Deve fazer mais de 15 anos que eu “mexo” com hardware. Desde muito cedo eu montava meu computador, fazia upgrades, etc. Quando fui pros Estados Unidos em 1997, a primeira coisa que comprei foi um kit multimídia, que claro, eu mesmo instalei. Trocas de memórias, HDs e componentes internos eram muitíssimos comuns. Até que eu comecei a comprar computadores Apple, que não é lá muito fã de deixar o usuário fazer upgrades.
Em 2007, logo que o iPhone foi lançado, fiquei encantado depois de algumas semanas com o telefone e virei fã da Apple. Acabei comprando um iPod Classic pouco tempo depois e no natal daquele ano, foi a vez do primeiro Mac, um Mac mini, em 12 vezes sem juros na Americanas.com. Sonho realizado, aquela máquina tão pequena e tão bela, fez meu amor crescer mais e mais pelos produtos da Maçã. Depois disso vieram MacBook White, MacBook Pro, outros iPods, iPhones, iPad, etc.
Meu MacBook Pro atual já passou por 4 upgrades, sendo 2 de memórias e 2 de HDs. Apesar dele ser de 2009, com atuais 8GB de RAM e 1TB de HD, ainda é uma bela máquina. Já não podia dizer o mesmo do meu primeiro Mac mini, com meros 1GB de RAM e 80GB de HD. Faz muito tempo que queria fazer upgrade dele, mas eu morria de medo, pois como ele é minúsculo, as peças são todas muito apertadas. Ao passo que abrir um MacBook e trocar componentes simples como memória ou HD leva-se no máximo 10 minutos, no Mac mini é trabalho pra algumas horas. Só pra se ter idéia, pra abrir o bicho, não se usa uma chave Philips e sim uma espátula!
Ontem foi a keynote de lançamento do iPad 2 e eu fiquei pensando se deveria ou não fazer um post a respeito. O Twitter já estava repleto do assunto, meus feeds pipocavam vários links com notícias sobre o evento e eu não queria ser mais um entre eles. Porém, como muitas pessoas me perguntaram se devem comprar o iPad novo ou aproveitar o desconto dos antigos, acho que esse post será útil.
Se você não é daqueles que adoram o mundo Apple e já estão careca de saber o que rolou hoje, deixe-me fazer um pequeno resumo: apesar de afastado pra cuidar de sua saúde, Steve Jobs participou de grande parte da apresentação, como nos outros anos. Ele apresentou o novo iPad, que é mais leve (90 gramas), mais fino (2/3) do anterior, tem o processador dual A5 e as câmeras frontal e traseira. De novidades relevantes, foi praticamente isso. As capacidades são as mesmas (16GB, 32GB e 64GB), a tela não mudou, a autonomia da bateria ficou na mesma, a memória RAM ainda é um mistério, não teve entrada pra SD, nem nada do que os rumores vinham dizendo, especialmente um possível iPad híbrido, operando em redes CDMA/ GSM. Haverão modelos WiFi, CDMA (Verizon) e GSM (AT&T). Ah, como eu poderia me esquecer: agora você pode comprar iPad também na cor branca, além de poder enfeitá-lo com uma capinha Apple disponível em 10 cores vibrantes.
Lá fora, o iPad mais barato custa USD 499. A Apple está vendendo o que sobrou dos estoques a USD 399. Existe até a possibilidade de comprar refurb por USD 349. Aqui no Brasil, o preço caiu de R$ 1.649,00 para R$ 1.399,00. Mas será que vale mesmo a pena pegar um modelo mais antigo, pra economizar alguns trocados? Minha resposta pra isso é: depende do tipo de usuário que você é.
A primeira vez que fiz upgrade do HD desse MacBook Pro, retirando o HD original de 250GB 5.400RPM para o de 500GB 7.200RPM, notei duas coisas: a autonomia de bateria realmente caiu um pouco, mas foi compensada pelo ganho de performance em algumas situações, especialmente as que envolvem manipulação de arquivos no sistema. Você pode ler o detalhamento desses testes nesse outro artigo, escrito em dezembro passado.
Essa semana, conforme eu comentei aqui e aqui, fiz a troca novamente do HD, retirando o modelo de 500GB 7.200RPM e colocando um de 1TB de 5.200RPM. Com isso, notei que a autonomia de bateria voltou aos patamares originais, podendo chegar a até 7 horas, dependendo do uso de CPU, rede e especialmente, o brilho da tela. E a performance? Como que ficou? Veremos…
Depois de varar a madrugada fazendo testes no novo HD de 1TB, conforme relatei no post de ontem, hoje eu resolvi fazer o processo de upgrade no MacBook Pro.
Assim como nos outros upgrades que realizei, o processo correu sem problemas. Em menos de 10 minutos eu abri o MacBook, fiz a substituição do HD e ainda realizei algumas paradas pra focar melhorar a transmissão pelo QIK. Ou seja, tendo as chaves adequadas para se trabalhar, o processo é extremamente simples e rápido. Não tem mistérios mesmo!
Uma vez com o HD trocado e o MacBook devidamente fechado, foi só dar boot e começar a restaurar o sistema através do recurso de TimeMachine. Simples, rápido e indolor, ;)