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Uma semana com um Raspberry Pi

Sem Comentarios »Postado por Pedro Alves em 01/04/2013 às 11:32h

Raspberry Pi

    Raspberry Pi é um daqueles projetos tão simples e funcionais que nos fazem perguntar “Por que diabos ninguém fez isso antes?”

   Criado por estudantes de Cambridge com o objetivo de incentivar jovens mentes a desbravarem o mundo da programação, esse é um dos menores computadores do mundo. Em uma placa de circuito do tamanho de um cartão de crédito, temos uma CPU ARM fundida com uma GPU com capacidade de rodar videos 1080p, uma porta HDMI, duas portas USB 2.0, uma porta ethernet 10/100 Mbps, saída de vídeo RCA e uma porta P2 para saída de áudio. E tudo isso em seu modelo principal com 512 MB de RAM por £25.

   O preço é tão baixo e as possibilidades são tantas que a internet tem sido inundada com projetos bastante interessantes do que se fazer com essa belezinha. Desde um “supercomputador” formado por dezenas de Raspberry Pis coordenados com MPI até simples clientes bit torrent ou um media center rodando XBMC.

   Estou com um desses aqui em casa há cerca de uma semana e tem sido uma experiência bem interessante. Aposentei meu (cansado) Mac mini e transferi para o Raspberry Pi suas funções como servidor de arquivos, servidor bit torrent, servidor MySQL, servidor de backup e coordenador de uma máquina rodando FreeNAS. Uma placa de circuito barata conseguiu substituir, para meu caso de uso, todo um Mac mini. No mínimo interessante, não?

   A energia elétrica é fornecida por um conector micro-usb e segue especificações bem documentadas, o que permite que você use algum carregador de celular que já possua em casa. No site do projeto são fornecidas várias imagens de distribuições Linux compatíveis e prontas para uso (obviamente Windows ainda não é suportado). Basta gravar em um cartão SD, espetar na placa e pronto. Cheguei a pensar em fazer uma demonstração por vídeo, mas é um processo tão simples que pode ser facilmente encontrado no Youtube.

   Não quero deixar a impressão de que é hora de jogarmos fora nossos computadores. Um Raspberry Pi funciona muito bem, mas é um pouco lento. Utilizando aceleração pela GPU consegue rodar vídeos em 1080p tranquilamente, mas uma simples instalação de pacotes com um “apt-get” é consideravelmente mais lento do que se fosse feito em uma máquina tradicional. É importante lembrar que o objetivo desse projeto não é entregar uma máquina rápida, mas apenas entregar uma máquina que funcione e consiga fomentar a criatividade e incentivar a inclusão digital.

   Outros projetos e propostas interessantes para o que se fazer com um (ou vários) Raspberry Pi estão nessa coletânea.

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