nov 04

JEC: Vivo será obrigada a instalar minha fibra óptica

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 04/11/2014 às 11:30h

     Em agosto eu falei aqui no blog que iria processar a Vivo e a Process por me venderem fibra óptica, mas se recusarem a honrar a oferta e instalarem, alegando a famigerada “inviabilidade técnica”. Conforme prometido aos leitores, também disponibilizei um modelo de petição pro consumidor lesado entrar no Juizado Especial sem precisar de advogado (apesar de recomendar fortemente que não façam).

     Enquanto o caso da Process ainda terá audiência no final do mês, o caso da Vivo já foi julgado e GANHEI. A decisão foi divulgada hoje e o juiz entendeu que a Vivo se comprometeu a entregar algo e não cumpriu, o que viola o CDC (Código de Defesa do Consumidor). A multa diária para não instalação em 10 dias é de R$ 200,00, ou seja, R$ 6.000,00 por mês. Convenhamos: é troco de pinga pra uma multinacional, mas pelo menos é um mecanismo jurídico válido pra tentar fazer a empresa “correr”.

     Exposto o caso, agora vamos a algumas considerações importantes, a começar pelo caso no JEC (Juizado Especial Civil). Como eu já havia dito antes, não precisaria de advogado. Contudo, foi fundamental contar com um, já que, como eu já tinha alertado no post anterior, a Vivo tentou de tudo para “tumultuar o processo” e, se eu não tivesse um advogado, não saberia como responder e, mesmo tendo razão, provavelmente teria perdido o caso. Ou seja, o tipo de “economia burra” que não devemos fazer.

     Em sua defesa, a Vivo alegou que não caberia ao JEC julgar o caso, já que o mesmo necessitaria de perícia técnica para comprovar a inviabilidade técnica e isso não cabe ao Juizado. Porém, o juiz entendeu que não havia necessidade e julgou o mérito da questão ele mesmo, com base nos documentos que apresentei, comprovando que havia realmente contratado o serviço e a prestadora se comprometido a instalar.

     É bem provável que a Vivo recorra (sempre fazem isso), mas fiquei satisfeito com a decisão inicial. Achei que o juiz poderia “passar a bola” pra “Justiça comum” e isso iria se arrastar por anos, além de ficar caro, devido as custas judiciais, perícias técnicas, etc.

     Update 1: Houve audiência no caso da Process e eles decidiram honrar a oferta, instalando a fibra que haviam me vendido.

     Update 2: A Vivo já perdeu em primeira instância (Matão), na segunda (TJSP) e na terceira (STF). Mesmo assim, até o momento ainda não instalaram. Afinal, pra que cumprir a lei, né? Grandes empresas podem se dar ao luxo de dobrá-la a seus caprichos.

     Update 3: Infelizmente fiquei sem os 100Mb de fibra “barata” da Vivo. Vou continuar pagando R$ 250/ mês pra ter 20Mb com meu provedor local. Eu realmente preferia pagar pra Vivo e ter o que contratei, a receber essa indenização. Porém, a Justiça condenou a Vivo a pagar quase R$ 13.000 de indenizações. Ainda sai com um gostinho de derrota, porque a Vivo me fez de otário. Mas ao menos, teve alguma perda financeira com isso.

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set 05

Evite ser processado por se expressar de forma indevida

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 05/09/2014 às 11:13h

     Esses dias eu tava no Facebook e me deparei com uma coisa que o NerdPai havia compartilhado. De forma bem resumida, era o caso de uma garota que ia se casar e, 6 meses antes, fechou uma maquiagem com uma profissional, que por acaso tem um blog de moda. Bem, no dia combinado, tudo deu errado e a garota passou por maus bocados num dia que, todo mundo sabe, é crucial na vida de qualquer mulher.

