ago 11

Vivo e a falta de respeito com o consumidor brasileiro

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 11/08/2014 às 14:35h

     Já tem 3 semanas que tento resolver, sem sucesso, um problema com a operadora Vivo. Já contei a história aqui nesse outro post, então não irei me repetir. Pois, diferente da Vivo, eu sei que o seu tempo é importante e não deve ser desperdiçado. Pelo contrário, quero lhe fazer ganhar tempo.

     O episódio mais recente que eu gostaria de compartilhar com vocês ocorreu há alguns minutos. Recebi uma ligação deles e, quando achei que finalmente fôssemos por fim a essa novela, a Vivo novamente me decepciona. Primeiro, a atendente me disse que eles não iriam me fornecer a gravação da chamada telefônica, como eu havia solicitado junto a Anatel. Depois, quando comecei a argumentar sobre isso, desligou o telefone na minha cara, sem cerimônias. Afinal, respeito pra que, né?

     Já ouvi de muitas pessoas: “GG, você adora um processo. Vai ficar ryku com isso”. Como eu também já escrevi aqui no blog, eu percorro, durante semanas, todo um caminho, pra conseguir resolver a reclamação fora da esfera judicial. Começo direto com a operadora, vou pro site Reclame Aqui, ouvidoria da operadora, Anatel, Procon e, não havendo mais o que possa ser feito, Juizado Especial Civil (JEC). Ou seja, não fico rezando pra cair um problema no meu colo, processar a operadora e ficar ryku. É bem o oposto disso. Perco meu tempo e me desgasto correndo atrás de uma solução amigável.

     Quem acha que consumidor que processa empresa, no Brasil, fica ryku, anda vendo muitos filmes e seriados americanos. Lá, talvez, a pessoa até consiga uma grana fazendo isso. Aqui, somos feitos de idiotas. Simples assim. O “simples descumprimento de um contrato”, ou seja, quando a empresa se recusa a fazer o que foi combinado, não gera dano moral. Agora, quando a empresa começa a ser negligente, fazer o consumidor de idiota, como a Vivo vem fazendo, a coisa muda de figura. Mas, mesmo assim, na remota hipótese do juiz entender que realmente cabe dano moral, esse valor chega a uns R$ 5.000,00, quando muito. O que, com certeza, não pesará muito para a empresa, que não se sentirá obrigada a respeitar o consumidor e nada mudará.

     Algumas pessoas argumentam que o Judiciário não dá altas multas pra não estimular o consumidor a querer brigar por qualquer coisa. Eu já acho o oposto. Se as multas fossem altas e a punição severa, as empresas iriam se adequar e não mais iriam fazer os consumidor de idiotas, atendendo as suas demandas logo de cara, evitando assim, que elas chegassem a Justiça. Dessa forma, teríamos muito menos processos se empilhando nos Fóruns e não o contrário.

     Em tempo: o Canal do Otário, deu RT no post sobre a Vivo na semana passada. Resultado: mais de 10.000 views e quase 200 curtidas. Ou seja, ao invés da Vivo investir no pós-venda, não deixando o caso chegar a isso, prefere fazer o consumidor de otário e depois investir bilhões em marketing, pra tentar fortalecer uma marca que ela mesma vem queimando ao longo dos anos.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
ago 05

Ouvidoria da VIVO enganando consumidores da operadora

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 05/08/2014 às 11:27h

     No dia 19 de julho eu fiz um post aqui no blog pra comentar de um processo judicial que a VIVO perdeu. O motivo? Ela, supostamente, orienta seus funcionários a mentirem, na cara dura, pros clientes. E, quando esses se negam, sofrem assédio moral e até chegam a ser demitidos por isso.

     Eu tenho algumas dezenas de protocolos de reclamação contra a VIVO na Anatel. A maioria deles é por motivos de cobranças indevidas. Assim, passei a controlar mais de perto meu saldo e, ao menos uma vez por mês, eu coloco numa planilha quanto eu tinha de saldo. Venho fazendo isso de 2011 pra cá.

     Tanto eu, quanto minha esposa e outros membros da família, somos clientes VIVO e temos o plano VIVO SEMPRE, no qual colocamos R$ 25 a cada 30 dias e falamos com qualquer outro número da operadora, no Brasil todo, a R$ 0,06 (era R$ 0,05) o minuto. Ou seja, em 12 meses, a gente paga R$ 300 pra operadora. Mas, como uso bem pouco, eu tinha muito crédito acumulado. E, de uma hora pra outro, os créditos simplesmente sumiram. Nem lançamentos a débito no extrato constam. Foram quase R$ 150 de prejuízo.

     Reclamei da VIVO no site ReclameAqui e na Anatel. Passaram-se os 5 dias úteis previstos e nenhum contato. Até que hoje me ligaram e não conseguiram me explicar o que houve, mas não propuseram me reembolsar. Assim, liguei na ouvidoria da empresa. Na primeira tentativa, depois de 12 minutos explicando o caso, a chamada caiu e não retornaram. Já puto com a situação, liguei novamente e comecei a gravar a ligação. Até que, pasmém, não sei se por orientação da VIVO (visando lesar o consumidor) ou por despreparo, o funcionário insistiu que agora, todo e qualquer crédito, expira em 30 dias e por isso meus créditos teriam sumido.

     Realmente houve uma mudança recente. Inclusive, algumas operadoras recorreram e acabaram derrubando a decisão. Tal decisão, entre outras coisas, dizia que as operadoras não podiam vender créditos com validade inferior a 30 dias. Ou seja, adeus recargas de R$ 2 válidos por 5 dias. Agora, o mínimo são 30 dias. Eu tentei argumentar com o funcionário que ele havia feito confusão, mas o mesmo disse que quem estava errado era eu.

