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Viajar com cartão de crédito ou cartão pré-pago?

Sem Comentarios »Postado por GordoGeek em 28/06/2012 às 00:56h

     Eu sei que alguns vão pensar “poxa, de novo esse alerta”, mas eu vou fazer em todos posts referentes a viagem pra evitar que nos comentários (como às vezes acontece) alguém venha me chamar de burro e dizer que o post foi uma porcaria, que não ajudou em nada, que eu quero me passar por sabichão e não sei nada, etc. Acreditem, por mais que eu faça os posts pra ajudar, ainda tenho que ler coisas desse tipo. Então, na tentativa de minimizar tais comentários, vou sempre colocá-los no início dos posts. Você, que já leu, pode começar sempre a ler do segundo parágrafo. Isso dito, lá vai: essa série de posts sobre a viagem que fiz são para compartilhar o pouco que sei e tais informações podem não ser as melhores alternativas pra você. Conto com os comentários dos leitores para me corrigirem e enriquecer o conteúdo.

     Muita gente, sabendo que eu iria para Nova Iorque, me recomendou usar os cartões pré-pagos. Supostamente, uma das vantagens desses cartões tipo Visa Travel Money seria a economia do IOF. No cartão de crédito, todas as suas compras internacionais pagam 6,38% de imposto, enquanto as nacionais, “apenas” 0,38%. E, sabe-se lá Deus porque, os cartões pré-pagos pagam “só” os 0,38%.

     Essa semana eu fui atrás dos cartões pré-pagos em diferentes bancos e corretoras. Cheguei até a fazer três cartões e colocar USD 100 de crédito em cada. Cito: Global Travel Card (Itaú), VISA Travel Money (Banco do Brasil) e VISA Travel Money (Multimoney Corretora). Além desses três que fiz, liguei pra mais de 20 lugares pra saber sobre os cartões oferecidos, as taxas de adesão, manutenção, saque, câmbio, etc.

     A grande maioria das empresas não cobra qualquer taxa para emissão ou manutenção desses cartões. A princípio, parece super vantajoso, pois você não paga taxa alguma*, pode transferir o dinheiro diretamente da conta corrente para o saldo do cartão, além de poder resgatar esse dinheiro de volta pra conta corrente caso não use. Caso queira manter o dinheiro lá, para uma próxima viagem, sem problemas, pois o saldo não expira.

     O problema é que, quando se começa a por tudo na ponta do lápis, a coisa não é assim muito vantajosa. No dia em que eu fiz a recarga dos cartões citados, a cotação do dólar comercial estava em R$ 2,05. Sabem que taxas foram cobradas nos cartões? R$ 2,17 em um, R$ 2,18 em outro e R$ 2,23 em outro. Ou seja, além da taxa variar, geralmente é muito alta e acaba por inviabilizar a maior vantagem dos cartões: fugir dos 6% do IOF.

     Em defesa dos cartões pré-pagos, está a segurança do câmbio não oscilar durante a viagem. Você vai pagar um câmbio mais alto, mas ele está “travado” naquele valor, como se fosse papel moeda. Eu já tive problemas de gastar no cartão achando que iria pagar um câmbio X e quando chegou a fatura, o dólar subiu uns 10% e eu me lasquei.

     Eu estou levando os três cartões que fiz e vou priorizar pequenos pagamentos por eles, como gastos com alimentação. E claro, se der alguma merda e eu for assaltado ou perder algum cartão, entro via internet, transfiro mais saldo da conta corrente pro saldo de outro cartão e pronto: problema resolvido.

     Como eu não tenho experiência de uso desses cartões no exterior, não posso dar meu testemunho, mas pelo que coletei de informações pelo Twitter, algumas lojas podem não aceitar cartões pré-pagos, especialmente se o valor for elevado. Por exemplo: eu pretendo comprar um MacBook Air na loja da Apple. A princípio, seria super interessante fazer no pré-pago e fugir do IOF. Mas ae vem o risco dele não ser aceito, além de pagar um câmbio super elevado. Claro, eu poderia sacar a grana desse cartão, mas eles geralmente tem um limite baixo de saques diários e é cobrada uma taxa de USD 2.50. Assim, pra eu retirar os USD 1,000 de um MacBook, precisaria de quatro dias, sacando USD 250 em cada.

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