set 22

     Comentei várias vezes no YouTube e no Twitter que usei a operadora T-Mobile (como de costume) quando viajei para os Estados Unidos, mas ainda não havia feito um post a respeito. E, como muitas pessoas que vão viajar, acabam pesquisando aqui no blog sobre isso, vou deixar documentado algumas informações úteis para turistas brasileiros viajando para os Estados Unidos.

     Antes de mais nada, por que eu optei pela T-Mobile e não Sprint, Verizon, MetroPC, etc.? Primeiro de tudo, porque ela trabalha com a tecnologia GSM e funciona nos meus aparelhos. Ou seja, não adianta você ficar procurando planos em operadoras que usam tecnologia CDMA (sim, nos Estados Unidos ainda tem essa coisa) senão pretende comprar um dispositivo compatível. Parto do princípio que você vai querer usar no seu próprio telefone ou hotspot e a T-Mobile é uma das compatíveis.

     Aproveito para comentar que muitos brasileiros, abusando de um mecanismo conhecido como return (poder devolver facilmente um produto que não gostou, mesmo vários dias depois da compra), acabam comprando roteadores móveis (Mi-Fi), telefones e afins para usar durante o período que irão ficar no país e depois o devolvem. Eu realmente não recomendo ou incentivo a prática, mas… Achei que valia a pena comentar um pouco sobre isso, pois tenho certeza que deixaram isso nos comentários.

     Como em outros anos eu já usei AT&T, T-Mobile e Clear (uma operadora que usava a rede da Sprint, mas já morreu), não vi muita diferença de cobertura entre as operadoras. Tem locais onde uma é melhor que outra, mas no geral, especialmente pra turistas, que ficam zanzando o tempo todo, não existe uma diferença gritante entre uma e outra. Mas lembrem-se que minha experiência é restrita a Nova Iorque, ou seja, se você vai pra outra cidade americana, vale dar uma conferida no mapa de cobertura da operadora e ver se, pelo menos, ela oferece LTE por lá.

     Falando em LTE, esse é o “4G real” dos americanos. Quando aparecer 4G no seu aparelho, na verdade não é como o 4G do Brasil. O 4G americano refere-se ao que nós conhecemos como 3G+ ou 3G Plus, dependendo da operadora. Assim, se você quiser ter a experiência de usar uma internet móvel bacana, tem que ser LTE. Na minha experiência, sempre que caia de LTE pra 4G, ficava bem ruim. A latência aumentava muito e o uso ficava comprometido, especialmente no FaceTime, que usava muito pra falar com meus filhos.

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jul 10

Internet nos Estados Unidos: vai de MiFi da Clear!

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 10/07/2012 às 21:50h

     Eu sei que alguns vão pensar “poxa, de novo esse alerta”, mas eu vou fazer em todos posts referentes a viagem pra evitar que nos comentários (como às vezes acontece) alguém venha me chamar de burro e dizer que o post foi uma porcaria, que não ajudou em nada, que eu quero me passar por sabichão e não sei nada, etc. Acreditem, por mais que eu faça os posts pra ajudar, ainda tenho que ler coisas desse tipo. Então, na tentativa de minimizar tais comentários, vou sempre colocá-los no início dos posts. Você, que já leu, pode começar sempre a ler do segundo parágrafo. Isso dito, lá vai: essa série de posts sobre a viagem que fiz são para compartilhar o pouco que sei e tais informações podem não ser as melhores alternativas pra você. Conto com os comentários dos leitores para me corrigirem e enriquecer o conteúdo.

     Quem me acompanha pelo Twitter já sabe que estou viajando desde o início do mês. Estou em Nova Iorque e em breve irei também para Washington. Em viagem, não dá pra ficar mantendo o blog atualizado, pois é tudo muito corrido e cansativo. Mas estou juntando muito material para postar assim que voltar. Convido a quem, ainda não segue, seguir lá no Twitter, Instagram, Foursquare, etc.

     Apesar de ter ativado o roaming internacional, graças a Deus não precisei usá-lo. Logo que cheguei por aqui eu contratei um plano da AT&T, pagando USD 50 pra 250 minutos de ligações e SMS ilimitados, além de 1GB de internet. Caso eu estoure, poderia contratar mais 1GB pagando outros USD 25. Uma fato curioso: em todas as viagens que fiz pra cá, eu sempre optei pela AT&T. Porém, quando eu chegava na loja e dizia que era para um iPhone, eles me tratavam com certa hostilidade. Dessa vez, quando disse que era um Android, não sei se foi coincidência, mas o atendimento foi completamente diferente. Me atenderam super bem.

     No segundo dia de viagem eu fui a uma loja da TMobile e fiz um plano 3G ilimitado, pra ficar mais a vontade pra usar a internet sem ficar de olho no consumo. Como meu irmão está comigo, fizemos dois planos. Foram USD 50 de cada plano, tendo minutos e SMS ilimitados, além do 3G. Porém, como alguns devem saber, no iPhone só funciona em EDGE. Por isso, tenho comutado no Nexus o chip da AT&T e TMobile, pra usufruir do 3G.

     Depois que eu já tinha feito os planos 3G ilimitado, resolvi fazer também um “4G” com um MiFi, que é um roteador sem fio portátil, do tamanho de um celular pequeno. O MiFi da TMobile é bloqueado e custa USD 129. Ele compartilha a internet com até 5 dispositivos ao mesmo tempo e o plano de internet “4G” de 5GB custou USD 50. Repararam que estou usando “4G” entre aspas? Isso porque, aqui nos Estados Unidos, várias operadoras chamam o que conhecemos no Brasil como 3G+ (HSPA+) como 4G. O 4G real, é conhecido como LTE. Apesar de ser “apenas” um 3G aditivado, peguei velocidades muito boas e como eles usam as mesmas frequências do Brasil, dá pra levar o aparelho, desbloquear por lá (gambiarras que contarei depois) e usar numa operadora brasileira.

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