     No meu extrato dos últimos 30 dias constam apenas 2 chamadas, totalizando meros R$ 0,48. SMS eu já usei mais e foram R$ 3,96. Ou seja, ligações e SMS não totalizaram nem R$ 5 e me debitaram quase R$ 150. Pra mim, está claro que houve um erro. É evidente. Basta fazer contas. Mas os funcionários da VIVO parece que são orientados a irritar, confundir e fazer seus clientes perderem tempo, ao invés de resolverem o problema.

     Fico aqui me perguntando: quantas pessoas tem esse mesmo controle que eu tenho das contas? Com quantas pessoas a VIVO teria cometido esse “erro sistêmico pontual”? Quantos milhões de clientes da operadora podem ter sido lesados e não estão sabendo? Afinal, a empresa ainda é a maior operadora do Brasil e 80% dos clientes são pré-pagos. Se esse “erro sistêmico pontual” acontecer em 10 milhões de contas e 10.000 (chutando alto) reclamarem, quanto a empresa lucra com esse erro?

TAG(s):
Categoria(s): Dicas
jul 19

Será que o sistema está mesmo fora do ar?

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/07/2014 às 18:23h

     Sabe quando você liga pra uma empresa, passa vários minutos aguardando atendimento, outros tantos minutos contando todo seu caso e, quando acha que finalmente terá uma solução, o atendente diz que não pode dar continuidade na sua solicitação porque o sistema caiu ou está lento?

     Hoje a tarde o @Nash me enviou um caso pra lá de constrangedor e que demonstra um enorme mal caratismo da operadora Vivo. Pelo título do assunto, você já deve imaginar do que se trata, né? Trabalhadora da Vivo que sofria constrangimentos por recusar-se a mentir que o sistema estava fora do ar deve ser indenizada.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
dez 18

Review em vídeo: smartphone Alcatel One Touch Fire

1 Comentario »Postado por GordoGeek em 18/12/2013 às 22:21h

     Nem todo mundo está disposto a gastar milhares de reais num telefone, seja ele iPhone ou Android. E foi com a proposta de atender um público que quer ter um smartphone, mas sem gastar muito, que o FirefoxOS surgiu. Configura no vídeo abaixo um pouco sobre o Alcatel One Touch Fire, um dos primeiros aparelhos a rodar o novo sistema operacional móvel no Brasil.

     Recentemente eu testei o smartphone CCE SK351 aqui no blog. O vídeo está chegando aos 10.000 acessos, ou seja, diferente do que muitos comentam comigo no Twitter, existe sim um interesse sobre aparelhos mais baratos. E, sabendo disso, é que temos o dever de testar tais produtos. Até mesmo porque, alguns deles, são uma verdadeira cilada.

     O Alcatel One Touch Fire não pode ser chamado de cilada. É um aparelho barato e que entrega uma experiência satisfatória pelo que custa. Na loja da Vivo, ele pode ser comprado por menos de R$ 200,00, parcelado em 12 vezes. Se for fazer um plano, o valor ainda tem um pequeno subsídio.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
nov 19

Qual o melhor plano de internet para uso esporádico

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/11/2013 às 16:13h

     No post anterior eu respondi dúvidas de leitores sobre o plano TIM Beta, mostrando porque eu o acho super interessante, a ponto de tê-lo em vários dos meus dispositivos, mesmo a sua ativação custando R$ 100,00, que não é qualquer troquinho de pinga. Mas, como sei que nem todos querem fazer um investimento “tão elevado” assim, seja porque fizeram as contas e acham que não compensa, seja porque fazem um uso muito esporádico do plano 3G, vamos ver outras opções.

     Se você fica a maior parte do tempo numa área com cobertura Wi-Fi (seja em casa, no trabalho, faculdade, shopping, etc.), talvez seja pouco interessante manter um plano pós-pago pra ter dados no smartphone. A grande maioria das linhas móveis ativas no Brasil (80%) são no modelo pré-pago. As três maiores operadoras que atuam praticamente em todo o território nacional (Claro, TIM e Vivo), tem planos de internet 3G bem acessíveis. Porém, todos tem um valor de franquia absurdamente baixo, algo como 10MB por dia, o que não dá praticamente pra nada. É claro, você continua a navegar depois de ultrapassar a cota, mas o valor cai pra um valor tão desprezível (mais ou menos 32kbps) que a impressão que passa é que a internet não está mais disponível. Tudo que você tenta abrir vai se arrastando e você acaba desistindo.

     Devo salientar que tanto a TIM como a Claro, quando o cliente pré-pago faz o primeiro acesso a internet, eles já o colocam automaticamente num plano padrão, mas só cobram o dia que usar, o que acho ideal pra alguém com o perfil que descrevi no parágrafo de cima. No caso da Vivo, eles começam a cobrar R$ 4,90 por MB trafegado (o que daria R$ 49,00 por 10MB), podendo resultar num saldo zerado em pouquíssimo tempo. Como atualmente os smartphones e tablets ficam todo o tempo consumindo dados, mesmo quando você não está explicitamente exigindo algo deles (num email, rede social, navegador, etc.), isso é uma tremenda armadilha.

