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Mercado Livre dando aval para merdas acontecerem

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 06/05/2014 às 20:27h

     É natural que uma plataforma de vendas como a do Mercado Livre gere muitos problemas. Qualquer um pode se cadastrar, a validação é fraca ou inexistente e se pode anunciar praticamente de tudo. Em muitos casos, as pessoas usam para zuar, anunciando a sogra, um avião desaparecido ou coisa similar. Mas a coisa começa a se tornar um problema quando pessoas de má fé usam o Mercado Livre para lesar consumidores.

     Segundo dados recentes, a empresa fatura mais de R$ 2 bilhões por ano. É um belo número, não? Mas você sabia que uma empresa desse porte sequer tem um telefone, chat ou email de contato para seus clientes? Se você tiver um problema, vai ter que apelar pra alguns formulários (muitas vezes não respondidos e que não gera número de protocolo), o que vai te obrigar a ir ao Procon, recorrer a Justiça, etc. Não vou me alongar nessa questão, mas quem quiser ler mais sobre minha experiência processando a empresa, veja aqui.

     Já sabemos que a empresa não está nem ae para o que acontece em seu ambiente, desde é claro, que ela receba suas comissões. Mas, pra não dar muito na cara, ela mantém alguns links para o usuário reportar problemas em produtos anunciados. Eu mesmo já fiz várias denúncias, como essa, que nunca dão em nada. Segundo o Mercado Livre, o anúncio não viola seus termos de uso. Ou seja, anunciar um microSD de 32GB como 128GB, tudo bem. Dizer que um celular tem TV digital quando ele não tem, tudo bem. Vender algo com garantia de 7 dias, quando a lei brasileira exige pelo menos 3 meses, tudo bem. E por ae vai….

     Vou continuar usando o Mercado Livre pra anunciar meus produtos usados, mesmo já tendo problemas? Provavelmente sim. vou continuar usando os caras pra fazer novas aquisições? Provavelmente sim. Isso porque, até o momento, não se tem alternativas a altura. Até tentei usar BomNegócio, TodaOferta, entre outros. Mas o retorno é baixo demais. Talvez com a recente chegada do eBay ao Brasil, isso acabe mudando, no médio e longo prazo, já que a própria empresa disse que, num primeiro momento, seu foco não é oferecer o mesmo tipo de serviço que o Mercado Livre. Que aliás, até pouco tempo, era parceira deles.

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nov 19

Estou com problema. Onde e como devo reclamar?

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/11/2013 às 10:04h

     Esse é um daqueles posts que eu já deveria ter feito há muito tempo, tamanha é a quantidade de perguntas que me fazem a respeito do tema, principalmente via Twitter e email. Nem sempre eu tenho tempo de analisar todo o relato, até mesmo porque, alguns tem vários parágrafos e demandaria um tempo enorme, coisa que não disponho no momento. Assim, se você me perguntou algo e, ao invés deu te responder um texto igualmente longo, específico pra você, não fique chateado. É apenas falta de tempo mesmo. Mas leia o post até o final que provavelmente sua dúvida será respondida aqui.

     Quem me acompanha no blog e/ ou Twitter por mais de duas semanas certamente me viu reclamar de alguma empresa, produto ou serviço. Muitos consideram isso um mero #mimimi, ou seja, uma reclamação vazia, de uma pessoa com raiva e que não tem o que fazer a não ser xingar nas redes sociais. Pela minha experiência, se você fizer a coisa direita, isso gera um retorno muito positivo pro seu problema. Então, apesar de alguns contatos te chamarem de mimizento, vale a pena reclamar. Mas como?

     A primeira coisa a se fazer, antes mesmo da contratação do serviço ou da compra do produto, é dar uma pesquisada no histórico da empresa. Eu sei que uma grande parcela das compras são feitas no impulso e isso é um problema sério. Você praticamente está pedindo pra ter problemas. Se você perder 5 minutinhos e entrar no ReclameAqui pra ver como a empresa trata seus consumidores, você já vai conseguir escapar de várias roubadas. Nota: não é pelo fato de simplesmente achar o nome da empresa lá, que ela é ruim. Toda empresa tem problemas! Todas! Como ela lida com os problemas e como trata o consumidor é que faz toda a diferença. Veja os índices de resposta, as avaliações dos consumidores e, se possível, leia a resposta dela a alguns casos, pra ver se realmente está empenhada e comprometida em resolver ou se está apelando para resposta padrões apenas pra ganhar tempo.