     Como recentemente parece que virou moda as empresas processarem clientes que “falem mal” delas em redes sociais, acabei consultando o professor e advogado Maurício Bunazar pra saber o que ele achava do caso. Em resumo, a pessoa pode sim usar da sua liberdade de expressão para narrar um fato que aconteceu com ela, seja a amigos, seja usando redes sociais. Porém, não é prudente que faça isso usando insultos, xingamentos e outros. Eu sei, na hora da cabeça quente, vale tudo. Porém, se você apenas narrar os fatos como realmente aconteceram, o risco de tomar um processo por isso é reduzido.

     Vale lembrar ainda que, em tese, qualquer pessoa pode ser processada, tendo ou não razão. Se o juiz vai acolher os argumentos do autor da ação, se o processo vai seguir em frente ou não, são outros 500. Porém, acredito que vale a pena tomar o mínimo de prudência ao usar as redes sociais para emitir suas opiniões. E lembro ainda que, se você for citado e tiver que apresentar defesa, vai por a mão no bolso em quase R$ 2.000,00 pra conseguir um advogado. Mais o tempo indo a escritório de advogacia, indo a audiências no fórum, etc. Ou seja, se der pra evitar, é bom, né?

     Parece um pouco contraditório que alguém como eu, que sempre estimula as pessoas a correrem atrás dos seus direitos, faça um post estimulando as pessoas a serem prudentes. Mas uma coisa não exclui a outra! Você pode sim se manifestar, contar o que houve, exercer seus direitos e não ser penalizado por isso. Mas lembra o que houve com uma pessoa que foi a um estabelecimento e deixou um review negativo no Yelp? Foi processada pela empresa e com certeza passou por um dissabor que não gostaria. Ela estava certa? Estava errada? Eu tenho minha opinião, mas ela não vale de muita coisa, já que quem irá decidir é o Judiciário. E isso você deve ter em mente. Não faça apenas o que você acha certo, mas o que a Lei acha certo. E sobretudo, tenha provas (fotos, vídeos, textos, testemunhas, etc.) para provar o que foi dito.

     Vale ainda usar esse espaço para falar um pouco sobre calúnia e difamação. Muita gente acaba se referindo “calúnia e difamação” da mesma forma que fala “Chitãozinho e Xororó”, ou seja, como se fosse uma coisa só. Não são! Inclusive cada um tem seu próprio artigo no Código Penal. Pra saber um pouco mais sobre isso, recomendo esse texto do portal JusBrasil.

     Talvez o alerta mais importante que fique aqui, conforme consta no texto acima citado, seja o fato de sair dando RT ou comentando com base em fontes pouco confiáveis. Você pode não ter sido a origem da história, mas o fato de ajudar a propagá-la, seja com RT, like, compartilhando, etc. ao menos em teoria, já o enquadraria como coautor ou facilitador. Se o juiz vai interpretar dessa forma, ninguém sabe. Mas o risco existe.

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set 05

     Recentemente eu comentei nas redes sociais e aqui no blog que havia contratado fibra óptica da Vivo e da Process, a empresa local que me fornece internet via rádio. Em ambos os casos o contrato chegou a ser fechado, mas nenhuma das empresas instalou a internet, alegando inviabilidade técnica. Contudo, nenhuma delas provou que não era capaz fornecer o que havia me ofertado. Logo, entrei com processo contra ambos, pedindo para que, ou instalem o serviço, ou me provem que realmente não dá pra instalar.

     Infelizmente, é prática muito comum no Brasil, um provedor vender um serviço e na hora de instalar, apelar pra essa tal inviabilidade técnica. Em tese, isso acontece porque as empresas contratam terceiros para efetuar as vendas. Essas, saem ligando pra meio mundo de números, sem saber se realmente vai dar pra instalar. Porém, também pode ocorrer da empresa ser a única que forneça internet naquela região (bairro ou cidade). Assim, não é interessante pra ela vender uma fibra óptica de 100Mb por R$ 89,00 pra um cliente que hoje tem 4Mb por R$ 69,90. Ae, ela alega a tal inviabilidade.