     Vamos começar pela TIM, a operadora dos homens de azul. A internet diária custa R$ 0,50, com limite de 10MB a até 500kbps e depois cai pra 50kbps (achei essa informação nas letrinhas miúdas do contrato em PDF disponível no site da operadora). Conforme dito antes, pra você aderir a esse pacote (Infinity Web), não precisa fazer nada. Logo no seu primeiro acesso a internet, eles vão te colocar nesse pacote. Porém, se você estiver disposto a gastar R$ 1,99 pra dar um “upgrade” num dia especial, seja numa viagem ou na espera de uma consulta médica, enviando um torpedo com ATIVARMODEM para 1616, você contrata o TIM Web Modem, que tem 80MB de franquia a até 1Mbps e depois reduz pra 100kbps. Apesar do nome, funciona também em smartphones e tablet (cláusula 2.1 do contrato já citado). Se você não desativar esse pacote, todo dia que você acessar a internet será cobrado R$ 1,99 e não mais R$ 0,50. Assim, lembre-se de desativar se for o caso.

     Já no caso da Claro, a operadora do garoto propaganda flagrado com …, bom deixa pra lá. O plano padrão deles também custa R$ 0,50 e te dá direito a navegar por 10MB até 500kbps, caindo pra 32kbps depois disso (contrato aqui, cláusula 6.1). Os mais atentos devem ter notado que as condições são muito similares aos da TIM. E fica ainda mais parecido, porque eles também tem um plano diário por R$ 1,99 com 80MB de franquia pra navegar a até 1.5Mbps e depois reduz pra 64kbps. Infelizmente, só tem como contratar via SAC (1052) e não está disponível para smartphone (somente tablet e modem), conforme contrato aqui. Se a ativação fosse feita via SMS, como na TIM, não duvido que daria pra burlar isso. Mas por ser via telefone, o atendente barra a ativação ao consultar seu plano.

     A Claro ainda permite que o cliente contrate um pacote de internet por 15 ou 30 dias, o que é interessante se você for sair de férias. O primeiro lhe dá direito a 150MB em 500kbps por R$ 6,90 e o segundo a 300MB na mesma velocidade por R$ 11,90. Se o seu uso for contínuo, acaba compensado, tanto pelo desconto (30 x R$ 0,50 = R$ 15,00 sendo maior que R$ 11,90) e também pelo fato que são 300MB distribuído no mês. Claro, 30 x 10MB dão os mesmos 300MB, mas o controle é feito de forma diferente e os dias que não usar, não consome a franquia.

     Por fim, vamos falar da Vivo, que até pouco tempo era considerada disparada a melhor operadora do Brasil e depois que caiu no colo da Telefonica virou uma porcaria absurda. Mas, no quesito cobertura, ainda parece ser a melhor. Lá, conforme eu já alertei antes, se você colocar o chip sem um plano específico no celular ou tablet e estiver com a opção de dados ativa (vem assim por padrão), vão começar a te cobrar R$ 4,90 por MB. Então pelo amor de Deus, não faça isso e avise os amigos!

     O plano da Vivo que a maioria do pessoal está fazendo (inclusive eu) é o Vivo Sempre Internet que custa R$ 9,90 por mês, o que dá R$ 0,33 ao dia. Porém, diferente de Claro e TIM, você não paga somente o dia que usar. Senão tiver plano algum e navegar, como eu disse várias vezes aqui, são R$ 4,90 por MB. Nesse plano mensal a franquia é de 200MB em até 256kbps e depois cai pra 32kbps. Se você comparar com as outras operadoras, o plano é pior em vários aspectos, como flexibilidade, franquia e velocidade máxima. Pra contratar deve-se enviar um SMS para 1515 com a palavra INTERNET. Caso você estoure a franquia, existe um macete meio lusitano. Você envia CANCELAR para 1515, espera alguns minutos, depois contrata o pacote novamente, enviando INTERNET para 1515. Friso que esse é um plano mensal, logo, se você for usar esporadicamente, lembre-se de desativá-lo, senão vai ocorrer uma cobrança recorrente todos os meses.

     Caso você esteja disposto a pagar R$ 2,99 pra ter direito a 150MB por até 2 dias, basta enviar DIARIO para o número 8200. Se você ativar o plano às 00:01h do dia 19, você poderá desfrutar desse pacote até o dia 20 às 23:59. Depois disso, voltará a ser cobrado o valor sem pacote ou do pacote anterior. Assim, diferente dos pacotes da Claro e TIM, você não precisa cancelar nada depois do uso. Eu fiz o teste aqui com smartphone e funcionou numa boa (1 e 2).

     Update 19/11/2013 17:42 => O @evefavretto me avisou no Twitter que a Vivo está alterando sua política de para clientes sem pacote de internet. Pelo que simulei no site, eles estão fazendo essa alteração de forma gradual e por estado. Pelo que vi, até o começo de janeiro, todos os clientes já estarão com a mudança ativa. Assim, eles cobraram R$ 0,99 por 15MB em 300kbps. Novamente, pior que a concorrência.

TAG(s):
Categoria(s): Dicas
nov 19

Por que o plano TIM Beta é muito interessante

5 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/11/2013 às 14:22h

     Ano passado eu fiz o primeiro post aqui no blog sobre o TIM Beta. Ontem eu comentei sobre um problema no meu chip e surgiram várias dúvidas de leitores, especialmente sobre o valor de adesão do plano, que não é nada barato (R$ 100,00). Resolvi fazer um novo post pra tirar as dúvidas que surgiram.

     Pra quem está totalmente por fora do que é o plano TIM Beta e como ele funciona, vamos as explicações. O plano surgiu há anos anos com o nome de “Bloqueia Véio”, numa campanha de marketing da operadora. Depois de um tempo o plano mudou pro nome atual. Quem já estava no plano, recebeu o status de “TIM Beta Lab” e ganhou convites para chamar amigos para o plano. Os amigos entravam como “TIM Beta” e não tinham o status de Lab, como seus amigos. Logo, não tinham convites pra distribuir para outros amigos. Porém, se forem “hard user” do plano, mais cedo ou mais tarde, acabam subindo um degrau e passam a ser Lab também.