     Se você contratou algo e deu problema, o primeiro passo é reclamar junto a empresa. Não adianta por a carroça na frente dos bois, dizer que vai processar e os cambau. Não funciona assim, por mais raiva que você esteja. Primeiro faça um contato com a empresa, preferencialmente de uma forma que você possa documentar todo o trâmite, seja através de email ou gravando uma chamada telefônica. Muitas empresas, já tentando dificultar a vida do consumidor, sequer geram número de protocolo em seus formulários de reclamação. É raro quando reclamo de algo via formulário e recebo um email com um número de protocolo e cópia do que foi reportado. Assim, eu geralmente ligo pra empresa e gravo a chamada.

     Transcorrido alguns dias (geralmente o prazo dado pela empresa) e o problema não foi sanado, recomendo recorrer ao já citado Reclame Aqui, pois muitas empresas mantém uma equipe dedicada a receber e resolver as reclamações vindas do site. Quando você liga num SAC, geralmente, o esse primeiro atendimento é feito por funcionários do mais baixo escalão. Tiveram um péssimo treinamento e não tem autonomia alguma. É mais comum que funcionários mais bem treinados e com maior autonomia respondam as reclamações vindas de sites como o Reclame Aqui, Procon, Anatel, etc.

     Se o seu problema for com uma empresa de telecomunicações, seja fixa, móvel ou tv, recomendo também reclamar junto a Anatel. Já disse algumas vezes que a agência reguladora é totalmente omissa e não tá muito a fim de ajudar. Porém, você deve ter paciência e seguir os trâmites corretos. Entre em Fale Conosco, faça seu cadastro e deixe sua reclamação. Geralmente um funcionário da empresa vai te ligar em até 5 dias, mas costuma ocorrer antes. É comum que os problemas sejam resolvidos nessa etapa, pois a operadora já viu que você não é um “migué qualquer” e está disposto a criar problemas pra eles, então eles estarão mais bem disposto a resolver. Caso mesmo assim, não dê certo, Procon neles.

     Caso o seu problema seja com o setor bancário, outro campeão de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, eu recomendo uma reclamação junto ao Banco Central, que também pode ser feita via internet, clicando aqui. Coloque seus dados, escolha o banco e deixe sua reclamação. Em alguns minutos você irá receber um email do BACEN confirmando que notificou a instituição, te passando o protocolo e dizendo o prazo que eles tem pra responder. O mais comum é alguém da ouvidoria do banco colocar meio kilo de rola na bunda do seu gerente e ele vai te ligar todo disposto a ajudar. No setor bancário, os funcionários vivem numa corda bamba. As cobranças são gigantescas e cada pisada de bola pode ser mais uma chance da guilhotina. Então, use e abuse desse método.

     Apesar de algumas empresas ignorarem sumariamente o Procon, as mais sérias, vão fazer o possível para que sua reputação não seja maculada por uma reclamação desse nível. O Procon do Estado de São Paulo possui um atendimento online, onde você pode deixar sua reclamação via formulário, evitando que você tenha que ir fisicamente ao local. Dependendo do problema, eles vão te mandar um email pedindo alguns documentos e fazem tudo por lá. Alguns poucos casos vão te pedir pra ir até o Procon da sua cidade. Pela minha experiência, a maioria das compras online eles resolvem tudo online. Infelizmente, pra outros estados, você terá que perder um tempinho indo fisicamente até o local. Mas, recomendo que o faça, pois o índice de resolução de problemas é alto.

     Se você já fez tudo isso e, infelizmente, não teve o seu problema resolvido, não resta outra alternativa senão entrar com uma ação contra a empresa. Aliás, se a empresa não responde ao Procon ou se não resolve o problema de forma satisfatória, é justamente essa a recomendação que virá no termo que vão enviar pra você. Geralmente, o problema pode ser resolvido através do Juizado Especial Civil (JEC) e não precisa de advogado. No meu caso, eu tenho um escritório que me presta assessoria, então eu marco uma reunião, conto o caso, mando os documentos e eles resolvem tudo. Nunca tive tempo/ paciência de fazer tudo eu mesmo, mas já tive dezenas de relatos no Twitter de pessoas que fizeram tudo por conta própria e, ou ganharam a causa, ou a empresa propôs um acordo que acabou se mostrando vantajoso.

     Espero que esse artigo tenha lhe inspirado a lutar por seus direitos. Eu sei que vivemos num país de merda, onde a maioria das empresas não trata o consumidor com o devido respeito. Apesar de termos várias operadoras de telefonia, vejo casos absurdos em todas elas. Pagamos uma carga tributária altíssima e não contamos com o respaldo do governo e suas agências para intervir a nosso favor. Mas, mesmo com todas essas adversidades, não deixe que as empresas passem por cima dos seus direitos. Reclame! Corra atrás! O brasileiro é um povo que reclama muito em redes sociais, mas não toma nenhuma atitude mais definitiva pra realmente resolver o problema. Só “xingar muito no Twitter” não vai resolver (na maioria dos casos). Agregue a essa reclamação outras atitudes, como as que citei aqui. As empresas tem pleno conhecimento que muitos clientes não estão disposto a correr atrás dos seus direitos e é por isso mesmo que estamos nessa situação lamentável. Pra elas, fica muito mais barato pagar os processos que perdem do que tratar a todos com respeito. A partir do momento que a conta dos processos começar a ficar alta demais, todos seremos beneficiados com uma mudança de postura por parte das empresas. Corra atrás!

