jogo da Copa e me perguntaram no Twitter se eu já tinha testado a solução de root do Geohot. Muito curioso, fui lá ver qual era. Ao invés de fazer isso depois do jogo, com calma, lendo tudo que deveria, já baixei o .apk e sai instalando ali mesmo. Bom, precisa falar que deu merda? Murphy tá sempre com o pau na mão, querendo te fuder. Se você der mole, será enrabado.

     Nos últimos dias eu testei várias coisas pra tentar fazer o Moto X voltar a vida e nada… Ele dava boot, aparecia uma tela de erro e ficava ali. Como eu tenho root, tentava mandar dar wipe, apertava mil opções lá dentro do bootloader modificado e nada. Ficava na mesma. Minha vontade era de jogá-lo contra a parede e em seguida enfiar cada pecadinho no meu toba, pra ver se eu aprendia a não fazer mais isso.

     Um dos procedimentos que eu testei, sem sucesso, foi usando o Windows. Talvez essa seja a dica mais comum que você vai encontrar. Como não funcionou, vim pro Mac, segui esse tutorial e graças a Deus funcionou. Mas detalhe: faça exatamente como consta lá. Se você tentar substituir o comando moto-fastboot-osx64 pelo tradicional fastboot, vai dar erro.

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Categoria(s): Android
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