     Quando um amigo te manda um convite, você precisa entrar no site e fazer o cadastro. O envio do chip é um processo lento e pode demorar até 40 dias. Algumas vezes, sabe-se lá Deus o motivo, ele nunca chega. Nem adianta reclamar na operadora, Anatel e o diabo a quatro. Eu mesmo já tive problemas com isso e não consegui resolver, por mais que eu tentasse, até que eu resolvi desistir desse esquema de convites.

     Em julho do ano passado, me falaram que eu poderia migrar para o plano Beta, já sendo cliente da TIM. No entanto, teria que pagar R$ 100,00 de adesão. Pode parecer um absurdo, mas ao longo do texto você vai entender que não é assim tão caro quanto parece. Caso você já seja cliente TIM e queira manter o número, é possível. Se quiser pegar um chip completamente novo, seja ele SIM normal, microSIM ou nanoSIM, basta ir numa loja e comprar por R$ 10,00. Por fim, caso queira fazer a portabilidade do seu número de outra operadora pra TIM e depois migrar o Beta, também dá.

     Uma vez que você já está como cliente da operadora, seja antigo, novo ou de portabilidade, basta você ter mais de R$ 100,00 em crédito e ligar para o *144, pedindo a migração de plano. Caso não tenha esse saldo, faça uma recarga antes de ligar. Na hora o atendente vai te confirmar que os R$ 100,00 serão debitados a título de migração e fará a mudança. Segundo eles, pode demorar até 2hs, mas geralmente são 5 minutos.

     O TIM Beta tem algumas vantagens em relação aos demais planos da operadora, inclusive os pós-pagos. Conheço muita gente do pós que migrou para o Beta, tamanha as vantagens. A título de comparação, vamos pegar o plano Infinity Pré, que é o padrão no qual todo novo cliente TIM fica vinculado. A operadora cobra o valor de R$ 0,25 por chamada realizada para outro TIM, usando o DDD 41, não importa a duração. No TIM Beta o valor são os mesmos R$ 0,25, mas não por chamada e sim por dia. Ou seja, você pode fazer 100 chamadas pra outro TIM, no Brasil todo, sem se preocupar com a duração delas, pagando apenas R$ 0,25. Ou seja, se você liga muito, acaba valendo a pena pagar o valor da adesão, pois rapidamente você recupera o seu investimento. Basta fazer as contas.

     Como eu tenho um perfil de falar muito pouco ao telefone, usando mais internet, o que mais me interessa no TIM Beta é o pacote de 3G. No TIM Infinity Pré você contrata 10MB de internet por R$ 0,50 por dia. Depois dessa franquia, continua a navegar, mas numa velocidade sofrível. No TIM Beta, por contrato, essa franquia também existe, mas se você não abusar, a TIM não vai te limitar. Eu tenho o plano há quase 2 anos e nunca sofri com isso. Uso tranquilamente 1GB de 3G a uma velocidade média de 1Mbps, sem redução. E o valor do pacote ainda é a metade do Infinity Pré, saindo por apenas R$ 0,25 o dia que usar. Eu conheço casos de gente que abusou, colocando o chip como modem e acabou tendo a velocidade reduzida. Se a sua intenção for essa, provavelmente vai dar com os burros n’água. Mas pra um uso razoável (1GB é bem razoável hein) no smartphone, tranquilo.

     Pra finalizar, vamos fazer uma continha básica. Supondo que você use internet todos os dias e faça 10 chamadas por dia, no Beta você vai pagar apenas R$ 0,50 (R$ 0,25 do 3G e R$ 0,25 das 10 chamadas). No plano TIM Infinity Pré você vai pagar R$ 3,00 (R$ 0,50 do 3G e R$ 2,50 pelas 10 chamadas). Ou seja, dá uma diferença de R$ 2,50 por dia. Assim, em 40 dias você paga o investimento de R$ 100,00 pra migrar de plano e o resto é lucro, fora que a internet 3G do plano TIM Beta é muito superior, tanto em velocidade, como em franquia. E obviamente, quanto mais chamadas você faz, menor será o tempo de retorno do seu investimento na migração.

     Acho que vale uma ressalva importante: devemos sempre lembrar que a TIM é “a TIM” e a cobertura deles não é das melhores. Eu recomendo que a pessoa compre um chip comum (R$ 10,00), coloque num aparelho secundário e verifique, nas áreas onde costuma ir (casa, trabalho, faculdade, clube, etc.) como é o sinal. Se for sofrível, melhor não passar raiva. Se for boa, vale a pena migrar. No meu caso, que uso mais de um aparelho e tenho sempre um backup, não me preocupo muito com a cobertura, pois sei que nunca vou ficar na mão.

TAG(s):
Categoria(s): Dicas
nov 19

Estou com problema. Onde e como devo reclamar?

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 19/11/2013 às 10:04h

     Esse é um daqueles posts que eu já deveria ter feito há muito tempo, tamanha é a quantidade de perguntas que me fazem a respeito do tema, principalmente via Twitter e email. Nem sempre eu tenho tempo de analisar todo o relato, até mesmo porque, alguns tem vários parágrafos e demandaria um tempo enorme, coisa que não disponho no momento. Assim, se você me perguntou algo e, ao invés deu te responder um texto igualmente longo, específico pra você, não fique chateado. É apenas falta de tempo mesmo. Mas leia o post até o final que provavelmente sua dúvida será respondida aqui.

