set 19

NÃO faça uma viagem internacional apenas com cartão

3 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/09/2015 às 11:45h

     Essa dica pode parecer um enorme “chover no molhado”, mas acreditem: como todo bom geek, odeio ficar andando por ae com dinheiro em espécie e dou preferência a usar métodos mais modernos, como o cartão de crédito ou Apple Pay (basta aproximar o celular e pagar). Mas amigos, viajar contando que ele irá funcionar sempre, além de inocência, é pedir pra pagar mais caro em tudo.

     Recentemente decidi viajar para os Estados Unidos e não havia feito um prévio planejamento, o que é um enorme erro. Paga-se mais caro em hospedagem, passagens e todo o resto. Mas como eu quis aproveitar que os negócios andavam devagar e não adiantava eu ficar tentando convencer clientes que não existe crise e o momento era bom pra investimentos, optei por ir dar uma relaxada, longe de tantas notícias ruins nos noticiários.

     Fiquei praticamente 4 semanas em Nova Iorque e levei meros USD 80, que sobraram de outra viagem que havia feito. Fui confiante que os Estados Unidos são um país civilizado e todo e qualquer lugar aceitaria cartão de crédito, pois existem inúmeros meios de fornecer essa comodidade ao seu cliente, como o Square, um pequeno leitor que trabalha acoplado a um smartphone/ tablet e custa meros USD 10 (valor esse devolvido ainda no primeiro mês, conforme o comerciante faz uso do mesmo).

     Aqui no Brasil, muitos pequenos comerciantes estão fazendo uso de soluções parecidas, como a do Pagseguro. Porém, seja por ignorância, seja pelo fato de não aceitar perder um percentual em suas transações (mesmo que muito pequeno, algo menor que 3%), seja para que o governo não fique ciente do seu faturamento (e possa lhe tributar mais ferozmente) ou qualquer outro, muitos pequenos comerciantes em Nova Iorque, a dita “capital do mundo”, só aceitam dinheiro.

     Como dito antes, eu viajei com meros USD 80. E, logo no primeiro dia, uma taxista maldita me levou USD 50. Ou seja, fiquei com apenas USD 30 pra passar quase 30 dias. Dá pra viver com USD 1 por dia? No meu caso, não! Principalmente porque eu fiquei em Nova Jersey e o ônibus que me levava para Nova Iorque todos os dias custava USD 3 e só aceitava dinheiro. Logo bateu meu desespero e fui sacar num ATM conveniado ao meu cartão. Mesmo eu aceitando pagar “taxas de conveniência”, um câmbio bem maior e tudo o mais, era raro quando meu cartão não era bloqueado por alguma tentativa de fraude e me fornecia o dinheiro. Várias vezes eu tinha o cartão bloqueado e ele simplesmente cuspia um papel dizendo que a transação foi negada.

     A essa altura vocês devem estar me chamando de burro. Sim, eu mereço. Mas eu acreditei que tudo iria funcionar perfeitamente, especialmente porque eu avisei a emissora do cartão (por email, redes sociais e até telegrama) que iria viajar, informando o período e o país. Me informei também sobre as regras de uso do cartão, as condições de saque e tudo o mais. Ou seja, fiz tudo conforme o figurino.

     E qual é a minha recomendação pra se evitar o cartão de crédito em viagens internacionais? Não vale a pena usar cartões pré pagos. O dólar é bem acima do praticado pelo mercado e também incide o IOF (agradeça a Dilma por isso). Assim, eu acredito que a melhor forma ainda seja comprar dólar por aqui, levar contigo (existe um limite de USD 10,000) e ao chegar no país, abrir uma conta num banco local, depositar o dinheiro e usar tudo no débito, sem a cobrança de taxas extras, IOF, etc.

     Se você estiver indo para os Estados Unidos, pode abrir uma conta no Bank of America ou TD Bank. São os bancos que tem mais facilidade e não cobram taxa. Tentei abrir em outros e não consegui. Nesses dois é só chegar com uns USD 100 pra depósito, o passaporte e dentro de uns 30 minutos sairá com um cartão provisório. É bom lembrar que não existe taxa de abertura, mas existe taxa de manutenção. Porém, se você zerar a conta antes de ir embora, a conta é encerrada e não terá problemas. Mas, caso queira manter a conta aberta, precisa deixar um valor mínimo para que não seja cobrada mensalidade. Isso varia de banco pra banco.