     Em tempo: você pode entrar com uma ação no JEC sem ter usado os outros métodos (Reclame Aqui, Anatel, Procon, etc.) pra tentar resolver? Sim, pode. Mas num país onde os processos se acumulam aos milhões, o juiz verá seu caso com outros olhos se ver que você tentou praticamente de tudo pra resolver e só recorreu a Justiça em último caso. Coloque-se no lugar do juiz. Imagina que você tem a mesa abarrotada de processos e você abre um e vê alguém pedindo uma indenização de R$ 5.000,00 por um produto não entregue e a pessoa nem sequer se deu ao trabalho de ir ao Procon. O que ele vai pensar de você? No mínimo, que você não fez a coisa direito. Em alguns casos, quem sabe, que você é um oportunista querendo ganhar um dinheiro fácil. Por isso, reforço: siga todos os trâmites que recomendei. Caso tudo o mais falhar e você precise do JEC, as chances de ganhar serão maiores. Aliás, não basta “apenas” ter razão. Você precisa comprovar os fatos. Ou seja, reuna a máxima documentação possível, para que você dê pouco espaço pra defesa do réu trabalhar, explorando as brechas que você deixou no processo.

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fev 17

Neon Eletro: é golpe ou é promoção de verdade?

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 17/02/2013 às 17:50h

     No começo do mês eu escrevi um artigo aqui no blog com o título “Fuja de iPhone 5 a R$ 999,00: isso não existe!”, onde eu comentei sobre um problema, mas não dei nome aos bois, até mesmo porque, esse tipo de coisa não acontece apenas com o site A, B ou C. Recebo diariamente dezenas de “ofertas” similares, seja via email, Twitter, TV, etc. e seria impossível falar sobre todos os casos.

     Alguns dias depois escrevi outro artigo de título “Como comprar iPhone 5 a USD 199 na Apple Store” para responder a dúvida de um leitor que estava indo pros Estados Unidos e queria saber como comprar iPhone nesse valor. Em resumo, a pessoa só conseguirá pagar esse valor num iPhone 5 se for residente nos Estados Unidos, tiver Social Security e fizer um plano com fidelidade de 2 anos (24 meses) com uma operadora (AT&T, Verizon ou Sprint), pagando além dos USD 199 do aparelho, uma conta mensal de aproximadamente USD 70. Fora isso, desbloqueado e sem contrato, o produto é vendido por USD 649 (o que dá em torno de R$ 1.300,00 atualmente).

     Boa parte dos artigos que escrevo no blog são para responder a dúvidas muito frequentes que me chegam através de comentários, emails, Twitter, etc. Como já expliquei anteriormente, ao invés de ficar respondendo caso a caso, o que demandaria um tempo enorme (o qual eu não tenho), é muito mais fácil e lógico eu escrever tudo no blog, uma única vez e depois só mandar o link pra pessoa que perguntou. Além de ser útil pra quem estava com a dúvida, ainda fica disponível pra quem der uma pesquisada no Google.

     Quem me acompanha há algum tempo, seja via blog ou redes sociais, já deve ter percebido que, mesmo tomando algumas medidas pra não cair em roubadas, como faço muitas compras, vez ou outra acontece algum problema. É natural e, segundo as estatísticas, quem compra mais, tem mais chances de ter problemas. Porém, diferente da maioria dos brasileiros, eu não me contento a “xingar muito no Twitter” e, além disso, deixo um rastro via Reclame Aqui, Procon, Juizado Especial Civil, etc. Em resumo, vou atrás dos meus direitos, coisa que pouca gente faz e acaba estimulando malandros a aplicarem golpes.

     Falando especificamente desse site Neon Eletro, eu particularmente não o conhecia. Também pudera, ele é relativamente recente e, conforme pude ver no registro.br (tela capturada aqui) há pouco mais de 6 meses, sendo vinculado ao CNPJ 10.310.483/0001-84. Porém, eles estão com uma campanha massiva na mídia e se tornaram muito conhecidos em pouco tempo. Não é raro entrar em grandes portais como o UOL e ver o banner da empresa anunciando iPhone a R$ 999,00. Também é quase impossível ligar a TV no SBT e não ver apresentadores como Raul Gil e Eliana falando da empresa.

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