     Quem me acompanha no blog e/ ou Twitter por mais de duas semanas certamente me viu reclamar de alguma empresa, produto ou serviço. Muitos consideram isso um mero #mimimi, ou seja, uma reclamação vazia, de uma pessoa com raiva e que não tem o que fazer a não ser xingar nas redes sociais. Pela minha experiência, se você fizer a coisa direita, isso gera um retorno muito positivo pro seu problema. Então, apesar de alguns contatos te chamarem de mimizento, vale a pena reclamar. Mas como?

     A primeira coisa a se fazer, antes mesmo da contratação do serviço ou da compra do produto, é dar uma pesquisada no histórico da empresa. Eu sei que uma grande parcela das compras são feitas no impulso e isso é um problema sério. Você praticamente está pedindo pra ter problemas. Se você perder 5 minutinhos e entrar no ReclameAqui pra ver como a empresa trata seus consumidores, você já vai conseguir escapar de várias roubadas. Nota: não é pelo fato de simplesmente achar o nome da empresa lá, que ela é ruim. Toda empresa tem problemas! Todas! Como ela lida com os problemas e como trata o consumidor é que faz toda a diferença. Veja os índices de resposta, as avaliações dos consumidores e, se possível, leia a resposta dela a alguns casos, pra ver se realmente está empenhada e comprometida em resolver ou se está apelando para resposta padrões apenas pra ganhar tempo.

     Se você contratou algo e deu problema, o primeiro passo é reclamar junto a empresa. Não adianta por a carroça na frente dos bois, dizer que vai processar e os cambau. Não funciona assim, por mais raiva que você esteja. Primeiro faça um contato com a empresa, preferencialmente de uma forma que você possa documentar todo o trâmite, seja através de email ou gravando uma chamada telefônica. Muitas empresas, já tentando dificultar a vida do consumidor, sequer geram número de protocolo em seus formulários de reclamação. É raro quando reclamo de algo via formulário e recebo um email com um número de protocolo e cópia do que foi reportado. Assim, eu geralmente ligo pra empresa e gravo a chamada.

     Transcorrido alguns dias (geralmente o prazo dado pela empresa) e o problema não foi sanado, recomendo recorrer ao já citado Reclame Aqui, pois muitas empresas mantém uma equipe dedicada a receber e resolver as reclamações vindas do site. Quando você liga num SAC, geralmente, o esse primeiro atendimento é feito por funcionários do mais baixo escalão. Tiveram um péssimo treinamento e não tem autonomia alguma. É mais comum que funcionários mais bem treinados e com maior autonomia respondam as reclamações vindas de sites como o Reclame Aqui, Procon, Anatel, etc.

     Se o seu problema for com uma empresa de telecomunicações, seja fixa, móvel ou tv, recomendo também reclamar junto a Anatel. Já disse algumas vezes que a agência reguladora é totalmente omissa e não tá muito a fim de ajudar. Porém, você deve ter paciência e seguir os trâmites corretos. Entre em Fale Conosco, faça seu cadastro e deixe sua reclamação. Geralmente um funcionário da empresa vai te ligar em até 5 dias, mas costuma ocorrer antes. É comum que os problemas sejam resolvidos nessa etapa, pois a operadora já viu que você não é um “migué qualquer” e está disposto a criar problemas pra eles, então eles estarão mais bem disposto a resolver. Caso mesmo assim, não dê certo, Procon neles.

     Caso o seu problema seja com o setor bancário, outro campeão de reclamações nos órgãos de defesa do consumidor, eu recomendo uma reclamação junto ao Banco Central, que também pode ser feita via internet, clicando aqui. Coloque seus dados, escolha o banco e deixe sua reclamação. Em alguns minutos você irá receber um email do BACEN confirmando que notificou a instituição, te passando o protocolo e dizendo o prazo que eles tem pra responder. O mais comum é alguém da ouvidoria do banco colocar meio kilo de rola na bunda do seu gerente e ele vai te ligar todo disposto a ajudar. No setor bancário, os funcionários vivem numa corda bamba. As cobranças são gigantescas e cada pisada de bola pode ser mais uma chance da guilhotina. Então, use e abuse desse método.

     Apesar de algumas empresas ignorarem sumariamente o Procon, as mais sérias, vão fazer o possível para que sua reputação não seja maculada por uma reclamação desse nível. O Procon do Estado de São Paulo possui um atendimento online, onde você pode deixar sua reclamação via formulário, evitando que você tenha que ir fisicamente ao local. Dependendo do problema, eles vão te mandar um email pedindo alguns documentos e fazem tudo por lá. Alguns poucos casos vão te pedir pra ir até o Procon da sua cidade. Pela minha experiência, a maioria das compras online eles resolvem tudo online. Infelizmente, pra outros estados, você terá que perder um tempinho indo fisicamente até o local. Mas, recomendo que o faça, pois o índice de resolução de problemas é alto.

     Se você já fez tudo isso e, infelizmente, não teve o seu problema resolvido, não resta outra alternativa senão entrar com uma ação contra a empresa. Aliás, se a empresa não responde ao Procon ou se não resolve o problema de forma satisfatória, é justamente essa a recomendação que virá no termo que vão enviar pra você. Geralmente, o problema pode ser resolvido através do Juizado Especial Civil (JEC) e não precisa de advogado. No meu caso, eu tenho um escritório que me presta assessoria, então eu marco uma reunião, conto o caso, mando os documentos e eles resolvem tudo. Nunca tive tempo/ paciência de fazer tudo eu mesmo, mas já tive dezenas de relatos no Twitter de pessoas que fizeram tudo por conta própria e, ou ganharam a causa, ou a empresa propôs um acordo que acabou se mostrando vantajoso.