     Conforme eu havia prometido, irei compartilhar um modelo de petição para que qualquer pessoa possa processar o provedor que lhe fez a venda do serviço, mas não entregou. Ressalto que é um modelo de uso geral, o blog não tem qualquer responsabilidade nisso, nem se compromete a auxiliar os usuários com outras dúvidas. Quem for usar esse modelo, o fará por sua conta e risco. Ele pode ser baixado aqui.

     Quem me auxiliou nessa tarefa foi meu advogado, o Dr. Robson Edésio da Silva. Ele ressalta que, apesar de causas no Juizado Especial Civil não necessitarem de um advogado, é sempre bom consultar um. A essa altura, você deve estar pensando: “o cara quer vender o peixe dele”. Sim, ele quer, mas não custa alertar novamente: apesar de você ter o direito de entrar com a ação sem necessidade de um advogado, a empresa que você irá processar terá acesso a essa informação durante o caso. E, se o advogado dela quiser usar e abusar de termos técnicos, pra lhe confundir, ele pode. Assim, mesmo você tendo razão, pode ser que você fique tão confuso com o que proceder, que acabe deixando quieto, perca prazos e ae já viu, né? Então, pense bem senão é melhor procurar um amigo advogado pra lhe auxiliar.

     Aproveito ainda para sugerir que, caso você procure um advogado, tente propor um acordo de risco pra ele. Ou seja, se você ganhar, ele recebe 30% do que o juiz designar. Caso contrário, não leva nada. Não é raro que escritórios trabalhem dessa forma em causas parecidas. Contudo, não estranhe se lhe for pedido um valor mínimo para o caso.

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ago 11

Vivo e a falta de respeito com o consumidor brasileiro

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 11/08/2014 às 14:35h

     Já tem 3 semanas que tento resolver, sem sucesso, um problema com a operadora Vivo. Já contei a história aqui nesse outro post, então não irei me repetir. Pois, diferente da Vivo, eu sei que o seu tempo é importante e não deve ser desperdiçado. Pelo contrário, quero lhe fazer ganhar tempo.

     O episódio mais recente que eu gostaria de compartilhar com vocês ocorreu há alguns minutos. Recebi uma ligação deles e, quando achei que finalmente fôssemos por fim a essa novela, a Vivo novamente me decepciona. Primeiro, a atendente me disse que eles não iriam me fornecer a gravação da chamada telefônica, como eu havia solicitado junto a Anatel. Depois, quando comecei a argumentar sobre isso, desligou o telefone na minha cara, sem cerimônias. Afinal, respeito pra que, né?

     Já ouvi de muitas pessoas: “GG, você adora um processo. Vai ficar ryku com isso”. Como eu também já escrevi aqui no blog, eu percorro, durante semanas, todo um caminho, pra conseguir resolver a reclamação fora da esfera judicial. Começo direto com a operadora, vou pro site Reclame Aqui, ouvidoria da operadora, Anatel, Procon e, não havendo mais o que possa ser feito, Juizado Especial Civil (JEC). Ou seja, não fico rezando pra cair um problema no meu colo, processar a operadora e ficar ryku. É bem o oposto disso. Perco meu tempo e me desgasto correndo atrás de uma solução amigável.

     Quem acha que consumidor que processa empresa, no Brasil, fica ryku, anda vendo muitos filmes e seriados americanos. Lá, talvez, a pessoa até consiga uma grana fazendo isso. Aqui, somos feitos de idiotas. Simples assim. O “simples descumprimento de um contrato”, ou seja, quando a empresa se recusa a fazer o que foi combinado, não gera dano moral. Agora, quando a empresa começa a ser negligente, fazer o consumidor de idiota, como a Vivo vem fazendo, a coisa muda de figura. Mas, mesmo assim, na remota hipótese do juiz entender que realmente cabe dano moral, esse valor chega a uns R$ 5.000,00, quando muito. O que, com certeza, não pesará muito para a empresa, que não se sentirá obrigada a respeitar o consumidor e nada mudará.