     Espero sinceramente que você não faça a mesma cagada que eu, viajando apenas com cartão de crédito. Vai evitar passar raiva e pagar mais caro, seja num câmbio bem desfavorável, seja jogando no lixo 6,38% (IOF) sobre tudo que você gastar. Leve sim seu cartão, mas use-o apenas como emergência.

     No passado, eu também viajava com pouco dinheiro, mas usava o HSBC para sacar em moeda local, debitando em minha conta do Brasil, pelo dólar comercial do dia, pegava o dinheiro e ia depositar no Bank of America. Não existia nenhuma taxa e não comia IOF. Mas, novamente, graças a fúria arrecadatória do governo, agora incide IOF. Assim, ainda é mais negócio levar o dinheiro daqui.

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nov 26

     Há alguns meses eu vi alguém (desculpa a falta de crédito, mas sinceramente não lembro quem foi) mencionar no Twitter a NuBank, uma empresa de cartão de crédito um tanto diferente das tradicionais. Na ocasião, nem me interessei muito, mas como vi cada vez mais gente falando sobre o assunto, fui pesquisar a respeito. Apesar de já estar usando há 2 meses e já ter feito alguns comentários nas redes sociais, cada vez mais gente me pergunta sobre isso e resolvi centralizar aqui minhas impressões.


Crédito da imagem: Shutterstock

     Uma das reclamações mais frequentes sobre cartão de crédito é a famigerada anuidade. Muitos recorrem ao artifício de ligar pra administradora, ameaçando cancelar e, às vezes, conseguem a isenção da taxas. Outras, a artimanha não surte o efeito desejado e a pessoa acaba perdendo o cartão. Por isso, a NuBank já larga na frente, porque eles não cobram anuidade e nem nenhuma outra taxa oculta, escondida em letras miúdos do contrato. Pode ficar tranquilo com isso.

     Supondo que você já não paga anuidade, que outras vantagens a NuBank traria pra você? O cartão deles é da bandeira MasterCard, na modalidade Platinum, ou seja, é recheada de benefícios e exclusividades, coisas que geralmente só são oferecidos a quem tem uma movimentação bastante elevada. Ou seja, com esse cartão, você fará parte de um seleto grupo, mesmo gastando apenas seus R$ 100,00 por mês. Aliás, isso foi apenas um exemplo. Você não é obrigado a gastar nada por mês, como acontece em outros tipos de cartão que só isentam o cliente que faz X transações por semana.

     Caso você já tenha um cartão Platinum e não pague anuidade, não tem vantagem alguma pedir o cartão NuBank, correto? Errado! O sistema da empresa é bem transparente e permite que você acompanhe seus gastos, em tempo real, tanto pelo smartphone, tablet ou computador. Além de ser avisado na hora sobre qualquer movimentação, você pode conferir detalhes dessa movimentação no app ou no site. É realmente bem interessante! Eu poderia colocar aqui uns screenshots das minhas transações, mas teriam que esconder vários números, então prefiro que você veja esses exemplos direto no site deles.

     Como extra, posso falar a respeito dos “falsos positivos”, ou seja, quando a operadora recusa uma operação achando que é fraude, ou seja, que não é você quem está usando o cartão. Quem me acompanha no Twitter sabe que vivo tendo esse tipo de problema com meu cartão HSBC VISA. Com o NuBank, nunca tive isso. Inclusive, recentemente fui comprar os presentes de natal dos meus pais na Netshoes e tentei passar pelo HSBC. Demorou horas e recusou. Em seguida, fiz a mesma compra usando o NuBank e em 2 minutos apareceu aprovado.

     Se o NuBank é realmente tudo isso, por que eu ainda insisto em usar outro cartão? Pois, infelizmente, ainda não existe um programa de milhas. Ou seja, as compras que eu faço, não me geram pontos pra trocar por coisas, como passagens aéreas e, no meu cartão antigo, sim. De acordo com o pessoal da empresa, em breve, eles terão um programa de bonificações também. Mas por enquanto, nada.