     Espero que esse artigo tenha lhe inspirado a lutar por seus direitos. Eu sei que vivemos num país de merda, onde a maioria das empresas não trata o consumidor com o devido respeito. Apesar de termos várias operadoras de telefonia, vejo casos absurdos em todas elas. Pagamos uma carga tributária altíssima e não contamos com o respaldo do governo e suas agências para intervir a nosso favor. Mas, mesmo com todas essas adversidades, não deixe que as empresas passem por cima dos seus direitos. Reclame! Corra atrás! O brasileiro é um povo que reclama muito em redes sociais, mas não toma nenhuma atitude mais definitiva pra realmente resolver o problema. Só “xingar muito no Twitter” não vai resolver (na maioria dos casos). Agregue a essa reclamação outras atitudes, como as que citei aqui. As empresas tem pleno conhecimento que muitos clientes não estão disposto a correr atrás dos seus direitos e é por isso mesmo que estamos nessa situação lamentável. Pra elas, fica muito mais barato pagar os processos que perdem do que tratar a todos com respeito. A partir do momento que a conta dos processos começar a ficar alta demais, todos seremos beneficiados com uma mudança de postura por parte das empresas. Corra atrás!

     Em tempo: você pode entrar com uma ação no JEC sem ter usado os outros métodos (Reclame Aqui, Anatel, Procon, etc.) pra tentar resolver? Sim, pode. Mas num país onde os processos se acumulam aos milhões, o juiz verá seu caso com outros olhos se ver que você tentou praticamente de tudo pra resolver e só recorreu a Justiça em último caso. Coloque-se no lugar do juiz. Imagina que você tem a mesa abarrotada de processos e você abre um e vê alguém pedindo uma indenização de R$ 5.000,00 por um produto não entregue e a pessoa nem sequer se deu ao trabalho de ir ao Procon. O que ele vai pensar de você? No mínimo, que você não fez a coisa direito. Em alguns casos, quem sabe, que você é um oportunista querendo ganhar um dinheiro fácil. Por isso, reforço: siga todos os trâmites que recomendei. Caso tudo o mais falhar e você precise do JEC, as chances de ganhar serão maiores. Aliás, não basta “apenas” ter razão. Você precisa comprovar os fatos. Ou seja, reuna a máxima documentação possível, para que você dê pouco espaço pra defesa do réu trabalhar, explorando as brechas que você deixou no processo.

TAG(s):
Categoria(s): Dicas
nov 02

Preços de smartphones e planos de telefonia em Londres

4 Comentarios »Postado por GordoGeek em 02/11/2013 às 22:09h

     Não precisa ser muito inteligente pra saber que quase R$ 3.000,00 num Galaxy Note 3 é muito dinheiro, né? Mas calma… Se você tiver um bom plano pós-pago, a operadora vai te dar o aparelho quase de graça, né? Não, fiote. Não vai. Tu ainda vai pagar mais de R$ 1.200,00 na bagaça.

     O vídeo acima é do canal “Vlog do Magrelo” no Youtube, que já foi citado aqui outras vezes. No vídeo de hoje ele comparou preços de aparelhos e planos pós-pagos no Brasil e em Londres. Obviamente eu já sabia que ia dar uma enorme diferença, mas não imagina que era tão grande.

     Em Londres, pagando um plano de £37/ mês, você pega o Galaxy Note 3 de graça! Além disso, tem minutos ilimitados pra qualquer operadora (nada de ilimitado apenas dentro da mesma operadora, como de Vivo pra Vivo, Claro pra Claro, etc.), SMS ilimitado e 1GB de internet. Aqui, se você precisa falar muito com outras operadoras, você tá fudido, pois um plano de 600 minutos sai mais de R$ 500,00 por mês (e tu ainda tem que comprar o aparelho com desconto de só 50%).

     Se você está pensando em ver quanto vale a libra, pra fazer a conversão, não perca seu tempo. Esse tipo de comparação não serve, já que a pessoa que paga o plano em libra, ganha em libra. Logo, qual o sentido de se converter pra reais, euro, dólar? E não para por ae, pois ainda tem que levar em conta o salário do cliente da operadora.

     Pelo que pesquisei na internet, o salário mínimo em Londres atualmente é de £6.19 por hora trabalhada. Supondo que a pessoa tenha uma “jornada light”, de apenas 8hs por dia, ela faz quase £50 por dia de trabalho. Ou seja, ela paga os £37 do plano e ainda sobre um troco pras refeições do dia.

     Eu sei que tem muita gente que acha os preços, impostos, qualidade de serviços públicos estejam “tudo de boa”. Como eu já disse em outros posts, não quero pagar de gostoso, mas quem já teve a mínima experiência de ir pra outro país sabe como as coisas são diferentes. Claro, não existe paraíso, mas inferno eu sei que existe, atende pelo nome de Brasil e o capeta tem apenas 4 dedos em uma das mãos.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
set 09

Chupa essa uva Vivo: perdeu playboy

2 Comentarios »Postado por GordoGeek em 09/09/2013 às 12:59h

     No ano passado a Vivo fez uma super promoção em sua loja online. A princípio, pelos preços bem baixos, todos acharam que poderia ser um erro no sistema. Porém, a empresa usou o blog oficial para confirmar que era sim uma promoção válida. Fui eu lá comprar uns aparelhos, como muitos outros. Contudo, a empresa não entregou. Tentei contato de diversas formas, seja diretamente com a empresa, seja via ReclameAqui, Anatel e Procon. Nada resolveu, então tive que recorrer ao Juizado Especial Civil.