     Algumas pessoas argumentam que o Judiciário não dá altas multas pra não estimular o consumidor a querer brigar por qualquer coisa. Eu já acho o oposto. Se as multas fossem altas e a punição severa, as empresas iriam se adequar e não mais iriam fazer os consumidor de idiotas, atendendo as suas demandas logo de cara, evitando assim, que elas chegassem a Justiça. Dessa forma, teríamos muito menos processos se empilhando nos Fóruns e não o contrário.

     Em tempo: o Canal do Otário, deu RT no post sobre a Vivo na semana passada. Resultado: mais de 10.000 views e quase 200 curtidas. Ou seja, ao invés da Vivo investir no pós-venda, não deixando o caso chegar a isso, prefere fazer o consumidor de otário e depois investir bilhões em marketing, pra tentar fortalecer uma marca que ela mesma vem queimando ao longo dos anos.

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ago 05

Ouvidoria da VIVO enganando consumidores da operadora

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 05/08/2014 às 11:27h

     No dia 19 de julho eu fiz um post aqui no blog pra comentar de um processo judicial que a VIVO perdeu. O motivo? Ela, supostamente, orienta seus funcionários a mentirem, na cara dura, pros clientes. E, quando esses se negam, sofrem assédio moral e até chegam a ser demitidos por isso.

     Eu tenho algumas dezenas de protocolos de reclamação contra a VIVO na Anatel. A maioria deles é por motivos de cobranças indevidas. Assim, passei a controlar mais de perto meu saldo e, ao menos uma vez por mês, eu coloco numa planilha quanto eu tinha de saldo. Venho fazendo isso de 2011 pra cá.

     Tanto eu, quanto minha esposa e outros membros da família, somos clientes VIVO e temos o plano VIVO SEMPRE, no qual colocamos R$ 25 a cada 30 dias e falamos com qualquer outro número da operadora, no Brasil todo, a R$ 0,06 (era R$ 0,05) o minuto. Ou seja, em 12 meses, a gente paga R$ 300 pra operadora. Mas, como uso bem pouco, eu tinha muito crédito acumulado. E, de uma hora pra outro, os créditos simplesmente sumiram. Nem lançamentos a débito no extrato constam. Foram quase R$ 150 de prejuízo.

     Reclamei da VIVO no site ReclameAqui e na Anatel. Passaram-se os 5 dias úteis previstos e nenhum contato. Até que hoje me ligaram e não conseguiram me explicar o que houve, mas não propuseram me reembolsar. Assim, liguei na ouvidoria da empresa. Na primeira tentativa, depois de 12 minutos explicando o caso, a chamada caiu e não retornaram. Já puto com a situação, liguei novamente e comecei a gravar a ligação. Até que, pasmém, não sei se por orientação da VIVO (visando lesar o consumidor) ou por despreparo, o funcionário insistiu que agora, todo e qualquer crédito, expira em 30 dias e por isso meus créditos teriam sumido.

     Realmente houve uma mudança recente. Inclusive, algumas operadoras recorreram e acabaram derrubando a decisão. Tal decisão, entre outras coisas, dizia que as operadoras não podiam vender créditos com validade inferior a 30 dias. Ou seja, adeus recargas de R$ 2 válidos por 5 dias. Agora, o mínimo são 30 dias. Eu tentei argumentar com o funcionário que ele havia feito confusão, mas o mesmo disse que quem estava errado era eu.

     No meu extrato dos últimos 30 dias constam apenas 2 chamadas, totalizando meros R$ 0,48. SMS eu já usei mais e foram R$ 3,96. Ou seja, ligações e SMS não totalizaram nem R$ 5 e me debitaram quase R$ 150. Pra mim, está claro que houve um erro. É evidente. Basta fazer contas. Mas os funcionários da VIVO parece que são orientados a irritar, confundir e fazer seus clientes perderem tempo, ao invés de resolverem o problema.