     Esse post tem toda a pinta de ser um publieditorial, né? Mas te garanto que não. Eu apenas gosto de compartilhar quando vejo algo realmente bacana e que os leitores vão gostar. E, como o NuBank ainda está numa fase beta, funcionando apenas com convites, eu consegui 10 pra sortear entre os leitores. Deixe seu comentário no post, dizendo porque quer o convite e, os mais criativos, vão levar.

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jul 19

Cartões pré-pagos, débito, crédito, saques ou o que?

10 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/07/2012 às 11:53h

     Eu sei que alguns vão pensar “poxa, de novo esse alerta”, mas eu vou fazer em todos posts referentes a viagem pra evitar que nos comentários (como às vezes acontece) alguém venha me chamar de burro e dizer que o post foi uma porcaria, que não ajudou em nada, que eu quero me passar por sabichão e não sei nada, etc. Acreditem, por mais que eu faça os posts pra ajudar, ainda tenho que ler coisas desse tipo. Então, na tentativa de minimizar tais comentários, vou sempre colocá-los no início dos posts. Você, que já leu, pode começar sempre a ler do segundo parágrafo. Isso dito, lá vai: essa série de posts sobre a viagem que fiz são para compartilhar o pouco que sei e tais informações podem não ser as melhores alternativas pra você. Conto com os comentários dos leitores para me corrigirem e enriquecer o conteúdo.

     Antes da viagem eu comentei bastante no Twitter e fiz alguns posts aqui no blog a respeito de como eu pretendia efetuar os pagamentos na viagem. Eu contratei alguns cartões pré-pagos, levei meus cartões de créditos tradicionais e USD 2,500 em dinheiro. Eu não gosto de ficar andando por ae com muito dinheiro, pois tenho a impressão que serei roubado ou irei perder tudo. A todo instante eu fico paranóico, consultando os bolsos. Mas como esses dólares eu consegui numa condição muito melhor do que o câmbio atual, acabei levando-os.

     Sempre que a gente vai viajar, especialmente quando somos mais jovens, ouvimos mil recomendações, principalmente dos pais: “não deixe todos os cartões no mesmo local”. Se você pensou em por algo na mala, conforme eu narrei aqui ontem, desista. É o pior lugar que você poderia colocar, pois se abrirem sua mala e acharem a grana/ cartão/ cheques de viagem, por melhor que você a esconda, ferrou. Eu optei por levar vários cartões pré-pagos e de crédito internacionais, pra eu ter vários esquemas de contingência caso acontecesse algum imprevisto e eu não ficasse na mão. Algumas pessoas me chamaram de louco, mas eu prefiro assim. Louco mesmo eu acho que é quem leva apenas um cartão e tem muita gente que faz isso. Por melhor que seja seu relacionamento com o seu banco e seu gerente, bem como as promessas de total suporte em caso de imprevistos, eu não confio.

     Eu tenho conta no Banco do Brasil, HSBC e Itaú. Me disseram que, em todos esses bancos, eu conseguiria fazer saque e compras no débito, pagando o dólar comercial do dia e IOF de 0,38%, muito melhor que usar no crédito, com o câmbio mais caro e IOF de 6,38%. Não sei se os caixas das lojas gringas faziam algo errado, mas tentei usar esses cartões no débito em várias lojas e não consegui. Alguns não chegavam nem a pedir senha e já davam recusado. Aliás, todos foram devidamente autorizados para uso internacional (tanto no crédito, como no débito) antes deu sair do Brasil. Assim, pra evitar ficar passando vergonha, desisti do uso no débito e resolvi sacar da conta e já depositar em seguida na minha conta do Bank of America.

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jun 28

Viajar com cartão de crédito ou cartão pré-pago?