     Depois de quase um ano de “novela”, hoje saiu a decisão da Justiça: ganhei! Além de devolver o valor pago pelos aparelhos não entregues, mais uma multa por danos morais, o juiz ainda condenou a empresa a pagar uma outra multa por ter tentado “tumultuar” o processo, colocando canhotos assinados por mim em outra compra, como se eu tivesse sim recebido os aparelhos não entregues. Pra dizer o mínimo: vergonhoso! Fato que demonstra bem o tipo de respeito (ou a falta dele) que a empresa tem com seus clientes. É mais um capítulo que me ajuda a nutrir um profundo ódio pela Telefonica/ Vivo.

     Como muitas pessoas me perguntavam como andava o processo, esse post é não apenas mais um update, mas um incentivo para que as pessoas lutem pelos seus direitos, o que é algo bem raro aqui no Brasil. Eu sei que a Justiça é lenta, é um saco ter que ficar indo em órgãos de defesa do consumidor, advogados, fórum e tudo o mais, mas tem que ir. Você só é um cidadão completo quando tem seus direitos honrados. Eu tenho absoluta convicção que a Vivo vai recorrer, de forma a atrasar o pagamento da sentença, mas isso faz parte (infelizmente). Meu processo contra eles (ou qualquer empresa) nunca é movido exclusivamente pra obter uma indenização financeira (claro que é sempre bem vindo, não sejamos hipócritas), mas sim pra retomar meus direitos, que eu não permito que sejam dilacerados dessa forma, seja pela Vivo, Mercado Livre, Mandic, Samsung ou qualquer outra empresa.

     Aliás, hoje também saiu a decisão de um outro processo meu, contra o Mercado Livre. Adivinhem se ganhei? Toma outro #chupa na cara dessa empresa de sacanas, com mais de 14.000 reclamações no site ReclameAqui. E ainda tem outra pra vir, contra a Mandic, que tirou meus servidores em Cloud do ar, sob alegação de falta de pagamento, mesmo estando tudo em dia.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
ago 09

Update: correria, NAS, Cubieboard, TP-Link e outros

4 Comentarios »Postado por GordoGeek em 09/08/2013 às 16:19h

     No começo de abril eu fiz um post aqui explicando um pouco o motivo da falta de posts. Pra quem não leu, vou ser breve no resumo: falta de tempo. Sim, a mesma “desculpa” padrão de 9 entre 10 blogueiros/ podcasters não profissionais. Como a gente não consegue tirar nem uma fração do necessário pra se manter uma família com o blog, já que anunciantes querem te pagar R$ 0,02 por clique efetivo num banner, não tem outra forma. Temos que nos concentrar no que nos provê o sustento.

     Isso dito, esse é uma espécie de post tudo em um. Muitas pessoas acabam conhecendo alguns produtos por aqui, quando faço o post de primeiras impressões, mas ficam na dúvida se vale a pena comprar o produto, já que geralmente prometo fazer um vídeo depois de mais tempo de uso e quase nunca consigo honrar o prometido. Ae, as cobranças via emails e Twitter só crescem. Aliás, não tem mais cobranças via comentários porque deu algum problema no sistema que usávamos, tentei várias horas resolver, não consegui e desisti. Novamente: desculpe. Mas não tenho todo o tempo do mundo pro blog, que é um passatempo e não um trabalho.

     Como eu não tô dando conta de testar direito nem o que eu compro, não estou pedindo mais nada pra assessorias e recusando as ofertas que me fazem, pois não seria justo ficar com um produto, não testá-lo em sua totalidade e emitir uma opinião. A empresa que contratou a assessoria não espera que a gente fale bem do produto. Bom, algumas até esperam, rs. Mas o mínimo que devemos é falar nossas impressões. E sem tempo, fica difícil. Assim, prefiro que o aparelho vá pra outro blog que tenha o devido tempo.

     A respeito do NAS da D-Link, eu queria ter feito testes mais profundos, especialmente com velocidade de cópia, comparando com outras soluções, como o Time Capsule e o AirPort Extreme. Infelizmente ainda não consegui tempo pra isso, mesmo depois de algumas semanas usando o produto. Tem horas que ele tá rápido, outras que tá lento. Precisava realmente desligar tudo da rede, isolar ele num ambiente controlado e fazer os testes. Idem pros outros equipamentos que serviriam de referência, pra ser o mais justo possível e não deixar variáveis externas interferirem nos números. Não é simplesmente pegar meia dúzia de arquivos e copiar, pois cada equipamento tem uma função e carga de trabalho dentro da minha rede. Se eu fizesse algo simplório, os números seriam completamente distorcidos.

     Eu optei pelo D-Link porque foi relativamente barato, se comparado a outros fabricantes, suportava 2 discos de 4TB cada e tinha recursos extras bacanas, como cliente de torrent, servidor de FTP, sistema compatível com Time Machine, etc. A maioria das coisas, de forma bem razoável e tem um custo x benefício bom. Não é um produto excelente. Se você procura por isso, prepara-se pra gastar 4 vezes mais. Mas, na medida do possível, me atendeu.

     Sobre o Cubieboard, muita gente acaba comprando a plaquinha para usar de Media Center. Não foi o meu caso. Apesar dele ter vindo com Android instalado e eu ter feito alguns testes rodando Netflix, arquivos de vários formatos, tanto local como na rede, achei pouco prático o fato dele não reconhecer as interfaces USB Wi-Fi e Bluetooth, que me possibilitariam controlá-lo por um controle remoto ou smartphone. Nas semanas que ele ficou com Android, tive que mexer nele com teclado e mouse com fio.

     O fato é que acabei instalando o Debian na Cubieboard, pois eu queria preencher algumas lacunas que o NAS da D-Link deixou. Em primeiro lugar, o NAS tem um cliente de torrent, mas ele funciona apenas com torrents públicos e uso muito mais torrents privados. Se você não entende nada disso, recomendo que leia esse outro artigo onde explico um pouco mais sobre o assunto.