     Fico aqui me perguntando: quantas pessoas tem esse mesmo controle que eu tenho das contas? Com quantas pessoas a VIVO teria cometido esse “erro sistêmico pontual”? Quantos milhões de clientes da operadora podem ter sido lesados e não estão sabendo? Afinal, a empresa ainda é a maior operadora do Brasil e 80% dos clientes são pré-pagos. Se esse “erro sistêmico pontual” acontecer em 10 milhões de contas e 10.000 (chutando alto) reclamarem, quanto a empresa lucra com esse erro?

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set 09

Chupa essa uva Vivo: perdeu playboy

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 09/09/2013 às 12:59h

     No ano passado a Vivo fez uma super promoção em sua loja online. A princípio, pelos preços bem baixos, todos acharam que poderia ser um erro no sistema. Porém, a empresa usou o blog oficial para confirmar que era sim uma promoção válida. Fui eu lá comprar uns aparelhos, como muitos outros. Contudo, a empresa não entregou. Tentei contato de diversas formas, seja diretamente com a empresa, seja via ReclameAqui, Anatel e Procon. Nada resolveu, então tive que recorrer ao Juizado Especial Civil.

     Depois de quase um ano de “novela”, hoje saiu a decisão da Justiça: ganhei! Além de devolver o valor pago pelos aparelhos não entregues, mais uma multa por danos morais, o juiz ainda condenou a empresa a pagar uma outra multa por ter tentado “tumultuar” o processo, colocando canhotos assinados por mim em outra compra, como se eu tivesse sim recebido os aparelhos não entregues. Pra dizer o mínimo: vergonhoso! Fato que demonstra bem o tipo de respeito (ou a falta dele) que a empresa tem com seus clientes. É mais um capítulo que me ajuda a nutrir um profundo ódio pela Telefonica/ Vivo.

     Como muitas pessoas me perguntavam como andava o processo, esse post é não apenas mais um update, mas um incentivo para que as pessoas lutem pelos seus direitos, o que é algo bem raro aqui no Brasil. Eu sei que a Justiça é lenta, é um saco ter que ficar indo em órgãos de defesa do consumidor, advogados, fórum e tudo o mais, mas tem que ir. Você só é um cidadão completo quando tem seus direitos honrados. Eu tenho absoluta convicção que a Vivo vai recorrer, de forma a atrasar o pagamento da sentença, mas isso faz parte (infelizmente). Meu processo contra eles (ou qualquer empresa) nunca é movido exclusivamente pra obter uma indenização financeira (claro que é sempre bem vindo, não sejamos hipócritas), mas sim pra retomar meus direitos, que eu não permito que sejam dilacerados dessa forma, seja pela Vivo, Mercado Livre, Mandic, Samsung ou qualquer outra empresa.

     Aliás, hoje também saiu a decisão de um outro processo meu, contra o Mercado Livre. Adivinhem se ganhei? Toma outro #chupa na cara dessa empresa de sacanas, com mais de 14.000 reclamações no site ReclameAqui. E ainda tem outra pra vir, contra a Mandic, que tirou meus servidores em Cloud do ar, sob alegação de falta de pagamento, mesmo estando tudo em dia.

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mai 16

Update do meu processo contra a promoção da Vivo

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 16/05/2013 às 16:19h

     Aproveitando que fiz um post sobre como anda meu processo contra o Mercado Livre, darei esse update também do meu processo contra a Vivo. O pessoal vive me perguntando no Twitter como anda e assim facilita as coisas. Basta apontar o link com o post, ao invés de ficar explicando um por um.

     Pra quem não se lembra, em outubro do ano passado, a Vivo fez uma promoção incrível com tablets e smartphones em sua loja virtual. No dia seguinte, ela veio a público confirmar que os preços não estavam errados e eram mesmo uma promoção válida. Bem, tudo isso eu detalhei nesse outro post. O problema é que ela vendeu mais do que tinha em estoque, não controlou as coisas direitos, cobrou de vários clientes e não entregou os produtos.