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/06/2012 às 00:56h

     Eu sei que alguns vão pensar “poxa, de novo esse alerta”, mas eu vou fazer em todos posts referentes a viagem pra evitar que nos comentários (como às vezes acontece) alguém venha me chamar de burro e dizer que o post foi uma porcaria, que não ajudou em nada, que eu quero me passar por sabichão e não sei nada, etc. Acreditem, por mais que eu faça os posts pra ajudar, ainda tenho que ler coisas desse tipo. Então, na tentativa de minimizar tais comentários, vou sempre colocá-los no início dos posts. Você, que já leu, pode começar sempre a ler do segundo parágrafo. Isso dito, lá vai: essa série de posts sobre a viagem que fiz são para compartilhar o pouco que sei e tais informações podem não ser as melhores alternativas pra você. Conto com os comentários dos leitores para me corrigirem e enriquecer o conteúdo.

     Muita gente, sabendo que eu iria para Nova Iorque, me recomendou usar os cartões pré-pagos. Supostamente, uma das vantagens desses cartões tipo Visa Travel Money seria a economia do IOF. No cartão de crédito, todas as suas compras internacionais pagam 6,38% de imposto, enquanto as nacionais, “apenas” 0,38%. E, sabe-se lá Deus porque, os cartões pré-pagos pagam “só” os 0,38%.

     Essa semana eu fui atrás dos cartões pré-pagos em diferentes bancos e corretoras. Cheguei até a fazer três cartões e colocar USD 100 de crédito em cada. Cito: Global Travel Card (Itaú), VISA Travel Money (Banco do Brasil) e VISA Travel Money (Multimoney Corretora). Além desses três que fiz, liguei pra mais de 20 lugares pra saber sobre os cartões oferecidos, as taxas de adesão, manutenção, saque, câmbio, etc.

     A grande maioria das empresas não cobra qualquer taxa para emissão ou manutenção desses cartões. A princípio, parece super vantajoso, pois você não paga taxa alguma*, pode transferir o dinheiro diretamente da conta corrente para o saldo do cartão, além de poder resgatar esse dinheiro de volta pra conta corrente caso não use. Caso queira manter o dinheiro lá, para uma próxima viagem, sem problemas, pois o saldo não expira.

     O problema é que, quando se começa a por tudo na ponta do lápis, a coisa não é assim muito vantajosa. No dia em que eu fiz a recarga dos cartões citados, a cotação do dólar comercial estava em R$ 2,05. Sabem que taxas foram cobradas nos cartões? R$ 2,17 em um, R$ 2,18 em outro e R$ 2,23 em outro. Ou seja, além da taxa variar, geralmente é muito alta e acaba por inviabilizar a maior vantagem dos cartões: fugir dos 6% do IOF.

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Categoria(s): Dicas
jan 03

     Você é daqueles chatos que pegam pra conferir as coisas, como a conta do restaurante, o extrato do banco e a fatura do cartão de crédito? Entre as minhas “manias” está a de diariamente entrar no home banking pra ver a movimentação, mesmo naqueles dias que sei que não gastei nada e era pra estar tudo como no dia anterior. Vou além, eu gero um PDF e atualizo o saldo numa planilha do Google Docs. Eu tenho meu saldo diário em 4 bancos desde 2009.

     Como muitos devem saber, no começo do ano passado, a presidenta Dilma resolveu nos presentear com um acréscimo no IOF, que passou de 2,38% para 6,38%. Toda compra internacional feita no cartão, ficou mais cara. Bom, na realidade, você nem precisa sair do país pra tá pagando mais caro. Se você compra em sites internacionais (como eBay, DealExtreme, Focalprice, etc.) ou até mesmo na iTunes Store Brasil, tá pagando mais caro.

     Na fatura do meu cartão que venceu no mês passado vieram (pasmem) 3 cobranças de IOF (29/11: R$ 89,12 + 06/12: R$ 54,81 + 20/12: R$ 0,61) totalizando absurdos R$ 144,54. Como eu tinha feito muitas compras no cartão (BlackFriday me pegou pra valer) eu achei que tava tudo normal e nem me dei ao trabalho de conferir. Porém, hoje eu fui acessar a fatura online do cartão (tenho acesso antes mesmo dela fechar) e vi que no dia 30/12 já constava um lançamento de R$ 89,11. Observem que no dia 29/11 havia uma de R$ 89,12. Achei muito estranho isso e comecei a fazer algumas contas.

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