     Além dessa função, o Cubie por aqui ainda está fazendo proxy transparente para navegação na rede, otimizando os acessos, já que ele faz uma cache pra toda a rede. Também age como servidor de FTP para as minhas câmeras, coisa que eu poderia fazer com o NAS da D-Link, mas não deu muito certo porque ele não permite algumas configurações avançadas que preciso, além de ter um limite máximo de 10 conexões e eu tenho mais câmeras do que isso. Por fim, eu queria ter instalado um HD de notebook na entrada SATA dele, mas não rolou. Quando eu conecto o HD, ele não liga. Provavelmente a plaquinha não tá mandando energia suficiente para o conjunto. Eu já coloquei várias fontes lá e nada. Assim, eu tô usando usando o NAS da D-Link pra ser o destino de gravação do Cubie.

     Eu iria comprar o Cubieboard A20, que é mais poderoso que a versão A10 que eu tenho, mas não consegui. O aparelho esgotou em todos os lugares. Porém, hoje eu recebi um contato do fornecedor que comprei a A10, dizendo que vai me presentear com um, já que eu divulguei o trabalho deles e contribui com um vídeo que eles usaram no site. Provavelmente vou instalar Linux nele também, porque monitorando o uso do meu A10, vejo que a CPU dele está sempre no gargalo. Já adianto que pra mediacenter não é muito recomendado, porque o Netflix não funciona nesse modelo (apenas no A10).

     Sobre o roteador da TP-Link que postei na semana passada, algumas pessoas já tinha me adiantado, antes mesmo da compra, que ele não era lá essas coisas. Como o produto não era muito caro, resolvi pagar pra ver. No final, ainda não me decidi se valeu ou não a pena, pois ele tem altos e baixos.

     O roteador trás enorme na caixa que faz balanceamento de link. Na verdade, essa função é a mais fraca dele. Funciona muito mal e não aconselho pra quem queira pegar 2 ou mais links, achando que vai somá-los num único de velocidade superior. Porém, quando um link cai, ele percebe isso e não deixa quem tava usando esse link sem internet. No entanto, na hora que o link volta, ele demora a mandar o fluxo original pra esse destino, o que é um tanto chato. Mas, vamos lembrar que é um equipamento de menos de R$ 130,00! Tem equipamentos de milhares de reais que fazem isso com perfeição.

     Antes de comprar o TP-Link, eu tinha 3 redes Wi-Fi: Speedy, Via Rádio e 3G da TIM. Quando eu precisava trocar de rede, tinha que me conectar diretamente no roteador sem fio delas. Com isso, eu perdia acesso a todos os outros computadores e equipamentos da minha rede. Era um inferno! Agora, eu entro no TP-Link e digo: esse equipamento agora sai pelo Speedy e não mais pelo Via Rádio. Geralmente isso funciona de imediato. Tem horas que demora alguns segundos e outras só reiniciando. Mesmo assim, tá melhor do que era antes.

     Acho que ainda vale a pena comentar sobre o caso do meu Galaxy Note 2. pra quem não se lembra, ele foi três vezes pra autorizada, sendo que da última ainda não voltou. Das duas primeiras ele ficou cerca de 20 dias e voltou com o mesmo problema. Parece que nem tinham mexido. Porém, essa semana, o pessoal que cuida do perfil da Samsung no Twitter, vendo minhas insistentes reclamações, me ligaram pra ajudar. Hoje, retornaram dizendo que foi autorizada a troca por um novo, que deve chegar entre 10 a 20 dias úteis. É muito? Sim. Deu trabalho? Deu. Mas pra quem estava desde junho sem o aparelho, já tinha usado ReclameAqui, Procon e a perspectiva era enfrentar meses no Juizado Especial Civil, melhor assim.

     Outra coisa que muita gente andou me perguntando é sobre os cartões da SanDisk com problema. Eu mandei tudo pra eles em julho, conforme me solicitaram, o prazo que me deram vence hoje e nem sinal dos novos cartões. Sinceramente, tô tão atolado que não tive tempo de brigar mais por isso. Vou esperar até o final do mês e, se ae não chegar, vejo o que vou fazer.

     Sobre o meu processo contra a Vivo, ainda não foi marcada audiência. Acho que nem vai, pois o juiz optou por fazer um julgamento com base nas provas apresentadas. A Vivo, desorganizada como ela só, anexou ao processo dois canhotos de notas fiscais assinadas por mim. Porém, não eram dos produtos que não entregaram e sim de outros produtos que comprei com eles. Não sei se tentaram fraudar a parada, se são muito burros, se quiseram ver se colava ou o que. O fato é que o caso ainda está andando.

     Tem ainda o meu processo contra o Mercado Livre. Assim como no caso da Vivo, ainda tá correndo e o juiz dispensou audiência. A alegação do Mercado Livre é que bloquearam minha conta porque eu violei os termos de uso, anunciando um produto por um preço muito baixo. Oi? A intenção não é vender? Vou vender num preço mais alto, se posso fazer mais barato, por qual motivo? Detalhe: ignoraram que o próprio comprador tinha me qualificado como positivo e autorizado a liberar a grana. E tem mais, só me responderam depois de meses, quando o processo deve ter chegado pra eles, pois até então, estavam me ignorando.

     Deu pra ver, num post com mais de 1.500 palavras, que a correria aqui realmente está grande, né? Se você deixou comentário no Instagram, no Twitter, mandou email e não teve resposta, ao invés de nutrir o seu ódio por esse gordo tecnológico, tenta se por um pouco no meu lugar e ver que as coisas não estão fáceis.

TAG(s):
Categoria(s): Geral
preload preload preload