     Eu fiquei durante 2 meses tentando resolver a situação com a Vivo, Anatel e Procon. Não teve jeito. Apelei pra todos os canais de atendimento disponíveis, antes de recorrer a Justiça. Porém, como a empresa parece não se importar muito, nem com o consumidor, nem com a Justiça, fui sumariamente ignorado e ela nem estornou os valores que paguei, nem entregou os aparelhos. Ou seja, abri o processo no Juizado Especial Civil.

     Como eu não sei quando diabos esse processo será julgado em primeira instância e ainda tem o risco dela recorrer a outras esferas, eu não quero mais os aparelhos, que na ocasião era tops e agora já são defasados. Estou pedindo uma indenização pela palhaçada toda que ela me fez passar. Quem sabe ela não aprende, né? E você, que teve problema e não foi atrás, é justamente com isso que ela conta: brasileiros acomodados. Como vocês podem ver, não fico só de #mimimi nas redes sociais. Eu vou atrás.

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mai 16

Update do meu processo contra o Mercado Livre

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 16/05/2013 às 15:38h

     No final do ano passado, escrevi aqui no blog sobre o meu mais recente problema envolvendo o Mercado Livre. Mais recente porque, como você pode ver ae no histórico, usando a busca do blog, foram inúmeros nos últimos anos. E foi ae que resolvi processá-los, pois já não aguenta mais tanto descaso e safadeza por parte dessa empresa, que sequer tem um telefone de contato disponível.

     O meu processo está no Juizado Especial Civil desde o começo do ano. Porém, ainda não teve audiência. E, acredito que nem terá, pois o juiz dispensou esse recurso, pedindo para o Mercado Livre se manifestar por escrito. Bem, só recapitulando, eles bloquearam a minha conta, sem qualquer aviso ou explicação, meteram a mão grande na grana que eu tinha no Mercado Pago, não me responderam nos inúmeros contatos que fiz, inclusive via Procon. Ae, não teve outro jeito senão apelar a Justiça.

     O Mercado Livre é um daqueles casos de empresa que a gente não sabe como ainda está operando. Eles colecionam mais de 14.000 reclamações no site Reclame Aqui, só nos últimos 12 meses. Ou seja, você pode não ter tido nenhum problema com eles, mas acredite, eu não estou sozinho. Os números falam por si. E acredito que existem outros milhares que tiveram problemas, mas resolveram não correr atrás, como é típico do brasileiro.

     No post anterior eu disse que estaria notificando o promotor público que já investigava o Mercado Livre. Eu fiz isso e recebi a resposta em março (longos 3 meses depois). Ele disse que anexou tudo que eu mandei como prova e, se necessário, entraria em contato. Não entrou. Espero que esse caso não fique parado e siga adiante.

     Na semana passada, depois de quase 6 meses do processo rolando, o Mercado Livre me enviou um email dizendo que liberou minha conta e o valor que tinha nela. Eu, rapidamente, saquei o dinheiro. Quando perguntei a eles o que havia acontecido, pois em nenhum momento fui informado do motivo do bloqueio, eles alegaram que não podiam revelar por motivos de segurança. Ou seja, eles bloqueiam sua conta, seu dinheiro, não dão qualquer satisfação, não tem telefone de contato, não respondem a email, ignoram o Procon e depois não explicam o que houve. Super honesto, né?

     Eu acredito que eles vão se passar por bom moços e responder ao juiz que tudo foi resolvido. Obviamente, só tomaram essa atitude depois que fui a justiça. E, claro, eu não vou desistir do processo, no qual eu estou pedindo indenização por danos morais, tendo em vista que usava muito o Mercado Livre pra vender e fiquei impedido de vender, além de todo o transtorno que me geraram. Está claro, pra quem quiser ver, que as práticas dessa empresa são as piores possíveis. Por isso, aconselho que usem alternativas como OLX, Toda Oferta, Bom Negócio.com, etc.

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set 02

Magazine Luiza vai me dar um iPad de graça

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 02/09/2011 às 14:53h

     Minha esposa vive reclamando que tal site não abre no iPad dela. Eu sei que existem alguns “artifícios” (leia-se gambiarra) para contornar o problema, mas não é a mesma coisa que ter algo nativo. Por isso, em junho desse ano, decidi comprar um Motorola Xoom para presenteá-lo no dia dos namorados. Nos vídeos, ele parecia ser bem bacana. Porém, na prática, ele é um grande abacaxi, pois o Honeycomb que vem com ele é todo bugado e a quantidade de aplicativos feitos pra ele na Android Market é uma piada. Assim, não me restou outra alternativa senão devolvê-lo (claro, dentro do prazo garantido por lei para compras feitas via internet, que é de 7 dias).

     Eu fiz o pedido de devolução no site do Magazina Luiza, que aproveito pra dizer, não se comporta muito bem no Mac com alguns browsers, por culpa do uso intenso de ajax que eles fazem. Acabei tendo que ir numa máquina Windows para completar o procedimento. Recebi o número de protocolo e fiquei aguardando contato. Alguns dias se passaram e nada do contato. Comecei a reclamar no Twitter e como é muito comum hoje em dia, alguém entrou em contato comigo para resolver. Confesso que demorou alguns dias para resolverem, mas acabaram resolvendo. Algumas semanas depois estava resolvido e o valor estornado.

     Apenas para posicionar quem não sabe, dia dos namorados é em junho. Bem, ontem, minha esposa passou no supermercado, como de costume e ao tentar pagar a conta com o cartão, foi recusado. Chegou em casa p. da vida e quando entrei no site da administradora pra ver o que tinha acontecido, o limite estava zerado. Fiquei sem entender e abri uma reclamação no banco emissor (HSBC). Hoje eu voltei a entrar no site e para a minha surpresa, lá estava o Magazine Luiza me cobrando novamente o produto devolvido em junho. Parece que alguns estagiário resolveu fazer caquinha.

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jul 28

Vivo: respeito zero com os consumidores

10 Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/07/2011 às 01:07h

     Quem me acompanha pelo Twitter já deve estar farto dos meus relatos contra a Vivo, mas como acredito que posso ajudar outras pessoas com o mesmo problema, farei esse post a respeito. Quem estiver na mesma situação, por favor use o espaço dedicado a comentários para narrar o seu caso.

     Mesmo que os SMS usem pouquíssimos recursos das operadoras, elas ainda os vendem a peso de ouro. Se compararmos a outros países do mundo, o valor cobrado aqui é ridículo. Na ânsia de lucrar o máximo possível, as operadoras procuram enviar alertas SMS de madrugada, quando existe ociosidade da sua rede. Se isso atrapalha o cliente, pouco importa, o foco deles é lucrar o máximo que der.

     Há meses eu reclamo na Vivo e na Anatel sobre esse problema. A operadora insiste em me enviar SMS de madrugada, mesmo eu abrindo vários chamados na agência reguladora. Toda vez é a mesma historinha: eles falam pra Anatel que vão incluir meus números numa lista para não receber os tais SMS, dão baixa no chamado, mas não resolvem. Passam alguns dias e lá estão eles enviando o SMS novamente.

     Como eu administro servidores, eu tenho scripts que fazem o monitoramento de toda a base instalada e usam SMS para me alertar sobre problemas. É raro acontecer algum problema, mas quando acontece, eu tenho que entrar em ação imediatamente, ligando pro IDC onde o servidor em questão está hospedado e me desdobrando para no dia seguinte, o servidor estar disponível pro uso do cliente. Assim, eu não posso me dar ao luxo de desligar celular. Ele fica ligado 24 horas por dia, 7 dias por semana.

     A impressão que eu tenho é que a operadora está fazendo pouco caso e não tomando providência alguma. Aliás, essa foi a mesma impressão de um advogado gaúcho que entrou com uma ação contra a Vivo, pois tinha exatamente o mesmo problema. Ele pedia uma providência, a operadora dizia que resolveu e os SMS continuavam. O juiz deu ganho de caso a ele, condenando a Vivo a pagar R$ 5.100,00 de indenização.

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